Questões de Vestibular Sobre desigualdades de raça, classe e gênero em sociologia

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Q4130246 Sociologia
Os estudos sobre a obra da filósofa brasileira Lélia Gonzalez têm recebido cada vez mais atenção acadêmica e social nas últimas décadas. Dentre as diversas contribuições conceituais e políticas que a autora pode oferecer à reflexão nacional está o tema da violência contra a mulher, que abrange não só o seu silenciamento final na forma do feminicídio, mas também a dimensão psíquica, simbólica, racial, patrimonial, sexual, trabalhista etc. Nesse sentido, leia o trecho a seguir.

“Em recente encontro feminista [...] tínhamos observado uma sucessão de falas [...], que colocavam uma série de exigências quanto à luta contra a exploração da mulher, do operariado etc. A unanimidade das participantes quanto a essa denúncia era absoluta. Mas no momento em que começamos a falar do racismo e suas práticas em termos de mulher negra, já não houve mais unanimidade. Nossa fala foi acusada de emocional por umas e até mesmo de revanchismo por outras [...]”

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Org.: Flavia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, 2020, p. 61.

Com base no pensamento da autora e no texto, sobre o modo como a filósofa aborda a questão da mulher, assinale a opção correta.
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Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129419 Sociologia
Leia o texto abaixo, samba-enredo da Escola de Samba do Rio de Janeiro, Paraíso do Tuiuti, em 2025.


Quem Tem Medo de Xica Manicongo?


A cada 34 horas

Há um assassinato de pessoa LGBTQIAPN+

Colocando o Brasil como número 1 neste tipo de morte violenta
Por isso, trazer luz à história de Xica Manicongo é fundamental
O Paraíso do Tuiuti é Xica
Todas somos Xica
Xica vive na fumaça


Vim da África Mãe, ê-ô
Mas se a vida é vã, ê-ô, mumunha
Kimbanda me fiz, nganga é raiz
Eu pego o touro na unha


Ê pajubá
Acuendar sem xoxar pra fazer fuzuê
É mojubá
Põe marafo, fubá e dendê
Ê pajubá
Acuendar sem xoxar pra fazer fuzuê
É mojubá
Põe marafo, fubá e dendê


Só não venha me julgar, ô-ô
Pela boca que eu beijo
Pela cor da minha blusa
E a fé que eu professar
Não venha me julgar
Eu conheço o meu desejo
Este dedo que acusa
Não vai me fazer parar


Faz tempo que eu digo não
Ao velho discurso cristão, sou Manicongo
Há duas cabeças em um coração
São tantas e uma só, eu sou a transição
Carrego dois mundos no ombro


[...] (Eu sou) a bicha, invertida e vulgar
A voz que calou o cis tema
A bruxa do conservador
O prazer e a dor
Fui pombogirar na jurema
Chama a Navalha, a da Praia e a Padilha
As perseguidas na parada popular
E a Mavambo reza na mesma cartilha
Pra quem tem medo, o meu povo vai gritar
Eu, travesti


Estou no cruzo da esquina
Pra enfrentar a chacina
Que assim se faça
Meu Tuiuti
Que o Brasil da terra plana
Tenha consciência humana, Xica vive na fumaça
[...] 
O samba-enredo Quem Tem Medo de Xica Manicongo? aborda a questão dos atravessamentos sociais vivenciados pela população LGBTQIAPN+ no Brasil, por meio de uma figura histórica, cuja experiência remonta ao período escravista, e também revela problemas enfrentados no tempo presente, que são pauta de movimentos sociais, especialmente dos LGBTQIAPN+.

Com relação ao tema, considere as afirmações abaixo.

I - O Estado do Rio Grande do Sul, de acordo com os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, é o que mais registra violência contra pessoas LGBTQIAPN+.
II - O movimento LGBTQIAPN+ conquistou, em 1985, a vitória de retirar a homossexualidade, até então denominada homossexualismo, da lista internacional de doenças.
III- A noção de homossexualidade e transexualidade são construções sociais com diferentes expressões e significados associados ao longo da história, os quais nem sempre se vincularam à moralidade cristã ou à binariedade de gênero.

