Questões de Concurso Para ciências sociais

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Q2311169 Antropologia
“A percepção do consumo como uma atividade maligna ou antissocial é bem mais profunda e existia muito antes do consumo de massa moderno. O próprio termo ‘consumo’ sugere que o problema é um tanto intrínseco à atividade. Consumir algo é usar algo, na realidade, destruir a própria cultura material.”
 (MILLER, Daniel. Consumo como Cultura Material. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 13, n. 28, p. 33-63, jul./dez. 2007 , p. 34).
O texto acima propõe uma crítica da concepção do consumo como prática antissocial. Nessa perspectiva, uma visão antropológica do consumo deve levá-lo em conta como
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Q2311168 Antropologia
“Jamais parece ter havido, nem até uma época bastante próxima de nós, nem nas sociedades muito erradamente confundidas sob o nome de primitivas ou inferiores, algo que se assemelhasse ao que chamam a Economia natural. (...) Nas economias e nos direitos que precederam os nossos, nunca se constatam, por assim dizer, simples trocas de bens, de riquezas e de produtos num mercado estabelecido entre os indivíduos. Em primeiro lugar, não são indivíduos, são coletividades que se obrigam mutuamente, trocam e contratam; as pessoas presentes ao contrato são pessoas morais: clãs, tribos, famílias, que se enfrentam e se opõem seja em grupos frente a frente num terreno, seja por intermédio de seus chefes, seja ainda dessas duas maneiras ao mesmo tempo”.
 (MAUSS, Marcel. “Ensaio sobre a Dádiva: forma e razão da troca nas sociedades arcaicas” In: M. Mauss. Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2003, p. 189-190.)
Este trecho de abertura do famoso ensaio do antropólogo francês Marcel Mauss encaminha a reflexão sobre o sentido das trocas materiais entre os povos da Polinésia, da Melanésia e do Noroeste Norte-Americano, como sendo
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Q2311167 Antropologia
A relação entre etnicidade e território é um elemento fundamental da definição de espacialidades identificadas com as populações tradicionais. Estas, segundo o Artigo 3º do Decreto Federal 6.040/2007, são “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”. Considerando-se a conexão entre territorialidade e identidade étnica, no caso de povos indígenas e de populações tradicionais, podemos entender etnicidade como 
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Q2311166 Antropologia
“A imensa diversidade sociocultural do Brasil é acompanhada de uma extraordinária diversidade fundiária. As múltiplas sociedades indígenas, cada uma delas com formas próprias de inter-relacionamento com seus respectivos ambientes geográficos, formam um dos núcleos mais importantes dessa diversidade, enquanto as centenas de remanescentes das comunidades dos quilombos, espalhadas por todo o território nacional, formam outro. (...) Ainda, há as distintas formas fundiárias mantidas pelas comunidades de açorianos, babaçueiros, caboclos, caiçairas, caipiras, campeiros, jangadeiros, pantaneiros, pescadores artesanais, praierios, sertanejos e varjeiros.”
 (LITTLE, Paul. Territórios Sociais e Povos Tradicionais no Brasil: por uma antropologia da territorialidade. Brasília: UNB – Série Antropologia, 2002, p. 2.)
O trecho acima apresenta os múltiplos arranjos socioespaciais criados na sociedade brasileira ao longo da sua história. Partindo deste exemplo, podemos considerar como cerne dos estudos antropológicos da territorialidade humana:
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Q2311165 Antropologia
O exercício do poder, a partir do instituto da chefia em diferentes sociedades indígenas da América do Sul, encontra-se, em grande medida, cerceado pelas obrigações de troca, fazendo-o ter a aparência de um poder quase impotente, isto é, com pouca autoridade. Mas é possível entender o sentido antropológico deste exercício de poder, de modo mais preciso, como
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Q2311164 Antropologia
“O candomblé seria nesse sentido um sistema totêmico clássico (...) onde uma homologia é postulada entre um sistema de diferenças culturais e uma outra situada na natureza. Sua especificidade (...) é que (...) o sistema seria distendido até atingir as próprias diferenças interindividuais, na medida em que, sabe-se, para além do “orixá geral” comum a um grupo de indivíduos, cada pessoa é pensada como “filha” de uma divindade única, divindade esta que é sempre uma “qualidade” específica do orixá geral”.
(GOLDMAN, Márcio. A Possessão e a Construção Ritual da Pessoa no Candomblé. Dissertação de Mestrado (Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social), Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1984, pp. 162-163.
Este trecho da dissertação de mestrado do antropólogo Márcio Goldman aborda a relação entre os orixás e seus filhos no Candomblé, na linha da construção antropológica da noção de pessoa. Segundo o estudo clássico de Marcel Mauss, a formação da noção de “pessoa/eu”, enquanto categoria do espírito humano,
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Q2311163 Antropologia
“O que diferencia verdadeiramente o mundo humano do mundo animal é que, na humanidade, uma família não poderia existir sem existir a sociedade, isto é, uma pluralidade de famílias dispostas a reconhecer que existem outros laços para além dos consanguíneos e que o processo natural de descendência só pode levar-se a cabo através do processo social da afinidade".
(LÉVI-STRAUSS, Claude. As Estruturas elementares do parentesco. Petrópolis: Vozes. 1982, p. 34).
Esta tese do antropólogo francês, elaborada em meados do século XX, abriu um novo caminho para os estudos das relações de parentesco na Antropologia Social. O seu pressuposto fundamental é
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Q2311162 Antropologia
O estudo de Émile Durkheim sobre a religião dos povos aborígenes da Austrália (“As Formas Elementares da Vida Religiosa”, de 1912) é um dos precursores da formação e do enquadramento do pensamento antropológico no campo das ciências humanas. A sua análise da concepção australiana sobre os seres sagrados, enquanto seres morais que refletem a própria sociedade, diz muito sobre a mentalidade científica europeia do início do século XX, que 
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Q2309330 Sociologia

