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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967577 Medicina
Criança de 7 anos, do sexo masculino, é trazida pela mãe ao serviço de saúde com quadro de febre baixa há dois dias, tosse seca persistente, astenia, náuseas eventuais e dispneia leve.
Ao exame, criança em bom estado geral, sem toxemia, eutrófica, hipocorada 1+/4, hidratada, eupneica. Ausculta pulmonar com sibilos esparsos. Restante do exame físico normal.
A família migrou recentemente do interior para a capital e se instalou em casebre sem boas condições de saneamento básico na periferia urbana.
Foram solicitados hemograma e radiografia de tórax que não puderam ser feitos imediatamente. A criança foi então liberada em uso de antitérmicos e sintomáticos, e foi solicitado à mãe que fizesse os exames e retornasse com a criança para reavaliação cinco dias depois.
Como combinado, a mãe retorna com a criança, agora assintomática, trazendo os seguintes resultados: hemoglobina 12,0 g/dL; hematócrito 35%; leucometria 9.500 cél/mm3 , 0% basófilos, 18% eosinófilos, 2% bastões, 48% segmentados; 28% linfócitos; 4% monócitos.
A radiografia mostrou infiltrados mistos, intersticiais e alveolares, com distribuição periférica, em ambos os pulmões. Nova radiografia realizada imediatamente na reconsulta mostra-se normal.
O diagnóstico etiológico do quadro apresentado pela criança será estabelecido mais adequadamente por exames protoparasitológicos seriados pela técnica de
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967576 Medicina

Casal de brasileiros, morador de Genebra, Suíça, vem passar férias no Brasil e comparece a almoço familiar para apresentar seus dois filhos, de 6 e 9 anos, que nasceram e foram criados em Genebra e visitam o Rio de Janeiro (RJ) pela primeira vez.


Durante o almoço, o filho de 6 anos tem um acesso de tosse, seguido de guincho inspiratório, que chamou a atenção de um dos parentes presentes, médico.


A mãe da criança relata, então, que dois dias após a chegada ao Brasil, a criança apresentou sintomas gripais, como rinorreia, lacrimejamento, tosse eventual e febre baixa, que persistiram por uma semana. Seguiram-se acessos de tosse, mais frequentes à noite, semelhantes ao presenciado, tendo inclusive a criança vomitado após acessos em duas ocasiões.


Ao todo, a criança está sintomática há 10 dias, e apresenta-se normotensa, eucárdica, eupneica e com SpO2 de 99%, sem alterações ao exame físico. Mãe nega comorbidades e relata seguir à risca as orientações do pediatra de clínica privada em Genebra.

De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, em relação ao diagnóstico mais provável para a doença que acometeu a criança suíça, é correto afirmar que 
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967575 Medicina

Casal de brasileiros, morador de Genebra, Suíça, vem passar férias no Brasil e comparece a almoço familiar para apresentar seus dois filhos, de 6 e 9 anos, que nasceram e foram criados em Genebra e visitam o Rio de Janeiro (RJ) pela primeira vez.


Durante o almoço, o filho de 6 anos tem um acesso de tosse, seguido de guincho inspiratório, que chamou a atenção de um dos parentes presentes, médico.


A mãe da criança relata, então, que dois dias após a chegada ao Brasil, a criança apresentou sintomas gripais, como rinorreia, lacrimejamento, tosse eventual e febre baixa, que persistiram por uma semana. Seguiram-se acessos de tosse, mais frequentes à noite, semelhantes ao presenciado, tendo inclusive a criança vomitado após acessos em duas ocasiões.


Ao todo, a criança está sintomática há 10 dias, e apresenta-se normotensa, eucárdica, eupneica e com SpO2 de 99%, sem alterações ao exame físico. Mãe nega comorbidades e relata seguir à risca as orientações do pediatra de clínica privada em Genebra.

