Questões de Concurso Para terapia ocupacional

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Q3807396 Terapia Ocupacional

Em uma escola da Rede Municipal de Ensino, a terapeuta ocupacional e a professora de uma turma do 7º ano do ensino fundamental (anos finais) discutem estratégias para favorecer a participação de um estudante que demonstra dispersão e dificuldade em concluir tarefas.  


Com base na afirmação de Alves & Silva (2022) de que “o trabalho em conjunto do professor com o terapeuta ocupacional pode ser potente na criação de relações que proporcionem melhorias na inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE), facilitando o engajamento destes nos processos educacionais”, qual das opções abaixo expressa a característica central dessa parceria?

Alternativas
Q3807395 Terapia Ocupacional
Analise a situação retirada do texto de Alves & Silva (2022): “verificou-se, nas aulas de Educação Física, a dificuldade de um aluno em participar com os outros colegas, devido às alterações na coordenação motora grossa e visomotora. Sugeriu-se ao professor que desenvolvesse atividades e jogos em duplas ou trios, de tal forma que a complexidade dos exercícios com a bola aumentasse gradativamente.” Assinale o objetivo principal desta intervenção sugerida pelo terapeuta ocupacional:
Alternativas
Q3807394 Terapia Ocupacional
Marque a alternativa correta. De acordo com a análise dos resultados do estudo de Alves & Silva (2022), a contribuição do terapeuta ocupacional no contexto escolar foi reconhecida pelos professores como:
Alternativas
Q3807393 Terapia Ocupacional

Analise a frase retirada do texto de Alves & Silva (2022): “Oferecer comandos de forma clara, por meio da repetição e do estímulo auditivo e visual, parece ser uma maneira de reforçar o que o aluno deve fazer no que tange às atividades escolares.”

Neste caso, o terapeuta ocupacional e o professor estão oferecendo adaptações razoáveis voltadas principalmente para:

Alternativas
Q3807392 Terapia Ocupacional

Uma instituição privada de educação infantil implementa um protocolo interno que determina que todas as crianças com paralisia cerebral classe GMFCS II–V devem receber um “kit padrão de tecnologia assistiva”, composto por utensílios préselecionados (talheres adaptados, pranchas de comunicação pictográfica genérica e cadeiras posturais padronizadas). O protocolo foi criado para “otimizar recursos e evitar variações entre profissionais”.

A terapeuta ocupacional responsável é pressionada a seguir o protocolo, mesmo quando observa que:


⋅ a criança demonstra preferência por objetos não padronizados, construídos com a turma;


⋅ as rotinas pedagógicas são rígidas e não permitem a experimentação de novos modos de participação;


⋅ o kit é introduzido sem análise da atividade, do ambiente, da demanda escolar ou da agência da criança;


⋅ professores entendem a Tecnologia Assistiva (TA) como “equipamento terapêutico” e não como recurso pedagógico de mediação.



Considerando Rocha & Deliberato (2012) e discussões contemporâneas sobre participação, qual é o erro conceitual mais grave do protocolo e qual deve ser a atuação da terapeuta ocupacional? 

Alternativas
Q3807391 Terapia Ocupacional

Uma universidade pública inicia uma política de inclusão que foca exclusivamente na reforma arquitetônica dos prédios (rampas, barras, elevadores), mantendo inalterados:



⋅ os critérios de avaliação,


⋅ horários incompatíveis com rotinas de cuidado de estudantes com deficiência,


⋅ metodologias centradas em longas exposições orais sem pausas,


⋅ aspectos de acessibilidade comunicacional (materiais não adaptados, linguagem técnica inacessível),


⋅ práticas docentes que penalizam atrasos decorrentes de barreiras funcionais.



A equipe gestora afirma que “a acessibilidade está resolvida, pois agora tudo é fisicamente acessível”. Um grupo de estudantes denuncia que, apesar das reformas, segue excluído de atividades curriculares, provas e projetos de extensão.


Com base em Jurdi et al. (2024), e considerando a concepção ampliada de acessibilidade e justiça ocupacional, qual deve ser a análise e a atuação esperada da Terapia Ocupacional?

Alternativas
Q3807390 Terapia Ocupacional

Em uma reunião intersetorial entre profissionais da saúde, educação e assistência social, o terapeuta ocupacional Felipe é questionado sobre sua função no acompanhamento de um grupo de adolescentes em vulnerabilidade, que apresentam histórico de evasão escolar, uso de substâncias e conflitos com professores.


A equipe de saúde espera que ele trabalhe “as habilidades socioemocionais” dos jovens, enquanto a escola pede “oficinas de disciplina e comportamento”.


