Questões de Vestibular
Sobre o que é a filosofia em filosofia
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SARANYANA, J. I. A filosofia medieval. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio, 2006. p. 77.
De acordo com a teoria da iluminação de Santo Agostinho (354-430), a luz divina é
ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Loyola, 2014. p.11.
De acordo com o texto, a filosofia se originou na Grécia
“[...] É precisamente aqui, quando a formação do cosmo físico está completa, que se dá uma mudança significativa na história de Hesíodo. A cosmogonia não é um mito, ou melhor, já não é um mito. Avançou tanto no caminho da racionalização que apenas uma divisória muito fina a separa dos primeiros sistemas jônicos”.
CORNFORD, F. M. Principium Sapientiae: As Origens do Pensamento Filosófico Grego. Tradução de Maria Manuela Rocheta dos Santos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1989, p. 324.
Assinale a opção que corretamente explica a abordagem de Francis Cornford esboçada no excerto.
O ponto de partida da filosofia autêntica encontra-se no espanto, na admiração ou na angústia. Uma fissura manifesta-se na existência; é preciso cimentar a brecha da dúvida. O pensamento vem e põe ordem na desordem. Chamam--se filosofia os primeiros princípios que traduzem a justificação que a pessoa se dá sobre seu lugar no mundo. O que a reflexão procura é sempre um estado de paz, princípio de uma orientação ontológica em fé da qual o homem se encontra à vontade na sua paisagem. Neste sentido, a função da filosofia não é diferente da do mito. O mito é a primeira forma desta adaptação espiritual da comunidade humana ao seu contorno. O pensador, uma vez rompida a consciência coletiva, retoma-o por sua conta, com os meios acrescidos da reflexão.
(Georges Gusdorf. Mito e metafísica, 1979. Adaptado.)
Com base no excerto, a relação entre mito e filosofia pode ser compreendida como a
“Quem negaria que os futuros ainda não são? Mas já está na mente a espera dos futuros. E quem negaria que os passados já não são? Todavia, ainda está na mente a memória dos passados. E quem negaria que o tempo presente não tem extensão temporal, porque passa em um instante? Todavia, perdura a atenção, pela qual o que está presente se encaminha para a ausência.”
Agostinho de Hipona. Confissões.
Ao propor uma aproximação entre a fala da personagem Calvin no quadrinho e o trecho citado das Confissões de Agostinho, é possível encontrar semelhanças com relação à descrição do tempo e sua compreensão filosófica. Dentre as afirmativas a seguir, qual delas pode ser considerada verdadeira para ambos os casos?
Leia o texto a seguir.
Desde que há Estado – da cidade grega às burocracias contemporâneas – a ideia de verdade sempre se voltou, finalmente, para o lado dos poderes [...]. Por conseguinte, a contribuição específica da Filosofia que se coloca ao serviço da liberdade, de todas as liberdades, é a de minar, pelas análises que ela opera e pelas ações que desencadeia, as instituições repressivas e simplificadoras: quer se trate da ciência, do ensino, da tradução, da pesquisa, da medicina, da família, da polícia, do fato carcerário, dos sistemas burocráticos, o que importa é fazer aparecer a máscara, deslocá-la, arrancá-la [...].
CHÂTELET, François apud ARANHA, M. L. A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando: introdução à Filosofia. 5. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 15.
Considerando-se as ideias presentes na citação apresentada, verifica-se que a Filosofia
REIS, Diego dos Santos. Lélia Gonzalez, Por uma Filosofia Amefricana. Anais do IV Congresso de Pesquisadores/as Negros/as, 2023.
Segundo Diego dos Santos Reis, para a filósofa Lélia González,
A IA está em seus passos iniciais e sua utilização se estende a vários campos do conhecimento e áreas de atuação profissional. Há certo consenso de que seus aspectos positivos, em si mesmos indiscutíveis, não encobrem possíveis problemas, sobretudo de ordem ética.
A partir dessas considerações, faça o que se pede no item seguinte, que é do tipo D.
Discorra sobre uma questão ética que o uso da IA pode envolver no campo do conhecimento histórico.

O espaço reservado acima é de uso opcional, para rascunho. Não se esqueça de transcrever sua resposta para o Caderno de Respostas.
As discussões acerca das possibilidades de criação estética a partir do desenvolvimento dos recursos de IA envolvem os limites éticos para a aplicação desses recursos no campo das artes e das ciências.
Os debates contemporâneos sobre IA e seus impactos articulam-se aos modos inorgânicos da realidade, ao passo que, em outras épocas, a problematização recaía sobre modos orgânicos de configuração desse fenômeno, ainda que sob distintas denominações.
A racionalidade científica moderna funda-se na ideia de um sujeito racional apto ao desenvolvimento de sua autonomia, a partir da prevalência da sensibilidade sobre o mero entendimento da realidade.
As preocupações filosóficas acerca das características do conhecimento e de suas possibilidades expressam-se desde a Antiguidade, no entanto a ausência de tecnologias naquele período da história impede a aproximação de tais reflexões aos fenômenos relativos à IA.
Leia o texto a seguir.
Não há dúvida de que o trabalho de investigação que um dado paradigma permite torna-se uma contribuição duradoura para o corpo de conhecimento científico e técnico, mas os paradigmas eles próprios são com frequência postos de lado e substituídos por outros bastante incompatíveis com eles. Não podemos recorrer a noções de “verdade” ou “validade” a propósito dos paradigmas na tentativa de compreender a especial eficácia da investigação que a sua aceitação permite.
KUHN, Thomas S. A função do dogma na investigação científica. Trad. de Jorge Dias de Deus. Curitiba: UFPR. SCHLA, 2012, p. 39.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Thomas Kuhn, assinale a alternativa correta.
(Wesley Samp. www.depositodowes.com, 17.12.2008.)
Texto 2
A concepção de real e virtual pensados como um contínuo se vê reforçada pela percepção de que um registro afeta o outro. Tal ideia é sustentada por autores que concebem a internet como uma ferramenta para veicular as subjetividades de nossa época, mas não só. […] Segundo Viganò, “o advento da internet contribui potencialmente para fazer da assim dita realidade virtual um elemento constitutivo da realidade social”.
(Flávia Hasky e Isabel Fortes. “Desconstruindo polarizações acerca da internet: entrelaçamentos entre os universos on-line e off-line”. Psicologia em Pesquisa, 2022.)
O contraste entre esses textos permite retomar, na atualidade, uma clássica questão filosófica, “o que é real?”, pois a
(Simon Blackburn. Think: A compelling introduction to philosophy, 1999. Adaptado.)
No texto, o autor explicita a presença da atitude filosófica a partir
CUPANI, Alberto. Filosofia da Tecnologia. Um convite. Florianópolis: Editora da UFSC, 2016.
A relação filosofia e tecnologia exige que aquela assuma para si como desafio a (o)
(Virginia Woolf. “O cinema”. Rapsódia, 2006. Adaptado.)
Com o surgimento da disciplina estética, no século XVIII, entendeu-se que a arte é capaz de produzir ajuizamentos. O texto aborda o tema por meio da constatação da autora de que
(Oswaldo Porchat Pereira. Rumo ao ceticismo, 2007. Adaptado.)
O “divórcio” entre o homem comum e o filósofo, segundo o autor, ocorre em função da