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Q4396195 Francês
 Na publicação Le jeu en classe de langue (2008), Haydée Silva explora a noção de jogo a partir de quatro regiões metafóricas.

De acordo com a autora, para compreender o fenômeno lúdico, é correto afirmar que as quatro regiões metafóricas são:
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Q4396194 Pedagogia
Na publicação L’évaluation en FLE (2003), os autores defendem que professores devem variar suas práticas avaliativas a partir da função das situações de avaliação, sendo elas: avaliação diagnóstica, avaliação formativa e avaliação somativa.

Assinale a proposição que melhor define a função da avaliação formativa.
Alternativas
Q4396193 Pedagogia
De acordo com os autores da obra L’évaluation en FLE (2003), práticas avaliativas podem estar centralizadas no avaliador, na relação educativa, no aprendiz ou orientadas de acordo com exigências institucionais ou sociais.

Assinale a alternativa que, corretamente, coloca em evidência a relação educativa.
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Q4396192 Francês
Analise o enunciado proposto por François Weiss (2008):

Vous allez choisir chacun un ou une camarade dans la classe que vous ne connaissez pas ou que vous ne connaissez pas bien. Vous allez ensuite vous interviewer à tour de rôle pour mieux vous connaître. Pendant 5 minutes vous allez poser des questions à votre camarade et noter ses réponses sur une feuille de papier. Vous avez le droit de lui poser toutes les questions que vous voulez. Mais, attention ! il/elle n’est pas obligé(e) de répondre aux questions qui lui paraissent trop personnelles. Au bout de 5 minutes, à mon signal, on change de rôle et l’interviewé devient l’interviewer.

Sabendo que a proposta transcrita é apontada pelo autor como um Exercice d’échauffement e que ele adota um esquema de unidade didática organizado em seis etapas, o enunciado em questão estaria melhor localizado na 
Alternativas
Q4396191 Francês
Ao analisar interações durante uma aula de língua, François Weiss (2008) faz a distinção entre quatro tipos de comunicação: comunicação didática, comunicação de imitação, comunicação simulada e comunicação autêntica.

Sobre a comunicação simulada, é correto afirmar:
Alternativas
Q4396190 Francês
Leia atentamente o excerto a seguir:
Le 14 juillet 1789, le peuple de Paris s’empara de la Bastille. Les quelques prisonniers qui y étaient enfermés sortirent sous les applaudissements de la foule.

(Poisson-Quinton, 2002)

Os verbos destacados em negrito estão conjugados no
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Q4396189 Francês
Analise atentamente a seguinte frase:

La foudre est tombée à deux mètres de moi! Je l’ai échappé belle!

(Poisson-Quinton, 2002)

Preservando seu sentido, a expressão l’échapper belle está corretamente traduzida em:
Alternativas
Q4396188 Francês
A língua francesa apresenta três tipos de liaison orais: obrigatórias, proibidas e facultativas (Poisson-Quinton, 2002).

Assinale a alternativa que corresponde a uma liaison proibida.
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Q4396187 Francês
Leia a frase seguinte:

Au Canada, […] fait parfois un (i) froid de canard, mais en France, cet été a été marqué par (ii) la canicule.

(Fiorleroy-Miquel; Goliot-Lété, 1976)

Considerando o contexto meteorológico, as expressões em destaque podem ser corretamente traduzidas por:
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Q4396186 Francês
Leia o excerto a seguir:

LE THÉÂTRE ET L’OPÉRA

Le public va au théâtre pour voir une pièce de théâtre, et à l’opéra pour voir un opéra. (i) Le metteur en scène fait la mise en scène: il dirige les acteurs (-trices) / comédiens (iennes) ou les chanteurs (euses), (ii) et choisit les décors.

(Fiorleroy-Miquel; Goliot-Lété, 1976)

Considerando o contexto teatral, os trechos em destaque podem ser adequadamente traduzidos por:
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Q4396185 Francês
Analise a seguinte situação:
Um grupo de engenheiros brasileiros participará de um projeto de cooperação com uma empresa francesa. Eles realizarão reuniões para apresentar o andamento dos trabalhos, relatar problemas encontrados e propor soluções aos parceiros franceses. Apresentando pouca proficiência, eles farão 20 horas de aula de francês para conseguir participar das referidas reuniões.
Nesse cenário, partindo das considerações feitas por Cuq e Gruca (2005) a respeito dos métodos, das metodologias, das abordagens e perspectivas de ensino e de aprendizagem ao longo da história, o professor responsável por elaborar e ministrar essas aulas deve:
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Q4396184 Pedagogia
A concepção de aprendizagem ou de empregos da língua desenvolvida no Quadro Europeu Comum de Referência está situada na Perspectiva Acional (Cuq; Gruca, 2005).