É provável que, a gênese do quadro apresentado pela criança, tenha contribuído para 
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967574 Medicina
Uma criança de 7 anos é trazida a um hospital de médio porte com quadro que já se arrastava há 6 meses, com febre irregular intercalada com períodos de apirexia, anorexia e perda ponderal de 6 kg.
Mãe relata ainda diarreia ocasional, sangramento gengival frequente, e um episódio de pneumonia tratado com antibióticos há um mês, pouco antes da mudança de São Luís (MA) para São Paulo (SP), com o objetivo de buscar tratamento especializado. Ao exame: criança, emagrecida, hipodesenvolvida para a idade, cabelos finos e quebradiços, hipocorada 2+/4, anictérica, micropoliadenopatia cervical e axilar bilateral, SS 2+/6 pancardíaco, abdome distendido com fígado palpável a 5 cm do RCD e baço a 8 cm do RCE, edema de membros inferiores 1+/4, com cacifo. TA: 37,8 oC; FC: 104 bpm; PA: 100/70 mmHg; FR: 18 irpm.
O diagnóstico da enfermidade que acomete a criança muito provavelmente será alcançado por 
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967573 Medicina
Durante uma epidemia de dengue, três pacientes, todos moradores da mesma vizinhança, sem condição especial, risco social ou comorbidades, adentraram uma unidade de prontoatendimento com os seguintes relatos:
Paciente 1: homem de 29 anos, com quadro iniciado há dois dias, de febre alta de início súbito, mal estar, mialgia generalizada e cefaleia frontal, especialmente “atrás dos olhos”. Nega vômitos, tonteira ou sangramentos. PA 110/70 mmHg, FC 96 bpm, FR 16 irpm.
Paciente 2: criança de 10 anos, sexo feminino, com febre alta, cefaleia, mialgia e inapetência iniciados há um dia. Evoluindo com prostração progressiva. PA: 60/30 mmHg; FC: 128 bpm; FR: 28 irpm. Presença de petéquias conjuntivais.
Paciente 3: mulher de 55 anos, com quadro iniciado há quatro dias, de febre de início súbito, cefaleia, prostração intensa e mialgias. Nega episódios de sangramentos. Relata vômitos persistentes e dor abdominal intensa e contínua. PA 90/60 mmHg, FC 120 bpm, FR 24 irpm.
Na abordagem diagnóstica e terapêutica dos três pacientes em questão, é correto afirmar que 
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967572 Medicina
Trabalhando num Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), você se depara com cinco situações:
1ª Gestante no primeiro trimestre, cujo exame pré-natal mostra suscetibilidade para rubéola, trazendo sua enteada, que mora com ela e está agendada para a primeira dose da vacina tríplice viral;
2ª Criança, cujo irmão é portador de Imunodeficiência hereditária de Células B, solicitando orientação sobre administração da vacina de gotinha contra poliomielite, da campanha do Ministério da Saúde;
3ª Profissional de saúde, sem história de qualquer exposição percutânea, que após o esquema de três doses da vacinação contra hepatite B, não alcançou soroconversão em títulos protetores (anti-HBs > 10 mUI/mL);
4ª Gestante no 1º trimestre, sem passado de varicela, cujo primeiro filho, de três anos, está apresentando exantema vesicular sobre base eritematosa em rosto, tronco e mucosas, há 36 horas;
5ª Transplantado renal estável, com 55 anos, indagando sobre a possibilidade de vacinação para herpes zoster.
A única conduta a ser tomada nos atendimentos que está de acordo com as boas práticas de imunização é 
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967571 Medicina
Criança do sexo feminino, 9 anos, previamente hígida, relata início do quadro de dor em região poplítea direita há 3 semanas, evoluindo com febre de até 38 oC, há 15 dias, associados a sinais flogísticos locais. Recebe o diagnóstico de celulite, sendo prescrito cefalexina via oral, por 10 dias, e anti-inflamatório.
Como houve melhora apenas da febre, é internada em bom estado geral, eutrófica, sem alterações de sinais vitais, ausculta cardiopulmonar sem alterações, abdome sem visceromegalias e membro inferior direito apresentando abaulamento em fossa poplítea, com sinais flogísticos e prejuízo à extensão da perna. Ultrassonografia de membro inferior direito evidenciou coleção multiloculada, medindo 3,3 x 1,4 x 2,6 cm (6,3 mL) e linfonodomegalia reacional, em região poplítea, sem alterações de fluxo ao Doppler. A hemocultura da admissão resulta negativa.
A coleção aspirada tem a bacterioscopia pelo método de Gram e a cultura para germes comuns, ambas negativas. Recebe oxacilina via venosa, sem resposta, seguida de vancomicina + piperacilina + tazobactam também endovenosos. O calendário vacinal está atualizado para a idade; tem moradia com saneamento básico e possui um cachorro e 18 gatos.
Após a chegada de exame sorológico positivo, e a realização de nova coloração no material do aspirado, é medicada com azitromicina + rifampicina, evoluindo com melhora clínica e laboratorial, após 14 dias de tratamento.
Nesse caso, é provável que o exame sorológico e a coloração específica que determinou a mudança do esquema de tratamento e o início da resposta terapêutica tenham sido, respectivamente
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967570 Medicina

