Algum tempo depois, como professor também de português, nos ...
Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Ano: 2026
Banca:
VUNESP
Órgão:
Prefeitura de Jundiaí - SP
Prova:
VUNESP - 2026 - Prefeitura de Jundiaí - SP - Professor II - Português |
Q4396142
Pedagogia
Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância do ato de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis,
com alunos das primeiras séries do então chamado curso
ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o
problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso
era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que
devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso,
pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de
maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora
de autores que estudávamos, ora deles próprios, como
objetos a serem desvelados e não como algo parado,
cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que
memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas
apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-
-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de
fixá-la. A memorização mecânica da descrição do objeto
não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso é
que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é
real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do
objeto de que o texto fala.
(Paulo Freire, A importância do ato de ler: em três artigos que se completam, 1988)
Conforme a explicação do autor, conclui-se corretamente que ele concebe a análise da língua e a prática de leitura como
(Paulo Freire, A importância do ato de ler: em três artigos que se completam, 1988)
Conforme a explicação do autor, conclui-se corretamente que ele concebe a análise da língua e a prática de leitura como