Felipe propõe um projeto intitulado “Ocupar a Escola: corpos, espaços e sentidos”, com atividades de coautoria dos estudantes na reorganização dos espaços e regras do recreio, utilizando fotografia, teatro e grafite.


Diante da resistência de parte dos profissionais, que consideram a proposta “muito artística e pouco terapêutica”, qual fundamentação melhor justifica sua pertinência segundo Souza, Borba & Lopes (2024), Folha et al. (2023) e Mecca (2022)?

Alternativas
Q3807389 Terapia Ocupacional

Uma Secretaria de Educação elabora uma política de apoio escolar que prevê “salas de recursos como espaços terapêuticos”. O texto afirma que a função central desses espaços é “corrigir déficits funcionais antes do retorno à sala comum”. A escola solicita ao Terapeuta Ocupacional que organize “grupos terapêuticos de estimulação” fora da sala regular.


De acordo com Lins et al. (2023), práticas que retiram o aluno da sala comum reforçam a segregação. E, segundo Souza et al. (2024), a Terapia Ocupacional deve atuar como ponte crítica entre políticas públicas e práticas reais.


Qual deve ser a postura técnica do terapeuta ocupacional? 

Alternativas
Q3807388 Terapia Ocupacional

Durante a análise da rotina de uma escola do DF, uma terapeuta ocupacional identifica que crianças imigrantes recém-chegadas não participam das atividades de roda, evitam interações no recreio e se isolam durante atividades de brincadeira livre. As professoras interpretam isso como “timidez” ou “falta de interesse”, mas observações revelam barreiras linguísticas, ausência de mediação cultural e pouca flexibilidade nas regras de participação.


Com base na análise do brincar como prática sociocultural (Folha et al., 2023) e na concepção de escola como espaço de formação cultural e política (Souza et al., 2024), qual deve ser o foco da intervenção do terapeuta ocupacional?

Alternativas
Q3807387 Terapia Ocupacional

Uma escola de educação infantil relata que crianças autistas “têm dificuldade de participar das brincadeiras do parque” e atribui isso exclusivamente à falta de compreensão das regras. Entretanto, observações sistemáticas mostram que as regras são rígidas, impostas por um pequeno grupo, sem negociação, e que o espaço físico limita interações colaborativas.


Segundo Folha et al. (2023), a participação na brincadeira não é uma propriedade individual da criança, mas um fenômeno relacional, cultural e marcado pela organização do ambiente físico e social.


Os autores reforçam que desigualdades de participação surgem justamente quando os contextos não oferecem oportunidades equitativas de engajamento.


À luz desse entendimento, qual interpretação o terapeuta ocupacional deve assumir? 

Alternativas
Q3807386 Terapia Ocupacional

Nos últimos anos, diversos estudos têm apontado que a presença do terapeuta ocupacional nas escolas brasileiras ainda é fortemente atravessada por modelos clínicos, fluxos de encaminhamento centrados no laudo médico e práticas individualizantes, mesmo em redes públicas que afirmam seguir políticas inclusivas. De acordo com Souza, Borba & Lopes (2024), essa hegemonia não decorre apenas de um problema operacional, mas de uma matriz epistemológica que ainda associa “dificuldades escolares” a “déficits individuais”, deslocando a análise das barreiras institucionais para o corpo do estudante.


Durante uma reunião intersetorial, a direção de uma escola expressa:


“Entendemos que participação e acessibilidade são importantes, mas o sistema oficial exige laudo para liberar apoio. Sem laudo, não temos o que fazer. A escola não tem estrutura para trabalhar com essas perspectivas abstratas.”


Esse posicionamento evidencia o tensionamento entre o paradigma biomédico e aquele defendido pelos autores citados, que propõem uma escola de massa capaz de responder às singularidades sem patologização. 


Diante desse cenário, qual deve ser a conduta técnica e ética do terapeuta ocupacional, considerando também as discussões de Souto, Gomes & Folha (2018) sobre medicalização e análises institucionais?

Alternativas
Q3807385 Terapia Ocupacional

Folha et al. (2020), descrevem uma série de instrumentos de avaliação que podem ser usados pelo terapeuta ocupacional no contexto escolar. Um deles trata-se de instrumento que avalia a participação nos ambientes da casa, da escola e da comunidade, a partir da percepção de seus pais e/ou responsáveis. Permite a compreensão sobre o nível atual de participação, ao mesmo tempo que incentiva estratégias de resolução de problemas para melhor apoiar uma maior participação. Sua utilização favorece o desenvolvimento de intervenções centradas no contexto e na participação. O nome do instrumento descrito é: 