O Carnaval de rua no Brasil é uma das maiores festas populares do mundo, marcada por blocos, desfiles e intenso uso do espaço público por foliões fantasiados. Atrás de trios elétricos, são comuns os encontros casuais de adultos jovens que não se conhecem, o que favorece, por meio de beijos, a transmissão de agentes infecciosos.


Em relação às doenças e seus respectivos agentes, no contexto de transmissão e aquisição por meio de beijos dos foliões, é correto afirmar que 

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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967569 Medicina

A partir da ocorrência de 5 casos de febre elevada (38 oC a 40 oC) e persistente, prostração, anorexia, emagrecimento e linfadenopatia, sobretudo das cadeias cervicais, em funcionários de uma empresa multinacional produtora de celulose do Distrito de Monte Dourado, situado ao norte do Estado do Pará, cento e oitenta e seis pessoas, com idade variando de 1 a 65 anos de idade (média: 23,3 ± 16,3), doentes, familiares e contatos próximos, foram clínica e laboratorialmente avaliadas. Quarenta e uma (22%) apresentaram linfadenopatia, febre persistente, hepatoesplenomegalia e exantema; 12 (6,45%) relataram sintomatologia inespecífica (manifestações respiratórias, náuseas, cefaleia, entre outras); e as demais estavam assintomáticas (133 – 71%).

A análise sorológica das 186 pessoas envolvidas no estudo está expressa na tabela. 

  

Os casos ocorreram em vários bairros do Distrito e não somente em aglomerados pontuais; foi detectada incontável população felina doméstica errante, habitando casas abandonadas, jardins e praças do distrito; a análise da água do sistema de distribuição local descartou doenças de transmissão hídrica.
Com base nas informações clínicas e epidemiológicas relatadas do surto de Monte Dourado (PA), o provável agente etiológico e a provável forma de aquisição da infecção foram, respectivamente,
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967568 Medicina

A partir da ocorrência de 5 casos de febre elevada (38 oC a 40 oC) e persistente, prostração, anorexia, emagrecimento e linfadenopatia, sobretudo das cadeias cervicais, em funcionários de uma empresa multinacional produtora de celulose do Distrito de Monte Dourado, situado ao norte do Estado do Pará, cento e oitenta e seis pessoas, com idade variando de 1 a 65 anos de idade (média: 23,3 ± 16,3), doentes, familiares e contatos próximos, foram clínica e laboratorialmente avaliadas. Quarenta e uma (22%) apresentaram linfadenopatia, febre persistente, hepatoesplenomegalia e exantema; 12 (6,45%) relataram sintomatologia inespecífica (manifestações respiratórias, náuseas, cefaleia, entre outras); e as demais estavam assintomáticas (133 – 71%).

A análise sorológica das 186 pessoas envolvidas no estudo está expressa na tabela. 

  

