Mulher, 29 anos, previamente hígida, apresenta dor abdominal, com início há
36 horas, em região periumbilical, com migração para fossa ilíaca direita, associada a náuseas,
anorexia e febre baixa, evoluindo, nas últimas 12 horas, com piora da dor, que se torna difusa,
acompanhada de distensão abdominal. Ao exame físico, temperatura de 38,5 °C, frequência cardíaca
de 112 bpm, abdome distendido, doloroso à palpação difusa, com sinais de irritação peritoneal
generalizada. Exames laboratoriais evidenciam leucocitose de 18.500/mm³ com desvio à esquerda e
elevação de proteína C-reativa. Tomografia computadorizada de abdome demonstra apêndice não
individualizado, coleção em fossa ilíaca direita contendo gás, espessamento de alças intestinais
adjacentes e moderada quantidade de líquido livre na cavidade peritoneal. Após início de reposição
volêmica e antibioticoterapia de amplo espectro, qual é a melhor conduta a seguir?