Questões de Vestibular
Sobre conceitos filosóficos em filosofia
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KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Lisboa: Edições 70, 1992, p. 69.
O imperativo moral acima citado, que, nos termos da filosofia moral kantiana, deve servir “de lei prática universal”, nos indica que
“[O] ponto mais importante da estética nietzschiana do seu primeiro livro [O nascimento da tragédia] é o desenvolvimento dos aspectos apolíneo e dionisíaco na arte grega, considerados como impulsos antagônicos, como duas faculdades fundamentais do homem: a imaginação figurativa, que produz as artes da imagem (a escultura, a pintura e parte da poesia), e a potência emocional, que encontra sua voz na linguagem musical. Cada um desses impulsos manifesta-se na vida humana por meio de dois estados fisiológicos, o sonho e a embriaguez, que se opõem como o apolíneo e o dionisíaco. O sonho e a embriaguez são condições necessárias para que a arte se produza; por isso, o artista, sem entrar em um desses estados, não pode criar”.
DIAS, Rosa Maria. Arte e vida no pensamento de Nietzsche. In: Cadernos Nietzsche, São Paulo, v. 36 nº 1, p. 228, 2015.
Com base na citação acima, é correto afirmar que
Alguém apagou o vídeo em que mostra imagens de mulher nua
Arregou
Uma amiga comenta:
Todo covarde é arregão... Todo estuprador é covarde... logo, todo estuprador é arregão...
Observe que esse comentário constitui um argumento, com premissas e conclusão. Supondo que a palavra “covarde” tenha o mesmo significado nas duas premissas, a forma do argumento é
Todas as cobras são répteis.
Algumas cobras não são animais perigosos.
Logo, alguns animais perigosos não são répteis.
Sobre a invalidade da forma do silogismo dado, assinale a alternativa CORRETA:
Fonte: KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste, 2013, p. 79.
O trecho ilustra alguns aspectos da teoria kantiana do conhecimento. Sobre esta mesma teoria, assinale a opção CORRETA.
[N]ão existe contraposição maior à exegese e justificação puramente estética do mundo [...] do que a doutrina cristã, a qual é e quer ser somente moral, e com seus padrões absolutos, já com sua veracidade de Deus, por exemplo, desterra a arte, toda arte, ao reino da mentira –isto é, nega-a, reprova-a, condena-a.”
NIETZSCHE, F. O nascimento da tragédia, ou helenismo e pessimismo. –“Tentativa de autocrítica”. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 19.
Nessa passagem, Nietzsche
“No Brasil, a tortura ganhou destaque durante o período da ditadura militar, quando foram cometidos diversos atos de tortura contra pessoas consideradas pelo governo como uma ‘ameaça’ à ordem e à paz. Após esse período turbulento, a Assembleia Constituinte se reuniu para elaborar a nova Constituição, aquela que mais tarde seria considerada como a Constituição Cidadã, pois ressalta o respeito à dignidade da pessoa humana e a garantia dos direitos essenciais”.
TEIXEIRA, Adriano Mendes. Os crimes de tortura e o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. Disponível em: https://adrianomendes2016.jusbrasil.com.br/artigos/385521311/os-crimes-de-tortura-e-o-principio-constitucional-da-dignidade-da-pessoa-humana
O conceito de pessoana expressão “dignidade da pessoa humana” se refere ao conceito
Atente para o fragmento a seguir:
"[...] Não se trata, decerto, de tomar a sensibilidade em sua opacidade material, na absoluta e irredutível singularidade de suas manifestações, mas, antes, apenas como o lócus onde o universal e o necessário se apresentam como produtos da atividade filosófica, como reflexos do Espírito e de sua liberdade infinita. Ora, é possível afirmar que para Hegel o trabalho realizado por Kant de desabilitação da metafísica dogmática e de seus objetos por excelência: Deus, Alma e Mundo, e de radicalização do primado da razão prática, teve como uma de suas principais consequências a expansão do terreno legítimo do pensamento filosófico para tudo aquilo em que este possa deixar a marca de sua liberdade, agora já liberta de um universo de objetos determinados. No movimento esboçado acima, a sensibilidade, esse "Outro" do pensamento, torna-se um legítimo objeto da filosofia. Como resultado, não mais concebida como simples poética, [...]".
(Fonte: TREVISAN, Diego K. Estética como "ciência do sensível" em Baumgarten e Kant. Arte Filosofia, Ouro Preto, n.17, Dezembro 2014. p.170-181).
Diante desse trecho, é correto afirmar que a Estética filosófica deve ser entendida como:
Leia o fragmento a seguir:
"[...] 'Por natureza', a juventude está na primeira linha dos que vivem e lutam por Eros contra a Morte e contra uma civilização que se esforça por encurtar o atalho para a morte, embora controlando os meios capazes de alongar esse percurso. Mas, na sociedade administrativa, a necessidade biológica não redunda imediatamente em ação; a organização exige contra-organização. Hoje, a luta pela vida, a luta por Eros, é a luta política".
