Questões de Vestibular
Comentadas sobre conhecimentos gerais sobre arte e cultura em conhecimentos gerais
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O contexto do filme de João Moreira Salles evidencia a:
Não existe Picasso e Monet nas ruas, muito menos na sua sala, porque eles não representam a população comum. Já o pixo está presente na vida da cidade e formou uma geração que passou muito veneno na rua, vivendo o risco, criando letreiro reto e fazendo questionamento político… Isso é pichação paulista. O que o faz ser arte não são as caligrafias apenas e sim a história de mais de 30 anos de uma cultura que se desenvolveu ao redor de uma expressão. Fonte: http://vaidape.com.br/2016/09/di-o-homem-que-arranhou-o-ceu/ Publicado: 08/09/2016 | Acesso: 09/10/2016
A forma de expressão abordada no texto é, segundo a revista Vaidapé, parte integrante das manifestações culturais contemporâneas. Na perspectiva do texto, o “pixo” pode ser entendido como forma de:
O qui é Brasí caboco? É um Brasi diferente do Brasí das capitá. É um Brasi brasilêro, sem mistura de instrangero, um Brasi nacioná! Brasi caboco num come assentado nos banquete, misturado cum os home de casaca e anelão... Brasi caboco só come o bode seco, o feijão, e as veiz uma panelada, um pirão de carne verde, nos dias da inleição quando vai servi de iscada prus home de posição.
Fonte: Academia Brasileira de Literatura de Cordel http://www.ablc.com.br/popups/cordeldavez/ cordeldavez014.htm | Acesso: 28/09/2016
Por meio dos versos de Zé da Luz, podem-se identificar estruturas sociais próprias do sertão nordestino, típicas na transição do século XIX para o XX, denominadas de:
Johann Moritz Rugendas esteve no Brasil entre 1821 e 1825, inicialmente como membro da Expedição Langsdorff. Desenhista e documentarista, produziu obras sobre paisagens, cenas cotidianas e tipos humanos, como a representada a seguir, denominada Família de fazendeiros (1825).

Nessa obra, observam-se
Considere o texto abaixo.
De um modo geral, todos esses movimentos da vanguarda europeia de fins do século XIX e início do século XX estavam sob o signo da desorganização do universo artístico de sua época. A diferença é que uns, como o futurismo e o dadaísmo, queriam a destruição do passado e a negação total dos valores estéticos presentes; e outros, como o expressionismo e o cubismo, viam na destruição a possibilidade de construção de uma nova ordem superior. No fundo eram, portanto, tendências também organizadoras de uma nova estrutura política e social.
(TELES, Gilberto Mendonça, Vanguarda europeia e modernismo brasileiro. Rio de Janeiro: Vozes, 1972, p. 10)
Considere o texto abaixo.
De um modo geral, todos esses movimentos da vanguarda europeia de fins do século XIX e início do século XX estavam sob o signo da desorganização do universo artístico de sua época. A diferença é que uns, como o futurismo e o dadaísmo, queriam a destruição do passado e a negação total dos valores estéticos presentes; e outros, como o expressionismo e o cubismo, viam na destruição a possibilidade de construção de uma nova ordem superior. No fundo eram, portanto, tendências também organizadoras de uma nova estrutura política e social.
(TELES, Gilberto Mendonça, Vanguarda europeia e modernismo brasileiro. Rio de Janeiro: Vozes, 1972, p. 10)
Considere o texto abaixo.
Há no Romantismo nacional uma expressão evidente do culto da nacionalidade, o qual, tomado num sentido mais amplo, se manifesta também em lutas pela afirmação da liberdade política e determina a exaltação de valores e tradições. Esse sentimento é tomado também nos seus aspectos sociais, sob o apanágio dos direitos do homem livre, razão de ser do movimento abolicionista e matéria para o romance, para o teatro e para a poesia da época.
(Adaptado de: CANDIDO, Antonio e CASTELLO, José Aderaldo. Presença da Literatura Brasileira I. Das origens ao Romantismo. São Paulo: DIFE, 1974, p. 207-208)

(Disponível em:<https://sociologiareflexaoeacao.files.wordpress.com/2015/07/cena-cotidiana-autor-desconhecidofacebook.jpg>
Observe a figura a seguir.