Julgue o item a seguir.


Os papéis sociais mudaram muito nos últimos anos e com essas mudanças as estruturas, que antes funcionavam de uma determinada maneira, estão diferentes na atualidade, principalmente em relação ao papel feminino.

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Q2308225 Sociologia

Julgue o item que se segue.


A divisão do trabalho é considerada uma das principais contribuições de Max Weber para a teoria da administração, pois busca a especialização e a eficiência nas organizações. 

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Q2307614 Sociologia
O uso das tecnologias da informação e de ferramentas eletrônicas para aproximar governo e cidadãos e para a entrega dos produtos e serviços do Estado tanto aos cidadãos como à indústria é aquilo que se chama de:
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Q2307613 Sociologia
Em setembro de 2023, Brasil e Estados Unidos lançaram um programa conjunto de defesa dos direitos trabalhistas frente aos desafios tecnológicos, climáticos e econômicos. Isso é uma resposta ao problema da precarização do trabalho no mundo atual.
Essa precarização do trabalho deve ser entendida como:
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Q2307612 Sociologia
Analise a seguinte afirmação: a tensão dialética entre (1) o crescimento econômico e (2) a necessidade de proteger o meio ambiente para as atuais e para as futuras gerações enseja (3) a estruturação de uma terceira via que busque satisfazer os distintos aspectos afetos ao interesse coletivo.
Considerando as construções teóricas afetas às três diretrizes argumentativas referidas na afirmação acima, é correto afirmar que: 
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Q2305931 Sociologia
Netto (2001) afirma que a transformação do pauperismo pela expressão “questão social” está diretamente relacionada aos “desdobramentos sociopolíticos”. Tais desdobramentos são vistos a partir da mobilização e do fortalecimento da classe operária por melhorias de suas condições de vida e de trabalho.
Analise as duas assertivas a seguir e a relação proposta entre elas:  
I - A questão social é explicada pela diminuição do capital, sendo esporádicas na dimensão da vida em sociedade, bem como é indissociável do processo de amenização e dos efeitos que garantem os direitos da classe trabalhadora.
PORQUE
II - A caracterização da questão social, perpassa pelas expressões das desigualdades sociais já existentes e em suas novas expressões, por isso é necessário considerar as particularidades histórico-culturais e nacionais.
 Considerando essas assertivas, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q2299027 Ciência Política
Sobre as formas de Governo, assinale a alternativa correta:
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Q2299026 Ciência Política
Considerando os elementos do Estado e sua formação, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2295237 Ciência Política
Sobre o conceito de Estado e a respectiva pertinência com os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, assinale a alternativa correta.
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Q2289988 Sociologia
Leia o depoimento de uma socióloga indígena a respeito dos desafios enfrentados pelos povos tradicionais em ambiente urbano: 

