Questões de Concurso
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Considerando a distinção entre fato e hipótese na construção do texto, analise as assertivas a seguir:
I. A afirmação de que o leitor “nem sempre poderia imaginar o pesadelo” vivenciado pelos escritores ao “alinhavar” um texto constitui uma hipótese do autor sobre a percepção e o estado mental do público.
II. O relato sobre Rubem Braga ter publicado uma crônica de autoria de Carlos Drummond de Andrade, originalmente impressa em um jornal de Belo Horizonte, é apresentado como um fato que sustenta a argumentação.
III. A caracterização da crônica de Antônio Maria como “impecável” e a de Paulo Mendes Campos como “deliciosa” são tratadas como fatos linguísticos objetivos, independentes do juízo de valor do narrador.
IV. A sugestão de que o leitor “se regale” com a criatividade de Braga ao buscar a história por conta própria configura uma hipótese ou projeção do autor sobre o efeito que a leitura causará.
Quais estão corretas?
I. O texto literário transcende questões puramente estéticas, desempenhando funções sociais como a formação das consciências individuais e coletivas.
II. A literatura desempenha funções sociais e estéticas como a humanização do homem e a transformação social.
III. A literatura é um fenômeno artístico e humanizador que pode ser reduzido ao seu conteúdo social.
Após a análise dos itens, assinale a alternativa CORRETA:

Lembrei de Nós
João Gomes - (part. Mestrinho e Jota.pê)
Quando o Sol vai, você vem
Pra competir com as estrelas
Do seu amor, sou refém
Você é minha certeza
Hoje eu lembrei de nós
Embaixo dos lençóis
Viajando sem sair do quarto
Sonhando acordado
Você é meu norte
Minha sorte, não me deixe
Me deixa mais forte
A razão do meu corre
Você me envolve
Você me resolve
Você é meu norte
Minha sorte, não me deixe
Me deixa mais forte
A razão dos meus corres
Você me envolve (você me envolve)
Você me resolve (vai)
CARNEIRO, Kaique; COMPOSITOR, Kinho; COMPOSITOR, Luizinho; LUCAS, Rian. Lembrei de nós. Intérprete: João Gomes; Mestrinho e Jota.pê. In: Dominguinho. 2025. Disponível em: https://bfan.link/dominguinho. Acesso em: 01 fev. 2026.
Sextilhas Românticas
Paisagens da minha terra,
Onde o rouxinol não canta
- Mas que importa o rouxinol?
Frio, nevoeiros da serra
Quando a manhã se levanta
Toda banhada de sol!
Sou romântico? Concedo.
Exibo, sem evasiva,
A alma ruim que Deus me deu.
Decorei "Amor e medo”,
"No lar”, "Meus oito anos”... Viva
José Casimiro Abreu!
Sou assim, por vício inato.
Ainda hoje gosto de Diva,
Nem não posso renegar
Peri tão pouco índio, é fato,
Mas tão brasileiro... Viva,
Viva José de Alencar!
[...]
BANDEIRA, M. Bandeira de bolso: uma antologia poética. Org. de Mara Jardim. Porto Alegre: LP&M, 2010.p. 113-114.
TEXTO PARA A QUESTÃO
Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:
- Que é que você quer?
A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:
- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...
Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:
- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".
A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:
- O que há, Inês?
- O que te fez esse moço?
Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:
- Eu não conheço essa mulher. Juro...
- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!
Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:
- Mas, Inês, quem é afi nal esse moço?
- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".
- Eu! - exclamou Cassi.
- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...
Estava arrumando a casa.
Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!
Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:
- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!
BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.
TEXTO PARA A QUESTÃO
Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:
- Que é que você quer?
A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:
- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...
Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:
- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".
A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:
- O que há, Inês?
- O que te fez esse moço?
Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:
- Eu não conheço essa mulher. Juro...
- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!
Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:
- Mas, Inês, quem é afi nal esse moço?
- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".
- Eu! - exclamou Cassi.
- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...
Estava arrumando a casa.
Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!
Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:
- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!
BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.
TEXTO PARA A QUESTÃO
A moenda

DA COSTA E SILVA, A. Da Costa e Silva: antologia. 3.ed. Teresina: FUNDAPI, 2021. p.78
