Questões de Concurso Para letras

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Q4345173 Português
Leia o Texto:


Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.


Fonte: Crônica do Amor - Por Arnaldo Jabour
No desenvolvimento da crônica, o autor apresenta pessoas com características aparentemente desejáveis — honestidade, beleza, bom emprego, inteligência, bom humor, entre outras — e, posteriormente, questiona por que algumas delas continuam sem um relacionamento amoroso.

A estratégia argumentativa utilizada contribui para a coerência do texto porque:
Alternativas
Q4345172 Português
Leia o Texto:


Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.


Fonte: Crônica do Amor - Por Arnaldo Jabour
Ao afirmar que “O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão”, o autor defende que:
Alternativas
Q4345171 Português
Leia o Texto:


Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.


Fonte: Crônica do Amor - Por Arnaldo Jabour
No trecho:

“Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.”

Os verbos destacados encontram-se no:
Alternativas
Q4345135 Inglês
Q40.png (412×277)
(Adapted from https://br.pinterest.com/pin/48132289740225210/ using AI)

Considering the multimodal construction of this meme, which of the following statements best explains the central critical message conveyed by the image labelled “How it really is in everyday life” in relation to the other five images?
Alternativas
Q4345134 Inglês
Read text below and answer question accordingly.


English Language Teaching in Brazil: A Gap in Policy, Problems in Practice


Only three percent of Brazilians are estimated to speak English despite the status of this language as a mandatory subject. This fact relates to a gap in foreign language teaching policy documents: the National Education Guidelines and Framework Law (LDB), and the National Curriculum Parameters (PCN). These documents for many years did not prescribe the necessary conditions for English Language Teaching (ELT) to take place effectively, often focusing on reading due to a lack of resources or large classes.

LDB mandated the teaching of a foreign language chosen locally from grades 5 to 12. A recent reform in 2017 has added that English will be the foreign language taught in secondary school (from grade 6 up) throughout the country. Previous versions of LDB, however, did not mandate the teaching of English, leading to the perception that only in private language centers could students learn the language.

The effectiveness of ELT in basic education remains low because policies impact the quality of teacher education, the availability of pedagogical resources, and the number of students in the classroom. Most schools are equipped with basic materials like blackboards and chairs, but few have audiovisual equipment installed in every classroom. This reality shows why many teachers stick to the textbook most of the time.

Many English teachers in Brazil do not speak the language fluently because most undergraduate programs offer a dual major (English and Portuguese). Often, aspiring teachers enroll because they actually want to teach Portuguese. Consequently, these teachers reproduce in their classrooms the approaches in which they were taught as students, focusing on grammar-translation rather than modern communicative methods.

Misconceptions about the language also contribute to a lack of motivation. Some believe English is only from England or the USA. To correct this, BNCC (National Common Curriculum Base) suggests an intercultural approach to make the study of a foreign language more socially and culturally relevant. BNCC aims to raise awareness of the global web in which English is involved, and it is treating it as a tool for citizenship.


(Adapted from: BATISTA, F. C. A. English Language Teaching in Brazil: A Gap in Policy, Problems in Practice. English Language Teaching, v. 13, n. 8, p. 135- 145, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5539/elt.v13n8p135. Acesso em: 30 maio 2026.)
In the sentence “The effectiveness of ELT in basic education remains low because policies impact the quality of teacher education”, the word ‘effectiveness’ is
Alternativas
Q4345133 Inglês
Read text below and answer question accordingly.


English Language Teaching in Brazil: A Gap in Policy, Problems in Practice


Only three percent of Brazilians are estimated to speak English despite the status of this language as a mandatory subject. This fact relates to a gap in foreign language teaching policy documents: the National Education Guidelines and Framework Law (LDB), and the National Curriculum Parameters (PCN). These documents for many years did not prescribe the necessary conditions for English Language Teaching (ELT) to take place effectively, often focusing on reading due to a lack of resources or large classes.

LDB mandated the teaching of a foreign language chosen locally from grades 5 to 12. A recent reform in 2017 has added that English will be the foreign language taught in secondary school (from grade 6 up) throughout the country. Previous versions of LDB, however, did not mandate the teaching of English, leading to the perception that only in private language centers could students learn the language.

