Questões de Vestibular
Comentadas sobre estratificação e desigualdade social em sociologia
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Disponível em: https://tinyurl.com/4dt7xupu. Acesso em: 3 dez. 2025.
A partir dos dados sobre violência do fim da década de 1980, assinale a alternativa correta.
Disponível em: https://tinyurl.com/25j5ntyn. Acesso em: 4 mar. 2026.
O texto evidencia
Internet: <https://www.tce.ba.gov.br/>.
Refletindo sobre o papel dos povos indígenas e africanos na formação da identidade nacional e temas correlatos, assinale a alternativa correta.
“Em recente encontro feminista [...] tínhamos observado uma sucessão de falas [...], que colocavam uma série de exigências quanto à luta contra a exploração da mulher, do operariado etc. A unanimidade das participantes quanto a essa denúncia era absoluta. Mas no momento em que começamos a falar do racismo e suas práticas em termos de mulher negra, já não houve mais unanimidade. Nossa fala foi acusada de emocional por umas e até mesmo de revanchismo por outras [...]”
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Org.: Flavia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, 2020, p. 61.
Com base no pensamento da autora e no texto, sobre o modo como a filósofa aborda a questão da mulher, assinale a opção correta.
(Alexandre Barbosa. “O que é decolonialismo?”. www.eca.usp.br, 07.05.2024. Adaptado.)
De acordo com o excerto, o decolonialismo
O preconceito racial criou nos americanos uma atitude ambivalente para com a Espanha. Os peninsulares (espanhóis) eram sem dúvida brancos puros, mesmo que fossem imigrantes pobres. Os americanos eram mais ou menos brancos e mesmo os mais ricos tinham consciência da mistura de raças e estavam ansiosos para provar que eram brancos, se necessário por ação judicial. Mas o fator raça se tornou mais complexo devido a interesses sociais, econômicos e culturais, e a supremacia branca não era incontestável; para além de suas defesas havia uma massa de índios, mestiços, negros livres, mulatos e escravos.
(John Lynch. “As origens da independência da América espanhola”. In: Leslie Bethell (org.). História da América Latina: da independência a 1870, 2004. Adaptado.)
De acordo com o excerto, a sociedade colonial, na América espanhola,
(Cláudia Fonseca. “Ser mulher, mãe e pobre”. In: Mary Del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)
Os dados apresentados no excerto mostram que
Considerando o contexto histórico e a atuação de Iracema de Almeida, assinale a alternativa que melhor explica a relação entre sua luta e as desigualdades de oportunidades enfrentadas pela população negra no Brasil:
Pensando a educação brasileira, no contexto das desigualdades sociais, a partir da teoria de Pierre Bourdieu e de seu conceito de capital cultural, a educação é
Disponível em: https://g1.globo.com/. Acesso em: 03 Jul. 2023.
A notícia acima permite perceber que, no Brasil, a desigualdade social é parte fundamental da estrutura social, sendo que seus efeitos
NASCIMENTO DA SILVA, L.. Campesinato, Grupo Doméstico e Gênero: o cotidiano de vaqueiros e mulheres no interior cearense. Revista Homem, Espaço E Tempo, Acaraú, UVA, v.15, n.2, p. 63–82, 2022.
O trecho acima destaca como o movimento social “Feminismo Camponês e Popular”
https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/mito-da-democracia-r acial-no-brasil-e-suas-consequencias/
O mito da democracia racial, defendido na obra de Gilberto Freire, contribuiu para:
VIANNA, Luís Werneck. Apresentação do livro de CARVALHO, Maria Alice Rezende de. O quinto século: André Rebouças e a construção do Brasil. Rio de janeiro: Revan, 1998. Adaptado.
Com base na apresentação da posição filosófica de André Rebouças (1838-1898), é correto afirmar que
A MÃO DA LIMPEZA
O branco inventou que o negro Quando não suja na entrada Vai sujar na saída, ê Imagina só Vai sujar na saída, ê Imagina só Que mentira danada, ê
Na verdade a mão escrava Passava a vida limpando O que o branco sujava, ê Imagina só O que o branco sujava, ê Imagina só O que o negro penava, ê
Mesmo depois de abolida a escravidão Negra é a mão De quem faz a limpeza Lavando a roupa encardida, esfregando o chão Negra é a mão É a mão da pureza
Negra é a vida consumida ao pé do fogão Negra é a mão Nos preparando a mesa Limpando as manchas do mundo com água e sabão Negra é a mão De imaculada nobreza
Na verdade a mão escrava Passava a vida limpando O que o branco sujava, ê Imagina só O que o branco sujava, ê Imagina só Eta branco sujão
A canção A mão da limpeza foi lançada em 1984, por Gilberto Gil, no álbum Raça Humana. A canção aborda a questão da presença da população negra brasileira no emprego doméstico, realidade cujas raízes estão relacionadas ao contexto histórico da escravidão.
