Questões de Concurso Nível superior

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Q4405230 Fisioterapia
Em ventilação controlada a volume, com fluxo quadrado de 60 L/min, volume corrente de 450 mL e pressão expiratória final positiva de 12 cmH2O, a pausa inspiratória mostrou pico de 40 e platô de 30 cmH2O. Quanto à pressão de distensão, à complacência estática e à resistência, nessa ordem, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4405229 Fisioterapia
Na mobilização articular segundo a classificação de Maitland, utilizada para graduar a amplitude e a posição das oscilações passivas, o ganho de abdução glenoumeral exige deslizamento _______ da cabeça umeral; oscilações amplas realizadas aquém do limite da amplitude correspondem ao grau _______, enquanto pequenas oscilações realizadas no limite correspondem ao grau _______.
Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas:
Alternativas
Q4405228 Fisioterapia

Na marcha de um amputado transfemoral com joelho protético de controle por atrito, o fisioterapeuta relacionou desvios a causas protéticas. Acerca dessas relações, analise as afirmativas a seguir:


I. A circundução da prótese durante a fase de balanço pode decorrer de prótese longa ou de resistência excessiva do joelho protético à flexão.

II. A inclinação lateral do tronco para o lado da prótese durante o apoio pode decorrer de prótese curta ou de encaixe posicionado em abdução.

III. O impacto terminal excessivo, com o joelho batendo com força na extensão no fim do balanço, decorre de resistência excessiva à extensão.


Está CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Q4405227 Fisioterapia
Paciente com lesão medular em C6 e flexores dos dedos paralisados fecha os dedos ao elevar o punho e os abre ao deixá-lo cair. Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. O fechamento dos dedos durante a extensão do punho resulta da tensão passiva dos flexores extrínsecos dos dedos, alongados sobre o punho, na chamada ação de tenodese.
PORQUE
II. Com o punho em flexão máxima, os flexores extrínsecos dos dedos encurtam-se sobre várias articulações ao mesmo tempo e perdem força de preensão, configurando insuficiência ativa.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4405226 Direito Sanitário
Com base exclusivamente nos arts. 24 e 25 da Lei federal nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, sem considerar jurisprudência ou doutrina, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Sendo insuficientes as disponibilidades públicas para a cobertura assistencial, "as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos terão preferência para participar do Sistema Único de Saúde (SUS)".
PORQUE
II. A participação complementar dos serviços privados será formalizada mediante contrato ou convênio, observadas, a respeito, as normas de direito privado.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4405225 Fisioterapia
No levantamento manual de cargas, fatores como peso, distância da carga em relação ao corpo, altura de pega, frequência dos levantamentos e condições de manuseio influenciam o risco ergonômico. A respeito desses fatores, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__) O afastamento horizontal da carga em relação ao corpo tende a aumentar a sobrecarga biomecânica durante o levantamento. (__) Levantar a carga em posição próxima ao corpo tende a reduzir a exigência física da tarefa, quando comparado ao manuseio com os braços afastados. (__) A avaliação ergonômica do levantamento manual deve considerar exclusivamente o peso da carga, independentemente da frequência, da postura e das condições de pega. (__) Alturas inadequadas de origem ou destino da carga podem aumentar a exigência biomecânica durante o levantamento.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4405224 Fisioterapia
Criança de 9 anos com paralisia cerebral anda sem dispositivo em casa e na escola, desequilibra-se em terreno irregular, sobe escadas segurando o corrimão, não salta e é conduzida em cadeira de rodas em passeios longos. Pelo Sistema de Classificação da Função Motora Grossa, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4405223 Direito Sanitário
Com base exclusivamente no art. 4º da Lei federal nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, sem considerar jurisprudência ou doutrina, analise as afirmativas a seguir sobre o repasse de recursos a um Município:
I. Exige-se que o Município conte com "relatórios de gestão que permitam o controle de que trata o § 4º do art. 33 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990".
II. O não atendimento dos requisitos pelo Município implicará em que os recursos concernentes sejam administrados pela União, por meio do Fundo Nacional de Saúde.
III. Exige-se que o Município conte com "Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), previsto o prazo de dois anos para sua implantação".
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4405222 Fisioterapia
Na avaliação da sarcopenia em idosos da comunidade, diferentes etapas são empregadas para rastrear a condição, avaliar a força muscular, confirmar a redução da quantidade ou qualidade muscular e verificar sua gravidade. Considere as etapas abaixo, apresentadas fora de ordem:
(1) Medir a velocidade habitual de marcha em percurso curto ou aplicar a bateria curta de desempenho físico. (2) Estimar a massa muscular esquelética apendicular por absorciometria de dupla energia ou por bioimpedância elétrica. (3) Aplicar instrumento de rastreamento para sarcopenia ou valorizar sinais clínicos sugestivos identificados na anamnese. (4) Medir a força de preensão palmar com dinamômetro ou cronometrar cinco repetições do levantar da cadeira.
Assinale a alternativa que apresenta a ordem CORRETA dessas etapas na avaliação da sarcopenia:
Alternativas
Q4405221 Fisioterapia
Atleta com entorse do joelho e falseio ao descer escadas fará testes para diferenciar lesão ligamentar e meniscal. Acerca desses testes, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__) O teste de Lachman, feito entre a extensão completa e 30 graus de flexão, sugere lesão do ligamento cruzado anterior quando a tíbia se translada anteriormente sem parada firme.
(__) O estresse em valgo com o joelho a cerca de 30 graus de flexão avalia seletivamente o ligamento colateral lateral, pois essa flexão relaxa a cápsula posterior e os cruzados.
(__) No teste de McMurray, o estalido doloroso percebido ao estender o joelho com a tíbia mantida em rotação lateral sugere lesão do menisco lateral, que é o comprimido nessa manobra.
(__) Com o quadril a 45 graus e o joelho a 90 graus de flexão, o afundamento posterior do platô tibial em relação aos côndilos femorais sugere lesão do ligamento cruzado posterior.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4405220 Fisioterapia
Na estimulação elétrica nervosa transcutânea convencional, a analgesia decorre do recrutamento de fibras _______, que inibe a transmissão nociceptiva na _______; na do tipo acupuntura, decorre sobretudo da liberação de _______. Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas: 
Alternativas
Q4405219 Fisioterapia
Paciente pós-infarto, em uso de betabloqueador, fez teste ergométrico sob a medicação, com frequência cardíaca de repouso de 60 bpm e de pico de 130 bpm. Para treino entre 60% e 80% da frequência cardíaca de reserva, pelo método de Karvonen, assinale a alternativa CORRETA quanto à zona-alvo.
Alternativas
Q4405168 Português
Leia o Texto III para responder às questões de 38 a 40. [