The effectiveness of ELT in basic education remains low because policies impact the quality of teacher education, the availability of pedagogical resources, and the number of students in the classroom. Most schools are equipped with basic materials like blackboards and chairs, but few have audiovisual equipment installed in every classroom. This reality shows why many teachers stick to the textbook most of the time.

Many English teachers in Brazil do not speak the language fluently because most undergraduate programs offer a dual major (English and Portuguese). Often, aspiring teachers enroll because they actually want to teach Portuguese. Consequently, these teachers reproduce in their classrooms the approaches in which they were taught as students, focusing on grammar-translation rather than modern communicative methods.

Misconceptions about the language also contribute to a lack of motivation. Some believe English is only from England or the USA. To correct this, BNCC (National Common Curriculum Base) suggests an intercultural approach to make the study of a foreign language more socially and culturally relevant. BNCC aims to raise awareness of the global web in which English is involved, and it is treating it as a tool for citizenship.


(Adapted from: BATISTA, F. C. A. English Language Teaching in Brazil: A Gap in Policy, Problems in Practice. English Language Teaching, v. 13, n. 8, p. 135- 145, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5539/elt.v13n8p135. Acesso em: 30 maio 2026.)
Number the following Verb Tenses (in Column B) according to the sentences (in Column A). Choose the option that corresponds to the correct sequence.

Column A

( 1 ) This fact relates to a gap in foreign language teaching policy documents.
( 2 ) […] and it is treating it as a tool for citizenship.
( 3 ) A recent reform in 2017 has added that English […]
( 4 ) Previous versions of LDB, however, did not mandate the teaching of English […]

Column B

( ) Present Perfect
( ) Present Continuous
( ) Present Simple
( ) Past Simple
Alternativas
Q4345132 Inglês
Read text below and answer question accordingly.


English Language Teaching in Brazil: A Gap in Policy, Problems in Practice


Only three percent of Brazilians are estimated to speak English despite the status of this language as a mandatory subject. This fact relates to a gap in foreign language teaching policy documents: the National Education Guidelines and Framework Law (LDB), and the National Curriculum Parameters (PCN). These documents for many years did not prescribe the necessary conditions for English Language Teaching (ELT) to take place effectively, often focusing on reading due to a lack of resources or large classes.

LDB mandated the teaching of a foreign language chosen locally from grades 5 to 12. A recent reform in 2017 has added that English will be the foreign language taught in secondary school (from grade 6 up) throughout the country. Previous versions of LDB, however, did not mandate the teaching of English, leading to the perception that only in private language centers could students learn the language.

The effectiveness of ELT in basic education remains low because policies impact the quality of teacher education, the availability of pedagogical resources, and the number of students in the classroom. Most schools are equipped with basic materials like blackboards and chairs, but few have audiovisual equipment installed in every classroom. This reality shows why many teachers stick to the textbook most of the time.

Many English teachers in Brazil do not speak the language fluently because most undergraduate programs offer a dual major (English and Portuguese). Often, aspiring teachers enroll because they actually want to teach Portuguese. Consequently, these teachers reproduce in their classrooms the approaches in which they were taught as students, focusing on grammar-translation rather than modern communicative methods.

Misconceptions about the language also contribute to a lack of motivation. Some believe English is only from England or the USA. To correct this, BNCC (National Common Curriculum Base) suggests an intercultural approach to make the study of a foreign language more socially and culturally relevant. BNCC aims to raise awareness of the global web in which English is involved, and it is treating it as a tool for citizenship.


(Adapted from: BATISTA, F. C. A. English Language Teaching in Brazil: A Gap in Policy, Problems in Practice. English Language Teaching, v. 13, n. 8, p. 135- 145, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5539/elt.v13n8p135. Acesso em: 30 maio 2026.)
Mark the following statements as True (T) or False (F) based on text. Choose the option that corresponds to the correct sequence.

( ) The LDB made foreign languages mandatory for all high school students.
( ) Most Brazilian schools have high-tech audiovisual equipment preinstalled in every classroom.
( ) The perception that English is only learned in private centers is linked to limited results of past educational laws.
( ) The intercultural approach aims to make English lessons more socially relevant.
Alternativas
Q4345131 Inglês
Read text below and answer question accordingly.


