Questões de Vestibular
Sobre conceitos filosóficos em filosofia
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De um lado, dizem os materialistas, a mente é um processo material ou físico, um produto do funcionamento cerebral. De outro lado, de acordo com as visões não materialistas, a mente é algo diferente do cérebro, podendo existir além dele. Ambas as posições estão enraizadas em uma longa tradição filosófica, que remonta pelo menos à Grécia Antiga. Assim, enquanto Demócrito defendia a ideia de que tudo é composto de átomos e todo pensamento é causado por seus movimentos físicos, Platão insistia que o intelecto humano é imaterial e que a alma sobrevive à morte do corpo.
(Alexander Moreira-Almeida e Saulo de F. Araujo. “O cérebro produz a mente?: um levantamento da opinião de psiquiatras”. www.archivespsy.com, 2015.)
A partir das informações e das relações presentes no texto, conclui-se que
Sou imperfeito, logo existo. Sustento que o ser ou é carência ou não é nada. Sustento que uma pessoa com deficiência intelectual é um ser com carências e imperfeições. Sustento que eu, você e ele somos seres com carências e imperfeições. Portanto, concluo que nós, os seres humanos, pelo fato de existir, somos – TODOS – incapazes e capazes intelectualmente. A diferença entre um autista severo e eu é o grau de carência, não a diferença entre o que somos. A “razão alterada” é um tipo de racionalidade diferenciada que considera as pessoas como seres únicos e não categorizados em padrões sociais que agrupam as pessoas por níveis, índices ou coeficientes.
(Chema Sánchez Alcón. “Crítica de la razón alterada”. http://losojosdehipatia.com.es, 30.10.2016. Adaptado.)
De acordo com o texto, “razão alterada” é
Todas as vezes que mantenho minha vontade dentro dos limites do meu conhecimento, de tal maneira que ela não formule juízo algum a não ser a respeito das coisas que lhe são claras e distintamente representadas pelo entendimento, não pode acontecer que eu me equivoque; pois toda concepção clara e distinta é, com certeza, alguma coisa de real e de positivo, e, assim, não pode se originar do nada, mas deve ter obrigatoriamente Deus como seu autor; Deus que, sendo perfeito, não pode ser causa de equívoco algum; e, por conseguinte, é necessário concluir que uma tal concepção ou um tal juízo é verdadeiro.
(René Descartes. “Vida e Obra”. Os pensadores, 2000.)
Sobre o racionalismo cartesiano, é correto afirmar que
Concentração e controle, em nossa cultura, escondem-se em sua própria manifestação. Se não fossem camuflados, provocariam resistências. Por isso, precisa ser mantida a ilusão e, em certa medida, até a realidade de uma realização individual. Por pseudo-individuação entendemos o envolvimento da cultura de massas com uma aparência de livre-escolha. A padronização musical mantém os indivíduos enquadrados, por assim dizer, escutando por eles. A pseudo-individuação, por sua vez, os mantém enquadrados, fazendo-os esquecer que o que eles escutam já é sempre escutado por eles, “pré-digerido”.
(Theodor Adorno. “Sobre música popular”. In: Gabriel Cohn (org.). Theodor Adorno, 1986. Adaptado.)
Em termos filosóficos, a pseudo-individuação é um conceito
Em relação a tais concepções, tem-se o seguinte:
Segundo o texto,
I. O exercício da liberdade é uma constante na formação da pessoa crítica. II. O comportamento humano é o reflexo da relação estabelecida entre a liberdade e a norma. III. Tanto a norma quanto a liberdade figuram como constructos ideológicos de dominação social.
A alternativa cuja resposta está correta é a
Considerando-se as informações do texto, analise as proposições a seguir:
I. O autor estabelece três fases de desenvolvimento da moral, evidenciando suas características próprias de cada época, não emitindo qualquer juízo de valor. II. A segunda fase descrita por Lipovetsky corresponde à aceitação indiscriminada dos dogmas e os mandamentos instituídos pelas autoridades eclesiais. III. A terceira fase diz respeito à atual conjuntura social, o individuo de uma forma geral anseia pela realização de sua satisfação pessoal.
A alternativa que se apresenta sem respaldo informativo é a
O que enaltece e enobrece a política de Platão é que ela, no fundo, quer uma só coisa: uma sociedade e um cidadão justos, ou seja, a harmonia social alcançada pela perfeição moral dos cidadãos. É evidente que até hoje lutamos para realizar essas metas, não mais no restrito âmbito de uma polis grega, mas no mundo globalizado.
PEGORARO, Olinto. Ética dos maiores mestres através da história. Petrópolis: Vozes, 2006, p. 35.
Na citação acima, o autor retrata a significância do pensamento ético-político como fundamento para uma sociedade justa. Essa linha de pensamento expressa que
Sobre os princípios lógicos que regem o curso do pensamento dialético, considere as afirmativas a seguir.
I. O Princípio da Identidade diz que A é A.
II. O Princípio da Diferença é tudo que não é A, isto é, o Não-A.
III. O Princípio da Coerência diz que a contradição deve ser evitada.
IV. O Princípio da Não contradição diz que a contradição é impossível.
Assinale a alternativa correta.
O imperativo categórico é portanto só um único, que é este: Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal. (KANT, I. Fundamentos da Metafísica dos Costumes. Lisboa: Edições 70, 1995. p.59.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o imperativo categórico de Kant, assinale a alternativa correta.
Com a publicação da obra Crítica da Razão Pura, em 1781, Kant inaugura a terceira fase do Aufklärung – do Iluminismo.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a descrição feita por Kant de como deve ser a sua época.
Descartes queria aplicar o “método matemático” à reflexão filosófica. Ele queria provar as verdades filosóficas mais ou menos como se prova um princípio da Matemática, empregando para tanto a mesma ferramenta que usamos no trabalho com números: a razão. A razão é a única coisa capaz de nos levar a um conhecimento seguro. (GAARDER, J. O mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.255-256.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Descartes, assinale a alternativa correta.