Sou Avelin Buniacá Kambiwá, mulher indígena do povo Kambiwá, moradora de Belo Horizonte de família migrante. A migração da minha família do sertão pernambucano para a capital mineira, se deu pela busca de melhores perspectivas de emprego e de renda. Com as condições desfavoráveis encontradas na cidade, foi muito difícil preservar as práticas sagradas originais, sendo que restou, a nós migrantes indígenas, ocupar as áreas pobres e de periferia dos centros urbanos, onde prevalecem, majoritariamente, as igrejas evangélicas pentecostais. Foi onde nos tornamos “Índio favela”. No que tange às nossas práticas do sagrado, esse desaparecimento é ainda mais evidente e violento. Não apenas pelo óbvio aspecto urbano da vida sem contato com a natureza, as roças, as ervas para o feitio dos chás, pomadas e remédios, mas também por uma pressão social para que isso aconteça. Participar dos ritos do colonizador camufla o racismo e nos dá uma falsa sensação de pertencimento.
Adaptado de Avelin Buniacá Kambiwá, “Do índio favela ao toré no asfalto: as cidades, as práticas do sagrado e suas relações” in As Cidades e o Sagrado dos Povos Tradicionais. Belo Horizonte: Fund. Municipal de Cultura de Belo Horizonte, 2019, p. 38-39.


Com base no depoimento, assinale a afirmativa que interpreta corretamente os problemas e as possibilidades das práticas ancestrais do sagrado nas cidades brasileiras para os povos tradicionais.

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Q2289987 Sociologia
A respeito da crença em forças vitais e na interação dos seres nas religiões africanas originárias, em especial nas culturas bantu e iorubá, leia o trecho a seguir.

Nessa visão, o mundo é concebido como energia e não como matéria, de modo que a noção de força toma o lugar e se confunde com a noção de ser. Todo ser é por definição força, e não uma entidade estática, e por isso a pessoa humana tem caráter dinâmico. Mas a energia vital não se limita aos vivos. Sua fonte é um deus supremo e único que distribuiu essa força aos ancestrais e aos antepassados no mundo espiritual e, em seguida, no mundo dos vivos, respectivamente aos reis, chefes de aldeias, de linhagens, anciãos, pais, filhos, ao mundo animal, aos vegetais e aos minerais. A força vital pode aumentar ou diminuir por meio da lei da interação das forças, de modo que um ser pode fortalecer ou enfraquecer outro ser.
Adaptado de DAIBERT, Robert. A religião dos bantos: novas leituras sobre o calundu no Brasil colonial. Estud. hist. (Rio J.) 28 (55) 2015

Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir.

I. Nessas sociedades, a crença na energia vital é o que sustenta a união entre o Pré-Existente e os seres humanos - os vivos, seus ancestrais e seus descendentes.
II. Para as culturas bantu e iorubá, o mundo material e o imaterial são interdependentes e o círculo da vida envolve mundo visível e invisível, como dois lados de uma mesma moeda.
III. As religiões africanas originárias, como as doutrinas filosóficas, são constituídas por um conjunto de práticas relacionadas ao comportamento humano e não possuem um corpo de divindades.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2289986 Sociologia
No conjunto das crenças e doutrinas religiosas encontram-se ideias de imortalidade que são norteadoras do sentido da vida para seus seguidores. Uma dessas ideias de imortalidade é a crença segundo a qual quando um indivíduo morre torna-se um ser espiritual com capacidade de proteger seus parentes que ainda não transcenderam para outro plano de que agora gozam. Por essa razão, seus adeptos reverenciam seus antepassados e restabelece uma nova comunicação através de orações, súplicas, sacrifícios. Embora não possam ser vistos, os familiares sentem sua presença ou percebem alguns sinais de sua autenticidade através de sonhos e pela posse.
Adaptado de MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. BNCC, Ensino Religioso, p. 440.

O trecho descreve a concepção de imortalidade denominada
Alternativas
Respostas
4061: C
4062: A
4063: B
4064: C
4065: D
4066: A
4067: C
4068: B
4069: C
4070: C
4071: A
4072: E
4073: D
4074: A
4075: B
4076: A
4077: D
4078: C
4079: B
4080: D