English Language Teaching in Brazil: A Gap in Policy, Problems in Practice


Only three percent of Brazilians are estimated to speak English despite the status of this language as a mandatory subject. This fact relates to a gap in foreign language teaching policy documents: the National Education Guidelines and Framework Law (LDB), and the National Curriculum Parameters (PCN). These documents for many years did not prescribe the necessary conditions for English Language Teaching (ELT) to take place effectively, often focusing on reading due to a lack of resources or large classes.

LDB mandated the teaching of a foreign language chosen locally from grades 5 to 12. A recent reform in 2017 has added that English will be the foreign language taught in secondary school (from grade 6 up) throughout the country. Previous versions of LDB, however, did not mandate the teaching of English, leading to the perception that only in private language centers could students learn the language.

The effectiveness of ELT in basic education remains low because policies impact the quality of teacher education, the availability of pedagogical resources, and the number of students in the classroom. Most schools are equipped with basic materials like blackboards and chairs, but few have audiovisual equipment installed in every classroom. This reality shows why many teachers stick to the textbook most of the time.

Many English teachers in Brazil do not speak the language fluently because most undergraduate programs offer a dual major (English and Portuguese). Often, aspiring teachers enroll because they actually want to teach Portuguese. Consequently, these teachers reproduce in their classrooms the approaches in which they were taught as students, focusing on grammar-translation rather than modern communicative methods.

Misconceptions about the language also contribute to a lack of motivation. Some believe English is only from England or the USA. To correct this, BNCC (National Common Curriculum Base) suggests an intercultural approach to make the study of a foreign language more socially and culturally relevant. BNCC aims to raise awareness of the global web in which English is involved, and it is treating it as a tool for citizenship.


(Adapted from: BATISTA, F. C. A. English Language Teaching in Brazil: A Gap in Policy, Problems in Practice. English Language Teaching, v. 13, n. 8, p. 135- 145, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5539/elt.v13n8p135. Acesso em: 30 maio 2026.)
According to text and BNCC principles, the "intercultural approach" is recommended in order to 
Alternativas
Q4345130 Inglês
Read text below and answer question accordingly.


English Language Teaching in Brazil: A Gap in Policy, Problems in Practice


Only three percent of Brazilians are estimated to speak English despite the status of this language as a mandatory subject. This fact relates to a gap in foreign language teaching policy documents: the National Education Guidelines and Framework Law (LDB), and the National Curriculum Parameters (PCN). These documents for many years did not prescribe the necessary conditions for English Language Teaching (ELT) to take place effectively, often focusing on reading due to a lack of resources or large classes.

LDB mandated the teaching of a foreign language chosen locally from grades 5 to 12. A recent reform in 2017 has added that English will be the foreign language taught in secondary school (from grade 6 up) throughout the country. Previous versions of LDB, however, did not mandate the teaching of English, leading to the perception that only in private language centers could students learn the language.

The effectiveness of ELT in basic education remains low because policies impact the quality of teacher education, the availability of pedagogical resources, and the number of students in the classroom. Most schools are equipped with basic materials like blackboards and chairs, but few have audiovisual equipment installed in every classroom. This reality shows why many teachers stick to the textbook most of the time.

Many English teachers in Brazil do not speak the language fluently because most undergraduate programs offer a dual major (English and Portuguese). Often, aspiring teachers enroll because they actually want to teach Portuguese. Consequently, these teachers reproduce in their classrooms the approaches in which they were taught as students, focusing on grammar-translation rather than modern communicative methods.

Misconceptions about the language also contribute to a lack of motivation. Some believe English is only from England or the USA. To correct this, BNCC (National Common Curriculum Base) suggests an intercultural approach to make the study of a foreign language more socially and culturally relevant. BNCC aims to raise awareness of the global web in which English is involved, and it is treating it as a tool for citizenship.


(Adapted from: BATISTA, F. C. A. English Language Teaching in Brazil: A Gap in Policy, Problems in Practice. English Language Teaching, v. 13, n. 8, p. 135- 145, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5539/elt.v13n8p135. Acesso em: 30 maio 2026.)
According to text, the low percentage of English speakers in Brazil is primarily attributed to
Alternativas
Q4345129 Inglês
Read text below and answer questionão accordingly.