Texto III

SEGUIMOS OS LÍDERES DESDE SEMPRE
Estudo sugere o porquê de as pessoas – mesmo em sociedades primitivas - sempre escolherem copiar quem se destaca, um movimento que andou com a evolução humana (por Lígia Moraes)    

    Os poderosos em todo o mundo têm sido tão desastrados, à esquerda e à direita, em meio à permanente polarização, que a noção de liderança também foi arrastada para a sarjeta. É uma pena, porque os comandantes de fato — que levam equipes a portos seguros, com sensatez e firmeza — deveriam ser sempre celebrados, como os executivos de empresas que prosperam ou os chefes de bateria das escolas de samba, para ficar com dois exemplos saudáveis. [...]
    Um estudo recente feito por uma equipe da Universidade Estadual do Arizona (ASU, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, sugere que a solução, digamos assim, de concentrar influência em poucos indivíduos já existia nos primeiros grupos de caçadorescoletores, que não seriam assim tão igualitários como faz pressupor o lugar-comum. E adeus à ingênua ideia de que desigualdades acentuadas da postura de indivíduos tenham surgido posteriormente, com a agricultura e as sociedades mais complexas. [...]“Em algum momento do nosso passado, os humanos se tornaram dependentes da cultura”, anota Thomas Morgan, antropólogo evolucionista da ASU, um dos — sim — líderes do estudo. “Não resolvemos problemas sozinhos, precisamos trabalhar em equipe e aprender uns com os outros. Nesse contexto, pessoas realmente habilidosas, inteligentes ou carismáticas são valiosas”.
    As hierarquias de prestígio são muito distintas das regras de dominância observadas, por exemplo, em primatas. Nada a ver, para ficar com um nome do século XIII, com o estilo do “líder” mongol Gengis Khan, que expandiu seu império na Ásia Central pela violência, pelo sangue, no estúpido avesso da sedução pela palavra. [...] Ao longo de milhares de gerações, os humanos que seguiram bons exemplos provavelmente sobreviveram e prosperaram. Mas descobrir quem seria um bom líder é um problema complexo, e os humanos não resolvem problemas sozinhos — fazemos isso em grupo. Portanto, monitoramos não apenas o quão boas as pessoas são, mas também quem os outros estão seguindo.
    As descobertas ajudam a explicar padrões que vemos em todos os lugares: em locais de trabalho, na política, na hora do recreio escolar, dentro de casa e nas redes sociais, é claro. Na internet parte-se do pressuposto de que, se muitos seguem alguém, deve haver um bom motivo — e haja carnaval de influencers. [...] Se a autoridade foi validada por tantos, lá vou eu também, e o risco de erros cresce exponencialmente.
    Mas nem sempre há o pior dos mundos, porque pessimismo faz mal. “Quanto mais pessoas seguem um indivíduo, mais influente essa pessoa se torna. Se aqueles que têm influência possuem informações úteis, é possível escolher com quem aprender”, diz Robin Watson, da Universidade de Lincoln, que também participou do levantamento da ASU. Resumo da ópera: siga o líder, é bom têlo, mas evite armadilhas. O prestígio é um atalho, uma forma de economia mental. Como não temos tempo para analisar tudo, a atenção coletiva é uma pista de quem vale a pena ouvir — mesmo nas redes sociais. No avesso do que uma vez exclamou o dramaturgo e cronista Nelson Rodrigues (1912-1980): nem toda unanimidade é burra. Fonte: VEJA, 20/02/26, edição nº 2983 .
Os cinco períodos listados na sequência revelam diferentes modos de combinação oracional. Identifique os DOIS que ilustram o recurso enfático da CORRELAÇÃO: um deles se constitui de oração principal seguindo-se a subordinada adverbial consecutiva correlata; e o outro de duas orações coordenadas aditivas correlatas
I- “Os poderosos em todo o mundo têm sido tão desastrados, à esquerda e à direita, em meio à permanente polarização, que a noção de liderança também foi arrastada para a sarjeta”.
II- “É uma pena, porque os comandantes de fato — que levam equipes a portos seguros, com sensatez e firmeza — deveriam ser sempre celebrados, [...]”
III- “E adeus à ingênua ideia de que desigualdades acentuadas da postura de indivíduos tenham surgido posteriormente, com a agricultura e as sociedades mais complexas.
IV- “[...] monitoramos não apenas o quão boas as pessoas são, mas também quem os outros estão seguindo”.
V- “Se a autoridade foi validada por tantos, lá vou eu também, e o risco de erros cresce exponencialmente”.
As estruturas – subordinada correlata e coordenadas correlatas, se apresentam respectivamente, em: 
Alternativas
Q4405167 Português
Leia o Texto III para responder às questões de 38 a 40. [