(Fonte: MARCUSE, Herbert. Eros e civilização: uma interpretação filosófica do pensamento de Freud. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zhar, 1975. p.23)
Embora haja um forte engajamento político, como o próprio texto demonstra, na obra de Herbert Marcuse (1898-1979), os deuses gregos Eros e Thanatos emprestam suas personalidades (poderes de representação), enquanto símbolos, para nomear os elementos humanos da vida e da morte. Esta análise, a partir dos textos freudianos, também desvela concepções éticas e estéticas em âmbito individual e coletivo.
Diante disso, assinale a alternativa correta, quanto ao modo dos dois autores conceberem ambos os conceitos, a saber, morte e vida.
ARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando – Introdução a filosofia, São Paulo, Ed. Moderna, 2000 Mayr, Ernest. Isto é Biologia – a ciência do mundo vivo. São Paulo, ed. Companhia das letras, 2008
Isso significa que:
“Entendo aqui por humanização (...) o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante.”
CANDIDO, Antonio. “O Direito à Literatura”. In: Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades. 2004.
A partir do exposto, assinale a alternativa que expressa de maneira CORRETA a associação entre os direitos humanos e a fruição artística.
“Qualquer conceito empírico de doença conserva uma relação com o conceito axiológico da doença. Não é, portanto, um método objetivo que qualifica como patológico um determinado fenômeno biológico. É sempre a relação com o indivíduo doente, por intermédio da clínica, que justifica a qualificação de patológico. Embora admitindo a importância dos métodos objetivos de observação e de análise na patologia, não parece possível que se possa — com absoluta correção lógica — falar em ‘patologia objetiva’. É claro que a patologia pode ser metódica, crítica, armada de meios experimentais. Essa patologia pode ser considerada objetiva, em relação ao médico que a pratica. Mas a intenção do patologista não faz com que seu objeto seja uma matéria desprovida de subjetividade. Pode-se praticar objetivamente,isto é, imparcialmente, uma pesquisa cujo objeto não pode ser concebido e construído sem referência a uma qualificação positiva e negativa; cujo objeto, portanto, não é tanto um fato mas, sobretudo, um valor.”
CANGUILHEM, Georges. O normal e o patológico. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009.
O trecho acima apresenta um contraste entre aspectos subjetivos e objetivos característicos da construção dos objetos das ciências médicas. Com base nesse trecho, indique a alternativa que expressa de maneira CORRETA a atitude de Canguilhem com relação à conceituação do patológico.
HUGO DE SÃO VITOR, Didascálicon, p. 43.
Sobre o excerto acima, considere as seguintes afirmações:
I. Todos os seres humanos são iguais em não saber, porque são limitados. II. Saber é um dom da natureza e não depende nem de esforço nem de nenhum tipo de exercício. III. Não saber é determinado pela pobreza do patrimônio familiar que dificulta o estudo. IV. Não saber é questão de incapacidade e não pode ser superado. V. Não saber e não querer saber são duas coisas bem diversas.
Sobre as afirmações acima, assinale a alternativa CORRETA.
[...] a palavra “bom”, de antemão, não se prende necessariamente a ações “não-egoístas”;
como é a superstição daqueles genealogistas da moral. Em vez disso, somente com um declínio
de juízos de valor aristocráticos acontece que essa oposição “egoísta” – “não-egoísta” se imponha
mais e mais à consciência humana – é, para me servir de minha linguagem, o instinto de rebanho
que, com ela, afinal, toma a palavra (e também as palavras).
De acordo com o conteúdo da citação, assinale a alternativa que nomeia um dos conceitos mais importantes da filosofia nietzschiana.
Segundo Kant, o princípio supremo da doutrina dos costumes é: “aja segundo uma máxima
que possa valer ao mesmo tempo como lei universal – cada máxima que não se qualifica a isso é
contrária à moral”.
A fórmula acima é denominada por Kant como imperativo categórico, diz-se que ela exige que
Considerando-se o excerto acima, segundo Hume, o que permite que o entendimento humano seja alcançado é a suposição de que as causas e os efeitos dos acontecimentos sejam conhecidos. Nesse sentido, é correto afirmar que esse conhecimento é consequência
Alguns filósofos podem ser considerados realistas e outros nominalistas, conforme o posicionamento de cada um.
Guilherme de Champeaux (1070 – 1121 d. C.) foi um filósofo e teólogo francês, professor na escola da catedral de Notre Dame, em Paris. Champeaux afirmava que “o universal é não somente real, mas também essencialmente idêntico na diversidade das coisas de que é atributo.”
A posição de Champeaux, em relação aos universais, é classificada como