Os casos ocorreram em vários bairros do Distrito e não somente em aglomerados pontuais; foi detectada incontável população felina doméstica errante, habitando casas abandonadas, jardins e praças do distrito; a análise da água do sistema de distribuição local descartou doenças de transmissão hídrica.
Com base nas informações obtidas e transcritas do surto de Monte Dourado (PA), os autores podem concluir que 
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967567 Medicina
Homem de 55 anos, pedreiro, é admitido num hospital universitário com relato que há 7 dias, teve febre súbita com calafrios intensos, cefaleia holocraniana, artralgias e mialgias generalizadas. No segundo dia de doença, as dores no corpo aumentaram muito, dificultando a deambulação e os movimentos habituais, acometendo principalmente as coxas e as pernas, de forma simétrica; no quarto dia notou icterícia que vem se agravando até a internação.
A partir do 5º dia percebeu que estava urinando menos que o habitual, uma urina de cor escura. Desde o início do quadro apresenta tosse seca persistente. Etilista de longa data, principalmente nos finais de semana. Cerca de 10 dias antes do início do quadro, atravessou a pés descalços um terreno baldio alagado próximo ao canteiro de obras, onde reside e trabalha, sofrendo escoriações em pés e pernas. Refere a presença de muitos ratos nesse local. Nega icterícia prévia.
Ao exame, está em mau estado geral, muito desidratado, mucosas ictéricas 3+/4, de coloração rubínica; dor à palpação de vários grupos musculares; TA: 37,5 oC; FR: 22 irpm; PA: 130/90 mmHg; FC: 104 bpm em média; ritmo cardíaco irregular; fígado palpável na RCD, doloroso; baço impalpável. Restante do exame sem alterações significativas. Os exames complementares da admissão mostraram: hemograma: 16.700 leucócitos, 1% metamielócitos, 12% bastões, 65% segmentados 15% linfócitos 4% monócitos e 3% eosinófilos; velocidade de hemossedimentação de 66 mm na 1ª hora; ureia: 95 mg%; creatinina: 3,4 mg%; radiografia de tórax: opacidades nodulares confluentes, predominando em lobos inferiores; ECG: fibrilação atrial.
Dos exames complementares adicionais listados a seguir, assinale o único resultado compatível com a principal hipótese diagnóstica. 
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967566 Medicina
Homem de 42 anos, arquiteto, é internado com história de febre alta há 28 dias, acompanhada de tosse seca, dispneia aos mínimos esforços, vômitos, diarreia e perda de peso (6 kg no período).

O exame físico mostra um paciente hipocorado, desidratado, febril (38,5 oC), FR = 36 irpm, FC = 108 bpm, PA = 100/70 mmHg; orofaringe com placas esbranquiçadas em palato, faringe posterior e mucosa jugal e uma lesão ulcerada em língua.

Na ausculta pulmonar, o murmúrio vesicular está diminuído difusamente, sem ruídos adventícios; aparelho cardiovascular normal, exceto pela taquicardia; abdome distendido e difusamente doloroso à palpação; fígado e baço não palpáveis.

O exame minucioso da pele mostra algumas lesões papulares em tronco, algumas com umbilicação central. Ausência de sinais de irritação meníngea. Exames complementares: Hg 12,5 g/dL; leucócitos 5.400/mm3 (0% basófilos, 2% eosinófilos, 3% bastões, 67% neutrófilos, 18% linfócitos, 10% monócitos), plaquetas 125.000/mm3 ; creatinina 2,8 mg/dL. Gasometria arterial (em ar ambiente): pH 7,38; pO2 90 mmHg; pCO2 25 mmHg; HCO3 18 mEq/L; BE -3; saturação O2 95%. Testes rápidos anti-HIV reativos (dois testes, de fabricantes diferentes); Rx de tórax: infiltrado pulmonar difuso, de aspecto misto, intersticial e retículonodular. Paciente foi medicado com ceftriaxona, azitromicina e sulfametoxazol-trimetroprim, sem associar corticosteroide.

A respeito do tratamento, o paciente evoluiu com persistência da febre, progrediu para insuficiência respiratória, ventilação mecânica, acidose metabólica e óbito no 7º dia de internação. 
Na investigação diagnóstica, os exames complementares direcionados para o diagnóstico de histoplasmose disseminada para o paciente descrito são:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967565 Medicina
Homem de 42 anos, arquiteto, é internado com história de febre alta há 28 dias, acompanhada de tosse seca, dispneia aos mínimos esforços, vômitos, diarreia e perda de peso (6 kg no período).

O exame físico mostra um paciente hipocorado, desidratado, febril (38,5 oC), FR = 36 irpm, FC = 108 bpm, PA = 100/70 mmHg; orofaringe com placas esbranquiçadas em palato, faringe posterior e mucosa jugal e uma lesão ulcerada em língua.

Na ausculta pulmonar, o murmúrio vesicular está diminuído difusamente, sem ruídos adventícios; aparelho cardiovascular normal, exceto pela taquicardia; abdome distendido e difusamente doloroso à palpação; fígado e baço não palpáveis.