Texto III

SEGUIMOS OS LÍDERES DESDE SEMPRE
Estudo sugere o porquê de as pessoas – mesmo em sociedades primitivas - sempre escolherem copiar quem se destaca, um movimento que andou com a evolução humana (por Lígia Moraes)    

    Os poderosos em todo o mundo têm sido tão desastrados, à esquerda e à direita, em meio à permanente polarização, que a noção de liderança também foi arrastada para a sarjeta. É uma pena, porque os comandantes de fato — que levam equipes a portos seguros, com sensatez e firmeza — deveriam ser sempre celebrados, como os executivos de empresas que prosperam ou os chefes de bateria das escolas de samba, para ficar com dois exemplos saudáveis. [...]
    Um estudo recente feito por uma equipe da Universidade Estadual do Arizona (ASU, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, sugere que a solução, digamos assim, de concentrar influência em poucos indivíduos já existia nos primeiros grupos de caçadorescoletores, que não seriam assim tão igualitários como faz pressupor o lugar-comum. E adeus à ingênua ideia de que desigualdades acentuadas da postura de indivíduos tenham surgido posteriormente, com a agricultura e as sociedades mais complexas. [...]“Em algum momento do nosso passado, os humanos se tornaram dependentes da cultura”, anota Thomas Morgan, antropólogo evolucionista da ASU, um dos — sim — líderes do estudo. “Não resolvemos problemas sozinhos, precisamos trabalhar em equipe e aprender uns com os outros. Nesse contexto, pessoas realmente habilidosas, inteligentes ou carismáticas são valiosas”.
    As hierarquias de prestígio são muito distintas das regras de dominância observadas, por exemplo, em primatas. Nada a ver, para ficar com um nome do século XIII, com o estilo do “líder” mongol Gengis Khan, que expandiu seu império na Ásia Central pela violência, pelo sangue, no estúpido avesso da sedução pela palavra. [...] Ao longo de milhares de gerações, os humanos que seguiram bons exemplos provavelmente sobreviveram e prosperaram. Mas descobrir quem seria um bom líder é um problema complexo, e os humanos não resolvem problemas sozinhos — fazemos isso em grupo. Portanto, monitoramos não apenas o quão boas as pessoas são, mas também quem os outros estão seguindo.
    As descobertas ajudam a explicar padrões que vemos em todos os lugares: em locais de trabalho, na política, na hora do recreio escolar, dentro de casa e nas redes sociais, é claro. Na internet parte-se do pressuposto de que, se muitos seguem alguém, deve haver um bom motivo — e haja carnaval de influencers. [...] Se a autoridade foi validada por tantos, lá vou eu também, e o risco de erros cresce exponencialmente.
    Mas nem sempre há o pior dos mundos, porque pessimismo faz mal. “Quanto mais pessoas seguem um indivíduo, mais influente essa pessoa se torna. Se aqueles que têm influência possuem informações úteis, é possível escolher com quem aprender”, diz Robin Watson, da Universidade de Lincoln, que também participou do levantamento da ASU. Resumo da ópera: siga o líder, é bom têlo, mas evite armadilhas. O prestígio é um atalho, uma forma de economia mental. Como não temos tempo para analisar tudo, a atenção coletiva é uma pista de quem vale a pena ouvir — mesmo nas redes sociais. No avesso do que uma vez exclamou o dramaturgo e cronista Nelson Rodrigues (1912-1980): nem toda unanimidade é burra. Fonte: VEJA, 20/02/26, edição nº 2983 .
As palavras são distribuídas em classes de acordo com a forma e o sentido. Mas nem sempre a classificação é rígida, porque, no texto, as palavras não estão isoladas. Considerando o contexto estrutural de ocorrência, indique a classificação mórfica dos vocábulos em destaque nos fragmentos elencados a seguir em cada assertiva
I- “Estudo sugere o PORQUÊ de as pessoas [...] sempre escolherem copiar quem se destaca”.
II- “Os PODEROSOS em todo o mundo têm sido tão desastrados, que [...]”
III- “É uma pena, PORQUE os comandantes de fato [...] deveriam ser sempre celebrados, [...]”
IV- “Um estudo sugere que a solução de concentrar influência em poucos indivíduos já existia nos primeiros grupos de caçadores coletores, que não seriam assim tão IGUALITÁRIOS”.
Marque a alternativa que apresenta a categorização na ordem CORRETA.
Alternativas
Q4405166 Português
Leia o Texto III para responder às questões de 38 a 40. [

