Questões de Concurso
Para artes
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( ) Artistas de qualquer período da História da Arte podem ser abordados na Educação Infantil visando à formação do repertório artístico-cultural da criança pequena.
( ) Visitas monitoradas a espaços expositivos devem ser evitadas, pois podem restringir o olhar da criança sobre a obra.
( ) Espaços expositivos como museus e galerias são os únicos locais competentes, além da escola, para ampliar o repertório artístico-cultural da criança.
( ) A apresentação de obras contemporâneas deve ser evitada na Educação Infantil, a fim de preservar o imaginário e preparar a formação do repertório artístico-cultural da criança.
( ) Feiras de artesanato e festas tradicionais são espaços formais que contribuem para a formação do repertório visual das crianças.
Regina Silveira, Mundus Admirabilis, 2019.
Disponível em: https://reginasilveira.com/MUNDUS-ADMIRABILIS-1. ( ) No contexto do ensino de Arte na Educação Infantil, a abordagem triangular não é indicada, pois as crianças são muito pequenas para compreender os eixos da proposta.
( ) Para essa abordagem, a construção do conhecimento ocorre quando há o cruzamento entre experimentação, codificação e informação.
( ) O mais importante durante o desenvolvimento da proposta é incentivar apenas a expressão da criança sem nenhum interesse pela maneira como ela recebe, aprecia e usufrui a arte.
( ) No fazer artístico, leva-se em conta o processo criativo como sinônimo de interpretação e representação pessoal, por meio de interações com a linguagem plástica. O fazer, entretanto, não pode restringir-se à releitura de obras.
( ) Tendo em vista o alcance e aplicabilidade dessa proposta nas escolas brasileiras, Ana Mae Barbosa optou por nomear sua teoria como Metodologia Triangular.
“Aqueles que defendem a arte na escola meramente para libertar a emoção devem lembrar que podemos aprender muito pouco sobre nossas emoções se não formos capazes de refletir sobre elas. Na educação, o subjetivo, a vida interior e a vida emocional devem progredir, mas não ao acaso. Se a arte não é tratada como um conhecimento, mas somente como um ‘grito da alma’, não estamos oferecendo nem educação cognitiva, nem educação emocional” (BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. Tópicos utópicos. Belo Horizonte: C/ Arte, 1998).
I. Tendência Tradicional.
II. Tendência Escolanovista.
III. Tendência Tecnicista.
( ) “[...] a prática de colocar arte (desenho, colagem, modelagem etc.) no final de uma experiência, ligando-se a ela por meio de conteúdo, vem sendo utilizada ainda hoje na Escola Fundamental no Brasil, e está baseada na ideia de que a arte pode ajudar a compreensão dos conceitos, porque há elementos afetivos na cognição que são por ela mobilizados” (BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. Ensino da arte: memória e história. São Paulo: Perspectiva, 2008).
( ) “[...] o processo de aquisição dos conhecimentos é proposto através de elaborações intelectuais e com base nos modelos de pensamento desenvolvidos pelos adultos, tais como análise lógica, abstrata” (FERRAZ, Maria Heloísa; FUSARI, Maria Filisminda. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 1991).
( ) “Sua mesa ficava sobre uma plataforma mais alta, para marcar bem a ‘diferença’ [...]. Ensinava-se a copiar modelos – a classe toda apresentava o mesmo desenho – e o objetivo do professor era que seus alunos tivessem boa coordenação motora, precisão, aprendessem técnicas, adquirissem hábitos de limpeza e ordem nos trabalhos [...]” (MARTINS, Mirian Celeste; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria Terezinha Telles. Didática do ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998).
( ) “[...] implicou a veiculação de cada vez mais sentidos e valores alienígenas, visando a criação de uma forma de pensar e de viver baseada nos valores de consumo dos bens produzidos pelas modernas indústrias que aqui se implantaram [...]” (DUARTE JÚNIOR, João Francisco. Fundamentos estéticos da educação. São Paulo: Papirus, 2002).
( ) “[...] os elementos curriculares essenciais – objetivos, conteúdos, estratégias, técnicas, avaliação – apresentam-se interligados. No entanto, o que está em destaque é a própria organização racional, mecânica, desses elementos curriculares [...]” (FERRAZ, Maria Heloísa; FUSARI, Maria Filisminda. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 1991).
