Questões de Concurso
Para patologia clínica
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Dados clínicos: paciente de sexo masculino, 60 anos que apresenta linfadenomegaliade 2 cm em região cervical e axilar bilateral.
Hemograma.
Eritrograma:Eritrócitos: 4,91 milhões/mm3 (V.R*. 4,5 a 6,0 milhões/mm3 ); Hemoglobina: 14,4 g/dL (V.R. 13 a 18 g/dL); Hematócrito: 44,8% (V.R. 40 a 54%); VCM: 91,2 fL (V.R. 80 a 96%); HCM: 29,3 pg (V.R. 27 a 32 pg); CHCM: 32,1% (V.R. 32 a 36% ); RDW: 13,9% (V.R. 13 a 15,3%).
Plaquetas: 193.000/mm3 (V.R. 140.000 a 400.000).
Leucócitos: 32.900/mm3 (V.R. 4000 a 10.000 mm3 ); cuja contagem diferencial apresenta: Segmentados: 17% (5.593/ mm3 –V.R 1.600 a 6.500); Linfócitos**: 80% (26.320/ mm3 – V.R. 1000 a 4000); Prolinfócitos: 2% (658/ mm3 – V.R. 0); Monócitos: 1% (329/ mm3 – V.R. 160 a 800).
*V.R. – Valor de Referência
Morfologia:**das células linfóides observadas à contagem diferencial, 80 são linfócitos pequenos, com alta relação núcleo/citoplasma, cromatina em blocos, sem nucléolo evidente, citoplasma discretamente basofílico e duas são prolinfócitos. Presença de manchas nucleares ou restos nucleares.
Assinale a alternativa CORRETA.
Em relação às alternativas abaixo, é INCORRETO afirmar:
I. Nos distúrbios da secreção do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH)/cortisol, o estresse e o ciclo de sono/vigília são fatores que trazem pequena flutuação na secreção do cortisol, não sendo uma alteração significativa, tornando a dosagem única no soro uma escolha na prática médica.
II. A insuficiência adrenal primária pode ter um início insidioso. Pacientes podem ser assintomáticos com hipercalemia e hiponatremia aparentemente isoladas. A doença de Addison necessita ser considerada uma possibilidade de diagnóstico em pacientes com potássio sérico elevado, em função renal normal.
III. Quando há suspeita de hipotireoidismo ou hipertireoidismo, geralmente é necessária a confirmação com exames laboratoriais. A avaliação do estado tireoidiano de um paciente pode depender do conhecimento das concentrações de TSH, de hormônio da tireoide e de proteínas ligadoras no soro.
IV. A hiperprolactinemia é um distúrbio comum que, após descartar estresse, fármacos ou outras doenças como possíveis causas, dosagens séricasde prolactina são utilizadas para diferenciar entre prolactinoma e hipersecreção idiopática.
V. As concentrações de esteroides adrenais no soro flutuam enormemente. Medidas únicas têm, logo, valor limitado em exames clínicos e, testes dinâmicos são amplamente utilizados no diagnóstico.
Em relação às alternativas abaixo, é CORRETO afirmar:
I. O sódio é responsável por quase metade da osmolalidade do plasma e tem função importante na regulação da volemia e na distribuição dos volumes dos diversos compartimentos corporais. Em situação de hemólise leve, não ocorre alteração significativa de seus valores, seja no soro, seja no plasma, já que os glóbulos vermelhos abrigam apenas 1/10 do sódio sanguíneo. Entretanto, para o potássio, o deslocamento para o espaço extracelular resulta em uma hipocalemia verdadeira.
II. Microalbuminúria corresponde à presença de albumina na urina em quantidade muito pequena, abaixo dos limites de detecção dos métodos habitualmente utilizados. Por esse motivo está correlacionada a um fator de risco para o desenvolvimento de doença renal progressiva em pacientes diabéticos e hipertensos como um bom indicador de médio a longo prazo da doença renal.
III. A Cistatina C é uma proteína de baixo peso molecular, presente em todas as células nucleadas com produção constante, não é afetada por idade, gênero e dieta. É livremente filtrada nos glomérulos renais e metabolizada pelas células tubulares. Portanto seus níveis plasmáticos demonstra uma boa correlação com a taxa de filtração glomerular, sendo um marcador de escolha para idosos e crianças em vantagem à creatinina.