Texto III

SEGUIMOS OS LÍDERES DESDE SEMPRE
Estudo sugere o porquê de as pessoas – mesmo em sociedades primitivas - sempre escolherem copiar quem se destaca, um movimento que andou com a evolução humana (por Lígia Moraes)    

    Os poderosos em todo o mundo têm sido tão desastrados, à esquerda e à direita, em meio à permanente polarização, que a noção de liderança também foi arrastada para a sarjeta. É uma pena, porque os comandantes de fato — que levam equipes a portos seguros, com sensatez e firmeza — deveriam ser sempre celebrados, como os executivos de empresas que prosperam ou os chefes de bateria das escolas de samba, para ficar com dois exemplos saudáveis. [...]
    Um estudo recente feito por uma equipe da Universidade Estadual do Arizona (ASU, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, sugere que a solução, digamos assim, de concentrar influência em poucos indivíduos já existia nos primeiros grupos de caçadorescoletores, que não seriam assim tão igualitários como faz pressupor o lugar-comum. E adeus à ingênua ideia de que desigualdades acentuadas da postura de indivíduos tenham surgido posteriormente, com a agricultura e as sociedades mais complexas. [...]“Em algum momento do nosso passado, os humanos se tornaram dependentes da cultura”, anota Thomas Morgan, antropólogo evolucionista da ASU, um dos — sim — líderes do estudo. “Não resolvemos problemas sozinhos, precisamos trabalhar em equipe e aprender uns com os outros. Nesse contexto, pessoas realmente habilidosas, inteligentes ou carismáticas são valiosas”.
    As hierarquias de prestígio são muito distintas das regras de dominância observadas, por exemplo, em primatas. Nada a ver, para ficar com um nome do século XIII, com o estilo do “líder” mongol Gengis Khan, que expandiu seu império na Ásia Central pela violência, pelo sangue, no estúpido avesso da sedução pela palavra. [...] Ao longo de milhares de gerações, os humanos que seguiram bons exemplos provavelmente sobreviveram e prosperaram. Mas descobrir quem seria um bom líder é um problema complexo, e os humanos não resolvem problemas sozinhos — fazemos isso em grupo. Portanto, monitoramos não apenas o quão boas as pessoas são, mas também quem os outros estão seguindo.
    As descobertas ajudam a explicar padrões que vemos em todos os lugares: em locais de trabalho, na política, na hora do recreio escolar, dentro de casa e nas redes sociais, é claro. Na internet parte-se do pressuposto de que, se muitos seguem alguém, deve haver um bom motivo — e haja carnaval de influencers. [...] Se a autoridade foi validada por tantos, lá vou eu também, e o risco de erros cresce exponencialmente.
    Mas nem sempre há o pior dos mundos, porque pessimismo faz mal. “Quanto mais pessoas seguem um indivíduo, mais influente essa pessoa se torna. Se aqueles que têm influência possuem informações úteis, é possível escolher com quem aprender”, diz Robin Watson, da Universidade de Lincoln, que também participou do levantamento da ASU. Resumo da ópera: siga o líder, é bom têlo, mas evite armadilhas. O prestígio é um atalho, uma forma de economia mental. Como não temos tempo para analisar tudo, a atenção coletiva é uma pista de quem vale a pena ouvir — mesmo nas redes sociais. No avesso do que uma vez exclamou o dramaturgo e cronista Nelson Rodrigues (1912-1980): nem toda unanimidade é burra. Fonte: VEJA, 20/02/26, edição nº 2983 .
São diversos os propósitos comunicativos dos textos que circulam socialmente. A reportagem é um texto que contribui para formar opiniões. Assim, é objetivo do texto:
I- Rebater o suporte da internet como um possível norte para orientar a escolha do líder.
II- Mostrar a relevância da liderança, sem negar a necessidade de monitorar quem tem muitos seguidores.
III- Questionar a pressão por uma liderança, dado o perigo latente de provocar polarização.
IV- Ressaltar, apoiado em pesquisa, que não é novidade a influência de um indivíduo sobre os outros.
V- Problematizar o desconhecimento dos indivíduos sobre os diferentes tipos de liderança.
É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q4405165 Português
Leia o Texto II para responder à questão.
Texto II

