Esposa de 37 anos, do lar, é internada com história de febre...
Marido de 38 anos, agricultor, apresenta febre, mialgia e petéquias em tronco e membros com 2 dias de evolução, sintomas que se iniciaram no dia do falecimento da esposa. Foi internado e medicado com ceftriaxona endovenosa. No segundo dia de internação é transferido para UTI devido à instabilidade hemodinâmica e plaquetopenia importante. Manteve-se febril por 4 dias, com mialgia intensa, dor abdominal, icterícia, infiltrado pulmonar interstício-alveolar bilateral e vasculite obliterante na região distal dos pés.
Filho de 5 anos, apresenta febre, vômitos, mialgia intensa, dor abdominal, exantema petequial nas mãos e nos tornozelos, edema de mãos e pés com 3 dias de evolução, a contar do dia do falecimento da mãe (esposa). É internado e tratado com ceftriaxona por via venosa. No segundo dia de internação evolui com piora clínica, e, apesar dos cuidados intensivos e da antibioticoterapia, progride para o óbito no quinto dia de internação, com plaquetopenia grave, sangramento generalizado e choque refratário.
O pai, o único sobrevivente do surto, teve seu tratamento modificado no 4º dia de internação, com melhora progressiva, sendo submetido, na fase de convalescença, a amputação da extremidade dos pés, por necrose. O imóvel onde os pacientes residiam foi tratado pelo Centro de Controle de Zoonose (CCZ) do município com amitraza 12,5%.
A droga ministrada para o pai, que alterou o curso avassalador da doença que acometeu a família, mais provavelmente foi