Questões de Concurso

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Q4017239 Português
 Em “ele encheu sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor”, a palavra “impropérios” pode ser substituída, mantendo-se o sentido original do trecho em que ocorre, por: 
Alternativas
Q4017238 Português
No trecho “despejou até mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura”, o emprego das vírgulas justifica-se por: 
Alternativas
Q4017237 Português
Considerando o trecho “Sabem os cronistas __ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de jornal ou revista”, assinale a alternativa correta sobre o uso da forma pronominal “los”. 
Alternativas
Q4017236 Português
Sobre a intertextualidade e a intencionalidade discursiva presentes no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4017235 Português

Considerando a distinção entre fato e hipótese na construção do texto, analise as assertivas a seguir:


I. A afirmação de que o leitor “nem sempre poderia imaginar o pesadelo” vivenciado pelos escritores ao “alinhavar” um texto constitui uma hipótese do autor sobre a percepção e o estado mental do público.

II. O relato sobre Rubem Braga ter publicado uma crônica de autoria de Carlos Drummond de Andrade, originalmente impressa em um jornal de Belo Horizonte, é apresentado como um fato que sustenta a argumentação.

III. A caracterização da crônica de Antônio Maria como “impecável” e a de Paulo Mendes Campos como “deliciosa” são tratadas como fatos linguísticos objetivos, independentes do juízo de valor do narrador.

IV. A sugestão de que o leitor “se regale” com a criatividade de Braga ao buscar a história por conta própria configura uma hipótese ou projeção do autor sobre o efeito que a leitura causará.


Quais estão corretas? 

Alternativas
Q4017234 Português
Assinale a alternativa que apresenta a ideia principal do texto e o recurso argumentativo central empregado pelo autor.
Alternativas
Q4017233 Português
 Assinale a alternativa que apresenta mais diretamente a intencionalidade do autor e os efeitos de sentido produzidos pelo texto.
Alternativas
Q4016552 Literatura
Dentre as funções sociais e estéticas da literatura, a BNCC, baseando-se em Antonio Cândido, enfatiza a importância da função humanizadora do texto literário no ensino. Analise os itens que seguem:
I. O texto literário transcende questões puramente estéticas, desempenhando funções sociais como a formação das consciências individuais e coletivas.
II. A literatura desempenha funções sociais e estéticas como a humanização do homem e a transformação social.
III. A literatura é um fenômeno artístico e humanizador que pode ser reduzido ao seu conteúdo social.
Após a análise dos itens, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4016551 Literatura
Fernando Sabino, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Luís Fernando Veríssimo, Millôr Fernandes, Otto Lara Resende e Moacyr Scliar são alguns nomes de destaque na produção de quais gêneros literários?
Alternativas
Q4016550 Literatura
Considerando a periodização da literatura brasileira, os autores: Machado de Assis, Castro Alves, Cruz e Sousa e Torquato Neto pertencem, respectivamente, às seguintes escolas ou manifestações literárias:
Alternativas
Q4016549 Português
Sobre variação linguística, fenômeno que foge do escopo de desvio da norma padrão, como preconiza Bagno (2015), analise os textos:

                                                            

Abestado: Apalermado, imbecil, idiota, estúpido, otário. Pessoa que não entende nada. Em notória alusão ao animal, ou seja, uma besta.

Achar graça: Rir, sorrir. Ex.: "A menina achou muita graça da minha piada!".

Aí dento: Resposta a qualquer provocação.

Aluir: Mover-se, mexer-se. Ex.: "Se alui cara, arranja um trabalho!".

Amancebado(a): Pessoa solteira que vive maritalmente com outra. O mesmo que amigado(a).

Amansa-corno: Marca de aguardente produzida no Nordeste que ficou muito famosa pela originalidade do nome. O fabricante aproveitou um dos muitos apelidos desse destilado de cana-de-açúcar, autenticamente brasileiro, para dar nome ao seu produto.

CUNHA, Paulo José. Grande Enciclopédia Internacional de
Piauiês. Teresina: Oficina da Palavra, 2012. 

O “Piauiês” é um dicionário de termos ou expressões características do estado do Piauí. No âmbito dos estudos da Sociolinguística, de Labov, Bagno, Bortoni-Ricardo e outros, o fenômeno da variação linguística é considerado uma importante manifestação da riqueza cultural dos falantes; fatores geográficos, cronológico e sociais, por exemplo, podem influenciar nos diferentes modos de expressão comunicativa. Partindo do exposto, assinale a alternativa que traz o tipo de variação que melhor representa a obra citada:
Alternativas
Q4016548 Português

Lembrei de Nós

João Gomes - (part. Mestrinho e Jota.pê)