AS TENSÕES INSTITUCIONAIS TENDEM A SE INTENSIFICAR

    Janeiro sempre chega com água farta em Brasília. O céu fecha, a umidade sobe, as tempestades se formam rapidamente e, em poucas horas, o que parecia rotina vira alagamento. O curioso é que, no Brasil, esse padrão climático encontra um paralelo quase perfeito no funcionamento das instituições. Assim como a cidade parece precisar da chuva para se reorganizar, o sistema político nacional parece depender da crise para se mover. Parece que o país só reage quando o mau tempo se instala. Na bonança, as engrenagens rangem, a agenda emperra, o planejamento some do radar. Na tempestade, surgem decisões rápidas, pactos improvisados e uma coordenação que raramente se vê em tempos normais.
    O calendário ajuda a explicar. Janeiro é mês de recesso, transição administrativa e expectativas difusas. Mas também é quando problemas acumulados transbordam. Déficits ocultos reaparecem, crises regulatórias emergem, conflitos entre poderes ganham novo fôlego. A água que cai do céu funciona como metáfora de um sistema que só se dispõe a agir quando pressionado pelo risco imediato. O novo ano, contudo, não herda apenas os problemas de sempre. Herda a mais grave crise institucional desde o golpe militar de 1964 — uma crise que não eclodiu de repente, mas que vem se avolumando ao longo deste século, alimentada por tensões sucessivas entre os poderes, pela erosão da confiança nas instituições e por um modelo de governança que há muito dá sinais de esgotamento. O 8 de janeiro de 2023 foi apenas a erupção mais visível de um vulcão que já fumegava havia anos.
    Nesse cenário, a agenda legislativa de 2026 será decisivamente influenciada por dois vetores que se reforçam mutuamente: o conflito institucional ainda não resolvido e o ciclo eleitoral que se avizinha. Na prática, isso significa um Congresso em que cada ator cuida prioritariamente de si. Deputados e senadores calcularão cada voto pensando nas urnas. O Executivo medirá cada gesto pela repercussão na campanha. E o Judiciário seguirá oscilando entre a contenção e o protagonismo. Reformas de fundo tendem a ficar para depois. O Brasil se acostumou a governar no modo emergência. Reformas avançam apenas quando há colapso fiscal à vista. Ajustes institucionais só prosperam após escândalos ruidosos. A cooperação entre os poderes costuma surgir não por vocação, mas por medo do transbordamento. Passada a tormenta, volta a estiagem decisória: comissões esvaziam, projetos dormem, diagnósticos ficam nas gavetas. Esse vício tem custo alto. A previsibilidade se perde, o investimento recua, a confiança pública se desgasta. A exceção vira norma, e a regra perde autoridade. Governa-se pelo improviso, não pelo planejamento; pela urgência, não pela estratégia. Como em uma cidade que nunca investe em drenagem, prefere-se lidar com o alagamento a prevenir a enchente.
    As chuvas de janeiro, portanto, não são apenas um fenômeno meteorológico. Elas anunciam, simbolicamente, um ano em que as tensões institucionais tendem a se intensificar. O céu pesado sobre a Praça dos Três Poderes reflete um sistema que segue dependente da tempestade para funcionar. Enquanto o país não aprender a operar sob céu aberto — com instituições capazes de agir sem o empurrão da crise —, janeiro continuará sendo mais do que o início do ano. Será o prenúncio de novas tormentas políticas. E as águas de março, que fecham o verão, ainda estão por vir. Fonte: VEJA, 09/01/2026, edição nº 2977. 
Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA explicação a respeito das formas verbais em destaque nos fragmentos textuais. 
Alternativas
Q4405164 Português
Leia o Texto II para responder à questão.
Texto II

