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Questões de Vestibular Comentadas sobre estratificação e desigualdade social em sociologia

Questões Discursivas

Foram encontradas 230 questões

Ano: 2026 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2026 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2026 |
Q4200570 Sociologia
    Em 1989, os três estados que apresentavam taxas de mortalidade violenta bem acima dos demais, com cerca de 140 mortes violentas por cada 100.000 habitantes, eram Roraima, Rio de Janeiro e Rondônia, dois deles estados novíssimos, de ocupação recente e crescimento populacional acelerado nos anos 80 (em torno de 9 pontos); Num segundo patamar, beirando a taxa de 100 mortes violentas por cada 100.000 habitantes, estavam Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul, estados estes que mostraram maior pujança na agroindústria e no enriquecimento por atividades produtivas no país. […] Bem abaixo das médias nacionais, estão os estados mais pobres do país: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba e Bahia.

Disponível em: https://tinyurl.com/4dt7xupu. Acesso em: 3 dez. 2025.

A partir dos dados sobre violência do fim da década de 1980, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2026 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2026 |
Q4200568 Sociologia
    Os indígenas passaram a ser considerados legalmente como indistintos do restante da população, na realidade, tornando-se cidadãos de segunda ordem. No plano local, eram fortemente discriminados por sua ancestralidade, chamados de “caboclos” e tendo que limitar o exercício de suas tradições ao contexto doméstico e a práticas clandestinas e camufladas.

Disponível em: https://tinyurl.com/25j5ntyn. Acesso em: 4 mar. 2026.

O texto evidencia  
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Ibest Órgão: UNICEPLAC Prova: Ibest - 2026 - UNICEPLAC - Vestibular - Medicina |
Q4165490 Sociologia
É ensinado na escola que o brasileiro é resultado da mistura de três etnias: o branco europeu, o negro africano e o indígena nativo. A divisão do conteúdo ensinado, entretanto, não segue essa proporção. A história e complexidade dos povos indígenas e da população negra se encontram muitas vezes resumidas à descoberta do Brasil e ao período da escravidão. “A nossa grande diversidade é apagada nos bancos escolares. Há uma tentativa de homogeneizar a cultura brasileira sob o olhar do colonizador europeu”, afirma o professor Redson Silva, docente há seis anos na rede pública.  

Internet: <https://www.tce.ba.gov.br/>. 

Refletindo sobre o papel dos povos indígenas e africanos na formação da identidade nacional e temas correlatos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4130246 Sociologia
Os estudos sobre a obra da filósofa brasileira Lélia Gonzalez têm recebido cada vez mais atenção acadêmica e social nas últimas décadas. Dentre as diversas contribuições conceituais e políticas que a autora pode oferecer à reflexão nacional está o tema da violência contra a mulher, que abrange não só o seu silenciamento final na forma do feminicídio, mas também a dimensão psíquica, simbólica, racial, patrimonial, sexual, trabalhista etc. Nesse sentido, leia o trecho a seguir.

“Em recente encontro feminista [...] tínhamos observado uma sucessão de falas [...], que colocavam uma série de exigências quanto à luta contra a exploração da mulher, do operariado etc. A unanimidade das participantes quanto a essa denúncia era absoluta. Mas no momento em que começamos a falar do racismo e suas práticas em termos de mulher negra, já não houve mais unanimidade. Nossa fala foi acusada de emocional por umas e até mesmo de revanchismo por outras [...]”

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Org.: Flavia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, 2020, p. 61.

Com base no pensamento da autora e no texto, sobre o modo como a filósofa aborda a questão da mulher, assinale a opção correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2025 - UEA - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4144917 Sociologia
O termo decolonialismo — ou decolonialidade — significa o conjunto de práticas, conceitos, pesquisas e estudos que tentam diminuir, e até reverter, os efeitos da colonização nas sociedades em que este processo histórico ocorreu. Decolonialismo é diferente de descolonização. Enquanto a descolonização se refere às lutas das colônias africanas, asiáticas e latino-americanas para se tornarem independentes das respectivas metrópoles, o decolonialismo tem como princípio que a independência política não acabou com instituições, hábitos e práticas coloniais, tais como: machismo; racismo; clientelismo; uso da violência como método de resolução de conflitos e aplicação do aparato repressivo contra as populações mais pobres e não-brancas; a permanência de latifúndios (ou resistência a implantar reforma agrária).
(Alexandre Barbosa. “O que é decolonialismo?”. www.eca.usp.br, 07.05.2024. Adaptado.)