Quando o Sol vai, você vem

Pra competir com as estrelas

Do seu amor, sou refém

Você é minha certeza

Hoje eu lembrei de nós

Embaixo dos lençóis

Viajando sem sair do quarto

Sonhando acordado

Você é meu norte

Minha sorte, não me deixe

Me deixa mais forte

A razão do meu corre

Você me envolve

Você me resolve

Você é meu norte

Minha sorte, não me deixe

Me deixa mais forte

A razão dos meus corres

Você me envolve (você me envolve)

Você me resolve (vai)


CARNEIRO, Kaique; COMPOSITOR, Kinho; COMPOSITOR, Luizinho; LUCAS, Rian. Lembrei de nós. Intérprete: João Gomes; Mestrinho e Jota.pê. In: Dominguinho. 2025. Disponível em: https://bfan.link/dominguinho. Acesso em: 01 fev. 2026.

Leia, analise e assinale a alternativa INCORRETA, sobre o texto:
Alternativas
Q4016547 Literatura
O fragmento abaixo faz parte do conto “No moinho”, do escritor Eça de Queirós, e revela o momento em que Maria da Piedade apaixona-se por Adrião. Leia-o atenciosamente para responder à questão.

Refugiava-se então naquele amor como uma compensação deliciosa. Julgando-o todo puro, todo de alma, deixava-se penetrar dele e da sua lenta influência. Adrião tornara-se, na sua imaginação, como um ser de proporções extraordinárias, tudo o que é forte, e que é belo, e que dá razão à vida. […] Leu todos os seus livros, sobretudo aquela Madalena que também amara, e morrera de um abandono. Estas leituras acalmavam-na, davam-lhe como uma vaga satisfação ao desejo. Chorando as dores das heroínas de romance, parecia sentir alívio às suas.

Lentamente, esta necessidade de encher a imaginação desses lances de amor, de dramas infelizes, apoderou-se dela. Foi durante meses um devorar constante de romances. Ia-se assim criando no seu espírito um mundo artificial e idealizado. A realidade tornava-se-lhe odiosa, sobretudo sob aquele aspecto da sua casa, onde encontrava sempre agarrado às saias um ser enfermo. Vieram as primeiras revoltas. Tornou-se impaciente e áspera. Não suportava ser arrancada aos episódios sentimentais do seu livro, para ir ajudar a voltar o marido e sentir-lhe o hálito mau. Veio-lhe o nojo das garrafadas, dos emplastros, das feridas dos pequenos a lavar. Começou a ler versos. Passava horas só, num mutismo, à janela, tendo sob o seu olhar de virgem loura toda a rebelião duma apaixonada. Acreditava nos amantes que escalam os balcões, entre o canto dos rouxinóis: e queria ser amada assim, possuída num mistério de noite romântica…

Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/no-moinho-eca-de-queiros/#google_vignette. Acesso em: 05 fev. 2026.
Sobre a análise do conto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4016546 Literatura

Sextilhas Românticas


Paisagens da minha terra,

Onde o rouxinol não canta

- Mas que importa o rouxinol?

Frio, nevoeiros da serra

Quando a manhã se levanta

Toda banhada de sol!

Sou romântico? Concedo.

Exibo, sem evasiva,

A alma ruim que Deus me deu.

Decorei "Amor e medo”,

"No lar”, "Meus oito anos”... Viva

José Casimiro Abreu!


Sou assim, por vício inato.

Ainda hoje gosto de Diva,

Nem não posso renegar

Peri tão pouco índio, é fato,

Mas tão brasileiro... Viva,

Viva José de Alencar!

[...]


BANDEIRA, M. Bandeira de bolso: uma antologia poética. Org. de Mara Jardim. Porto Alegre: LP&M, 2010.p. 113-114.

São referências ao movimento romântico encontradas nesse poema, EXCETO:
Alternativas
Q4016545 Português
Madama Carlota havia acertado tudo. Macabéa estava espantada. Só então vira que sua vida era uma miséria. Teve vontade de chorar ao ver o seu lado oposto, ela que, como disse, até então se julgava feliz.

Saiu da casa da cartomante aos tropeços e parou no beco escurecido pelo crepúsculo — crepúsculo que é hora de ninguém. Mas ela de olhos ofuscados como se o último final da tarde fosse mancha de sangue e ouro quase negro. Tanta riqueza de atmosfera a recebeu e o primeiro esgar da noite que, sim, sim, era funda e faustosa. Macabéa ficou um pouco aturdida sem saber se atravessaria a rua pois sua vida já estava mudada. E mudada por palavras — desde Moisés se sabe que a palavra é divina. Até para atravessar a rua ela já era outra pessoa. Uma pessoa grávida de futuro. Sentia em si uma esperança tão violenta como jamais sentira tamanho desespero. Se ela não era mais ela mesma, isso significava uma perda que valia por um ganho. Assim como havia sentença de morte, a cartomante lhe decretara sentença de vida. Tudo de repente era muito e muito e tão amplo que ela sentiu vontade de chorar. Mas não chorou: seus olhos faiscavam como o sol que morria.