AS TENSÕES INSTITUCIONAIS TENDEM A SE INTENSIFICAR

    Janeiro sempre chega com água farta em Brasília. O céu fecha, a umidade sobe, as tempestades se formam rapidamente e, em poucas horas, o que parecia rotina vira alagamento. O curioso é que, no Brasil, esse padrão climático encontra um paralelo quase perfeito no funcionamento das instituições. Assim como a cidade parece precisar da chuva para se reorganizar, o sistema político nacional parece depender da crise para se mover. Parece que o país só reage quando o mau tempo se instala. Na bonança, as engrenagens rangem, a agenda emperra, o planejamento some do radar. Na tempestade, surgem decisões rápidas, pactos improvisados e uma coordenação que raramente se vê em tempos normais.
    O calendário ajuda a explicar. Janeiro é mês de recesso, transição administrativa e expectativas difusas. Mas também é quando problemas acumulados transbordam. Déficits ocultos reaparecem, crises regulatórias emergem, conflitos entre poderes ganham novo fôlego. A água que cai do céu funciona como metáfora de um sistema que só se dispõe a agir quando pressionado pelo risco imediato. O novo ano, contudo, não herda apenas os problemas de sempre. Herda a mais grave crise institucional desde o golpe militar de 1964 — uma crise que não eclodiu de repente, mas que vem se avolumando ao longo deste século, alimentada por tensões sucessivas entre os poderes, pela erosão da confiança nas instituições e por um modelo de governança que há muito dá sinais de esgotamento. O 8 de janeiro de 2023 foi apenas a erupção mais visível de um vulcão que já fumegava havia anos.
    Nesse cenário, a agenda legislativa de 2026 será decisivamente influenciada por dois vetores que se reforçam mutuamente: o conflito institucional ainda não resolvido e o ciclo eleitoral que se avizinha. Na prática, isso significa um Congresso em que cada ator cuida prioritariamente de si. Deputados e senadores calcularão cada voto pensando nas urnas. O Executivo medirá cada gesto pela repercussão na campanha. E o Judiciário seguirá oscilando entre a contenção e o protagonismo. Reformas de fundo tendem a ficar para depois. O Brasil se acostumou a governar no modo emergência. Reformas avançam apenas quando há colapso fiscal à vista. Ajustes institucionais só prosperam após escândalos ruidosos. A cooperação entre os poderes costuma surgir não por vocação, mas por medo do transbordamento. Passada a tormenta, volta a estiagem decisória: comissões esvaziam, projetos dormem, diagnósticos ficam nas gavetas. Esse vício tem custo alto. A previsibilidade se perde, o investimento recua, a confiança pública se desgasta. A exceção vira norma, e a regra perde autoridade. Governa-se pelo improviso, não pelo planejamento; pela urgência, não pela estratégia. Como em uma cidade que nunca investe em drenagem, prefere-se lidar com o alagamento a prevenir a enchente.
    As chuvas de janeiro, portanto, não são apenas um fenômeno meteorológico. Elas anunciam, simbolicamente, um ano em que as tensões institucionais tendem a se intensificar. O céu pesado sobre a Praça dos Três Poderes reflete um sistema que segue dependente da tempestade para funcionar. Enquanto o país não aprender a operar sob céu aberto — com instituições capazes de agir sem o empurrão da crise —, janeiro continuará sendo mais do que o início do ano. Será o prenúncio de novas tormentas políticas. E as águas de março, que fecham o verão, ainda estão por vir. Fonte: VEJA, 09/01/2026, edição nº 2977. 
Leia os excertos com atenção para os usos da preposição POR/PELA e indique em qual das ocorrências esse elemento introduz um constituinte oracional cuja função é de COMPLEMENTO NOMINAL. 
Alternativas
Q4405163 Português
Leia o Texto II para responder à questão.
Texto II

AS TENSÕES INSTITUCIONAIS TENDEM A SE INTENSIFICAR

    Janeiro sempre chega com água farta em Brasília. O céu fecha, a umidade sobe, as tempestades se formam rapidamente e, em poucas horas, o que parecia rotina vira alagamento. O curioso é que, no Brasil, esse padrão climático encontra um paralelo quase perfeito no funcionamento das instituições. Assim como a cidade parece precisar da chuva para se reorganizar, o sistema político nacional parece depender da crise para se mover. Parece que o país só reage quando o mau tempo se instala. Na bonança, as engrenagens rangem, a agenda emperra, o planejamento some do radar. Na tempestade, surgem decisões rápidas, pactos improvisados e uma coordenação que raramente se vê em tempos normais.
    O calendário ajuda a explicar. Janeiro é mês de recesso, transição administrativa e expectativas difusas. Mas também é quando problemas acumulados transbordam. Déficits ocultos reaparecem, crises regulatórias emergem, conflitos entre poderes ganham novo fôlego. A água que cai do céu funciona como metáfora de um sistema que só se dispõe a agir quando pressionado pelo risco imediato. O novo ano, contudo, não herda apenas os problemas de sempre. Herda a mais grave crise institucional desde o golpe militar de 1964 — uma crise que não eclodiu de repente, mas que vem se avolumando ao longo deste século, alimentada por tensões sucessivas entre os poderes, pela erosão da confiança nas instituições e por um modelo de governança que há muito dá sinais de esgotamento. O 8 de janeiro de 2023 foi apenas a erupção mais visível de um vulcão que já fumegava havia anos.
    Nesse cenário, a agenda legislativa de 2026 será decisivamente influenciada por dois vetores que se reforçam mutuamente: o conflito institucional ainda não resolvido e o ciclo eleitoral que se avizinha. Na prática, isso significa um Congresso em que cada ator cuida prioritariamente de si. Deputados e senadores calcularão cada voto pensando nas urnas. O Executivo medirá cada gesto pela repercussão na campanha. E o Judiciário seguirá oscilando entre a contenção e o protagonismo. Reformas de fundo tendem a ficar para depois. O Brasil se acostumou a governar no modo emergência. Reformas avançam apenas quando há colapso fiscal à vista. Ajustes institucionais só prosperam após escândalos ruidosos. A cooperação entre os poderes costuma surgir não por vocação, mas por medo do transbordamento. Passada a tormenta, volta a estiagem decisória: comissões esvaziam, projetos dormem, diagnósticos ficam nas gavetas. Esse vício tem custo alto. A previsibilidade se perde, o investimento recua, a confiança pública se desgasta. A exceção vira norma, e a regra perde autoridade. Governa-se pelo improviso, não pelo planejamento; pela urgência, não pela estratégia. Como em uma cidade que nunca investe em drenagem, prefere-se lidar com o alagamento a prevenir a enchente.
    As chuvas de janeiro, portanto, não são apenas um fenômeno meteorológico. Elas anunciam, simbolicamente, um ano em que as tensões institucionais tendem a se intensificar. O céu pesado sobre a Praça dos Três Poderes reflete um sistema que segue dependente da tempestade para funcionar. Enquanto o país não aprender a operar sob céu aberto — com instituições capazes de agir sem o empurrão da crise —, janeiro continuará sendo mais do que o início do ano. Será o prenúncio de novas tormentas políticas. E as águas de março, que fecham o verão, ainda estão por vir. Fonte: VEJA, 09/01/2026, edição nº 2977. 
Várias são as classificações conferidas à partícula SE, na dependência do contexto estrutural em que é empregado. Analise as ocorrências destacadas na sequência, de modo a identificar em quais dos usos esse item é PARTE INTEGRANTE DO VERBO.
I- “Na tempestade, surgem decisões rápidas, pactos improvisados e uma coordenação que raramente SE vê em tempos normais”.
II- “Nesse cenário, a agenda legislativa de 2026 será decisivamente influenciada por dois vetores que SE reforçam mutuamente: [...]”.
III- “[...] o conflito institucional ainda não resolvido e o ciclo eleitoral que SE avizinha”.
IV- “A previsibilidade se perde, o investimento recua, a confiança pública SE desgasta. A exceção vira norma, e a regra perde autoridade”.
V- “Governa-SE pelo improviso, não pelo planejamento; pela urgência, não pela estratégia”.
O SEc aracteriza-se como parte integrante do verbo apenas em:
Alternativas
Q4405162 Português
Leia o Texto II para responder à questão.
Texto II