Cinthia Marcelle, Sobre este mesmo mundo, lousa e giz, 120 × 840 × 8 cm, 2010.
Na instalação da artista brasileira Cinthia Marcelle, verifica-se um conjunto de elementos do cotidiano escolar, como a lousa, o pó de giz e o apagador.
Com base nessa instalação e nos conhecimentos sobre arte contemporânea, considere as afirmativas a seguir.
I. Ao atestar que é Sobre este mesmo mundo, a instalação aponta para os sentidos das transformações do cotidiano escolar. II. O conjunto de elementos propostos e o modo como eles estão dispostos indicam o caráter temporal abordado pela instalação.
III. A arte contemporânea desvela, por meio do que lhe é próprio, o que é, ao mesmo tempo íntimo e social, pessoal e cultural.
IV. A produção de arte contemporânea, apartada de toda a temporalidade que a precede, abandona os materiais tradicionais e elege a instalação como forma ideal da arte.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
“O Descobrimento da América, no quadro da expansão marítima europeia, deu lugar à unificação microbiana do mundo. No troca-troca de vírus, bactérias e bacilos com a Europa, África e Ásia, os nativos da América levaram a pior. Dentre as doenças que maior mortandade causaram nos ameríndios estão as 'bexigas', isto é, a varíola, a varicela e a rubéola (vindas da Europa), a febre amarela (da África) e os tipos mais letais de malária (da Europa mediterrânica e da África). Já a América estava infectada pela hepatite, certos tipos de tuberculose, encefalite e pólio. Mas o melhor 'troco' patogênico que os ameríndios deram nos europeus foi a sífilis venérea, verdadeira vingança que os vencidos da América injetaram no sangue dos conquistadores. Traços do trauma provocado por essas doenças parecem ter-se cristalizado na mitologia indígena. Quatro entidades maléficas se destacavam na religião tupi no final do Quinhentos: Taguaigba ('Fantasma ruim'), Macacheira ou Mocácher ('O que faz a gente se perder'), Anhanga ('O que encesta a gente') e Curupira ('O coberto de pústulas'). É razoável supor que o curupira tenha surgido no imaginário tupi após o choque microbiano das primeiras décadas da descoberta.”
Luiz Felipe de Alencastro. “Índios perderam a guerra
bacteriológica”. Folha de S. Paulo, 12.10.1991, p. 7. Adaptado.

Marco Cianfanelli, Release (Soltura), 2012, África do Sul, aço pintado e cortado a laser, profundidade 20,8 m, altura 9,48 m e largura 5,19 m.
As imagens apresentam, de diversos ângulos, a escultura de Marco Cianfanelli em homenagem ao 50º aniversário da captura e prisão de Nelson Mandela, em 1962. A obra é composta por hastes de aço de altura variável, cortadas a laser e inseridas na paisagem, na província de KwaZulu-Natal, onde Mandela foi detido pelo regime do apartheid. Ao comentar a sua obra, o artista afirmou: "As 50 colunas representam os 50 anos que se passaram desde a sua captura, mas também sugerem a ideia de que muitos compõem um conjunto; referem-se à solidariedade. Indicam a ironia de que o encarceramento de Mandela o transformou em um ícone de luta, alimentando a resistência que levou o país à democracia".
As afirmações abaixo constituem aspectos da proposta política e estética do artista, EXCETO:
Fonte: http://atelieartenascotas.flavors.me/#facebook Acesso
A relação entre arte e questão ambiental, que norteia o Ateliê Arte nas Cotas, explicita que, nesse caso específico, a arte

Fonte: http://www.infoescola.com/pintura/guernica/ Acesso em 11-09-2015. Adaptado.
A respeito dessa obra, pode-se afirmar que
“A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar e transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música.”
Fonte: http://www.infoescola.com/artes/semana-de-arte-moderna/. Dos artistas abaixo relacionados, qual não está no contexto da semana de Arte Moderna de1922.
O que quer dizer civilização do espetáculo? É a civilização de um mundo onde o primeiro lugar na tabela de valores vigentes é ocupado pelo entretenimento, onde divertir-se, escapar do tédio, é a paixão universal. Esse é ideal de vida é perfeitamente legítimo, sem dúvida. Só um puritano fanático poderia reprovar os membros de uma sociedade que quisessem dar descontração, relaxamento, humor e diversão a vidas geralmente enquadra- das em rotinas deprimentes e às vezes imbecilizantes. Mas transformar em valor supremo essa propensão natural a divertir-se tem consequencias inesperadas: banalização da cultura, generalização da frivolidade e, no campo da informação, a proliferação do jornalismo irresponsável da bisbilhotice e do escândalo.
(LLOSA, Mário Vargas. A civilização do espetáculo. Trad. Ivone Benedetti. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. pp. 29-30)
Levando em conta a atualidade brasileira, a definição de “civilização do espetáculo”, apresentada por Vargas Llosa, uma das “consequências inesperadas” dessa tendência poderia ser representada:
Um líder jihadista egípcio convocou a população muçulmana para destruir a Esfinge e as Pirâmides de Gizé, informa o site árabe Al Arabiya. Murgan Salem al-Gohary, que afirma ter ligações com o Talibã, pediu que os egípcios repetissem o que foi feito no Afeganistão, quando estátuas de Buda foram removidas após a chegada dos fundamentalistas ao poder.
“A destruição da memória, da História, do passado é algo terrível para uma sociedade”.
Jacques Le Goff, Revista Veja.
A destruição de patrimônios históricos da Humanidade, como as estátuas de Buda no Afeganistão, e a ameaça à Esfinge de Gizé e às Pirâmides não se restringem aos conflitos político-religiosos que assolam o Oriente Médio há séculos, mas fazem parte de um processo maior de reconfiguração da Memória e da História da sociedade.
O processo acima descrito está diretamente relacionado ao (à)