Quais estão corretas? 
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Ano: 2024 Banca: IDCAP Órgão: FAESA Prova: IDCAP - 2024 - FAESA - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3351041 Sociologia
O que muito permeia o pensamento coletivo desde a pós-abolição, é que as oportunidades existem de forma equilibrada na sociedade brasileira. Se um negro não as desfruta, a culpa seria exclusivamente dele por não "saber aproveitar" para tal. Portanto, uma das dimensões psicológicas do mito da democracia racial é ter introjetado, tanto nos negros quanto nos não negros, a ideia de incapacidade e inferioridade, resultando em uma completa absolvição do branco e culpabilização do negro pelos seus infortúnios.

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/mito-da-democracia-r acial-no-brasil-e-suas-consequencias/

O mito da democracia racial, defendido na obra de Gilberto Freire, contribuiu para:
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Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2024 - UFPR - 1ª Fase - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3271534 Sociologia
“O racismo nunca é um elemento acrescentado ao sabor de uma investigação no seio dos dados culturais de um grupo. A constelação social, o conjunto cultural, são profundamente remodelados pela existência do racismo. Diz-se correntemente que o racismo é uma chaga da humanidade, mas é preciso que não nos contentemos com essa frase. É preciso procurar incansavelmente as repercussões do racismo em todos os níveis de sociabilidade”.

Fanon, F. Racismo e cultura. Brasil: Terra sem Amos, 2022. p. 16.

Considerando o fragmento fornecido, é correto afirmar, a respeito do racismo, que:
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Q3247958 Sociologia
“André Rebouças, descendente direto do radicalismo filosófico do liberalismo, não se fixa, ao contrário da maioria esmagadora dos liberais brasileiros do seu tempo e do que lhe sucedeu, na questão da livre iniciativa e do livre mercado, transitando dela, sem perder sua identidade de origem, para a questão social, com a abolição e a luta pela liberação do acesso à terra.”

VIANNA, Luís Werneck. Apresentação do livro de CARVALHO, Maria Alice Rezende de. O quinto século: André Rebouças e a construção do Brasil. Rio de janeiro: Revan, 1998. Adaptado.

Com base na apresentação da posição filosófica de André Rebouças (1838-1898), é correto afirmar que
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Q3248262 Sociologia
Charles Wright Mills, sociólogo norte-americano que produziu sua obra entre os anos 1940 e 1950, buscava estudar, a partir dos conceitos de classe social e status, os processos, estratégias e mecanismos de dominação em uma sociedade. Mills em suas pesquisas demonstrava as lógicas sociais das estruturas de poder e como estas eram mantidas pelas elites norte-americanas para a manutenção da sociedade que lhes favorecia.
Considerando essa perspectiva de Mills, avalie as seguintes proposições sociológicas:

I. As elites são compostas por pessoas cujas posições de classe social lhes permitem influenciar e tomar decisões que afetam toda a sociedade.
II. As elites do poder não são solitárias e necessitam de conselheiros, políticos e formadores de opinião para capitanearem seus interesses e escolhas.
III. O status social das elites tem uma íntima relação com a posição na estrutura social e com o reconhecimento de que são uma classe superior na sociedade.
IV. Os estratos sociais dominantes conseguem se manter como elite do poder porque buscam uniões matrimoniais com todas as outras classes sociais.