AS TENSÕES INSTITUCIONAIS TENDEM A SE INTENSIFICAR

    Janeiro sempre chega com água farta em Brasília. O céu fecha, a umidade sobe, as tempestades se formam rapidamente e, em poucas horas, o que parecia rotina vira alagamento. O curioso é que, no Brasil, esse padrão climático encontra um paralelo quase perfeito no funcionamento das instituições. Assim como a cidade parece precisar da chuva para se reorganizar, o sistema político nacional parece depender da crise para se mover. Parece que o país só reage quando o mau tempo se instala. Na bonança, as engrenagens rangem, a agenda emperra, o planejamento some do radar. Na tempestade, surgem decisões rápidas, pactos improvisados e uma coordenação que raramente se vê em tempos normais.
    O calendário ajuda a explicar. Janeiro é mês de recesso, transição administrativa e expectativas difusas. Mas também é quando problemas acumulados transbordam. Déficits ocultos reaparecem, crises regulatórias emergem, conflitos entre poderes ganham novo fôlego. A água que cai do céu funciona como metáfora de um sistema que só se dispõe a agir quando pressionado pelo risco imediato. O novo ano, contudo, não herda apenas os problemas de sempre. Herda a mais grave crise institucional desde o golpe militar de 1964 — uma crise que não eclodiu de repente, mas que vem se avolumando ao longo deste século, alimentada por tensões sucessivas entre os poderes, pela erosão da confiança nas instituições e por um modelo de governança que há muito dá sinais de esgotamento. O 8 de janeiro de 2023 foi apenas a erupção mais visível de um vulcão que já fumegava havia anos.
    Nesse cenário, a agenda legislativa de 2026 será decisivamente influenciada por dois vetores que se reforçam mutuamente: o conflito institucional ainda não resolvido e o ciclo eleitoral que se avizinha. Na prática, isso significa um Congresso em que cada ator cuida prioritariamente de si. Deputados e senadores calcularão cada voto pensando nas urnas. O Executivo medirá cada gesto pela repercussão na campanha. E o Judiciário seguirá oscilando entre a contenção e o protagonismo. Reformas de fundo tendem a ficar para depois. O Brasil se acostumou a governar no modo emergência. Reformas avançam apenas quando há colapso fiscal à vista. Ajustes institucionais só prosperam após escândalos ruidosos. A cooperação entre os poderes costuma surgir não por vocação, mas por medo do transbordamento. Passada a tormenta, volta a estiagem decisória: comissões esvaziam, projetos dormem, diagnósticos ficam nas gavetas. Esse vício tem custo alto. A previsibilidade se perde, o investimento recua, a confiança pública se desgasta. A exceção vira norma, e a regra perde autoridade. Governa-se pelo improviso, não pelo planejamento; pela urgência, não pela estratégia. Como em uma cidade que nunca investe em drenagem, prefere-se lidar com o alagamento a prevenir a enchente.
    As chuvas de janeiro, portanto, não são apenas um fenômeno meteorológico. Elas anunciam, simbolicamente, um ano em que as tensões institucionais tendem a se intensificar. O céu pesado sobre a Praça dos Três Poderes reflete um sistema que segue dependente da tempestade para funcionar. Enquanto o país não aprender a operar sob céu aberto — com instituições capazes de agir sem o empurrão da crise —, janeiro continuará sendo mais do que o início do ano. Será o prenúncio de novas tormentas políticas. E as águas de março, que fecham o verão, ainda estão por vir. Fonte: VEJA, 09/01/2026, edição nº 2977. 
Abaixo estão expostos padrões oracionais diversificados. Indique a estrutura oracional em que o constituinte com função de sujeito em relação ao verbo em destaque classifica-se CORRETAMENTE como simples e posposto.
Alternativas
Q4405161 Português
Leia o Texto II para responder à questão.
Texto II