Uma de suas principais características, que a diferencia das abordagens e metodologias que a antecedem, é:
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Q4396183 Francês
Leia a proposta de definição elaborada a partir das considerações de Jean-Pierre Cuq e Isabelle Gruca (2005):
Língua de natureza estrangeira no território em que se utiliza, mas que se diferencia das demais línguas locais por possuir status específico, desenvolvendo-se em comunidades bi ou plurilíngues onde o francês assume papel privilegiado coexistindo com outras línguas.
Embora apontem limitações, Cuq e Gruca (2005) se inspiram livremente na teoria do protótipo para conceitualizar as situações de ensino e de aprendizagem. Partindo dos apontamentos desses autores, assinale a alternativa que corresponde à proposta de definição apresentada. 
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Q4396142 Pedagogia
Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância do ato de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo- -a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do objeto não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala.

(Paulo Freire, A importância do ato de ler: em três artigos que se completam, 1988)

Conforme a explicação do autor, conclui-se corretamente que ele concebe a análise da língua e a prática de leitura como
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Q4396141 Linguística
Leia o texto a seguir:

A cigarra e a formiga

    A cigarra, tendo cantado todo o verão, viu-se completamente sem provisões quando o inverno chegou. Não tinha nenhum pedacinho de inseto ou de larva. Foi então queixar-se da falta de alimentos na casa da formiga, sua vizinha, pedindo-lhe que lhe emprestasse alguns grãos para subsistir até a primavera.
    – Palavra de animal, eu lhe pagarei juros e principal, antes da próxima colheita.
    A formiga não empresta nada. Este é seu menor defeito.
    – Que é que você fazia no verão, diz ela à que deseja tomar emprestado.
    – Não se aborreça, todos os dias e noites eu cantava.
     – Estou muito bem. Você cantava; pois bem; agora dance.

(Fábula de La Fontaine, extraída de José Luiz Fiorin, Elementos de análise do discurso, 1990)

De acordo com José Luiz Fiorin, na fase de manipulação no nível narrativo, “um sujeito age sobre outro para levá-lo a querer e/ou dever fazer alguma coisa”. Na fábula de La Fontaine, a manipulação feita pela cigarra ocorre por meio de
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Q4396140 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Professor bem preparado para quê?


    Dados sobre o ensino no País animam e preocupam. São uma espécie de resumo das contradições de um país que cresce sem romper sua imensa desigualdade social. Muitos índices de educação dos jovens melhoraram na última década, mas mais de 7 milhões de jovens não concluíram o ensino médio e estão fora das escolas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de alunos cresce, mas milhões deles concluem o ciclo básico com conhecimentos inferiores aos considerados necessários para agir com autonomia, espírito crítico e iniciativa num mundo em rápidas transformações tecnológicas. Superar essa deficiência exige professores adequadamente preparados. É desolador, no entanto, constatar que são escassas as políticas públicas com esse objetivo e, pior, observar que certas ações do poder público enfraquecem o papel do professor, o que pode comprometer o aprendizado e o futuro do aluno.

    Programas para o aperfeiçoamento da docência na rede pública existem. Desde 2007, a Universidade de São Paulo (USP) mantém o programa Encontro USP-Escola, para, como explica, “promover a formação continuada de docentes da educação básica e promover a interlocução entre a universidade e a escola”.

    Surgido de uma iniciativa do Instituto de Física da USP, o encontro vinha sendo bastante procurado por professores da rede pública. Em 2023, foram 1.607 inscritos; em 2024, 1.170; em 2025, 1.219. Em 2026, segundo informações preliminares, foram cerca de 600. O que aconteceu? Desalento dos professores? Não parece uma hipótese descartável, pelo menos no caso dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo. Está havendo uma rápida substituição de professores efetivos por temporários. Alguns dados mostram a rapidez e a extensão desse processo. Em 2023, pela primeira vez, os temporários (101 mil) superaram os efetivos (90,5 mil), segundo uma pesquisa do Todos pela Educação, uma instituição privada que luta pela melhoria do ensino público.