O exame minucioso da pele mostra algumas lesões papulares em tronco, algumas com umbilicação central. Ausência de sinais de irritação meníngea. Exames complementares: Hg 12,5 g/dL; leucócitos 5.400/mm3 (0% basófilos, 2% eosinófilos, 3% bastões, 67% neutrófilos, 18% linfócitos, 10% monócitos), plaquetas 125.000/mm3 ; creatinina 2,8 mg/dL. Gasometria arterial (em ar ambiente): pH 7,38; pO2 90 mmHg; pCO2 25 mmHg; HCO3 18 mEq/L; BE -3; saturação O2 95%. Testes rápidos anti-HIV reativos (dois testes, de fabricantes diferentes); Rx de tórax: infiltrado pulmonar difuso, de aspecto misto, intersticial e retículonodular. Paciente foi medicado com ceftriaxona, azitromicina e sulfametoxazol-trimetroprim, sem associar corticosteroide.

A respeito do tratamento, o paciente evoluiu com persistência da febre, progrediu para insuficiência respiratória, ventilação mecânica, acidose metabólica e óbito no 7º dia de internação. 
Na correlação dos parâmetros clínicos e laboratoriais com os elementos de convicção que nos levam a formular hipóteses diagnósticas para o quadro descrito, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967564 Medicina
Mulher de 55 anos, enfermeira, procura atendimento médico com história de tosse com expectoração mucoide há um mês. Nega febre, sudorese noturna, emagrecimento e hemoptise. Ex-tabagista de 36 anos-maço, com cessação do hábito de fumar há seis anos.
Sem história de imunodeficiência congênita ou adquirida. Submetida a tomografia de tórax, foi documentada a presença de nódulos centrolobulares e pequenas opacidades ramificadas com aspecto de árvore em brotamento e bronquiectasias de paredes espessas, no lobo médio e no segmento lingular, além de opacidade escavada no segmento posterior do lobo superior direito.
Amostras de escarro para baciloscopia e TRM-TB revelam pesquisa de BAAR positiva em três amostras e ausência de detecção de DNA para M. tuberculosis. Culturas das três amostras de escarro revelam crescimento de colônias em meio sólido em menos de sete dias, ainda não identificadas.
Com base na apresentação clínica e nos resultados laboratoriais até o momento revelados, a conduta mais adequada para o caso é 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967563 Medicina

Homem de 67 anos, sabidamente portador do vírus HIV há 26 anos, em terapia antirretroviral estável, atualmente com darunavir + ritonavir + dolutegravir em dose única diária, última contagem de CD4 = 936 cél/mm3 – 30,5%, realizada em 2016 (nadir de CD4 170 cél/mm3 ) e última carga viral < 20 cópias/mL em 2025 (indetectável desde 2002), em consulta de rotina, mostra ao seu médico assistente lesões cutâneas em tronco, anterior e posterior, e dorso da mão esquerda, não pruriginosas e com mínima sensação de dormência local, de início recente, menos de 3 meses.


  Imagem associada para resolução da questão

 O paciente foi submetido a biópsia das lesões e foi então estabelecido o diagnóstico de hanseníase paucibacilar.


Em relação ao tratamento do paciente em questão é correto afirmar que

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967562 Medicina

Na prática clínica diária, as associações de drogas no tratamento de enfermidades é uma estratégia comumente utilizada para prevenir ou contornar a emergência de resistência dos patógenos tratados. As associações podem, no entanto, adicionar toxicidades ao esquema terapêutico.


São eventos adversos das drogas rotineiramente empregadas para o tratamento da hanseníase: 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967561 Medicina

Homem de 57 anos, motorista de ônibus escolar, procura Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queixa de odinofagia leve iniciada há três dias, evoluindo com piora, e passando a associarse à disfagia, febre (38 oC), mal-estar, queda importante do estado geral e vômitos pós-alimentares.


Ao exame físico: regular estado geral, taquicárdico, desidratado, toxêmico, com temperatura de 38 oC. Exame da cavidade oral apresentando hiperemia e presença de placas esbranquiçadas em palato mole, aderentes na região de úvula e pilares amigdalianos e placas pseudomembranosas branco-acinzentadas na rinoscopia. Ausência de adenopatia cervical. Sem sinais de rigidez de nuca. Pressão arterial 100/60 mmHg, frequência cardíaca 138 bpm e frequência respiratória 22 rpm. Radiografia de tórax normal. Hemoculturas coletadas em três amostras resultaram negativas. Paciente evoluiu com piora clínica, intensa toxemia, prostração.