AS TENSÕES INSTITUCIONAIS TENDEM A SE INTENSIFICAR

    Janeiro sempre chega com água farta em Brasília. O céu fecha, a umidade sobe, as tempestades se formam rapidamente e, em poucas horas, o que parecia rotina vira alagamento. O curioso é que, no Brasil, esse padrão climático encontra um paralelo quase perfeito no funcionamento das instituições. Assim como a cidade parece precisar da chuva para se reorganizar, o sistema político nacional parece depender da crise para se mover. Parece que o país só reage quando o mau tempo se instala. Na bonança, as engrenagens rangem, a agenda emperra, o planejamento some do radar. Na tempestade, surgem decisões rápidas, pactos improvisados e uma coordenação que raramente se vê em tempos normais.
    O calendário ajuda a explicar. Janeiro é mês de recesso, transição administrativa e expectativas difusas. Mas também é quando problemas acumulados transbordam. Déficits ocultos reaparecem, crises regulatórias emergem, conflitos entre poderes ganham novo fôlego. A água que cai do céu funciona como metáfora de um sistema que só se dispõe a agir quando pressionado pelo risco imediato. O novo ano, contudo, não herda apenas os problemas de sempre. Herda a mais grave crise institucional desde o golpe militar de 1964 — uma crise que não eclodiu de repente, mas que vem se avolumando ao longo deste século, alimentada por tensões sucessivas entre os poderes, pela erosão da confiança nas instituições e por um modelo de governança que há muito dá sinais de esgotamento. O 8 de janeiro de 2023 foi apenas a erupção mais visível de um vulcão que já fumegava havia anos.
    Nesse cenário, a agenda legislativa de 2026 será decisivamente influenciada por dois vetores que se reforçam mutuamente: o conflito institucional ainda não resolvido e o ciclo eleitoral que se avizinha. Na prática, isso significa um Congresso em que cada ator cuida prioritariamente de si. Deputados e senadores calcularão cada voto pensando nas urnas. O Executivo medirá cada gesto pela repercussão na campanha. E o Judiciário seguirá oscilando entre a contenção e o protagonismo. Reformas de fundo tendem a ficar para depois. O Brasil se acostumou a governar no modo emergência. Reformas avançam apenas quando há colapso fiscal à vista. Ajustes institucionais só prosperam após escândalos ruidosos. A cooperação entre os poderes costuma surgir não por vocação, mas por medo do transbordamento. Passada a tormenta, volta a estiagem decisória: comissões esvaziam, projetos dormem, diagnósticos ficam nas gavetas. Esse vício tem custo alto. A previsibilidade se perde, o investimento recua, a confiança pública se desgasta. A exceção vira norma, e a regra perde autoridade. Governa-se pelo improviso, não pelo planejamento; pela urgência, não pela estratégia. Como em uma cidade que nunca investe em drenagem, prefere-se lidar com o alagamento a prevenir a enchente.
    As chuvas de janeiro, portanto, não são apenas um fenômeno meteorológico. Elas anunciam, simbolicamente, um ano em que as tensões institucionais tendem a se intensificar. O céu pesado sobre a Praça dos Três Poderes reflete um sistema que segue dependente da tempestade para funcionar. Enquanto o país não aprender a operar sob céu aberto — com instituições capazes de agir sem o empurrão da crise —, janeiro continuará sendo mais do que o início do ano. Será o prenúncio de novas tormentas políticas. E as águas de março, que fecham o verão, ainda estão por vir. Fonte: VEJA, 09/01/2026, edição nº 2977. 
De acordo com o texto II, a crise das instituições é causada por quais dos fatores citados na sequência?
I- O conflito entre os poderes e a desconfiança em relação às instituições.
II- O adiamento e também o isolamento das decisões.
III- O autoritarismo do poder judiciário.
IV- O improviso na resolução dos problemas.
V- Ainterferência de empresários nas reformas políticas.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Respostas
6901: D
6902: B
6903: B
6904: C
6905: C
6906: E
6907: A
6908: E
6909: E
6910: D
6911: B
6912: C
6913: E
6914: C
6915: B
6916: C
6917: D
6918: A
6919: B
6920: A