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Q4025544 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem



Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.


"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.


A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"


Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.


Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.


Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.


Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.


Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.


Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.


Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento. Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.

Alguns serviços utilizam agentes humanos treinados, que podem verificar a precisão das descrições quando o usuário solicita.



Considerando a classificação morfológica dos vocábulos destacados no trecho acima, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q4025543 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem



Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.


"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.


A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"


Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.


Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.


Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.


Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.


Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.


Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.


Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento. Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.

O texto articula terminologia técnica relacionada à inteligência artificial, depoimentos em discurso direto e referências acadêmicas, mantendo regularidade estrutural e unidade de registro ao longo do desenvolvimento argumentativo.



De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q4025542 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem



Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.


"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.


A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"


Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.


Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.


Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.


Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.


Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.


Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.


Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento. Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.

No desenvolvimento do texto, observa-se a utilização de recursos responsáveis pela retomada de informações já apresentadas e pela articulação progressiva dos argumentos, especialmente por meio de demonstrativos e expressões que evitam repetição lexical direta.



De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q4025541 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem



Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.


"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.


A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"


Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.


Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.


Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.


Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.


Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.


Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.


Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento. Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.

O texto examina o impacto da inteligência artificial na construção da autoimagem de pessoas cegas, articulando relatos individuais, dados tecnológicos e análises acadêmicas para evidenciar uma transformação que envolve simultaneamente ampliação de autonomia e novos riscos simbólicos.



De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q4025540 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem



Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.


"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.


A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"


Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.


Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.


Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.


Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.


Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.


Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.


Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento. Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.

O texto articula relato experiencial, exposição de dados técnicos e manifestações de especialistas, estruturando-se a partir de informações factuais combinadas com análise interpretativa e inserções de discurso direto.



De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q4025539 Pedagogia
Analise as atividades elencadas abaixo e separe as que são próprias para a faixa etária de zero a três anos.

1. Higiene das mãos com ajuda.

2. Identificação de números nos diferentes contextos em que se encontram.

3. Participação em brinquedos de “esconder e achar” e em brincadeiras de imitação.

4. Jogos de esconder ou de pega-pega nos quais um dos participantes deve contar enquanto espera.

5. Interesse pelas brincadeiras e pela exploração de diferentes brinquedos.

6. Interesse em desprender-se das fraldas e utilizar o penico e o vaso sanitário. subir,

7. Participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se, dançar, etc. 

São próprias para a faixa etária de 0 a 3 anos:
Alternativas
Q4025538 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDBEN), Lei 9394/96 e suas alterações, estabelece que “O dever do Estado com Educação Pública será efetivado mediante a garantia de”: 
Alternativas
Q4025537 Pedagogia
Quando se fala em Educação Inclusiva, nossas ideias sobre o currículo se tornam ainda mais centrais e a questão da cultura e de que os Professores e os Auxiliares de Desenvolvimento Infantil entendem por diversidade cultural deve ser levado em conta para o desenvolvimento das práticas inclusivas na escola. Nesse sentido, pensar a alfabetização na perspectiva da inclusão educacional requer: 
Alternativas
Q4025536 Pedagogia
A comunicação entre escola e família é um dos itens mais importantes para o rendimento escolar das crianças. Sendo assim, uma Auxiliar de Desenvolvimento Infantil precisa entender: 
Alternativas
Q4025535 Pedagogia
No que tange à Educação Especial, o Referencial Nacional Curricular para a Educação Infantil (RCNEI) apresenta propostas que consideram: 
Alternativas
Q4025534 Pedagogia
Sobre a Educação Especial, a LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) garante que: 
Alternativas
Q4025533 Pedagogia

Piaget esquematizou o desenvolvimento cognitivo nos seguintes estágios: sensório-motor (0 a 2 anos); pré operacional (2 a 7 anos); das operações concretas (7 a 12 anos) e das operações formais (12 anos em diante). No período que vai dos 2 aos 7 anos:


1. Há uma grande transformação na qualidade do pensamento em relação ao primeiro estágio.


2. O pensamento da criança não está mais limitado ao seu ambiente sensorial imediato, em virtude do desenvolvimento da capacidade simbólica.


3. A criança começa a usar símbolos mentais, imagens ou palavras que representam coisas e pessoas que não estão presentes.