    Do ponto de vista pedagógico, no entanto, talvez a mudança que mais afetou o trabalho dos professores dessa rede tenha sido a evolução do projeto de adotar materiais didáticos digitais (basicamente slides) obrigatórios em sala de aula. Instituições que congregam professores da rede pública têm afirmado que esse modelo, chamado de plataformização do ensino, por meio do uso intensivo de material digital nas salas de aula, vem acompanhado de uma espécie de privatização do ensino público (em razão do aumento dos gastos com a compra de equipamentos e material didático fornecidos por empresas privadas).

    No entanto, seu efeito mais preocupante, de acordo com essas instituições, é a drástica redução do papel do professor na sala de aula. O Grupo Escola Pública e Democracia (Gepud) acrescenta que o uso intenso das plataformas tem causado desinteresse e cansaço nos estudantes e contraria a tendência mundial de reduzir a utilização das tecnologias digitais e o tempo de uso de telas por crianças e adolescentes. Mais ainda, “as plataformas retiram dos professores a essência da atividade docente: o planejamento, a organização e a condução de suas aulas”.

    Na essência, então, professor bem preparado para quê? Apenas para orientar os alunos sobre como manejar uma máquina?


(Jorge J. Okubaro. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.06.2026. Adaptado)


De acordo com Angela Kleiman (Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura, 2004), a modalização no texto corresponde a “expressões que indicam o grau de comprometimento do autor com a verdade, ou a justeza da informação, relativizando-a ou para mais, a certeza absoluta, ou para menos, a possibilidade mais remota.” Esta última torna a proposição não categórica, o que se comprova com a passagem:
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Q4396139 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Professor bem preparado para quê?


    Dados sobre o ensino no País animam e preocupam. São uma espécie de resumo das contradições de um país que cresce sem romper sua imensa desigualdade social. Muitos índices de educação dos jovens melhoraram na última década, mas mais de 7 milhões de jovens não concluíram o ensino médio e estão fora das escolas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de alunos cresce, mas milhões deles concluem o ciclo básico com conhecimentos inferiores aos considerados necessários para agir com autonomia, espírito crítico e iniciativa num mundo em rápidas transformações tecnológicas. Superar essa deficiência exige professores adequadamente preparados. É desolador, no entanto, constatar que são escassas as políticas públicas com esse objetivo e, pior, observar que certas ações do poder público enfraquecem o papel do professor, o que pode comprometer o aprendizado e o futuro do aluno.

    Programas para o aperfeiçoamento da docência na rede pública existem. Desde 2007, a Universidade de São Paulo (USP) mantém o programa Encontro USP-Escola, para, como explica, “promover a formação continuada de docentes da educação básica e promover a interlocução entre a universidade e a escola”.

    Surgido de uma iniciativa do Instituto de Física da USP, o encontro vinha sendo bastante procurado por professores da rede pública. Em 2023, foram 1.607 inscritos; em 2024, 1.170; em 2025, 1.219. Em 2026, segundo informações preliminares, foram cerca de 600. O que aconteceu? Desalento dos professores? Não parece uma hipótese descartável, pelo menos no caso dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo. Está havendo uma rápida substituição de professores efetivos por temporários. Alguns dados mostram a rapidez e a extensão desse processo. Em 2023, pela primeira vez, os temporários (101 mil) superaram os efetivos (90,5 mil), segundo uma pesquisa do Todos pela Educação, uma instituição privada que luta pela melhoria do ensino público.

    Do ponto de vista pedagógico, no entanto, talvez a mudança que mais afetou o trabalho dos professores dessa rede tenha sido a evolução do projeto de adotar materiais didáticos digitais (basicamente slides) obrigatórios em sala de aula. Instituições que congregam professores da rede pública têm afirmado que esse modelo, chamado de plataformização do ensino, por meio do uso intensivo de material digital nas salas de aula, vem acompanhado de uma espécie de privatização do ensino público (em razão do aumento dos gastos com a compra de equipamentos e material didático fornecidos por empresas privadas).