( ) A criança se exprime naturalmente, tanto do ponto de vista verbal como plástico ou corporal, sempre motivada pelo desejo da descoberta.
( ) Considerar a expressividade da criança pelo ângulo de seu desejo de descoberta significa entendê-la dentro de um processo de inter-relação com os outros e com a ambiência.
( ) A expressão infantil é a mobilização para o exterior de manifestações interiorizadas.
( ) A criança em atividade fabuladora não consegue participar ativamente do processo de criação e precisa ser conduzida pelo adulto.
( ) Sentir, fantasiar, perceber, imaginar e representar fazem parte do universo infantil e devem ser considerados durante o ensino da arte.
( ) O ensino da Arte na Educação Infantil deve considerar as especificidades da criança, seus repertórios e as interações do ensino com brincadeiras.
( ) O ensino da Arte na Educação Infantil deve limitar o uso de imagens da arte, pois as crianças só conseguem entender parte dos códigos visuais.
( ) O ensino da Arte na Educação Infantil é puramente prático, pois as crianças não conseguem assimilar a amplitude das imagens provenientes da história da arte.
( ) O ensino da Arte na Educação Infantil é puramente prático e sensorial, principalmente pela especificidade da faixa etária, que não precisa de propostas de leitura de imagem.
( ) O ensino da Arte na Educação Infantil visa ser algo prático, funcional e que prepare a criança para o manuseio de materiais no Ensino Fundamental.
“A cultura visual examina como as experiências cotidianas com o universo visual – dos vídeos às obras de arte – produzem, criam e disputam significados” (RANGEL, Susana. As infâncias nas tramas da cultura visual. In: MARTINS, Raimundo; TOURINHO, Irene. Cultura Visual e Infância: quando as imagens invadem a escola. Santa Maria: Ed. da UFSM, 2010).
I. Viktor Lowenfeld não considera a interferência de imagens externas para a produção infantil.
II. Georges Henri Luquet não considera que a compreensão da criança sobre o desenho esteja desassociada do sistema de significações da linguagem.
III. O uso de imagens da mídia como estímulo visual, comum durante a Escola Tradicional, auxilia o processo de desenvolvimento do desenho infantil.
IV. Para Rosa Iavelberg, o desenho cultivado compreende simultaneamente conhecimento técnico e fazer expressivo.
V. Na Escola Tecnicista, o ensino do desenho é pautado pelo rigor acadêmico e cânone clássico.
(Eduardo Srur. PETS, 2008. Intervenção urbana nas margens do rio Tietê, em São Paulo (SP).)
Com base na imagem, nos conhecimentos sobre arte contemporânea e sobre a produção do artista Eduardo Srur, assinale a alternativa correta.
O neoconcreto, nascido de uma necessidade de exprimir a complexa realidade do homem moderno dentro da linguagem estrutural da nova plástica, nega a validez das atitudes cientificistas e positivistas e marte e repõe o problema da expressão, incorporando as novas dimensões “verbais” criadas pela arte não figurativa construtiva [...] Não concebemos a obra de arte nem como “máquina” nem como “objeto”, mas como um quasi corpus, isto é, um ser cuja realidade não se esgota nas relações exteriores de seus elementos.
(Manifesto Neoconcreto [Texto publicado, originalmente, em 1959 no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil].)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Neoconcretismo brasileiro, relacione o nome dos artistas, na coluna da esquerda, com a obra de arte de sua autoria, na coluna da direita.
(I) Amilcar de Castro
(II) Hélio Oiticica
(III) Lygia Clark
(IV) Lygia Pape
(A)
(B)
(C)
(D)
Assinale a alternativa que contém a associação correta.
Com base no TO de Boal, considere as afirmativas a seguir.
I. Com jogos e exercícios cênicos, objetiva gerar a catarse em atores e não atores por meio da opressão e violência máxima de seus limites corporais e morais.
II. Método composto por exercícios e jogos teatrais que busca a desmecanização física e intelectual dos atores e não atores.
III. Importa dar acesso ao universo teatral às camadas sociais menos favorecidas, a fim de transformar a realidade por meio do diálogo e da representação teatral.
IV. Une a prática dos palcos com a sua teoria para conceber uma dramaturgia política.
Assinale a alternativa correta.