The Future of Language Education: Teachers’ Perceptions About the Surge of Large Language Models like ChatGPT


(1) Large Language Models (LLMs) like ChatGPT have been described as a disruptive technology — an innovation that significantly alters or even revolutionises an existing industry, often introducing new approaches, challenging established methodologies, or interpreting older methods as obsolete.

(2) LLMs are computational models that have the capability to understand and generate human language. This capacity to generate human language has the potential to transform language teaching and learning.

(3) Teachers can use LLM tools to personalise learning, plan lessons, create quizzes or other learning activities, and to provide feedback. In second language (L2) classes, teachers could use these models to explain grammar, propose improvements in grammar and style, and facilitate conversational practice. These affordances are an advantage to instructors, saving them time and providing personalised instructional support, and many educators are excited to try working with LLMs.

(4) But, as it is common with any new technology, many others are fearful of LLMs’ potential to disturb the way that students approach classroom learning. Fear of new technologies is not uncommon because they require educators to adapt, which can be intimidating; educators may question their pedagogical effectiveness or the loss of human interaction.

(5) The results of a survey conducted with 65 language instructors showed mixed feelings: ranging from excitement for the pedagogical potential of ChatGPT to fear of potential academic dishonesty and job security.

(6) Importantly, those who had previously engaged with the tool expressed greater enthusiasm for its wider application compared to their counterparts with no such experience. This suggests that familiarity may mitigate apprehension and foster a more optimistic outlook on the potential of ChatGPT in educational settings. Whether language instructors are in admiration or fear of ChatGPT, Artificial Intelligence (AI) tools are here to stay — rather than ignore them, we must quickly learn to use them, understand the challenges and benefits, and develop both instructional approaches and policies.


(Adapted from: ZIMOTTI, G.; FRANCES, C.; WHITAKER, L. Technology in Language Teaching & Learning. Technology in Language Teaching & Learning, v. 6, n. 2, p. 1-24, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.29140/tltl.v6n2.1136. Acesso em: 30 maio 2026.)
In paragraph 6, the sentence “[…] we must quickly learn to use them […]” could be correctly transformed into a question without changing its meaning in the option:
Alternativas
Q4345128 Inglês
Read text below and answer questionão accordingly.


The Future of Language Education: Teachers’ Perceptions About the Surge of Large Language Models like ChatGPT


(1) Large Language Models (LLMs) like ChatGPT have been described as a disruptive technology — an innovation that significantly alters or even revolutionises an existing industry, often introducing new approaches, challenging established methodologies, or interpreting older methods as obsolete.

(2) LLMs are computational models that have the capability to understand and generate human language. This capacity to generate human language has the potential to transform language teaching and learning.

(3) Teachers can use LLM tools to personalise learning, plan lessons, create quizzes or other learning activities, and to provide feedback. In second language (L2) classes, teachers could use these models to explain grammar, propose improvements in grammar and style, and facilitate conversational practice. These affordances are an advantage to instructors, saving them time and providing personalised instructional support, and many educators are excited to try working with LLMs.

(4) But, as it is common with any new technology, many others are fearful of LLMs’ potential to disturb the way that students approach classroom learning. Fear of new technologies is not uncommon because they require educators to adapt, which can be intimidating; educators may question their pedagogical effectiveness or the loss of human interaction.

(5) The results of a survey conducted with 65 language instructors showed mixed feelings: ranging from excitement for the pedagogical potential of ChatGPT to fear of potential academic dishonesty and job security.

(6) Importantly, those who had previously engaged with the tool expressed greater enthusiasm for its wider application compared to their counterparts with no such experience. This suggests that familiarity may mitigate apprehension and foster a more optimistic outlook on the potential of ChatGPT in educational settings. Whether language instructors are in admiration or fear of ChatGPT, Artificial Intelligence (AI) tools are here to stay — rather than ignore them, we must quickly learn to use them, understand the challenges and benefits, and develop both instructional approaches and policies.


(Adapted from: ZIMOTTI, G.; FRANCES, C.; WHITAKER, L. Technology in Language Teaching & Learning. Technology in Language Teaching & Learning, v. 6, n. 2, p. 1-24, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.29140/tltl.v6n2.1136. Acesso em: 30 maio 2026.)
In the sentence “But, as it is common with any new technology, many others are fearful of LLMs’ potential to disturb the way that students approach classroom learning”, the word ‘fearful’ 
Alternativas
Q4345127 Inglês
Read text below and answer questionão accordingly.


