Questões de Vestibular Sobre artes visuais
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Analise as imagens e leia o texto a seguir.

Detalhes da instalação “Maria dos Anjos”, 2017-2018.
A 11ª. Bienal de Artes Visuais do Mercosul, realizada em Porto Alegre em 2018, propôs um olhar sobre o Triângulo Atlântico que interliga os destinos da América, da África e da Europa, contando com trabalhos de artistas dos três continentes. Sônia Gomes (1948- ), natural de Caetanópolis, MG, foi convidada com a obra Maria dos Anjos (2017-2018). A artista cresceu no universo dos tecidos, tendo sido criada pela avó, que a iniciou nas amarrações, nos trançados, na costura; depois, vivendo com o pai, aprendeu sobre a tecelagem. Dessa mistura, aliada ao seu fascínio pelos nós, torceduras e trabalhos dos africanos, que treinava no próprio corpo, nasceu sua produção que esbarra em questões de identidade racial em um elo com a vida da artista. Ela constrói seus trabalhos com o que é rejeitado, como diz, “com o que tem”, criando uma nova vida a partir de memórias afetivas. Em Maria dos Anjos, a artista junta a peça de um vestido de noiva doado, com costuras, amarrações e tecidos diversos.
Adaptado de: As mãos de ouro de Sonia Gomes.
ufrgs.br/arteversa
Com base nas imagens, no texto e nos conhecimentos sobre arte, multiculturalismo e a relação entre obra e contexto, é correto afirmar que, para a produção de seu trabalho, a artista
(Ian Chilvers e John Glaves-Smith (orgs.). Oxford Dictionary of Modern and Contemporary Art, 2009. Adaptado.)
Uma obra representativa do movimento artístico retratado no texto está reproduzida em:

Rudolph Weisse, (1869-1927) Os jogadores de dados. (Disponível em https://blog.britishmuseum.org/an-introduction-to-orientalis tpainting/?_ga=2.56311842.808380880.15712149821542458113.156864822 4 . Acessado em 09/11/2020.)
Considerando a obra do pintor tcheco reproduzida acima e as reflexões formuladas por Said, assinale a alternativa correta.
(Alberto Manguel, Lendo imagens. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 211-212.)
A partir do texto, é correto afirmar:
DUCHAMP, Marcel (1867-1968). A fonte, 1917, ready-made: urinol de porcelana, 60 cm × 23,5 cm × 18 cm. Fotografia de Alfred Stieglitz (1864−1946). Disponível em: www.moma.org. Acesso em: nov. 2016.
Os ready-made são um novo gênero artístico e autônomo inventado por Marcel Duchamp, para o qual qualquer objeto pode ser declarado arte se estiver equipado com os atributos característicos de uma obra de arte.
ELGER, Dietmar. Dadaísmo. Colônia: Taschen, 2005, p. 80 (adaptado).
Ao propor A Fonte como obra de arte, Marcel Duchamp criou um dos conceitos mais significativos da modernidade: o ready-made. Transformado em procedimento artístico, esse conceito permitiu a Duchamp

Anônimo. Cidade Ideal, déc. 1480 – déc.1490, têmpera s/ painel, 67,5 cm × 239,5 cm. Galleria Nazionale delle Marche, Urbino.
A vista em perspectiva, que coloca em relação proporcional o próximo e o distante, torna-se tema unificador de interpretação da realidade e de projeção do espaço. Expressão emblemática disso é a Veduta di Città (Paisagem Urbana), hoje conhecida como Città Ideale (Cidade Ideal), silencioso teorema em perspectiva e também alusão, impregnada por profundos postulados filosóficos, à harmonia da vida civil: uma utopia política, religiosa e estética.
ACIDINI, C. Mestres do Renascimento: obras-primas italianas. ACIDINI, Cristina e DELPRIORI, Alessandro. Catálogo de exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB. São Paulo: Base7 Projetos Culturais, 2013, p. 105-6. Disponível em: www.bb.com.br. Acesso em: 14 abr. 2014.
Considerando-se que uma das funções da arte como saber cultural no universo renascentista é exaltar os valores concernentes à formação de sua própria identidade, em oposição à Idade Média, o painel Cidade Ideal é reconhecido como um dos símbolos culturais do Renascimento porque

