O excerto, a seguir, é um trecho do bate-papo ocorrido depoi...
Não existe Picasso e Monet nas ruas, muito menos na sua sala, porque eles não representam a população comum. Já o pixo está presente na vida da cidade e formou uma geração que passou muito veneno na rua, vivendo o risco, criando letreiro reto e fazendo questionamento político… Isso é pichação paulista. O que o faz ser arte não são as caligrafias apenas e sim a história de mais de 30 anos de uma cultura que se desenvolveu ao redor de uma expressão. Fonte: http://vaidape.com.br/2016/09/di-o-homem-que-arranhou-o-ceu/ Publicado: 08/09/2016 | Acesso: 09/10/2016
A forma de expressão abordada no texto é, segundo a revista Vaidapé, parte integrante das manifestações culturais contemporâneas. Na perspectiva do texto, o “pixo” pode ser entendido como forma de:
Gabarito comentado
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Resposta correta: A — contestação
Tema central: identificação da pichação (pixo) como forma de expressão cultural e política. A questão exige compreender se o trecho aponte para uma ação política/social ou para definições puramente jurídicas/objetivas (vandalismo, comércio etc.).
Resumo teórico: a pichação, segundo estudos sobre cultura urbana, é uma prática estética e política que funciona como linguagem pública — marca de identidade de grupos, protesto e visibilidade social. O texto ressalta “questionamento político”, “presente na vida da cidade” e “história de mais de 30 anos”, elementos que caracterizam uma forma de contestação social e cultural, não apenas um ato isolado de depredação.
Justificativa da alternativa A: o enunciado destaca explicitamente o caráter de “questionamento político” e a formação de uma geração em torno dessa expressão. Isso indica intenção de contestar valores, visibilizar sujeitos e disputar significados no espaço público — características típicas da contestação.
Análise das alternativas incorretas:
B — vandalismo: palavra técnica possível, mas insuficiente. O trecho não reduz a prática a dano; enfatiza dimensão histórica e política. Vandalismo descreve um aspecto (depredação), mas não capta a intenção contestatória apresentada.
C — comércio de arte: incorreto. O texto não fala em venda, mercado ou legitimação comercial; destaca militância urbana e risco, não exposição/mercantilização.
D — desrespeito ao patrimônio público: também parcial. Embora pichação interrompa a paisagem, o foco do trecho é a autonomia cultural e o questionamento político, não apenas o prejuízo ao patrimônio.
E — manifestação compreendida somente pelo executor: errado. O trecho afirma que o pixo “está presente na vida da cidade” e formou uma geração — indica coletivo e interlocução pública, não compreensão restrita ao autor.
Estratégia de prova: busque palavras-chave no enunciado que indiquem finalidade (ex.: “questionamento político”, “presente na vida da cidade”, “cultura”). Elas direcionam para leitura sociocultural (contestação) e afastam respostas que tratem apenas da consequência material (vandalismo) ou da motivação mercantil (comércio).
Fonte sugerida para consulta: estudos sobre cultura urbana e pichação; legislação brasileira (Art. 163 do Código Penal trata de dano ao patrimônio) para distinguir dimensão jurídica da dimensão cultural/contestatória.
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