É correto o que se afirma em
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Q3247815 Sociologia

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na última década (2012-2022), a grande maioria das mulheres negras tiveram trajetórias duradouras nas ocupações de menos prestígio social, com baixos salários e de más condições de trabalho, como o emprego doméstico e o de serviços gerais. Além disso, a PNADC aponta que 22,1% das mulheres negras, em idade ativa para o trabalho, estavam desempregadas no 1º trimestre de 2021 – o dobro da registrada entre homens brancos (10,0%) e muito distante da reportada pelas mulheres brancas e homens negros (13,8%). E no primeiro trimestre de 2022, 43,3% das mulheres negras ocupadas estavam em postos de trabalho informais, taxa maior que a de homens brancos (34,8%) e a das mulheres brancas (32,7%), abaixo apenas da dos homens negros (46,6%).


Considerando esses dados da PNADC/IBGE, é correto concluir-se que

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Q3247813 Sociologia

A concepção de uma “nacionalidade mestiça” brasileira, de modo geral, considera que o povo aqui surgiu historicamente do cruzamento de três raças (o europeu, o índio e o africano), mas, depois desse momento inicial, os brasileiros já não são mais portugueses/europeus, nem africanos e nem índios, mas um “povo novo”, resultado desse cadinho de raças diferentes do passado colonial. Porém, esta concepção de que o povo brasileiro é mestiço carrega consigo, por outro lado, um discurso ideológico que estabelece a ideia de unidade nacional e esconde o racismo e as contradições étnico-raciais historicamente constituídas e ainda presentes na sociedade atual, além de amenizar a pauta pública nacional sobre as reivindicações dos povos e populações tradicionais no país.


Considerando o enunciado acima, atente para o que se afirma a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.


( ) Pensar que no Brasil de hoje todos somos mestiços resulta em um pensamento que exclui da história as matrizes étnico-raciais indígena e negra na formação da nação, considerando apenas os portugueses.


( ) A principal consequência da ideia da mestiçagem é a de comprovar que, no Brasil, há de fato uma democracia racial que promove uma sociedade sem falsas contradições uma vez que todos são brasileiros.


( ) A concepção de uma “mestiçagem brasileira” pode esconder as lutas políticas por direitos e ações afirmativas das pessoas negras, das comunidades quilombolas e dos povos tradicionais indígenas.


( ) Imaginar que o brasileiro é mestiço e não mais branco, negro ou índio prejudica o reconhecimento de que a sociedade brasileira é composta pela diversidade étnico-racial e pelo multiculturalismo.



A sequência correta, de cima para baixo, é:

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Q3247811 Sociologia

Para Nancy Fraser, cientista social norte-americana, as reivindicações dos movimentos sociais por justiça social, a partir do final do século XX, passaram a dividir-se em dois tipos: as reivindicações redistributivas e as de reconhecimento. O primeiro tipo de reivindicações pretende buscar uma distribuição mais justa de recursos materiais e riquezas dentro de uma sociedade. As reivindicações do tipo reconhecimento traçam metas, no geral, que visam, dentre outros fins, a uma sociedade onde se acolha amistosamente as diferenças sociais e culturais.


Considerando esses tipos de reivindicações dos movimentos sociais, avalie as proposições a seguir:  


I. O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), no Brasil, fazem parte do tipo de reivindicações redistributivas.


II. O Occupy Wall Street, de 2011, produziu uma reivindicação do tipo reconhecimento nesse distrito financeiro dos EUA, pois lutava contra a disparidade socioeconômica.


III. As organizações dos movimentos negro, feminista e LGBTQIAP + produzem reivindicações redistributivas uma vez que lutam contra discriminações e por igualdade de direitos.


IV. As reivindicações das pessoas com deficiência são do tipo reconhecimento considerando-se que buscam pela inclusão social e por tratamento justo em ambientes como empresas e escolas.



É correto o que se afirma somente em

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Ano: 2023 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2023 - UNICAMP - Vestibular - Conhecimentos Gerais - 1ª Fase |
Q2327115 Sociologia
"A negação da plena humanidade do Outro, o seu enclausuramento em categorias que lhe são estranhas, a afirmação de sua incapacidade inata para o desenvolvimento e aperfeiçoamento humano, a destituição da sua capacidade de produzir cultura e civilização prestam-se a afirmar uma razão racializada, que hegemoniza e naturaliza a superioridade europeia."
(CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade. A construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Zahar, p. 91, 2023.)