4. Nessa fase há verdadeira explosão linguística.


5. A criança que por volta dos dois anos possuía um vocabulário de 50 palavras, por volta dos seis anos entende mais de mil palavras, apesar de não conseguir ainda formar sentenças gramaticalmente corretas.


São afirmações corretas as contidas nas afirmativas:


Alternativas
Q4025532 Pedagogia
O texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) afirma, no início do seu capítulo sobre “A Educação Infantil no contexto da Educação Básica” que ,“Como primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil é o início e o fundamento do processo educacional. A entrada na Creche ou na Pré-Escola significa, na maioria das vezes, a primeira separação dos seus vínculos afetivos familiares para se incorporarem a uma situação de socialização estruturada”. Assim sendo, tendo em vista os eixos estruturantes das práticas pedagógicas e as competências gerais da Educação Básica propostas pela BNCC, seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento são assegurados na Educação Infantil. Marque a alternativa cujos eixos estão corretos.
Alternativas
Q4025531 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em seus artigos 15 e 17, detalha o direito da criança ao respeito e à preservação de sua imagem como uma das formas de garantir seu apreço. Ainda, de acordo com o artigo 18 do ECA, é dever de todos evitar que as crianças e os adolescentes sejam expostos a situações vexatórias ou constrangedoras. A escola pode contribuir para a preservação da imagem das crianças, tomando o seguinte cuidado: 
Alternativas
Q4025530 Pedagogia
Uma das funções da Educação Infantil é a socialização da criança. Analise as afirmativas abaixo:

I. O ser humano já nasce em sociedade, e desde o seu nascimento está sujeito a práticas sociais do seu meio de cultura.

II. O processo de socialização abrange bem mais que a formação de hábitos e atitudes para a vida em sociedade; envolve a vivência de ritos, valores e a compreensão da produção humana.

III O desenvolvimento da identidade e da autonomia estão intimamente relacionados com os processos de socialização.

IV O trabalho educativo impede as condições necessárias para as crianças conhecerem, descobrirem e ressignificarem novos sentimentos, valores, ideias, costumes e papeis sociais.

Estão corretas apenas as afirmativas: 
Alternativas
Q4025529 Português
Observe os tópicos a seguir:
- Extravasa as emoções íntimas pela expressão verbal rítmica e melodiosa.
- Valor de expressar e despertar emoções.
- Subjetividade.
- Primeira pessoa / presente.
Indique o gênero literário que compreende as características descritas acima:
Alternativas
Q4025528 Português
Em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sobre as competências específicas de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental, marque C para as competências Certas, E para as Erradas e, após, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) Analisar informações, argumentos e opiniões, manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente, em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.

( ) Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos.

( ) Compreender a língua como fenômeno cultural , histórico, social, invariável, homogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem. 

Alternativas
Q4025527 Português

Leia com atenção a frase a seguir:


“As mulheres decidimos não votar em determinado partido até prestarem conta ao povo.”


Uma vez que a figura de linguagem utilizada é a silepse, pode-se afirmar que:


I.  A silepse ocorre quando a concordância é realizada com a ideia, e não sua forma gramatical.


II. Existem dois tipos de silepse.


III. Na silepse utilizada no exemplo acima, o falante se inclui mentalmente entre os participantes de um sujeito em terceira pessoa.


Indique a alternativa correta quanto ao contexto:


Alternativas
Q4025526 Português
Sobre leitura e literatura:

I. Em uma primeira aproximação, a leitura implica uma operação sobre o código escrito.

II. O significado da palavra leitura é deslizante, uma vez que não remete a um conceito, mas a um conjunto de práticas sociais sobre o ato de ler, que passa preferencialmente pela escola.

III. A literatura pode ser considerada como um patrimônio que conserva as regras linguísticas, éticas, ideológicas e sociais, revestindo-se de uma “aura” que a destinava aos grupos dominantes.

Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4025525 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentadas sofreram mudança com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, com vigência obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2016, e estão escritas em conformidade com a nova ortografia. 
Alternativas
Respostas
11361: B
11362: B
11363: D
11364: A
11365: B
11366: B
11367: C
11368: B
11369: A
11370: A
11371: C
11372: A
11373: B
11374: C
11375: A
11376: A
11377: A
11378: C
11379: D
11380: D