    No entanto, seu efeito mais preocupante, de acordo com essas instituições, é a drástica redução do papel do professor na sala de aula. O Grupo Escola Pública e Democracia (Gepud) acrescenta que o uso intenso das plataformas tem causado desinteresse e cansaço nos estudantes e contraria a tendência mundial de reduzir a utilização das tecnologias digitais e o tempo de uso de telas por crianças e adolescentes. Mais ainda, “as plataformas retiram dos professores a essência da atividade docente: o planejamento, a organização e a condução de suas aulas”.

    Na essência, então, professor bem preparado para quê? Apenas para orientar os alunos sobre como manejar uma máquina?


(Jorge J. Okubaro. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.06.2026. Adaptado)


Como dizem H&H, uma elipse é uma substituição por zero (p. 89), é um mecanismo relativamente bem conhecido (...).

(Sírio Possenti, Discurso, estilo e subjetividade, 2001)

O mecanismo de organização textual citado por Sírio Possenti ocorre na seguinte passagem do texto:
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Q4396138 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Professor bem preparado para quê?


    Dados sobre o ensino no País animam e preocupam. São uma espécie de resumo das contradições de um país que cresce sem romper sua imensa desigualdade social. Muitos índices de educação dos jovens melhoraram na última década, mas mais de 7 milhões de jovens não concluíram o ensino médio e estão fora das escolas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de alunos cresce, mas milhões deles concluem o ciclo básico com conhecimentos inferiores aos considerados necessários para agir com autonomia, espírito crítico e iniciativa num mundo em rápidas transformações tecnológicas. Superar essa deficiência exige professores adequadamente preparados. É desolador, no entanto, constatar que são escassas as políticas públicas com esse objetivo e, pior, observar que certas ações do poder público enfraquecem o papel do professor, o que pode comprometer o aprendizado e o futuro do aluno.

    Programas para o aperfeiçoamento da docência na rede pública existem. Desde 2007, a Universidade de São Paulo (USP) mantém o programa Encontro USP-Escola, para, como explica, “promover a formação continuada de docentes da educação básica e promover a interlocução entre a universidade e a escola”.

    Surgido de uma iniciativa do Instituto de Física da USP, o encontro vinha sendo bastante procurado por professores da rede pública. Em 2023, foram 1.607 inscritos; em 2024, 1.170; em 2025, 1.219. Em 2026, segundo informações preliminares, foram cerca de 600. O que aconteceu? Desalento dos professores? Não parece uma hipótese descartável, pelo menos no caso dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo. Está havendo uma rápida substituição de professores efetivos por temporários. Alguns dados mostram a rapidez e a extensão desse processo. Em 2023, pela primeira vez, os temporários (101 mil) superaram os efetivos (90,5 mil), segundo uma pesquisa do Todos pela Educação, uma instituição privada que luta pela melhoria do ensino público.

    Do ponto de vista pedagógico, no entanto, talvez a mudança que mais afetou o trabalho dos professores dessa rede tenha sido a evolução do projeto de adotar materiais didáticos digitais (basicamente slides) obrigatórios em sala de aula. Instituições que congregam professores da rede pública têm afirmado que esse modelo, chamado de plataformização do ensino, por meio do uso intensivo de material digital nas salas de aula, vem acompanhado de uma espécie de privatização do ensino público (em razão do aumento dos gastos com a compra de equipamentos e material didático fornecidos por empresas privadas).

    No entanto, seu efeito mais preocupante, de acordo com essas instituições, é a drástica redução do papel do professor na sala de aula. O Grupo Escola Pública e Democracia (Gepud) acrescenta que o uso intenso das plataformas tem causado desinteresse e cansaço nos estudantes e contraria a tendência mundial de reduzir a utilização das tecnologias digitais e o tempo de uso de telas por crianças e adolescentes. Mais ainda, “as plataformas retiram dos professores a essência da atividade docente: o planejamento, a organização e a condução de suas aulas”.

    Na essência, então, professor bem preparado para quê? Apenas para orientar os alunos sobre como manejar uma máquina?