Escolha a alternativa que apresenta crítica semelhante à de Sueli Carneiro.
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Ano: 2023 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2023 - UNICAMP - Vestibular - Conhecimentos Gerais - 1ª Fase |
Q2327114 Sociologia
As sociólogas Patrícia Hill Collins e Sirma Bilge procuram explicar as relações entre mérito, oportunidade e desigualdades utilizando a metáfora de um campo de futebol. Elas imaginam uma situação na qual o campo seria um terreno levemente em declive, na qual o gol do Time 1 fica no topo e o do Time 2, na parte baixa. Quando o Time 1 tenta marcar um gol, a topografia do campo ajuda, o que não ocorre com o Time 2, que pode ter talento e disciplina, mas sempre trava uma batalha morro acima para marcar um gol. No caso de uma partida de futebol, torcedores ficariam indignados se os campos de verdade fossem inclinados dessa maneira. No entanto, é isso que fazem as divisões sociais de classe, gênero e raça, ou seja, achamos que estamos jogando em igualdade de condições quando, na verdade, não estamos.

(Adaptado de: HILL COLLINS, P.; BILGE, S. Interseccionalidades. São Paulo: Boitempo, p. 32-33, 2016.)

A partir do texto, é correto afirmar que
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Ano: 2022 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2022 - UEMA - Vestibular 2023 |
Q2076579 Sociologia
As imagens I e II retratam situação-problema concernente às relações sociais e ao consumismo na era pós-moderna.
Imagem associada para resolução da questão

Leia o texto sobre a série britânica Black Mirror, que retrata a influência das redes sociais nas atitudes cotidianas das pessoas.
A série britânica Black Mirror (Espelho preto) retrata, no episódio Nosedive [Queda livre], uma cidade futurista onde as pessoas avaliam e são avaliadas o tempo todo por suas postagens e atitudes diárias. O resultado dessa avaliação ocorre por meio da quantidade de likes (curtidas) que as pessoas recebem e, assim determina-se, por exemplo, que tipo de carro as pessoas podem alugar, que tipo de casa podem comprar e até mesmo que tipo de evento podem frequentar, ou seja, as notas geradas pelo número de likes, determinam o status social das pessoas. As imagens I e II ilustram dois momentos distintos da personagem principal, Lacie, que encara o processo com destrutiva obsessão por likes e aprovação alheia. Na imagem I, a personagem (com roupão e toalha na cabeça) sorri numa self de apresentação que mostra sua nota de avaliação positiva nas redes sociais. Na imagem II, Lacie aparece com aspecto sujo, cabelos desarrumados e com maquiagem borrada, forçando um sorriso na tentativa de mostrar que continua a mesma pessoa, ainda que tenha recebido avaliação negativa. Com o rebaixamento de suas notas e, consequentemente, sua marginalização social a personagem demonstra seu desespero em meio à falta de aprovação social. Além dessa representação sobre as relações e as conexões entre os indivíduos nas redes sociais, o episódio Nodivide traz também uma reflexão sobre a ideia de conquistar a felicidade, a partir do consumismo orientado socialmente.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2016/11/episodi HYPERLINK "https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2016/11 (adaptado)
O conceito de modernidade líquida, apresentado por Zygmunt Bauman, pode ser referência para a análise do texto, pois a situação-problema retratada traduz
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Ano: 2022 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2022 - UEMA - Vestibular |
Q2076470 Sociologia

Na obra Canaã, dentre as temáticas discutidas pelos imigrantes alemães, está a questão das raças e da miscigenação. O personagem Lentz afirma que


“Não acredito que da fusão com espécies radicalmente incapazes resulte uma raça sobre que se possa desenvolver a civilização. Será sempre uma cultura inferior, civilização de mulatos, eternos escravos em revoltas e quedas. Enquanto não se eliminar a raça que é o produto de tal fusão, a civilização será sempre um misterioso artifício, todos os minutos rotos pelo sensualismo, pela bestialidade e pelo servilismo inato do negro. O problema social para o progresso de uma região como o Brasil está na substituição de uma raça híbrida, como a dos mulatos, por europeus. A imigração não é simplesmente para o futuro da região do País um caso de simples estética, é antes de tudo uma questão complexa, que interessa o futuro humano.”