Oskar Kokoschka (1886 – 1980). Autorretrato de um artista degenerado, 1937, óleo sobre tela, 110 cm × 85 cm. Scottish National Gallery of Modern Art, Edinburg.
Em 19 de julho de 1937, foi aberta na cidade de Munique, na Alemanha, a exposição que marca o ápice da campanha pública do regime nazista contra a arte moderna: a mostra internacional Arte Degenerada. Organizada pelo presidente da Câmara de Artes Plásticas do Reich, Adolf Ziegler, a exposição reuniu cerca de 650 obras, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e livros, provenientes de acervos de 32 museus alemães, consideradas artisticamente indesejáveis e moralmente prejudiciais ao povo pelo governo de Adolf Hitler. Os nazistas classificavam como “degenerada” (entartet) toda manifestação artística que insultasse o espírito alemão, mutilasse ou destruísse as formas naturais ou apresentasse, de modo evidente, “falhas” de habilidade artístico-artesanal. Em termos visuais, é degenerada toda obra de arte que foge aos padrões clássicos de beleza e representação naturalista, em que são valorizados a perfeição, a harmonia e o equilíbrio das figuras. Nesse sentido, a arte moderna, com sua liberdade formal de cunho fundamentalmente antinaturalista, é considerada em sua essência “degenerada”.
Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br. Acesso em: 6 nov. 2018 (adaptado).
A referida mostra incluía oito obras do artista austríaco Oskar Kokoschka, que integrou a vanguarda do expressionismo germânico no início do século XX. Após essa mostra, esse artista pintou seu autorretrato, obra que intitulou de Autorretrato de um artista degenerado. Com isso, ele demonstrou que
A dança que o texto descreve é conhecido como
Surgida por volta de 1870 e reconhecida como a primeira grande contribuição das camadas populares do Rio de Janeiro à música do Brasil, que misturou elementos do lundu, da polca e da habanera e influenciou outros gêneros populares brasileiros identificada em alguns casos como tango brasileiro, denomina-se

A arte contemporânea traz um questionamento a observá-la, confrontá-la e criar novas possibilidades de realidades. É uma tendência artística que se construiu, a partir do pós-modernismo, apresentando expressões e técnicas artísticas inovadoras, que incentivam a reflexão subjetiva sobre a obra.
O artista que criou, em 1503, a original desta obra foi

Uma tendência artística contemporânea que surgiu na década de 60, nos Estados Unidos e na Europa, sendo sua principal caraterística o uso do corpo como suporte e intervenção para a realização do trabalho artístico. Com características do Corpo Humano como suporte e experimentação artística, Materialidade e resistência do corpo e Relações entre arte e a vida cotidiana, conforme retrata a figura.
Essa manifestação das artes visuais, em que até o corpo do próprio artista pode ser utilizado como suporte ou meio de expressão, corresponde ao

Ivette Guilbert saída o público (1884) . Toulouse-Lutrec. Museu Toulouse-Lutrec, Albi.
Na obra que retrata Ivette Guilbert, a economia de traços e cores é evidente por parte do pintor, mas é extremamente expressiva a figura da pessoa retratada. De modo geral, o que caracteriza a pintura de Toulouse-Lutrec é o contorno expressivo das figuras, a dinâmica da realidade apresentada e a sua
Analise a figura 1 a seguir e responda à questão.

Figura 1
(Rivane Neuenschwander, Mal-entendido, casca de ovo, areia, água, vidro e
fita mágica, 2000.)
Leia o texto a seguir.
A produção de Rivane Neuenschwander caracteriza-se por uma atenção incomum ao detalhe. É um olhar que implica inclinar-se, deslocar-se do ponto de vista cotidiano de um bípede ereto, ver o chão e vê-lo de perto, sempre através de uma lente de aumento. [...] Opera-se uma mudança de escala, não na imagem, mas em nosso ponto de vista, em nossa percepção.
(Adaptado de: ZACCAGNINI, C. Rivane Neuenschwander. In: PEDROSA, A. (org.) Através: Inhotim. Brumadinho, MG: Instituto Inhotim, 2008, p. 310.)
Com base no texto, na figura 1 e nos conhecimentos
sobre arte contemporânea, assinale a alternativa correta
sobre o trabalho de Rivane Neuenschwander.
Na distinção entre escrita e desenho ou entre escrita e artes plásticas em geral, não se considera escrita o grafismo das pinturas rupestres.
Assinale a opção correta acerca de aspectos sociológicos suscitados pelo trecho extraído da obra de Paul Veyne.
Na obra O Triunfo de Baco, de Velázquez, a luz clara destaca Baco, deus do vinho, dos demais personagens, recurso que remete à pintura de Caravaggio, na qual também está presente o jogo de claro e escuro, por ser uma das características das artes plásticas no período Barroco.
Artistas plásticos, como, por exemplo, Rubens, foram responsáveis pela decoração, em estilo barroco, de alguns salões de banquete do século XVIII
A obra O Banquete de Cleópatra, de Tiepolo, apresenta características do estilo barroco.