The Future of Language Education: Teachers’ Perceptions About the Surge of Large Language Models like ChatGPT


(1) Large Language Models (LLMs) like ChatGPT have been described as a disruptive technology — an innovation that significantly alters or even revolutionises an existing industry, often introducing new approaches, challenging established methodologies, or interpreting older methods as obsolete.

(2) LLMs are computational models that have the capability to understand and generate human language. This capacity to generate human language has the potential to transform language teaching and learning.

(3) Teachers can use LLM tools to personalise learning, plan lessons, create quizzes or other learning activities, and to provide feedback. In second language (L2) classes, teachers could use these models to explain grammar, propose improvements in grammar and style, and facilitate conversational practice. These affordances are an advantage to instructors, saving them time and providing personalised instructional support, and many educators are excited to try working with LLMs.

(4) But, as it is common with any new technology, many others are fearful of LLMs’ potential to disturb the way that students approach classroom learning. Fear of new technologies is not uncommon because they require educators to adapt, which can be intimidating; educators may question their pedagogical effectiveness or the loss of human interaction.

(5) The results of a survey conducted with 65 language instructors showed mixed feelings: ranging from excitement for the pedagogical potential of ChatGPT to fear of potential academic dishonesty and job security.

(6) Importantly, those who had previously engaged with the tool expressed greater enthusiasm for its wider application compared to their counterparts with no such experience. This suggests that familiarity may mitigate apprehension and foster a more optimistic outlook on the potential of ChatGPT in educational settings. Whether language instructors are in admiration or fear of ChatGPT, Artificial Intelligence (AI) tools are here to stay — rather than ignore them, we must quickly learn to use them, understand the challenges and benefits, and develop both instructional approaches and policies.


(Adapted from: ZIMOTTI, G.; FRANCES, C.; WHITAKER, L. Technology in Language Teaching & Learning. Technology in Language Teaching & Learning, v. 6, n. 2, p. 1-24, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.29140/tltl.v6n2.1136. Acesso em: 30 maio 2026.)
Which statement best describes the difference between professionals who had had previous experience with ChatGPT and those who had not, as presented by the authors? 
Alternativas
Q4345126 Inglês
Read text below and answer questionão accordingly.


The Future of Language Education: Teachers’ Perceptions About the Surge of Large Language Models like ChatGPT


(1) Large Language Models (LLMs) like ChatGPT have been described as a disruptive technology — an innovation that significantly alters or even revolutionises an existing industry, often introducing new approaches, challenging established methodologies, or interpreting older methods as obsolete.

(2) LLMs are computational models that have the capability to understand and generate human language. This capacity to generate human language has the potential to transform language teaching and learning.

(3) Teachers can use LLM tools to personalise learning, plan lessons, create quizzes or other learning activities, and to provide feedback. In second language (L2) classes, teachers could use these models to explain grammar, propose improvements in grammar and style, and facilitate conversational practice. These affordances are an advantage to instructors, saving them time and providing personalised instructional support, and many educators are excited to try working with LLMs.

(4) But, as it is common with any new technology, many others are fearful of LLMs’ potential to disturb the way that students approach classroom learning. Fear of new technologies is not uncommon because they require educators to adapt, which can be intimidating; educators may question their pedagogical effectiveness or the loss of human interaction.

(5) The results of a survey conducted with 65 language instructors showed mixed feelings: ranging from excitement for the pedagogical potential of ChatGPT to fear of potential academic dishonesty and job security.

(6) Importantly, those who had previously engaged with the tool expressed greater enthusiasm for its wider application compared to their counterparts with no such experience. This suggests that familiarity may mitigate apprehension and foster a more optimistic outlook on the potential of ChatGPT in educational settings. Whether language instructors are in admiration or fear of ChatGPT, Artificial Intelligence (AI) tools are here to stay — rather than ignore them, we must quickly learn to use them, understand the challenges and benefits, and develop both instructional approaches and policies.


