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Q4411949 Farmácia
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
De acordo com o texto, a Política Nacional de Medicamentos (PNM), integrante da Política Nacional de Saúde, foi elaborada com a finalidade de alinhar a Assistência Farmacêutica às diretrizes do Sistema Único de Saúde. A respeito dos objetivos expressos da PNM, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um de seus pilares fundamentais.
Alternativas
Q4411948 Saúde Pública
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
Ao afirmar que a Central de Medicamentos atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários, o autor deixa subentendido que a política pré-SUS:
Alternativas
Q4411947 Saúde Pública
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
A reconstrução histórica das políticas públicas de assistência farmacêutica (AF) no Brasil revela que a consolidação dos preceitos do Sistema Único de Saúde não ocorreu de forma imediata. Ao analisar a trajetória institucional que vai da criação da Central de Medicamentos às reformas do final do século XX, o texto demonstra que a incorporação efetiva das diretrizes constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade na AF deu-se:
Alternativas
Q4411946 Saúde Pública
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
Com base nas ideias expressas no texto a respeito dos processos históricos que envolveram a saúde pública e a Assistência Farmacêutica no Brasil, analise as assertivas que seguem:
I. A assistência farmacêutica no Brasil formou-se à margem das lutas sociais e das dimensões institucionais que ergueram o Sistema Único de Saúde.
II. A implantação do Sistema Único de Saúde é apontada pelo texto como o resultado de maior visibilidade alcançado pelos movimentos sanitários.
III. A assistência farmacêutica já integrava o conjunto de ações e serviços do sistema nacional de saúde antes da aprovação da Lei Orgânica da Saúde.
IV.Tanto o Movimento Sanitário quanto a Reforma Sanitária defenderam a garantia do pleno acesso da população aos medicamentos.

Está(ão) CORRETA(S):
Alternativas
Q4411010 Nutrição

A avaliação nutricional reúne diferentes informações para identificar alterações no estado nutricional e subsidiar o planejamento da assistência. Analise as afirmativas e classifique-as como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):



(__) Dados relacionados à ingestão alimentar podem integrar a avaliação do estado nutricional.


(__) Exames laboratoriais podem fornecer informações complementares relevantes para a avaliação nutricional. 


(__) A avaliação física focalizada na nutrição pode contribuir para a identificação de sinais associados a alterações nutricionais.


(__) A avaliação nutricional deve basear-se no peso corporal, dispensando dados dietéticos, clínicos e bioquímicos quando a medida estiver disponível.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

Alternativas
Q4411009 Nutrição

A fiscalização sanitária de serviços de alimentação apoia-se na verificação documental das operações executadas, e não apenas na inspeção das condições físicas do estabelecimento.


Nesse contexto, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:


I. Os registros relativos às operações realizadas no serviço de alimentação devem ser mantidos pelo estabelecimento pelo período mínimo estabelecido na legislação sanitária.


PORQUE


II. Os Procedimentos Operacionais Padronizados devem apresentar as instruções sequenciais das operações, sua frequência de execução e a identificação dos responsáveis pelas atividades.



A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4411008 Nutrição

Em uma comunidade com elevada ocorrência de doenças crônicas, a avaliação nutricional identificou baixo consumo de alimentos in natura, acesso desigual a alimentos de qualidade e diferenças importantes nas condições socioeconômicas entre os grupos populacionais.


Considerando a atuação da Nutrição em Saúde Coletiva, analise as afirmativas:



I. A avaliação das necessidades nutricionais da comunidade deve considerar aspectos alimentares, sociais e ambientais que possam interferir nas condições de saúde da população.


II. As intervenções nutricionais coletivas devem ser definidas a partir das necessidades identificadas na população e podem envolver estratégias de educação, prevenção e promoção da saúde.


III. O planejamento das ações nutricionais comunitárias deve priorizar alterações individuais do consumo alimentar, independentemente das condições sociais relacionadas ao acesso aos alimentos.


IV. A identificação das características e necessidades da comunidade pode subsidiar o planejamento e a avaliação de serviços e intervenções nutricionais.



Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4411007 Nutrição

O planejamento do cardápio da alimentação escolar deve considerar as necessidades nutricionais dos estudantes, levando em conta aspectos como a etapa de ensino, a faixa etária, o número de refeições ofertadas e o tempo de permanência na escola.


Nesse contexto, um nutricionista responsável técnico elabora o cardápio de uma escola municipal de ensino fundamental que oferece uma refeição diária aos estudantes matriculados em período parcial.


Considerando os parâmetros nutricionais aplicáveis à alimentação escolar, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE os critérios mínimos a serem observados nessa situação. 

Alternativas
Q4411006 Nutrição

Em serviços de atenção materno-infantil, diferentes unidades podem atuar na produção, manipulação e oferta de alimentos destinados a lactentes.


O __________ é destinado ao preparo e à distribuição de fórmulas infantis e outras preparações destinadas à alimentação de lactentes. O __________ realiza, entre outras atividades, seleção, classificação, processamento, controle de qualidade e distribuição do leite humano. Já o __________ realiza a coleta e a estocagem do leite humano ordenhado, sem executar seu processamento.


Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas, na ordem apresentada.

Alternativas
Q4411005 Nutrição

A avaliação e a intervenção nutricional constituem componentes importantes do cuidado clínico. Sobre o processo de cuidado nutricional, analise as afirmativas:


I. A intervenção nutricional deve ser planejada considerando os problemas nutricionais identificados durante a avaliação.


II. O acompanhamento permite verificar a resposta do paciente à intervenção e identificar a necessidade de modificações no plano nutricional.


III. A presença de uma doença determina, isoladamente, a conduta dietoterápica, tornando dispensável a avaliação individual do estado nutricional.



Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4411004 Nutrição
A utilização dos nutrientes provenientes dos alimentos depende de processos coordenados de digestão e absorção ao longo do trato gastrointestinal. Considerando a fisiologia gastrointestinal, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4411003 Nutrição

A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) constitui uma estratégia voltada à promoção de práticas alimentares adequadas e saudáveis, devendo considerar os diferentes aspectos envolvidos nas escolhas e práticas alimentares dos indivíduos e das coletividades.


Nesse contexto, as ações de EAN devem valorizar a __________ alimentar, considerar o alimento e a alimentação em sua __________ e promover a __________ dos indivíduos para a realização de escolhas alimentares.


Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas, na ordem apresentada:

Alternativas
Q4411002 Nutrição

Em uma unidade de alimentação, preparações prontas para consumo permaneceram por período prolongado em condições inadequadas de temperatura antes de serem distribuídas. Embora não apresentassem alterações perceptíveis de odor, sabor ou aparência, a equipe responsável decidiu avaliar o risco microbiológico envolvido.


Considerando os princípios da microbiologia e da segurança dos alimentos, analise as afirmativas a seguir: 



I. A ausência de alterações sensoriais perceptíveis não assegura a inocuidade do alimento, uma vez que microrganismos patogênicos podem estar presentes sem provocar modificações evidentes em suas características.


II. A temperatura constitui um dos fatores capazes de influenciar a multiplicação bacteriana nos alimentos, tornando seu controle importante durante armazenamento e distribuição.


III. A refrigeração dos alimentos é uma medida de conservação que auxilia no controle da multiplicação microbiana, mas não garante a eliminação dos microrganismos patogênicos presentes.


IV. A segurança microbiológica de uma preparação pode ser determinada por suas características de odor, sabor e aparência, dispensando outros controles quando não forem identificadas alterações sensoriais.



Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4411001 Nutrição

O Código de Ética e de Conduta do Nutricionista organiza a atuação profissional em direitos, deveres e vedações, e a correta distinção entre essas categorias é determinante para a apuração de infrações ético-disciplinares pelos Conselhos Regionais de Nutrição.


Com base exclusivamente no Código de Ética e de Conduta do Nutricionista, analise as sentenças abaixo



I. É direito do nutricionista recusar propostas e situações incompatíveis com suas atribuições ou que se configurem como desvio de função em seu contrato profissional.


II. É dever do nutricionista assumir responsabilidade por suas ações, ainda que estas tenham sido solicitadas por terceiros.


III. É vedado ao nutricionista permitir a utilização do seu nome e título profissional por estabelecimento ou instituição em que não exerça atividades próprias da profissão.


IV. É dever do nutricionista fazer uso do poder ou posição hierárquica de forma justa, respeitosa, evitando atitudes opressoras e conflitos nas relações, não se fazendo valer da posição em benefício próprio ou de terceiros.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4411000 Nutrição

Durante a gestação, adaptações fisiológicas maternas favorecem o crescimento e o desenvolvimento fetal. Após o nascimento, novas demandas metabólicas estão relacionadas à produção de leite e à nutrição do lactente.


Nesse contexto, o estado nutricional __________ influencia as condições para o desenvolvimento fetal; durante a __________, a produção de leite representa uma demanda nutricional adicional; e, no lactente, as necessidades nutricionais devem acompanhar a elevada velocidade de __________ característica dessa fase.


Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas, na ordem apresentada:

Alternativas
Q4410999 Nutrição
Após uma refeição contendo carboidratos, proteínas e lipídios, diferentes processos digestivos e metabólicos permitem que os nutrientes sejam absorvidos e utilizados pelos tecidos. Sobre esses processos, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4410998 Nutrição

O aleitamento materno exerce papel importante na nutrição, no desenvolvimento e na proteção da criança, apresentando benefícios que ultrapassam o simples fornecimento de nutrientes.


Com base nas características e nos benefícios do aleitamento materno, analise as afirmativas a seguir.



I. O aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses, sendo mantido, a partir dessa idade, juntamente com alimentação complementar saudável e equilibrada.


II. O leite materno contém macro e micronutrientes, anticorpos, hormônios, fatores de crescimento e microrganismos benéficos que contribuem para a maturação das funções digestivas e imunológicas do lactente.


