Questões de Vestibular
Sobre desigualdades de raça, classe e gênero em sociologia
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O pensamento feminista sustentou e se nutriu do processo de construção coletiva empreendido historicamente pelas mulheres em distintas partes do mundo. Nesse percurso [...], o ideário feminista, independente de sua filiação teórica ou tendência política, além de desestabilizar a lógica moldada por mitos e estereótipos, que reforçava a discriminação das mulheres, contribuiu para a incorporação do tema da igualdade de gênero à agenda pública e às instâncias políticas. Teve, contudo, de percorrer um caminho longo e conturbado na busca por legitimidade e reconhecimento em espaços acadêmicos, sociais e políticos. Mesmo assim, marcou presença em todas as etapas da experiência humana, embora assumindo formas diferentes e quase sempre ausentes dos compêndios de história e dos registros de modo geral. (PRÁ; CARVALHO, 2004, p. 2).
Com base no texto e nos conhecimentos sobre feminismo, é correto afirmar:
Com base no texto e nos conhecimentos sobre feminismo, é correto afirmar:
No âmbito da América Latina, o que marcou o feminismo das décadas de 1960 e 1970 foram as lutas em prol da politização da esfera privada e da liberdade sexual das mulheres, ambas sintetizadas, respectivamente, pelas bandeiras de “o pessoal é político” e “nossos corpos nos pertencem”.
"As mulheres, pensadas enquanto um grupo social específico, carregam uma longa história de exclusões, privações, discriminações, opressões. Essa é uma constatação genérica que merece ser concretizada, qualificada e relativizada." (RODRIGUES, 2005, p. 1).
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
A democracia é fundamenta l para o feminismo, pois se trata de um regime político em que a equidade de gênero se manifesta automaticamente.
"As mulheres, pensadas enquanto um grupo social específico, carregam uma longa história de exclusões, privações, discriminações, opressões. Essa é uma constatação genérica que merece ser concretizada, qualificada e relativizada." (RODRIGUES, 2005, p. 1).
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
Ademocraciatemsidodefinidadevariadasformas,pordiversosautores,comoNorbertoBobbio,quepreferiudefini-lasinteticamentecomo“opoderempúblico",istoé,exclusivamente,comoopoderestatal.
"As mulheres, pensadas enquanto um grupo social específico, carregam uma longa história de exclusões, privações, discriminações, opressões. Essa é uma constatação genérica que merece ser concretizada, qualificada e relativizada." (RODRIGUES, 2005, p. 1).
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
As diversas situações de opressão, exclusão e violência que caracterizam a realidade das mulheres brasileiras, materializada na desvalorização do trabalho, nos altos índices de feminicídios, na mortalidade materna e na exclusão dos espaços institucionais de poder, agravam-se quando vivenciadas por mulheres pobres, negras, lésbicas, indígenas, idosas e deficientes.
"As mulheres, pensadas enquanto um grupo social específico, carregam uma longa história de exclusões, privações, discriminações, opressões. Essa é uma constatação genérica que merece ser concretizada, qualificada e relativizada." (RODRIGUES, 2005, p. 1).
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
NoBrasil,apartirdaConstituiçãoFederalde1988, inexistem razõesparaqueo feminismocontinuequestionandoocaráterdademocraciabrasileira,vezqueficouestabelecidaa igualdadededireitosedeveresentrehomensemulheres,alémdoreconhecimentodauniãoestávelcomofamília,dodireitoaoplanejamentofamiliar,daobrigatoriedadeestatalnacriaçãodemecanismosparacoibiraviolêncianoâmbitodasrelaçõesfamiliares,entreoutrosavanços.
"As mulheres, pensadas enquanto um grupo social específico, carregam uma longa história de exclusões, privações, discriminações, opressões. Essa é uma constatação genérica que merece ser concretizada, qualificada e relativizada." (RODRIGUES, 2005, p. 1).
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
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ParaqueoEstadopossa seafirmardemocrático, faz-senecessária,naproduçãodasnormasenaelaboraçãoeimplementaçãodaspolíticas,aamplaparticipaçãodesetoresemovimentosdasociedadecivil,entreosquaisofeminismoseincluiesedestacacomoumdosmaisativosepropositivos.