Então ao dar o passo de descida da calçada para atravessar a rua, o Destino (explosão) sussurrou veloz e guloso: é agora é já, chegou a minha vez! E enorme como um transatlântico o Mercedes amarelo pegou-a — e neste mesmo instante em algum único lugar do mundo um cavalo como resposta empinou-se em gargalhada de relincho.

Macabéa ao cair ainda teve tempo de ver, antes que o carro fugisse, que já começavam a ser cumpridas as predições de madama Carlota, pois o carro era de alto luxo. Sua queda não era nada, pensou ela, apenas um empurrão. Batera com a cabeça na quina da calçada e ficara caída, a cara mansamente voltada para a sarjeta. E da cabeça um fio de sangue inesperadamente vermelho e rico. O que queria dizer que apesar de tudo ela pertencia a uma resistente raça anã teimosa que um dia vai talvez reivindicar o direito ao grito.

LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p.79-80.
Em qual dos trechos a seguir o narrador insere Macabéa como representativa de um grupo social?
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Q4016544 Português
Os provérbios, enquanto ditados populares, apresentam, em sua constituição, figuras de linguagem das mais variadas. Leia, atentamente, os provérbios a seguir e marque a única opção em que a associação NÃO está correta.
Alternativas
Q4016543 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO



Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:


- Que é que você quer?


A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:


- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...


Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:


- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".


A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:


- O que há, Inês?


- O que te fez esse moço?


Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:


- Eu não conheço essa mulher. Juro...


- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!


Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:


- Mas, Inês, quem é afi nal esse moço?


- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".


- Eu! - exclamou Cassi.


- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...


Estava arrumando a casa.


Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!


Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:


- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!


BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.

Sobre o uso da variação linguística na fala da personagem Inês, podemos AFIRMAR que:
Alternativas
Q4016542 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO



Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:


- Que é que você quer?


A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:


- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...


Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:


- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".


A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:


- O que há, Inês?


- O que te fez esse moço?


Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:


- Eu não conheço essa mulher. Juro...


- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!


Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:


- Mas, Inês, quem é afi nal esse moço?


- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".


- Eu! - exclamou Cassi.


- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...


Estava arrumando a casa.


Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!


Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:


- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!


BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.

A obra Clara dos Anjos (1948) retrata várias críticas sociais, dentre elas podemos citar CORRETAMENTE:
Alternativas
Q4016541 Literatura

TEXTO PARA A QUESTÃO



            A moenda


                                                          


DA COSTA E SILVA, A. Da Costa e Silva: antologia. 3.ed. Teresina: FUNDAPI, 2021. p.78

Sobre o poeta piauiense Da Costa e Silva é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q4016540 Português
O texto a seguir refere-se ao trecho de uma fala de Ataliba Castilho, linguista brasileiro, que concedeu uma entrevista a Carlos Fioravante.


O r caipira tem 500 anos?


Ninguém sabe ao certo. Uns dizem que índios do Vale do Paraíba teriam esse r, mas a explicação só vale se se provar que essa tribo se estendeu sobre São Paulo e foi com os bandeirantes para o interior. Outros fonólogos acham que o r caipira é um traço que não se desenvolveu na fonologia portuguesa, mas poderia ter surgido naturalmente, como uma consequência do sistema fonológico, e não do contato com os índios. Sistema fonológico quer dizer sistema de sons. Sempre existem tendências para combinações de sons que explicam essas mudanças. Uma tendência do português brasileiro é a forma de tratar os sons sibilantes, é o que faz a diferença entre nós, paulistas, e os moradores do Rio de Janeiro, do Sul e do Nordeste. De onde veio o s chiado, como em “ach criançach”? Foi uma tendência palatizar o som sibilante. Agora essa mudança deu outro passo, porque a vogal em contexto palatal está se ditongando, como em “aichs pessoaisch”. 

FIORAVANTI, C. Ataliba Teixeira de Castilho: o linguista libertário. Entrevistado: Ataliba Teixeira de Castilho. Pesquisa Fapesp, São Paulo, n.259, set 2017. Disponível em: https:// revistapesquisa.fapesp.br/ataliba-teixeira-de-castilho-o-linguista-libertario/. Acesso em: 30 jan. 2026.
Ao longo da entrevista, o linguista reflete sobre as variações linguísticas e seus diferentes aspectos. Ao se referir à diferença entre sons sibilantes falados entre paulistas, moradores do Rio, do Sul e do Nordeste, Castilho demonstra que:
Alternativas
Respostas
17841: C
17842: B
17843: D
17844: A
17845: C
17846: C
17847: B
17848: C
17849: A
17850: E
17851: E
17852: E
17853: B
17854: E
17855: E
17856: E
17857: B
17858: B
17859: D
17860: B