(Adapted from: ZIMOTTI, G.; FRANCES, C.; WHITAKER, L. Technology in Language Teaching & Learning. Technology in Language Teaching & Learning, v. 6, n. 2, p. 1-24, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.29140/tltl.v6n2.1136. Acesso em: 30 maio 2026.)
In paragraph 3, the text states: "Teachers can use LLM tools to personalise learning, plan lessons, create quizzes or other learning activities, and to provide feedback." What does the modal verb ‘can’ express in this context? 
Alternativas
Q4345125 Inglês
Read text below and answer questionão accordingly.


The Future of Language Education: Teachers’ Perceptions About the Surge of Large Language Models like ChatGPT


(1) Large Language Models (LLMs) like ChatGPT have been described as a disruptive technology — an innovation that significantly alters or even revolutionises an existing industry, often introducing new approaches, challenging established methodologies, or interpreting older methods as obsolete.

(2) LLMs are computational models that have the capability to understand and generate human language. This capacity to generate human language has the potential to transform language teaching and learning.

(3) Teachers can use LLM tools to personalise learning, plan lessons, create quizzes or other learning activities, and to provide feedback. In second language (L2) classes, teachers could use these models to explain grammar, propose improvements in grammar and style, and facilitate conversational practice. These affordances are an advantage to instructors, saving them time and providing personalised instructional support, and many educators are excited to try working with LLMs.

(4) But, as it is common with any new technology, many others are fearful of LLMs’ potential to disturb the way that students approach classroom learning. Fear of new technologies is not uncommon because they require educators to adapt, which can be intimidating; educators may question their pedagogical effectiveness or the loss of human interaction.

(5) The results of a survey conducted with 65 language instructors showed mixed feelings: ranging from excitement for the pedagogical potential of ChatGPT to fear of potential academic dishonesty and job security.

(6) Importantly, those who had previously engaged with the tool expressed greater enthusiasm for its wider application compared to their counterparts with no such experience. This suggests that familiarity may mitigate apprehension and foster a more optimistic outlook on the potential of ChatGPT in educational settings. Whether language instructors are in admiration or fear of ChatGPT, Artificial Intelligence (AI) tools are here to stay — rather than ignore them, we must quickly learn to use them, understand the challenges and benefits, and develop both instructional approaches and policies.


(Adapted from: ZIMOTTI, G.; FRANCES, C.; WHITAKER, L. Technology in Language Teaching & Learning. Technology in Language Teaching & Learning, v. 6, n. 2, p. 1-24, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.29140/tltl.v6n2.1136. Acesso em: 30 maio 2026.)
The text describes Large Language Models (LLMs) as a "disruptive technology." Based on the argument provided in paragraph 1, which of the following scenarios best illustrates why LLMs can be considered disruptive in the context of language education? 
Alternativas
Q4345110 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Parágrafo de referência para responder à questão.

“O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.” 



É correto apontar a prevalência da função referencial da linguagem em:

Alternativas
Q4345109 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Parágrafo de referência para responder à questão.

“O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.” 


“A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não.”

Nesse trecho, preservando-se a relação semântica, o ‘ponto e vírgula’ poderia ser substituído por
Alternativas
Q4345108 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Considere o parágrafo para responder à questão.

“Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.”


A oração “A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos.” estabelece com a oração “Não se trata de negar o valor da exploração espacial.” uma relação semântica de: 
Alternativas
Q4345107 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Considere o parágrafo para responder à questão.

“Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.”

Considerando a estrutura sintática desse parágrafo, é correto inferir que o articulista expressa indignação no
Alternativas
Q4345106 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
“(...) o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética “

Sobre o predicado da oração acima, analise os itens a seguir.

I. Apresenta dois complementos verbais.
II. Trata-se de predicado verbo-nominal.
III. É composto por verbo de ligação.
IV. Apresenta predicativo.

Está correto o que se informa em:
Alternativas
Q4345105 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
São palavras acentuadas com base na mesma regra, de acordo com a norma gramatical brasileira:
Alternativas
Respostas
1801: B
1802: C
1803: B
1804: E
1805: D
1806: A
1807: C
1808: E
1809: B
1810: E
1811: B
1812: D
1813: A
1814: B
1815: C
1816: A
1817: A
1818: E
1819: A
1820: C