IV. As fórmulas utilizadas para estimativa da filtração glomerular para avaliação da filtração glomerular são muito úteis na prática clínica, pois permitem uma boa estimativa e dispensam a coleta de urina. Fórmula recomendada para estimativa da filtração glomerular são a de Cockcroft-Gault e CDK-EPI, com calculadores disponíveis também on-line.
V. Os distúrbios ácido-básicos podem ser classificados como acidose ou alcalose, compensada ou descompensada, compensada plenamente ou parcialmente. Assim, o estado clínico de um paciente e seus resultados dos gases sanguíneos devem sempre estar combinados.
Em relação às alternativas abaixo, é INCORRETO afirmar:
I. O teste oral de tolerância à glicose no adulto pode ser realizado utilizando de 50 a 100 gramas, considerando-se o sexo. O peso e a estatura do indivíduo, podendo o paciente exercer atividades físicas habituais, manter o regime alimentar usual, exceto pela adição de carboidratos e não fazer uso de medicamentos que, sabidamente, interferem no metabolismo dos carboidratos.
II. A A1C é um componente menor da hemoglobina, sendo também encontrada em indivíduos adultos não diabéticos. A glicação é independente da composição da hemoglobina do paciente, onde a presença de hemoglobinopatias nunca interfere com a sua glicação. Na prática, os níveis de A1C acima de 7% (ou 6,5%, de acordo com algumas sociedades médicas) estão associados a um risco progressivamente maior de desenvolvimento das complicações crônicas do diabetes.
III. O Índice HOMA (Homeostasis Model Assessment), descrito por David, em 1985, é uma ferramenta útil para estimar a resistência insulínica e a capacidade funcional das células beta do pâncreas. Sua determinação, por cálculo matemático, leva em consideração a dosagem laboratorial da glicemia e da insulina de jejum.
IV. Na diabete gestacional (DG) ocorre intolerância aos carboidratos, em variados graus de intensidade, diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez, podendo ou não persistir após o parto. A Sociedade Brasileira de Diabetes preconiza a glicemia de jejum como o teste de rastreamento inicial da DG e o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) 2 horas após sobrecarga de 75g de glicose, nos quais os pontos de corte dessas glicemias para o rastreamento positivo, são, respectivamente, 100mg/dL e 200mg/dL.
V. A hipoglicemia é a complicação aguda mais frequente no tratamento dos diabéticos. Embora ainda controverso na literatura, o diagnóstico de hipoglicemia se baseia na Tríade de Whipple: níveis baixos de glicemia associados aos sintomas simpaticomiméticos ou neuroglicopênicos, que se revertem após a administração de glicose. Do ponto de vista clínico-laboratorial, o valor de corte em 50 mg/dL é habitualmente adotado para hipoglicemia em adultos a ser notificado, por exigir atenção médica especial.
Em relação às alternativas abaixo, é CORRETO afirmar:
I. As variáveis pré-analíticas são classificadas como controláveis ou incontroláveis. A exemplo, temos a dieta, exercícios físicos e jejum classificados como variáveis controláveis. Por outro lado, as variáveis não controláveis incluem aquelas relacionadas a influências biológicas, ambientais e condições médicas subjacentes.
II. Os conceitos de precisão e exatidão são fundamentais na análise de Controle de Qualidade Laboratorial para que se tenha maior confiabilidade e adequada validação nos resultados analíticos.
III. Na interpretação dos resultados no sistema de Controle Interno da Qualidade são utilizadas as Regras de Westgard. A regra 12s indica que dois valores do controle de qualidade não podem ultrapassar a média ±1S.
IV. Erros denominados de sistemáticos estão, muitas vezes, relacionados à falta de reprodutibilidade na pipetagem de amostras e reagentes; enquanto erros aleatórios são devidos a problemas com a preparação imprópria de soluções de calibração.
V. Os fundamentos do controle de qualidade em um laboratório clínico seguem as questões de controle das variáveis pré-analíticas, analíticas e pós-analíticas. Além disso, o laboratório deve fazer parte de programas de avaliação externa da qualidade e de testagem de proficiência.
As características se interligam com algumas situações clínicas observadas no paciente pelo médico, tais como: pneumonia, dor de garganta, otite média.
Nesse caso, a suspeita é de que a infecção de pele esteja sendo ocasionada pelo patógeno