ARANHA, G.. Canaã. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.


O recorte do diálogo de Lentz apresenta visão sobre os resultados da miscigenação no Brasil que se contrapõe à perspectiva sociológica de

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Ano: 2022 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2022 - UEMA - Vestibular |
Q2076467 Sociologia

Leia a matéria jornalística sobre caso de racismo, sofrido por expoente jogador de futebol, no Rio de Janeiro.


Gabigol depõe ao TJD e diz que não pretende deixar caso de racismo passar impune.

O jogador do Flamengo Gabriel Barbosa, o Gabigol, prestou depoimento de forma virtual ao Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), na tarde desta sexta-feira (18), no inquérito que investiga as ofensas racistas contra o jogador. O atleta falou por cerca de uma hora, se mostrou indignado e afirmou que não pretende deixar o caso passar impune. No depoimento, ao qual a CNN teve acesso, Gabigol narrou os fatos ocorridos na partida, realizada no dia 6 de fevereiro, contra o Fluminense, no estádio Nilton Santos, o Engenhão. Ele disse que “no intervalo da partida, ainda em direção ao túnel que dá acesso ao vestiário, ouviu diversos xingamentos e palavras ofensivas, em especial gritos de ‘macaco”, direcionados a ele.

https://www.cnnbrasil.com.br/esporte/gabigol-depoe-ao-tjd-e-diz-que-nao-pretende-deixar-caso-de-racismo-passar-impune


Ao relacionar o caso recente de racismo, apresentado na matéria jornalística, à interpretação do sociólogo Florestan Fernandes de que a sociedade brasileira não se configura como uma democracia racial, é correto afirmar que 

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Ano: 2022 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2022 - UEMA - Vestibular |
Q2076465 Sociologia

Segundo Silvio Almeida, em O que é Racismo estrutural?, existem três aspectos do racismo: o individual, o institucional e o estrutural. O racismo individual são atos efetivados pelos indivíduos que discriminam outras pessoas de raça diferente; o racismo institucional é a discriminação racial de instituições privadas e públicas dominadas por um tipo de raça, em ambiente institucional, no qual o poder de um grupo persevera; o racismo estrutural já é mais abrangente, caracterizando-se por uma sociedade que tem toda sua estrutura social, pessoas e instituições, de modo a privilegiar, apenas, uma classe.


A relação adequada entre tipo de racismo e a situação de discriminação é a seguinte:

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Ano: 2022 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2022 - UEMA - Vestibular |
Q2076464 Sociologia

A filósofa americana Angela Davis, discípula de Theodor Adorno e de Herbert Marcuse, desenvolveu uma filosofia prática para a transformação da realidade pela militância no combate às injustiças, principalmente, ao racismo aplicado às mulheres negras, constituído pelo capitalismo que produz um sistema discriminatório negativo a esse grupo.

O pensamento feminista de Angela Davis está contemplado na seguinte assertiva: 

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Ano: 2022 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2022 - UEMA - Vestibular |
Q2076463 Sociologia

Para Hannah Arendt, o racismo é o fenômeno de fortalecimento da ideologia política do imperialismo europeu do século XVIII até o século XX, confirmado, principalmente, pela corrida territorial europeia para África. Esse predomínio da raça branca no território africano foi fundamentado a partir da utilização de teorias científicas que justificassem a aplicação da política imperialista e totalitarista na prescrição de uma ideologia supremacista.

