Questões de Vestibular
Comentadas sobre filosofia e conhecimento em filosofia
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SARANYANA, J. I. A filosofia medieval. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio, 2006. p. 77.
De acordo com a teoria da iluminação de Santo Agostinho (354-430), a luz divina é
Leia o texto a seguir.
Desde que há Estado – da cidade grega às burocracias contemporâneas – a ideia de verdade sempre se voltou, finalmente, para o lado dos poderes [...]. Por conseguinte, a contribuição específica da Filosofia que se coloca ao serviço da liberdade, de todas as liberdades, é a de minar, pelas análises que ela opera e pelas ações que desencadeia, as instituições repressivas e simplificadoras: quer se trate da ciência, do ensino, da tradução, da pesquisa, da medicina, da família, da polícia, do fato carcerário, dos sistemas burocráticos, o que importa é fazer aparecer a máscara, deslocá-la, arrancá-la [...].
CHÂTELET, François apud ARANHA, M. L. A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando: introdução à Filosofia. 5. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 15.
Considerando-se as ideias presentes na citação apresentada, verifica-se que a Filosofia
As discussões acerca das possibilidades de criação estética a partir do desenvolvimento dos recursos de IA envolvem os limites éticos para a aplicação desses recursos no campo das artes e das ciências.
A racionalidade científica moderna funda-se na ideia de um sujeito racional apto ao desenvolvimento de sua autonomia, a partir da prevalência da sensibilidade sobre o mero entendimento da realidade.
As preocupações filosóficas acerca das características do conhecimento e de suas possibilidades expressam-se desde a Antiguidade, no entanto a ausência de tecnologias naquele período da história impede a aproximação de tais reflexões aos fenômenos relativos à IA.
(Simon Blackburn. Think: A compelling introduction to philosophy, 1999. Adaptado.)
No texto, o autor explicita a presença da atitude filosófica a partir
CUPANI, Alberto. Filosofia da Tecnologia. Um convite. Florianópolis: Editora da UFSC, 2016.
A relação filosofia e tecnologia exige que aquela assuma para si como desafio a (o)
(Virginia Woolf. “O cinema”. Rapsódia, 2006. Adaptado.)
Com o surgimento da disciplina estética, no século XVIII, entendeu-se que a arte é capaz de produzir ajuizamentos. O texto aborda o tema por meio da constatação da autora de que
(Oswaldo Porchat Pereira. Rumo ao ceticismo, 2007. Adaptado.)
O “divórcio” entre o homem comum e o filósofo, segundo o autor, ocorre em função da
Leia com atenção o seguinte diálogo entre Galileu e o garoto Andrea, personagens da peça Vida de Galileu (1938-39), do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956):
“GALILEU – Você entendeu o que eu lhe expliquei ontem?
ANDREA – O quê? Aquela história de Copérnico e da rotação da Terra?
GALILEU – É.
ANDREA – Por que o senhor quer que eu entenda? É muito difícil, e eu ainda não fiz onze anos, vou fazer em outubro.
GALILEU – Mas eu quero que você entenda. É para que se entendam essas coisas que eu trabalho e compro livros caros em vez de pagar o leiteiro.
ANDREA – Mas eu vejo que o Sol de noite não está onde estava de manhã. Quer dizer que ele não pode ficar parado! Nunca, jamais...
GALILEU – Você vê?! O que você vê? Você não vê nada! Você arregala os olhos, mas arregalar os olhos não é ver.
Galileu põe a bacia de ferro no centro do quarto e diz:
GALILEU – Bem, isto é o Sol (aponta para a bacia).
Sente-se aí (aponta para a cadeira).
Andrea se senta na única cadeira, tendo a bacia à sua esquerda; Galileu fica de pé, atrás dele, e pergunta:
GALILEU – Onde está o Sol, à direita ou à esquerda?
ANDREA – À esquerda.
GALILEU – Como fazer para ele passar para a direita?
ANDREA – O senhor carrega a bacia para a direita, claro.
GALILEU – E não tem outro jeito?
Galileu levanta Andrea e a cadeira do chão, coloca-os do outro lado da bacia e pergunta:
GALILEU – Agora, onde está o Sol?
ANDREA – À direita.
GALILEU – E ele se moveu?
ANDREA – Ele, não.
GALILEU – O que é que se moveu?
ANDREA – Eu.
GALILEU (gritando) – Errado, seu desatencioso! A cadeira! A cadeira se moveu!
ANDREA – Mas eu com ela!
GALILEU – Claro, a cadeira é a Terra. Você está em cima dela.”
BRECHT, B. A vida de Galileu. Trad. Roberto Schwartz. In: Bertolt Brecht. Teatro completo, vol. 6.– 3ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991. Adaptado.
Com base no diálogo acima, é correto afirmar que, para o personagem Galileu, para compreender os fenômenos astronômicos acima discutidos,
O filósofo é o amigo do conceito, ele é conceito em potência. Quer dizer que a filosofia não é uma simples arte de formar, de inventar ou de fabricar conceitos, pois os conceitos não são necessariamente formas, achados ou produtos. A filosofia, mais rigorosamente, é a disciplina que consiste em criar conceitos.
(Gilles Deleuze e Félix Guattari. O que é a filosofia?, 2007.)
Texto 2
A língua é um “como” se pensa, enquanto que a cultura é “o quê” a sociedade faz e pensa. A língua, como meio, molda o pensamento na medida em que pode variar livremente. A língua é o molde dos pensamentos.
(Rodrigo Tadeu Gonçalves. Perpétua prisão órfica ou Ênio tinha três corações, 2008. Adaptado.)
Os textos levantam questões que permitem identificar uma característica importante da reflexão filosófica, qual seja, que
Analisando o a afirmação de Gilles Deleuze e com base nos conhecimentos sobre Filosofia, pode-se afirmar que a essa ciência
Nesse sentido, pode-se afirmar que este modelo de conhecimento descrito no texto pode ser caracterizado como
“Qualquer conceito empírico de doença conserva uma relação com o conceito axiológico da doença. Não é, portanto, um método objetivo que qualifica como patológico um determinado fenômeno biológico. É sempre a relação com o indivíduo doente, por intermédio da clínica, que justifica a qualificação de patológico. Embora admitindo a importância dos métodos objetivos de observação e de análise na patologia, não parece possível que se possa — com absoluta correção lógica — falar em ‘patologia objetiva’. É claro que a patologia pode ser metódica, crítica, armada de meios experimentais. Essa patologia pode ser considerada objetiva, em relação ao médico que a pratica. Mas a intenção do patologista não faz com que seu objeto seja uma matéria desprovida de subjetividade. Pode-se praticar objetivamente,isto é, imparcialmente, uma pesquisa cujo objeto não pode ser concebido e construído sem referência a uma qualificação positiva e negativa; cujo objeto, portanto, não é tanto um fato mas, sobretudo, um valor.”
CANGUILHEM, Georges. O normal e o patológico. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009.
O trecho acima apresenta um contraste entre aspectos subjetivos e objetivos característicos da construção dos objetos das ciências médicas. Com base nesse trecho, indique a alternativa que expressa de maneira CORRETA a atitude de Canguilhem com relação à conceituação do patológico.