Com relação ao tema, considere as afirmações abaixo.
I - Em 2013, foi aprovada a Emenda Constitucional 72, conhecida como PEC das domésticas, que, pela primeira vez na história do Brasil, equiparou os direitos das trabalhadoras domésticas aos demais trabalhadores urbanos e rurais.
II - Na atualidade, a prevalência da população negra brasileira nos empregos domésticos, especialmente das mulheres negras, evidencia a persistência de hierarquias sociais, raciais e de gênero como fatores que incidem na limitação de oportunidades de estudo, trabalho e mobilidade social.
III- Ao longo da história do século XX, a defesa dos direitos das trabalhadoras domésticas foi uma pauta que mobilizou a categoria, com destaque para Laudelina de Campos Melo, mulher negra, que, na década de 1930, fundou a primeira Associação de Empregadas Domésticas do país.
Quais estão corretas?
Na última segunda-feira, o jovem imigrante congolês Moïse Kabamgabe, de 24 anos, foi brutalmente assassinado no Rio de Janeiro. Moïse chegou ainda criança ao Brasil junto com sua mãe e seus irmãos. Era um refugiado que buscava reconstruir a vida longe dos conflitos étnicos na República Democrática do Congo que já tinham ceifado a vida de seu pai e de outros parentes. […] A hostilidade contra africanos tem longa história no Brasil. Nunca é demais lembrar que a história do Brasil é fundada na escravidão. O tráfico transatlântico de africanos escravizados trouxe somente para o Brasil mais de cinco milhões de homens, mulheres e crianças, segundo dados de uma plataforma digital que quantifica os números do comércio negreiro. No século 19, depois da Revolta dos Malês — um movimento de resistência na Bahia protagonizado por africanos de origem iorubá, da África Ocidental —, o governo local estabeleceu uma política de deportação para a África daqueles envolvidos no episódio ou mesmo que representassem algum perigo na cabeça das autoridades brasileiras. […] Com o final do tráfico de africanos escravizados, uma outra política de imigração se estabeleceu no país. Imigrantes europeus, como os italianos, que formavam uma comunidade importante em São Paulo, eram cada vez mais numerosos no Brasil depois de 1850. Os africanos e seus descendentes, por sua vez, foram empurrados cada vez mais para a subalternidade, que se arrasta até os nossos dias.
PINTO, Ana Flavia [et al]. Assassinato de jovem congolês destrói imagem de país cordial e hospitaleiro. UOL, 02 fev. 2022. Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2022/02/02/assassinato-de-jovemcongoles-destroi-imagem-de-pais-cordial-e-hospitaleiro.htm>. Acesso em: 08 out. 2022.
Considerando a história das relações étnico-raciais no Brasil, a principal ideia contida no segmento é que
[...] As pretas não eram sérias, as pretas tinham a cona larga, as pretas gemiam alto, porque as cadelas gostavam daquilo. Não valiam nada.
As brancas eram mulheres sérias. Que ameaça constituía para elas uma negra? Que diferença havia entre uma negra e uma coelha? Que branco perfilhava filhos a uma negra? Como é que uma negra descalça, de teta pendurada, vinda do caniço a saber dizer, sim, patrão, certo, patrão, dinheiro, patrão, sem bilhete de identidade, sem caderneta de assimilada, poderia provar que o patrão era o pai da criança? [...]
Os brancos entravam no caniço e pagavam cerveja, tabaco ou capulana a metro à negra que lhes apetecesse. A bem ou mal. Depois abotoavam a braguilha e desapareciam para as suas honestas casas de família.
Considere as seguintes afirmações sobre o excerto.
I - As personagens pretas são sexualmente objetificadas e se constituem como uma grave ameaça às tradicionais famílias brancas.
II - A primeira atitude do colonizador era reconhecer os filhos gerados com suas escravas.
III- A mulher preta é usada como objeto sexual, enquanto a mulher branca é a dona de casa, a esposa e a mãe imaculada.
Quais estão corretas?
( ) Segundo Bourdieu, a reprodução é um conceito-chave que explica como as desigualdades sociais são perpetuadas ao longo do tempo, passando de uma geração para outra.
( ) Na teoria de Bourdieu, a reprodução é influenciada pela transmissão de capitais culturais, como conhecimentos, habilidades e gostos artísticos, que se tornam recursos importantes na busca por oportunidades sociais.
( ) Bourdieu argumentava que a reprodução social é um processo que leva à igualdade de oportunidades para todos os indivíduos na sociedade.
( ) Bourdieu afirmava que a reprodução social ocorre principalmente através da redistribuição igualitária de recursos culturais entre as gerações, o que leva à diminuição das desigualdades ao longo do tempo.
( ) A noção de reprodução social de Bourdieu destaca o papel das instituições sociais, como a família e a escola, na socialização dos indivíduos e na legitimação das desigualdades existentes na sociedade.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.