De acordo com o excerto, o decolonialismo
Alternativas
Q4144788 Sociologia

    O preconceito racial criou nos americanos uma atitude ambivalente para com a Espanha. Os peninsulares (espanhóis) eram sem dúvida brancos puros, mesmo que fossem imigrantes pobres. Os americanos eram mais ou menos brancos e mesmo os mais ricos tinham consciência da mistura de raças e estavam ansiosos para provar que eram brancos, se necessário por ação judicial. Mas o fator raça se tornou mais complexo devido a interesses sociais, econômicos e culturais, e a supremacia branca não era incontestável; para além de suas defesas havia uma massa de índios, mestiços, negros livres, mulatos e escravos.


(John Lynch. “As origens da independência da América espanhola”. In: Leslie Bethell (org.). História da América Latina: da independência a 1870, 2004. Adaptado.)



De acordo com o excerto, a sociedade colonial, na América espanhola,

Alternativas
Q3857498 Sociologia
A norma oficial ditava que a mulher devia ser resguarda da em casa, ocupando-se dos afazeres domésticos, enquanto os homens asseguravam o sustento da família trabalhando no espaço da rua. Longe de retratar a realidade, tratava-se de um estereótipo calcado nos valores da elite colonial [...]. Com a industrialização, [as mulheres] chegaram, junto com as crianças, a compor mais da metade da força de trabalho em certas indústrias, notadamente nas de tecidos. As estatísticas sobre o Rio Grande do Sul em 1900 mostram que cerca de 42% da população economicamente ativa era feminina [...]. No censo de 1920 [...], ainda 49,4% da população economicamente ativa (PEA) do estado e 50,8% da PEA em Porto Alegre constavam como feminina. Na indústria, as mulheres ocupavam 28,4% das vagas no estado, e 29,95% na capital.

(Cláudia Fonseca. “Ser mulher, mãe e pobre”. In: Mary Del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)

Os dados apresentados no excerto mostram que
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Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747890 Sociologia
Um dos teóricos que procurou explicar o tema da pobreza nas sociedades capitalistas foi Karl Marx, para quem a pobreza é compreendida como
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IPEFAE Órgão: UNIFAE - SP Prova: IPEFAE - 2025 - UNIFAE - SP - Vestibular - Medicina |
Q3729478 Sociologia
Iracema de Almeida (1921-2004) foi uma das primeiras mulheres negras formadas em Medicina no Brasil e pioneira no estudo da Anemia Falciforme, doença genética que, de acordo com evidências científicas, é mais frequente na população negra. Ela também foi fundadora do Grupo de Trabalho de Profissionais Liberais e Universitários Negros (GTPLUN). Ao longo de sua trajetória, praticou o lema “uma sobe e puxa a outra”, promovendo a profissionalização e a valorização econômica da população negra, especialmente das mulheres, em plena ditadura militar, período em que o governo propagava a ideia de que o Brasil seria uma “democracia racial”.
Considerando o contexto histórico e a atuação de Iracema de Almeida, assinale a alternativa que melhor explica a relação entre sua luta e as desigualdades de oportunidades enfrentadas pela população negra no Brasil:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2025) |
Q3510622 Sociologia
Leia a matéria a seguir para responder à questão.


Proletários de plataforma
Como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil


A baiana Lílian largou um emprego CLT no ano passado. Por causa da filha pequena, trabalhar fora de casa era um pesadelo. Foi em um vídeo no TikTok que ficou sabendo da possibilidade de trabalhar online treinando inteligência artificial.
[...]

Hoje, trabalha em horários flexíveis, seis dias por semana, para “melhorar a inteligência artificial com dados”, como propagandeia a Appen. No fim do mês, se tudo der certo, tira R$ 1.400, sem nenhum outro benefício. Lílian faz parte de uma classe de trabalhadores muitas vezes definidos como fantasmas, escondidos ou microtrabalhadores. Por meio de plataformas multinacionais como Tellus, OneForma e a própria Appen, grandes empresas de tecnologia contratam mão de obra barata, em larga escala e em diversos países, para executar pequenas tarefas.

Na outra ponta da cadeia, gigantes como Meta, Google e TikTok lucram com a facilidade de comprar bases de dados já preparadas por trabalhadores que custam infinitamente menos do que os profissionais do mercado de tecnologia. As big tech também se beneficiam de uma cadeia que opera à margem da lei, opaca e blindada por contratos de confidencialidade, em que as pessoas sequer sabem para quem ou para quê estão trabalhando. Além dos salários baixos, esses trabalhadores terceirizados não recebem treinamento e trabalham com prazos apertados. Há inúmeros relatos de calotes, contratos rompidos unilateralmente sem explicação e desassistência das plataformas.
[...]

