Questões de Concurso
Para museologia
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CASSARES, Norma Cianflone. Como fazer conservação preventiva em arquivos e bibliotecas. São Paulo: Arquivo do Estado, Imprensa Oficial: 2000.
Assinale a alternativa que exemplifica corretamente os danos indicados pela autora
Adaptado de The effect of heat and humidity on original wood-pulp papers, de HAVLÍNOVÁ, Bohuslava et al. A study of mechanical properties of papers exposed to various methods of accelerated ageing. Part I. Journal of Cultural Heritage, v. 10, n. 2, 2009.
Os gráficos representam os resultados obtidos em testes de envelhecimento acelerado realizados com quatro amostras de diferentes tipos de papel e mostram o percentual de perda de resistência à dobra. O eixo x mostra as condições de temperatura e Umidade Relativa a que as amostras foram submetidas e o eixo y mostra a porcentagem de perda de resistência à dobra depois de 3 dias (a) e depois de 28 dias (b). A amostra A corresponde ao papel alcalino, enquanto as outras três amostras foram produzidas com diferentes porcentagens de polpa mecânica e química e apresentavam pH ácido. Com base nos dados apresentados, pode-se afirmar:
I. Os museólogos têm como atribuição: organizar, planejar, dirigir e supervisionar museus, administrar, gerir exposições de caráter educativo e cultural, atividades educativas, e confiscar acervos privados que estejam em desacordo com a legislação.
II. Os museólogos podem cuidar da organização, planejamento, administração, direção e supervisão dos museus; podem lecionar Museologia, e podem também trabalhar com exposições de caráter educativo e cultural, com atividades educativas e culturais.
III. Os museólogos têm como atribuição ir à campo e desenvolver o trabalho arqueológico conjuntamente com o arqueólogo para realizar uma triagem mais adequada do material.
É correto o que se afirma em:
( ) número de tombo
( ) imagem de estruturas morfológicas
( ) nome do coletor
( ) sequência genética
( ) nome da espécie
( ) nome do gênero
“No entanto, percebemos as obras de arte como uma categoria especial de documento. Diferentes dos objetos históricos, que são criados inicialmente para uma função utilitária e quando investidos de valor simbólico são afastados desta função original para se tornarem documento, podemos considerar que as obras de arte nascem como objetos estéticos. O objeto de arte é criado a fim de possibilitar a experiência estética, e essa função é mantida no ambiente do museu. Uma obra de arte no contexto museológico não passa a ser somente um objeto histórico ou um documento, mas continua sendo apresentada e fruída pelo público como objeto estético. Desta forma, o objeto artístico musealizado sobrepõe duas dimensões: a estética e a documental.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade, Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
Neste excerto a autora, Mariana Estellita, apresenta as relações entre obras de arte, documentos e coleções museológicas. De acordo com a autora, é correto afirmar:
“Aqui há uma inversão do que poderíamos chamar obra de arte. Tradicionalmente, ela estava relacionada ao espaço e à materialidade; a delimitação física de um objeto fazia a separação da arte e da realidade. Para a estética relacional, essa relação é substituída, e a delimitação da obra de arte passa a ser uma duração momentânea. O que se considera obra não é mais o espaço físico a ser percorrido (mesmo que em alguns casos apenas com os olhos), mas se torna um tempo a ser vivenciado. Para o autor “[...] Já não se pode considerar a obra contemporânea como um espaço a ser percorrido [...]. Agora ela se apresenta como uma duração a ser experimentada, como uma abertura para a discussão ilimitada” (BOURRIAUD, 2009a, p. 20-21).
Esse tipo de linguagem, frequente na arte contemporânea, depende do trabalho da documentação para existir, ainda que somente enquanto memória ou informação de uma obra definitivamente acabada.
No entanto, quando a arte contemporânea desloca a lógica de produção e compreensão da obra de arte e se desvincula da materialidade, ela produz um impacto na documentação museológica, que está estruturada sobre uma lógica moderna, hierárquica e linear. É precisamente esta diferença entre a lógica moderna da documentação - que trabalha a noção de documento e de obra de arte a partir da materialidade do suporte - e a nova concepção de obra trazida pela arte contemporânea, que provoca uma desarticulação estrutural que pode dificultar o acesso à informação. Com relação às obras tradicionais, cujo processo de comunicação se dá através da contemplação visual, o sistema de documentação e recuperação da informação é funcional e está adequado a esta tipologia de acervo. No caso das obras de arte contemporânea, há demandas por novas estratégias de documentação museológica que viabilizem a permanência destas linguagens independente de sua materialidade.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade, Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
Considerando as reflexões sobre acervo, documentação e arte contemporânea nos excertos do texto, assinale a alternativa correta.