III. A partir dos seis meses, a introdução da alimentação complementar torna desnecessária a continuidade do aleitamento materno para o desenvolvimento da criança.


IV. A amamentação diretamente ao seio pode favorecer a autorregulação da ingestão pelo bebê, permitindo maior resposta aos sinais de fome e saciedade.



Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4410997 Nutrição

Em uma Unidade de Alimentação e Nutrição hospitalar, a nutricionista realiza o monitoramento das condições de conservação, resfriamento e armazenamento das preparações prontas, considerando que o controle do binômio tempo-temperatura é essencial para reduzir os riscos de multiplicação microbiana e de doenças transmitidas por alimentos.


Considerando as boas práticas aplicáveis ao controle de tempo e temperatura dos alimentos preparados, julgue as afirmativas a seguir como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):



(__) Para conservação a quente, os alimentos preparados devem ser mantidos em temperatura superior a 60 °C por, no máximo, 6 horas.


(__) No processo de resfriamento, a temperatura do alimento preparado deve ser reduzida de 60 °C para 10 °C em até duas horas.


(__) O prazo máximo de consumo do alimento preparado e conservado sob refrigeração a 4 °C, ou inferior, é de 10 dias.


(__) O alimento preparado armazenado sob refrigeração deve apresentar, em seu invólucro, identificação com a designação, a data de preparo e o prazo de validade.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:

Alternativas
Q4410996 Nutrição

Um paciente hospitalizado apresenta ingestão oral insuficiente para atender às necessidades nutricionais, porém mantém o trato gastrointestinal funcional. Após avaliação clínica e nutricional, considera-se o início de terapia nutricional enteral.


Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.


I. A nutrição enteral constitui uma alternativa para fornecer nutrientes quando a ingestão oral é inadequada e o trato gastrointestinal apresenta condições para utilização.


PORQUE


II. A escolha do acesso para administração da nutrição enteral deve considerar fatores como condição clínica, funcionamento gastrointestinal e duração prevista da terapia.



Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4410978 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé


Para a maioria das pessoas, ficar em pé, por exemplo, em uma fila é uma tarefa automática que não requer nenhuma atenção ou habilidade especial para manter o equilíbrio. Por outro lado, talvez paradoxalmente, o estudo científico de como o corpo humano se mantém em postura ereta quieta se mostra bastante complexo.

[...]


Um conceito inicial, que merece ser ressaltado, é que a rigidez passiva (ou intrínseca) de músculos e tendões da perna e demais regiões do corpo envolvidos na postura ereta não é, em geral, suficiente para manter o equilíbrio de um sujeito em pé. É necessário haver a contração de certos músculos para garantir a manutenção da postura em pé, mesmo sobre uma superfície plana, horizontal, rígida e imóvel.


Um segundo aspecto é que, do ponto de vista de minimizar o gasto energético, poderia parecer ideal o corpo ficar a 90 graus durante a postura ereta quieta. Mas não é isso o que ocorre, o corpo fica alguns graus inclinado para a frente. Esta situação poderia, teoricamente, ocorrer com a rigidez passiva muscular e tendinosa dos músculos localizados atrás da perna (panturrilha), mas na realidade há uma leve contração dos músculos da panturrilha para evitar que o sujeito caia para a frente. Uma razão que explica isto é que essa configuração mantém os receptores sensoriais (transdutores mecano-elétricos) que há nos músculos da panturrilha em condições ideais para sinalizar pequenas alterações na posição e movimento do corpo, algo que não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus. Essa sinalização sensorial evita eventuais princípios de queda por meio do controle da contração muscular ativada por realimentação sensório-motora via medula espinhal. [...]


KOHN, André Fabio. A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé. Jornal da USP, São Paulo, 14 set. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-complexa-ciencia-por-tras-do-ato-de-ficarparado-em-pe/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

O texto parte de uma experiência banal do cotidiano para discutir um problema científico, articulando hipóteses, refutações e justificativas sobre o modo como o corpo humano se mantém em pé. Considerando a progressão argumentativa do texto, analise as afirmativas a seguir:



I. O texto contrapõe a percepção cotidiana de que ficar em pé é tarefa automática à constatação de que a explicação científica desse ato é complexa, e o advérbio "talvez" atenua o caráter paradoxal atribuído a esse contraste.


II. O texto sustenta que a rigidez passiva de músculos e tendões é, em regra, suficiente para garantir o equilíbrio, desde que o sujeito esteja sobre uma superfície plana, rígida e imóvel.


III. A postura a 90 graus é apresentada como aparentemente vantajosa do ponto de vista energético, mas o autor indica que a posição inclinada favorece a sinalização sensorial de pequenas alterações de posição.


IV. A inclinação do corpo para a frente é descrita como uma falha do controle postural, tolerada pelo organismo porque reduz o gasto energético em relação à posição a 90 graus.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Respostas
2461: D
2462: B
2463: C
2464: D
2465: D
2466: E
2467: E
2468: A
2469: A
2470: A
2471: C
2472: B
2473: D
2474: E
2475: D
2476: A
2477: D
2478: A
2479: D
2480: A