A relação darwinismo e racismo, segundo Hannah Arendt, foi produzida, a partir da contribuição da teoria do darwinismo que

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Q2064890 Sociologia
Nos últimos anos, no Brasil, surgiu a falácia de uma “ideologia de gênero”, que tem constrangido e, mesmo, reprimido uma educação para a diversidade nas escolas. Grosso modo, os que pregam contra o debate de gênero nas escolas têm o receio de que trazer esse tema para perto das crianças possa significar “destruir os valores morais da família” e “ensinar as novas gerações a serem gays”. Todavia, a discussão sobre gênero passa por outros caminhos e objetivos educacionais: trata de ensinar limites pessoais, tolerância, respeito à diversidade humana, que é, além de sexual, também, racial e social. Entretanto, quando a escola não planeja uma educação para a diversidade e procura evitar, a todo custo, o debate sobre gênero e orientação sexual, por exemplo, prioriza outros temas e possibilita a continuidade, na sociedade como um todo, de intolerâncias, violências ligadas à questão de gênero, preconceitos e discriminações.
A partir do exposto, é correto afirmar que
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Q2064887 Sociologia
Para Gilberto Freyre, a miscigenação que ocorreu desde o início do processo de colonização do Brasil corrigiu, ao longo do tempo, a distância social entre os brancos conquistadores e senhores de engenho e os indígenas e os negros escravizados. São dois polos, duas classes ou dois grupos sociais antagônicos de dominantes-dominados, mas que teriam sido aproximados na formação da sociedade brasileira pela mestiçagem. É aqui que se fundamenta o mito da democracia racial. Segundo Freyre, os mestiços desde a colonização brasileira ocasionaram efeitos sociais que equilibraram diferenças e desigualdades. E foram, principalmente, a mulher índia, a negra-mina e depois a mulata, aponta Freyre, as categorias de mulheres que agiram poderosamente no sentido dessa “democratização social no Brasil”. Faltou a Freyre, todavia, ressaltar que essas mulheres estavam, em grande maioria, na condição de escravizadas ou subalternizadas na relação com seus senhores e donos e foi assim que conceberam a mestiçagem na história brasileira. Essa concepção mitológica foi fortalecida pelos séculos de dominação patriarcalista e branca sobre indígenas, negros e mestiços. Trata-se de um mito ou uma ideologia que persiste sem maior reflexão, conhecimento histórico, consciência crítica e tanto disfarça a existência do racismo na sociedade brasileira contemporânea como não contribui para o debate público das lutas políticas e sociais dos movimentos negros e dos povos tradicionais indígenas.
A partir do exposto, é correto afirmar que
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Q2064884 Sociologia
Na história recente do Brasil, quando a juventude é tida como problema social, ela apareceu na figura do perigo, do risco ou da regressão às drogas, à promiscuidade e à violência. De modo esquemático, pode-se dizer que tais imagens sobre a juventude foram usadas como motes e justificativas de muitos programas socioeducativos, de leis, de ações do Terceiro Setor – as organizações não governamentais (ONGs) – e de fundações empresariais em áreas ditas como “vulneráveis” desde os anos 1990. Contudo, existe uma outra concepção sobre a juventude que a encara como sujeito social capaz de refletir e decidir sobre sua ação, ter posicionamentos acerca das mais diversas questões sociais e ser protagonista, contribuindo para o crescimento pessoal e da sociedade. Essa concepção deve melhor fundamentar e reformular ações, projetos de leis e programas, privados e públicos, para as juventudes das áreas “vulneráveis”, principalmente, e que possa pensar esses jovens como cidadãos ativos e participativos.
Acerca do exposto, marque a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1: D
2: E
3: C
4: A
5: D
6: B
7: B
8: C
9: A
10: D
11: B
12: E
13: B
14: A
15: B
16: C
17: D
18: A
19: C
20: C