Alternativas
Q3807384 Terapia Ocupacional

O Art. 5° da Res. 500 (COFFITO, 2018) refere que o exercício do Terapeuta Ocupacional Especialista no Contexto Escolar envolve conhecimento em várias áreas, dentre elas acerca de instrumentos de mensuração e avaliação relacionados ao contexto escolar. Folha, Gregorutti, Okuda e Sant’Anna (2020) dialogam a respeito de instrumentos que podem ser potencialmente relevantes nesse cenário. Assinale a alternativa que lista exemplos de avaliações comumente utilizadas na atuação do terapeuta ocupacional em contextos escolares:

Alternativas
Q3807383 Terapia Ocupacional

Madaschi (2023) explora, analisa e relata exemplos de percursos inclusivos a partir da utilização da Tecnologia Assistiva como recurso do terapeuta ocupacional no contexto escolar. A esse respeito, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q3807382 Terapia Ocupacional

Assinale a alternativa que melhor ilustra a abordagem top-down na atuação do Terapeuta Ocupacional em contexto escolar:

Alternativas
Q3807381 Terapia Ocupacional

Um terapeuta ocupacional especialista em Terapia Ocupacional em contextos escolares foi contratado para atuar em uma escola de ensino fundamental que atende crianças com e sem deficiência. Ao iniciar seu trabalho neste contexto, qual deve ser o ponto de partida para o planejamento e desenvolvimento de suas ações profissionais?

Alternativas
Q3807380 Terapia Ocupacional

Segundo Madaschi (2023), as melhores práticas da Terapia Ocupacional no contexto escolar podem ser pensadas em torno de grandes eixos de base. Leia as afirmativas abaixo:



I. Sob uma perspectiva do terapeuta ocupacional: focando na compreensão do contexto educacional e em reflexões do papel da Terapia Ocupacional.


II. A partir da atuação clínica, com vistas a promover o desenvolvimento dos componentes de desempenho ocupacional que se relacionem às atividades que a criança realiza na escola.


III. Em ocupações relacionadas à escola, com diferentes abordagens centradas na ocupação: fazer, ser e estar com os outros, influenciando o desempenho ocupacional do aluno.


IV. Por meio de atuação individualizada com o professor do estudante que requer alguma adaptação, de modo a orientar o professor sobre suas condutas pedagógicas sem a necessidade de conhecer e/ou avaliar o estudante.


V. Na perspectiva da colaboração, visto que a atuação do terapeuta ocupacional no contexto escolar envolve desenvolver observações e análises sistemáticas, bem como diálogos com a equipe escolar.


As afirmativas que correspondem às boas práticas conforme o referencial adotado são expressas na alternativa: 

Alternativas
Q3807379 Terapia Ocupacional

No estudo de Lins et al., (2023), sobre as práticas e desafios do terapeuta ocupacional em contextos escolares no Distrito Federal, foram identificadas ações como formação de professores e auxiliares, adaptação curricular e de atividades, e ajustes no mobiliário. Nesta perspectiva, marque a alternativa que mais se alinha ao papel da Terapia Ocupacional como especialidade no campo educacional? 

Alternativas
Q3807378 Terapia Ocupacional

O estudo de Jurdi et al., (2024), traz as dimensões de acessibilidade contidas no documento "Referenciais de Acessibilidade na Educação Superior" (Brasil, 2013b). Essas dimensões incluem a acessibilidade atitudinal, arquitetônica, metodológica ou pedagógica, programática, instrumental, nos transportes, na comunicação interpessoal, escrita e virtual, e digital. Nessa perspectiva, qual deve ser o foco central da prática específica da Terapia Ocupacional nesse contexto?

Alternativas
Q3807377 Terapia Ocupacional

Segundo Souto, Gomes e Folha (2018), o terapeuta ocupacional tem um olhar especializado voltado para as ocupações da criança no ambiente, e não apenas para suas limitações.


Durante a observação da rotina de um estudante do 5º ano, o terapeuta registra as seguintes observações:



1 Dificuldade para ir ao banheiro sozinho (precisa de ajuda para tirar a roupa);


2 Dificuldade para ler textos longos, saindo da sala com frequência;


3 No recreio, observa os colegas jogando futebol, mas não participa;


4 ️Chega à escola sonolento, com dificuldade de concentração nas primeiras aulas.



Com base nas ocupações escolares descritas pela Associação Americana de Terapia Ocupacional (AOTA) (2021), qual alternativa relaciona corretamente cada observação à categoria ocupacional correspondente? 

Alternativas
Respostas
941: E
942: C
943: C
944: D
945: C
946: C
947: A
948: C
949: C
950: B
951: C
952: B
953: B
954: D
955: B
956: E
957: E
958: C
959: D
960: E