Questões de Concurso Para letras

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Q3975781 Português

Assinale a alternativa cuja sequência está de acordo com a divisão silábica:


Alternativas
Q3975780 Português

Qual é o significado da palavra “credibilidade” na frase a seguir? “Empresas que dão a devida importância a este tema, têm um valor de imagem diferenciada no setor, quando seguem à risca as diretrizes estabelecidas, pois apresentam credibilidade ao mercado, transparecendo responsabilidade e confiança”. 


Alternativas
Q3975779 Português
Observe o texto a seguir: “No bar da esquina, uns tentam salvar conversa com alguma cerveja”. No texto observado há dois pronomes indefinidos. São eles: 
Alternativas
Q3975778 Português
Assinale a alternativa em que há substantivos que se referem , respectivamente, a "ação" e “sentimento”. 
Alternativas
Q3975777 Português

Assinale a alternativa em que a vírgula foi usada corretamente:

 

Alternativas
Q3975776 Português

Na oração “Choveu muito em Manaus”, temos:

 

Alternativas
Q3975775 Português
Assinale a alternativa em que os vocábulos devem ser acentuados, por serem proparoxítonos. 
Alternativas
Q3975774 Português

“_____ dias que não saio à rua, mas como ______muitas contas a pagar, irei ao banco daqui___dois dias.”


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima.


Alternativas
Q3975773 Português
Leia o texto abaixo de Lourenço Diaféria e responda à questão:


Filhos de estimação


Li em algum lugar que uma entidade protetora de animais está oferecendo cães e gatos abandonados, a pessoas de bom coração que queiram adotá-los. Os animais passaram por veterinários, estão ótimos de saúde, não oferecem perigo. Por que foram atirados à rua? Quem sabe, porque as pessoas enjoam dos bichos quando eles crescem. Ou porque o bicho dá trabalho. Não sei, porém, se vocês repararam que os cachorros e gatos vagabundos estão diminuindo nas ruas. Era comum antes, topar com dezenas de vira latas perambulando pelas calçadas, cheiriscando muros e latas de lixo.


Agora pouca gente usa latas para guardar lixo. O próprio lixo emagreceu, não tem mais a atração da fartura de desperdício de tempos atrás. Inflação, custo de vida, essas coisas. A captura municipal se aprimorou. A campanha de prevenção da Raiva alertou os donos dos bichos. E os automóveis não perdoam cachorro e gato distraído.


Para substituir estes animaizinhos desvalidos surgem novos bandos de crianças desgarradas em São Paulo. Se antes uma criança pedindo esmola chamava nossa atenção, hoje nós a olhamos com naturalidade e indiferença. Dar ou recusar uma esmola, uma moeda tornou-se um gesto maquinal.


Suponho que o destino desses guris está selado: eles acabarão na cadeia. Ou nos encostarão à parede a qualquer momento, o revólver em nosso peito. É possível que amanhã, com outro governo, o Brasil não seja um grande exportador de armas, mas passe a ser conhecido pelo mundo todo como um país de brio, que deu às crianças esquálidas e tristes, não direi um diploma de doutor. Isso seria um enorme milagre inútil. Mas uma oportunidade de trabalho, ao menos isso com um pagamento que lhes permita, depois de aprender uma profissão prática, ganhar a vida com o coração limpo e honestidade. Podemos sonhar acordados.

O autor conclui, no texto, com a frase: “Podemos sonhar acordados.” O que ele quis dizer?

 

Alternativas
Q3975748 Português
Texto para a questão.


O que perdemos por deixar de escrever à mão


    Excluídas as coisas que adoraríamos esquecer, a felicidade se mede pelas tantas que merecemos lembrar. E neste quesito, tudo o que favorece a memorização tem importância.

    Vilmar Sanches, um colega sempre bem-informado, trouxe para o grupo da nossa ATM um texto que coloca em xeque o futuro da escrita manual, uma forma de comunicação desenvolvida há mais de 2,5 mil anos e que está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

    O hábito de escrever no papel tornou-se menos frequente devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana.

    Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico, de forma muito mais intensa do que a digitação.

    O esforço muscular e tátil da escrita manual, com movimentos específicos no desenho de cada letra, ajuda o cérebro a ancorar a informação à memória, enquanto na digitação o movimento é homogeneizado: nada distingue um clique para digitar um A ou um Z.

    Quando toda a novidade presume avanço, aqui estão alguns efeitos dessa mudança:

    1. Impacto no aprendizado e na memória. O abandono gradual da escrita à mão, em favor da digitação, é um fenômeno que altera não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como o nosso cérebro processa informações. Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência, mas impõe perdas significativas em termos cognitivos e motores. Ao escrever à mão, o cérebro precisa planejar e executar movimentos complexos para cada letra, o que reforça a retenção de informações

    2. Codificação profunda. Estudos sugerem que o tempo mais lento da escrita manual permite que o cérebro processe melhor o conteúdo

    3. Quem digita usa com frequência o "copie e cole", o que resulta numa retenção superficial, enquanto quem escreve à mão é forçado a resumir e selecionar conceitos-chave, o que facilita a compreensão e o armazenamento. A escrita manual é uma tarefa multissensorial. Ela envolve a integração da visão, do tato e do controle motor fino, muito valorizados na alfabetização infantil

    4. Refinamento da coordenação fina. A perda da prática manual pode levar a uma atrofia de habilidades motoras delicadas, essenciais em áreas como cirurgia, artes plásticas e mecânica de precisão

    Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento de receber uma carta de amor, com aquela caligrafia inconfundível, falando de saudade. 