Colocado em ambiente de terapia intensiva e iniciado tratamento clínico. A respeito das medidas implementadas, o paciente evoluiu, por volta do 10º dia de internação, com alterações eletrocardiográficas, como prolongamento de QT, inversão de onda T, bloqueio de ramo e arritmias cardíacas. Na 3ª semana de internação, apresentou voz anasalada e eliminação pelas narinas dos líquidos administrados pela boca, além de alterações de marcha. Recebeu alta hospitalar na 8ª semana de internação.


Com base na história clínica relatada, é correto afirmar que

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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967560 Medicina
Adolescente de 19 anos, sexo masculino, procura atendimento médico em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de febre de até 38 oC, congestão nasal, descarga nasal espessa, por vezes purulenta, halitose e cefaleia frontal que piora quando se reclina para amarrar os sapatos, persistindo por 10 dias. Fez uso de antialérgicos e analgésicos sem melhora significativa dos sintomas. Nega episódios semelhantes anteriores. A conduta mais adequada para o paciente é  
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967559 Medicina
Esposa de 37 anos, do lar, é internada com história de febre, mialgia intensa e cefaleia com três dias de evolução. Ao exame físico está em mal estado geral, ictérica, hipotensa, porém responsiva a volume. Evolui com exantema generalizado, piora da icterícia e hipotensão arterial não responsiva a volume, sendo necessária a administração de drogas vasoativas. Após crise convulsiva e rebaixamento do nível de consciência, evolui para o óbito no dia seguinte da admissão.
Marido de 38 anos, agricultor, apresenta febre, mialgia e petéquias em tronco e membros com 2 dias de evolução, sintomas que se iniciaram no dia do falecimento da esposa. Foi internado e medicado com ceftriaxona endovenosa. No segundo dia de internação é transferido para UTI devido à instabilidade hemodinâmica e plaquetopenia importante. Manteve-se febril por 4 dias, com mialgia intensa, dor abdominal, icterícia, infiltrado pulmonar interstício-alveolar bilateral e vasculite obliterante na região distal dos pés.
Filho de 5 anos, apresenta febre, vômitos, mialgia intensa, dor abdominal, exantema petequial nas mãos e nos tornozelos, edema de mãos e pés com 3 dias de evolução, a contar do dia do falecimento da mãe (esposa). É internado e tratado com ceftriaxona por via venosa. No segundo dia de internação evolui com piora clínica, e, apesar dos cuidados intensivos e da antibioticoterapia, progride para o óbito no quinto dia de internação, com plaquetopenia grave, sangramento generalizado e choque refratário.
O pai, o único sobrevivente do surto, teve seu tratamento modificado no 4º dia de internação, com melhora progressiva, sendo submetido, na fase de convalescença, a amputação da extremidade dos pés, por necrose. O imóvel onde os pacientes residiam foi tratado pelo Centro de Controle de Zoonose (CCZ) do município com amitraza 12,5%. 
  Imagem associada para resolução da questão

A droga ministrada para o pai, que alterou o curso avassalador da doença que acometeu a família, mais provavelmente foi 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Infectologia |
Q3967558 Medicina
Homem de 42 anos, portador de sorologia anti-HIV reativa, em terapia antirretroviral estável com dolutegravir + lamivudina em dose única diária (comprimido coformulado), com carga viral indetectável e CD4 elevado, está em acompanhamento de tratamento de quadro de sífilis secundária realizado com penicilina benzatina, 2,4 milhões de unidades IM, em dose única, há 12 meses. Relata que aquele foi o único episódio de sífilis em toda sua vida. Pela persistência de títulos elevados de VDRL no soro, por 12 meses após o tratamento, e pela ausência de história de reexposição desde o tratamento, o médico assistente propõe a realização de punção liquórica ambulatorial. 
Para minimizar o principal efeito adverso associado ao exame proposto, a recomendação comprovadamente eficaz é
Alternativas
Respostas
7501: A
7502: B
7503: A
7504: D
7505: C
7506: E
7507: B
7508: A
7509: B
7510: D
7511: B
7512: E
7513: C
7514: A
7515: E
7516: A
7517: C
7518: E
7519: E
7520: D