Os sistemas de aprendizado de máquina são um tipo de inteligência artificial, um conjunto de algoritmos que, a partir de determinado input – dados ou informações disponíveis – gera um output, ou seja, o resultado desejado. Isso pode ser feito com uma árvore de decisão, por exemplo. Mas, no caso da IA generativa, o próprio sistema aprende a decidir sozinho, no chamado ‘deep learning’, ou aprendizado profundo. O programador não cria a regra – só mostra o resultado desejado.

Os dados produzidos por essa legião de trabalhadores são a matéria prima e o refinamento dessa automatização. É a partir deles que os sistemas de computação ditos inteligentes aprendem os padrões que vão imitar depois.

Sem uma montanha de conteúdo produzido por veículos de comunicação e pessoas reais, o ChatGPT seria incapaz de oferecer respostas qualificadas. Sem pessoas reais interpretando erros de digitação em resultados de busca, o Google não adivinharia o que você realmente quis dizer com aquela palavra que escreveu errado. Sem trabalhadores interpretando fotos para treinar algoritmos de visão computacional, câmeras inteligentes não conseguiriam identificar objetos em uma imagem.

Para executar o enorme número de tarefas humanas necessárias para o desenvolvimento de sistemas de IA, é preciso contratar também milhões de trabalhadores. O jeito mais barato que a indústria encontrou para fazer isso foi por meio de multinacionais intermediárias.
[...]

DIAS, Tatiana; SCHURIG, Sofia. Proletários de plataforma: como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil. 2024. Disponível em: https://www.intercept.com.br/2024/07/22/inteligencia-artificial-classe-trabalhadora-sem-direitos-no-brasil/. Acesso em: 24 mar. 2025.
O desenvolvimento das inteligências artificiais (IA) tem suscitado muitos debates a respeito da ética na produção de materiais originais; da sustentabilidade, com a proliferação de enormes centros de dados; da substituição da força de trabalho por máquinas ou programas de computador; além disso, o uso de IA toca na questão do recrudescimento cognitivo. Levando em consideração os problemas sociais advindos das inteligências artificiais, verifica-se que seu desenvolvimento impacta 
Alternativas
Q3508198 Sociologia
A educação no Brasil é marcada por desigualdades sociais. Essas desigualdades envolvem os investimentos diferentes no ensino público e no ensino privado, a estrutura física das escolas, as condições variadas de tempo disponível para estudo e as diferenças dentro daquilo que o sociólogo Pierre Bourdieu conceituou como capital cultural. O conceito de capital cultural remete ao acúmulo de conhecimentos de uma pessoa, fruto de sua formação cultural, de seus pais e parentes próximos, bem como do local onde reside e da classe social à qual pertence; trata-se de um conjunto de recursos simbólicos e competências relativas à cultura legítima.
Pensando a educação brasileira, no contexto das desigualdades sociais, a partir da teoria de Pierre Bourdieu e de seu conceito de capital cultural, a educação é 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355093 Sociologia
    A nova lei, sancionada por Lula, prevê que é obrigatória a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens, para a realização de trabalho de igual valor ou no exercício da mesma função.

Disponível em: https://g1.globo.com/. Acesso em: 03 Jul. 2023.

    A notícia acima permite perceber que, no Brasil, a desigualdade social é parte fundamental da estrutura social, sendo que seus efeitos
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355087 Sociologia
    Enquanto os movimentos feministas atuais defendem a questão da igualdade dos homens e das mulheres, rastreando preconceitos relativos à inferioridade do sujeito “mulher”, denunciando a iniquidade de sua condição, produzindo um novo saber sobre as mulheres e desqualificando o chamado “conhecimento verdadeiro” , as mulheres pertencentes ao Feminismo Camponês e Popular trazem à tona, em suas pautas, a questão do patriarcado e das desigualdades de classes. O que lhes interessa, a princípio nessa luta, é que as atividades femininas sejam valorizadas, tanto quanto as consideradas produtivas e realizadas pelos homens, uma vez que elas também trabalham nessas atividades rentáveis, e todo seu esforço segue sendo depreciativamente considerado uma “ajuda”.

NASCIMENTO DA SILVA, L.. Campesinato, Grupo Doméstico e Gênero: o cotidiano de vaqueiros e mulheres no interior cearense. Revista Homem, Espaço E Tempo, Acaraú, UVA, v.15, n.2, p. 63–82, 2022.

O trecho acima destaca como o movimento social “Feminismo Camponês e Popular”
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3352072 Sociologia
Leia o excerto para responder à questão.