(Jorge J. Okubaro. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.06.2026. Adaptado)


De acordo com Rodolfo Ilari (Introdução à semântica: brincando com a gramática, 2001), “... o sentido literal dos enunciados inclui frequentemente informações implícitas, embora previsíveis”. Com base nessa informação, conclui-se corretamente que a frase “Na essência, então, professor bem preparado para quê?” (6o parágrafo) reporta à ideia de que
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Q4396137 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Professor bem preparado para quê?


    Dados sobre o ensino no País animam e preocupam. São uma espécie de resumo das contradições de um país que cresce sem romper sua imensa desigualdade social. Muitos índices de educação dos jovens melhoraram na última década, mas mais de 7 milhões de jovens não concluíram o ensino médio e estão fora das escolas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de alunos cresce, mas milhões deles concluem o ciclo básico com conhecimentos inferiores aos considerados necessários para agir com autonomia, espírito crítico e iniciativa num mundo em rápidas transformações tecnológicas. Superar essa deficiência exige professores adequadamente preparados. É desolador, no entanto, constatar que são escassas as políticas públicas com esse objetivo e, pior, observar que certas ações do poder público enfraquecem o papel do professor, o que pode comprometer o aprendizado e o futuro do aluno.

    Programas para o aperfeiçoamento da docência na rede pública existem. Desde 2007, a Universidade de São Paulo (USP) mantém o programa Encontro USP-Escola, para, como explica, “promover a formação continuada de docentes da educação básica e promover a interlocução entre a universidade e a escola”.

    Surgido de uma iniciativa do Instituto de Física da USP, o encontro vinha sendo bastante procurado por professores da rede pública. Em 2023, foram 1.607 inscritos; em 2024, 1.170; em 2025, 1.219. Em 2026, segundo informações preliminares, foram cerca de 600. O que aconteceu? Desalento dos professores? Não parece uma hipótese descartável, pelo menos no caso dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo. Está havendo uma rápida substituição de professores efetivos por temporários. Alguns dados mostram a rapidez e a extensão desse processo. Em 2023, pela primeira vez, os temporários (101 mil) superaram os efetivos (90,5 mil), segundo uma pesquisa do Todos pela Educação, uma instituição privada que luta pela melhoria do ensino público.

    Do ponto de vista pedagógico, no entanto, talvez a mudança que mais afetou o trabalho dos professores dessa rede tenha sido a evolução do projeto de adotar materiais didáticos digitais (basicamente slides) obrigatórios em sala de aula. Instituições que congregam professores da rede pública têm afirmado que esse modelo, chamado de plataformização do ensino, por meio do uso intensivo de material digital nas salas de aula, vem acompanhado de uma espécie de privatização do ensino público (em razão do aumento dos gastos com a compra de equipamentos e material didático fornecidos por empresas privadas).

    No entanto, seu efeito mais preocupante, de acordo com essas instituições, é a drástica redução do papel do professor na sala de aula. O Grupo Escola Pública e Democracia (Gepud) acrescenta que o uso intenso das plataformas tem causado desinteresse e cansaço nos estudantes e contraria a tendência mundial de reduzir a utilização das tecnologias digitais e o tempo de uso de telas por crianças e adolescentes. Mais ainda, “as plataformas retiram dos professores a essência da atividade docente: o planejamento, a organização e a condução de suas aulas”.

    Na essência, então, professor bem preparado para quê? Apenas para orientar os alunos sobre como manejar uma máquina?


(Jorge J. Okubaro. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.06.2026. Adaptado)


Tendo como referência Schneuwly e Dolz (Gêneros orais e escritos na escola, 2004), o texto pode ser levado para a sala de aula considerando-se que a capacidade de linguagem nele predominante é
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Q4396136 Português
Leia a tira as seguir para responder à questão: 


Q43_44.png (885×325)

(Bill Waterson, O Melhor de Calvin. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 26.06.2026)
Tendo como referência Ingedore Villaça Koch (O texto e a construção dos sentidos, 1997), no que tange às estratégias de construção do texto, conclui-se corretamente que, em suas falas, as personagens recorrem à 
Alternativas
Respostas
11341: D
11342: E
11343: C
11344: A
11345: D
11346: E
11347: B
11348: B
11349: A
11350: C
11351: C
11352: A
11353: B
11354: E
11355: B
11356: D
11357: A
11358: C
11359: B
11360: D