"As mulheres, pensadas enquanto um grupo social específico, carregam uma longa história de exclusões, privações, discriminações, opressões. Essa é uma constatação genérica que merece ser concretizada, qualificada e relativizada." (RODRIGUES, 2005, p. 1).
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
Para o feminismo, a democracia pressupõe, a um só tempo, “a igualdade de direitos e o direito à diferença”, isto é, que homens e mulheres devem ter direitos e oportunidades equitativos e o mesmo valor na sociedade, sendo-lhes garantido, ainda, que as diferenças existentes serão respeitadas e não transformadas em desigualdades.
"As mulheres, pensadas enquanto um grupo social específico, carregam uma longa história de exclusões, privações, discriminações, opressões. Essa é uma constatação genérica que merece ser concretizada, qualificada e relativizada." (RODRIGUES, 2005, p. 1).
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
A análise do texto e os conhecimentos sobre feminismo e democracia permitem afirmar:
Independentementedaépoca,dolugar,dacultura,dacondiçãoétnico-racial,dafaixaetária,davivênciasexual, da classe e de outrosmarcadores sociais, asmulheres experimentam, demodo idêntico, acondição de subalternas, vez que a dominaçãomasculina, decorrente do sistema patriarcal, é umfenômenoqueoperadomesmomodoemtodasassociedadeserelaçõeshumanas.
Paraofeminismo,oconceitodecidadaniatemumsignificadomuitomaisamplodoqueameraaquisiçãoeoexercíciodedireitos,poisenvolveopróprioprocessodediscussãoeelaboraçãodosmesmos.
Carole Pateman e Cristina Molina Petit, entre outras teóricas feministas, não pouparam críticas àcidadania liberal,poisambasdesvendaram, respectivamente,queessacidadania foiconstruídacombasenopoderdohomemsobreamulher,garantidonocontratosexual,equeasideiasiluministaseramprofundamentemarcadaspeloseucaráterpatriarcal.
Aideiadecidadaniatemumahistóriabastantelonga,quepodeseranalisadasobmúltiplosaspectos;porém, ao se referir à noção de inclusão e exclusão, o termo cidadania pode ser entendido comopertencente a uma unidade nacional, nesse caso, o Estado, a que são dirigidas as demandas porinclusãosocial,tambémchamadasdemandasporcidadania.
Acidadanialiberalfoidesenvolvidaporteóricosdefensoresdaigualdadeedaliberdadedaspessoas,razãoporque,desdeentão,foramgarantidostodososdireitospolíticosesociaisàsmulheres.
No Brasil, a desigualdade de gênero pode ser visualizada nos altos índices de violência contraas mulheres, na sua sub-representação nas instâncias de poder estatal, na disparidadesalarial, bem como na discrepância com relação à distribuição de responsabilidades familiares edomésticas.
Osestudosdesenvolvidospelasfeministasdemonstraramque,emtodasassociedadesconhecidas,asatividades realizadas por homens e mulheres têm valor idêntico.
O conceito de gênero é desenvolvido no pensamento feminista em fins da década de 1940,maisprecisamentenaobra“OSegundoSexo",deSimonedeBeauvoir.
ParaHeleieth Saffioti, o patriarcado, como sistema de dominação dos homens sobre asmulheres,não opera sozinho, mas articulado, simbioticamente, com outros sistemas de dominação, tais como o racismo e o capitalismo.
ParaShulamithFirestone,umadasteóricasfeministasquesedebruçousobreatemáticadonãopoderdasmulheres, a opressão feminina é produto da propriedade privada e da função reprodutora dasmulheres.
Diversospesquisadoresseempenharamementendereexplicarasorigensdaopressãoeexclusãosocialdasmulheres,havendoconsensonasconclusõessobreoquegerouasubalternidadefeminina.
Para Kate Millet, a relação que se estabelece entre homens e mulheres é de poder, uma vezqueodomíniodaquelessobreestasébaseadonaideiageneralizadada“natural"supremaciamasculina.
Aolongodahistória,asmulheressempreforamexcluídasdoexercíciodopodere,naspoucasocasiõesem que o exerceram, não romperam definitivamente com a supremaciamasculina, pois a pequenaparceladepoderquelhesfoioutorgadaapenasconfirmouoquanto,entrehomensemulheres,opoderérepartidodemaneiradesigual.