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( ) A classificação das fissuras labiopalatinastem como referência o forame incisivo. Dessa forma, podem ser classificadas em: pré- -forame incisivo, acometendo a região de lábio e arcada alveolar anterior ao forame; pós-forame incisivo, quando atingem os palatos mole e duro; e, transforame incisivo, que envolvem todas as regiões já citadas. O recém-nascido com fissura labiopalatina, devido à estrutura craniofacial alterada, pode apresentar dificuldades na realização da sucção.
( ) Nas fissuras pré-forame incisivo, os indivíduos apresentam menores dificuldades alimentares, quando comparados àqueles com a fenda pós-forame incisivo. Entretanto, nos casos de fenda pré-forame incisivo, a integridade do palato colabora para a manutenção da pressão positiva intraoral, comprometendo o padrão de sucção do bebê devido à dificuldade no vedamento labial. Nas fissuras pós-forame ou transforame incisivo, podem ocorrer dificuldades alimentares por não conseguirem uma pressão intraoral adequada e anteriorização de língua.
( ) Quando ocorre malformação congênita, há possibilidade do comprometimento do processo de alimentação. A alimentação dos neonatos é o primeiro aspecto a ser trabalhado, pois o aleitamento materno é essencial e indicado em todos os casos de fissuras, já que ele é necessário tanto para o desenvolvimento das estruturas da face, como na prevenção de infecções. Entre os principais problemas para a alimentação de crianças com de fenda de lábio e/ou palato, encontram-se a sucção ineficiente e o escape do leite para a cavidade nasal.
( ) Os distúrbios anatomofisiológicos são gerados pela estrutura orofacial alterada que promove padrões de fala inadequados. Indivíduos com fissuras labiopalatinas apresentam distúrbios articulatórios relacionados à funcionalidade do esfíncter velofaríngeo, caracterizados por movimentos compensatórios realizados na tentativa de reduzir a nasalidade, assim como realizam mímicas faciais e constrição das narinas durante a fala de forma intencional. Essas ações ocorrem na tentativa de reduzir as dimensões da abertura das narinas e restringir o excesso da dinâmica de fluxo aéreo nasal.
A sequência está correta em
I. A apraxia de fala na infância caracteriza-se pela ininteligibilidade de fala, devido à presença de erros durante produções repetitivas de sílabas e palavras, que podem ocorrer tanto em consoantes, como em vogais, com destaque para coarticulação inadequada na transição entre fonemas e sílabas, assim como prosódia inapropriada e assistematicidade de erros.
II. A apraxia de fala pode ocorrer devido a comprometimentos no sistema nervoso central, genéticos e/ou somando-se aos distúrbios neurocomportamentais complexos. Algumas de suas características podem estar presentes em quadros cujos sons da fala estão prejudicados, como em distúrbios de ordem fonológica severos.
III. Estudos demonstram que a apraxia repercute em todos os níveis linguísticos da criança, enfatizando a importância de uma avaliação ampla da linguagem para um diagnóstico preciso e adequado e não apenas de aspectos motores e/ou articulatórios, mesmo que esses se mostrem significativamente comprometidos na apraxia de fala infantil.
Está correto o que se afirma em
I. A etiologia da DTM é multifatorial e inclui alterações na oclusão, lesões traumáticas, metabólicas, infecciosas e neurológicas, problemas esqueléticos, fatores psicológicos e hábitos deletérios. Os hábitos deletérios podem prejudicar a estabilidade neuromuscular do sistema estomatognático, resultando na contração inadequada dos músculos mastigatórios, podendo ser citados como exemplos: sucção digital, uso prolongado de chupeta, uso de fones de ouvido, abuso vocal, sucção de língua ou lábios, bruxismo, odinofagia e onicofagia.
II. Os casos de DTM têm predomínio do gênero feminino, na faixa etária de 21 a 40 anos, com sintomas como: dor na ATM, cefaleia, estalos, otalgia, dor articular, dor facial, limitação funcional, dor cervical, cansaço, limitação de abertura de boca, dor durante a mastigação, zumbido, dor na mandíbula, dentre outros. A distribuição da idade e do gênero nos casos de dor orofacial, especialmente a DTM, sugere possível ligação entre a sua patogênese e o hormônio sexual feminino estrogênio, ou entre a DTM e os mecanismos de modulação da dor.
III. A literatura aponta que pacientes com DTM podem apresentar zumbido, percepção de sons articulares, dor na região retroauricular, tontura, otalgia, autofonia, vertigem e otorreia. Os estalos na ATM também são um dos sintomas mais frequentes em pacientes com DTM e ocorrem devido ao posicionamento inadequado da cartilagem, que se desloca para cima do côndilo abruptamente, quando realiza abertura de boca.
Está correto o que se afirma em
( ) As emissões otoacústicas espontâneas são sons de banda estreita que ocorrem na ausência de estimulação sonora conhecida. Podem ser detectadas em cerca de 50% dos adultos com limiares auditivos normais para tons e não estão presentes nas frequências associadas a perdas auditivas maiores que 30 dBNA.
( ) As emissões otoacústicas transientes são respostas obtidas a partir de longa estimulação da cóclea utilizando-se tone burst. Essa estimulação permite ampla estimulação da cóclea, cerca de 200 a 2.500 Hz. Quando se encontram presentes, as principais características são: reprodutibilidade maior que 50%; nível de ruído maior que o de resposta nas frequências graves.
( ) As emissões otoacústicas produto de distorção são sinais sonoros de fraca intensidade que ocorrem após a estimulação por dois tons puros: f1 e f2. O produto da distorção mais robusto ocorre em 2f1-f2, quando f1/f2 = 1,22. Uma das grandes vantagens do uso desse tipo de emissões otoacústicas é a possibilidade de avaliar frequências agudas até 8 kHz.
A sequência está correta em