    O ponto central do governo colonial era a questão de como extrair riqueza das colônias para o benefício das potências europeias ocupantes. Para esse fim, na virada do século, a administração colonial britânica começou a construir uma linha ferroviária que ligaria várias partes de suas três colônias que se tornariam a Nigéria. As mulheres foram amplamente excluídas da força de trabalho assalariada.

    A introdução de relações capitalistas na forma de trabalho assalariado era uma novidade na economia e teve fundamentais repercussões, particularmente na definição de trabalho.

    Além do acesso ao dinheiro, o que o trabalho assalariado significava para os homens, havia efeitos mais sutis, mas igualmente profundos. Como os homens recebiam um salário, seu trabalho adquiria valor de troca, enquanto o trabalho das mulheres retinha apenas seu valor de uso, desvalorizando o trabalho que se associava às mulheres.

   O trabalho das mulheres tornou-se invisível. Na realidade, os salários de fome pagos aos homens pelo governo colonial eram insuficientes para manter a família, e o trabalho das mulheres continuava tão necessário quanto sempre para a sobrevivência da comunidade.


( Oyèrónké Oyewumí. A invenção das mulheres:
construindo um sentido africano para os discursos ocidentais
de gênero, 2021. Adaptado.)
Uma importante transformação na dinâmica de funcionamento da sociedade nigeriana, destacada pelo excerto, é
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDCAP Órgão: FAESA Prova: IDCAP - 2024 - FAESA - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3351041 Sociologia
O que muito permeia o pensamento coletivo desde a pós-abolição, é que as oportunidades existem de forma equilibrada na sociedade brasileira. Se um negro não as desfruta, a culpa seria exclusivamente dele por não "saber aproveitar" para tal. Portanto, uma das dimensões psicológicas do mito da democracia racial é ter introjetado, tanto nos negros quanto nos não negros, a ideia de incapacidade e inferioridade, resultando em uma completa absolvição do branco e culpabilização do negro pelos seus infortúnios.

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/mito-da-democracia-r acial-no-brasil-e-suas-consequencias/

O mito da democracia racial, defendido na obra de Gilberto Freire, contribuiu para:
Alternativas
Q3247958 Sociologia
“André Rebouças, descendente direto do radicalismo filosófico do liberalismo, não se fixa, ao contrário da maioria esmagadora dos liberais brasileiros do seu tempo e do que lhe sucedeu, na questão da livre iniciativa e do livre mercado, transitando dela, sem perder sua identidade de origem, para a questão social, com a abolição e a luta pela liberação do acesso à terra.”

VIANNA, Luís Werneck. Apresentação do livro de CARVALHO, Maria Alice Rezende de. O quinto século: André Rebouças e a construção do Brasil. Rio de janeiro: Revan, 1998. Adaptado.

Com base na apresentação da posição filosófica de André Rebouças (1838-1898), é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2023 - UFRGS - Vestibular 2024 - 1º Dia |
Q4164053 Sociologia
Leia o texto abaixo, de Gilberto Gil.

A MÃO DA LIMPEZA

O branco inventou que o negro Quando não suja na entrada Vai sujar na saída, ê Imagina só Vai sujar na saída, ê Imagina só Que mentira danada, ê

Na verdade a mão escrava Passava a vida limpando O que o branco sujava, ê Imagina só O que o branco sujava, ê Imagina só O que o negro penava, ê

Mesmo depois de abolida a escravidão Negra é a mão De quem faz a limpeza Lavando a roupa encardida, esfregando o chão Negra é a mão É a mão da pureza
Negra é a vida consumida ao pé do fogão Negra é a mão Nos preparando a mesa Limpando as manchas do mundo com água e sabão Negra é a mão De imaculada nobreza

Na verdade a mão escrava Passava a vida limpando O que o branco sujava, ê Imagina só O que o branco sujava, ê Imagina só Eta branco sujão

A canção A mão da limpeza foi lançada em 1984, por Gilberto Gil, no álbum Raça Humana. A canção aborda a questão da presença da população negra brasileira no emprego doméstico, realidade cujas raízes estão relacionadas ao contexto histórico da escravidão.
Com relação ao tema, considere as afirmações abaixo.

I - Em 2013, foi aprovada a Emenda Constitucional 72, conhecida como PEC das domésticas, que, pela primeira vez na história do Brasil, equiparou os direitos das trabalhadoras domésticas aos demais trabalhadores urbanos e rurais.
II - Na atualidade, a prevalência da população negra brasileira nos empregos domésticos, especialmente das mulheres negras, evidencia a persistência de hierarquias sociais, raciais e de gênero como fatores que incidem na limitação de oportunidades de estudo, trabalho e mobilidade social.
III- Ao longo da história do século XX, a defesa dos direitos das trabalhadoras domésticas foi uma pauta que mobilizou a categoria, com destaque para Laudelina de Campos Melo, mulher negra, que, na década de 1930, fundou a primeira Associação de Empregadas Domésticas do país.

Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2023 - UNICENTRO - Vestibular |
Q3910252 Sociologia
Pierre Bourdieu (1930-2002) foi um sociólogo francês conhecido por suas contribuições significativas para a compreensão das desigualdades sociais. Sua abordagem teórica e pesquisa empírica explicitaram como as desigualdades se manifestam e são perpetuadas por meio do processo de socialização. Sobre o pensamento sociológico produzido por Pierre Bourdieu, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Segundo Bourdieu, a reprodução é um conceito-chave que explica como as desigualdades sociais são perpetuadas ao longo do tempo, passando de uma geração para outra.
( ) Na teoria de Bourdieu, a reprodução é influenciada pela transmissão de capitais culturais, como conhecimentos, habilidades e gostos artísticos, que se tornam recursos importantes na busca por oportunidades sociais.
( ) Bourdieu argumentava que a reprodução social é um processo que leva à igualdade de oportunidades para todos os indivíduos na sociedade.
( ) Bourdieu afirmava que a reprodução social ocorre principalmente através da redistribuição igualitária de recursos culturais entre as gerações, o que leva à diminuição das desigualdades ao longo do tempo.
( ) A noção de reprodução social de Bourdieu destaca o papel das instituições sociais, como a família e a escola, na socialização dos indivíduos e na legitimação das desigualdades existentes na sociedade.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNEB Órgão: UNEB Prova: UNEB - 2023 - UNEB - Vestibular - 1º Dia |
Q3728823 Sociologia
Analise o trecho da letra da música "A carne", lançada em 2002, por Elza Soares.

A Carne
A carne mais barata do mercado
É a carne negra
Tá ligado que não é fácil, né, mano?
Se liga aí
A carne mais barata do mercado é a carne
Negra (4 x)
Só-só cego não vê
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
E vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
A carne mais barata do mercado é a carne
negra
Dizem por aí...
Que fez e faz história
Segurando esse país no braço, mermão
O cabra aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas muito bem intencionado
E esse país vai deixando todo mundo preto
E o cabelo esticado
Mas, mesmo assim
Ainda guardo o direito de algum antepassado da cor
Brigar sutilmente por respeito
Brigar bravamente por respeito
Brigar por justiça e por respeito (pode acreditar)
De algum antepassado da cor
Brigar, brigar, brigar, brigar, brigar
(Se liga aí!) 

A canção retrata um problema social brasileiro, o qual pode ser minimizado
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2023 - UEMA - Vestibular |
Q3728706 Sociologia
Democracia representativa e participação política das mulheres no Brasil
A participação política nas democracias representativas, dentre outras formas, materializa-se no direito constitucional de votar e ser votado, em eleições livres e periódicas, com regras pré-definidas. Porém, esse direito básico só foi conquistado pelas mulheres no “Código Eleitoral (Decreto nº 21.076), em 1934, que garantiu às mulheres acima de 21 anos os direitos de votar e serem votadas em todo o território nacional. Esses direitos políticos foram assentados em bases constitucionais por meio da segunda Constituição da República, em 1934”.
(Justiça Eleitoral, disponível em https://www.justicaeleitoral.jus.br/tse-mulheres/ Acesso em 23 de jun. de 2023. Adaptado).

Entre 2016 e 2022, o Brasil teve, em média, 52% do eleitorado constituído por mulheres, 33% de candidaturas femininas e 15% de eleitas, focando os dados nas eleições gerais de 2022, 18% das vagas no poder legislativo foram ocupadas por mulheres (Id. Ibid. Adaptado).
O texto acima apresenta dados sobre a conquista dos direitos políticos femininos a partir de 1934. Tendo como base esses dados, é possível inferir que a participação das mulheres na vida política brasileira é

I) equânime à participação masculina, pois ambos os gêneros compõem as estruturas políticas.
II) desfavorecida quando comparada à participação dos homens, haja vista que as mulheres são sub- representadas.
III) consequência de uma sociedade excludente, na qual as mulheres candidatas são preferidas, quando comparadas aos homens.
IV) reflexo de uma sociedade desigual, na qual as mulheres ocupam menos postos de poder.

Estão corretas, apenas, as afirmativas
Alternativas
Respostas
1: B
2: D
3: E
4: D
5: C
6: C
7: B
8: D
9: B
10: E
11: E
12: C
13: A
14: E
15: C
16: D
17: E
18: A
19: B
20: E