    Acredite, a vida do robô é um modelo de eficiência vazia. Ele, coitado, nem tem onde guardar cartas para reler em dias tristes.


J.J. Camargo. Disponível em . <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/oque-perdemos-por-deixar-de-escrever-a-maocmltur7cr003401jnhitonyvt.html>.
No período “Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento...”, o termo “exauridos” indica que a exposição de razões técnicas chegou ao limite, como etapa já cumprida. Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo adequado para “exauridos” nesse contexto.
Alternativas
Q3975747 Português
Texto para a questão.


O que perdemos por deixar de escrever à mão


    Excluídas as coisas que adoraríamos esquecer, a felicidade se mede pelas tantas que merecemos lembrar. E neste quesito, tudo o que favorece a memorização tem importância.

    Vilmar Sanches, um colega sempre bem-informado, trouxe para o grupo da nossa ATM um texto que coloca em xeque o futuro da escrita manual, uma forma de comunicação desenvolvida há mais de 2,5 mil anos e que está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

    O hábito de escrever no papel tornou-se menos frequente devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana.

    Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico, de forma muito mais intensa do que a digitação.

    O esforço muscular e tátil da escrita manual, com movimentos específicos no desenho de cada letra, ajuda o cérebro a ancorar a informação à memória, enquanto na digitação o movimento é homogeneizado: nada distingue um clique para digitar um A ou um Z.

    Quando toda a novidade presume avanço, aqui estão alguns efeitos dessa mudança:

    1. Impacto no aprendizado e na memória. O abandono gradual da escrita à mão, em favor da digitação, é um fenômeno que altera não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como o nosso cérebro processa informações. Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência, mas impõe perdas significativas em termos cognitivos e motores. Ao escrever à mão, o cérebro precisa planejar e executar movimentos complexos para cada letra, o que reforça a retenção de informações

    2. Codificação profunda. Estudos sugerem que o tempo mais lento da escrita manual permite que o cérebro processe melhor o conteúdo

    3. Quem digita usa com frequência o "copie e cole", o que resulta numa retenção superficial, enquanto quem escreve à mão é forçado a resumir e selecionar conceitos-chave, o que facilita a compreensão e o armazenamento. A escrita manual é uma tarefa multissensorial. Ela envolve a integração da visão, do tato e do controle motor fino, muito valorizados na alfabetização infantil

    4. Refinamento da coordenação fina. A perda da prática manual pode levar a uma atrofia de habilidades motoras delicadas, essenciais em áreas como cirurgia, artes plásticas e mecânica de precisão

    Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento de receber uma carta de amor, com aquela caligrafia inconfundível, falando de saudade. 

    Acredite, a vida do robô é um modelo de eficiência vazia. Ele, coitado, nem tem onde guardar cartas para reler em dias tristes.


J.J. Camargo. Disponível em . <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/oque-perdemos-por-deixar-de-escrever-a-maocmltur7cr003401jnhitonyvt.html>.
No trecho do texto em que se afirma: “A escrita manual é uma tarefa multissensorial.”, o autor organiza a informação em uma oração simples. Considerando a análise sintática do período, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3975746 Português
Texto para a questão.


O que perdemos por deixar de escrever à mão


    Excluídas as coisas que adoraríamos esquecer, a felicidade se mede pelas tantas que merecemos lembrar. E neste quesito, tudo o que favorece a memorização tem importância.

    Vilmar Sanches, um colega sempre bem-informado, trouxe para o grupo da nossa ATM um texto que coloca em xeque o futuro da escrita manual, uma forma de comunicação desenvolvida há mais de 2,5 mil anos e que está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

    O hábito de escrever no papel tornou-se menos frequente devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana.

    Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico, de forma muito mais intensa do que a digitação.

    O esforço muscular e tátil da escrita manual, com movimentos específicos no desenho de cada letra, ajuda o cérebro a ancorar a informação à memória, enquanto na digitação o movimento é homogeneizado: nada distingue um clique para digitar um A ou um Z.

    Quando toda a novidade presume avanço, aqui estão alguns efeitos dessa mudança:

    1. Impacto no aprendizado e na memória. O abandono gradual da escrita à mão, em favor da digitação, é um fenômeno que altera não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como o nosso cérebro processa informações. Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência, mas impõe perdas significativas em termos cognitivos e motores. Ao escrever à mão, o cérebro precisa planejar e executar movimentos complexos para cada letra, o que reforça a retenção de informações

    2. Codificação profunda. Estudos sugerem que o tempo mais lento da escrita manual permite que o cérebro processe melhor o conteúdo

    3. Quem digita usa com frequência o "copie e cole", o que resulta numa retenção superficial, enquanto quem escreve à mão é forçado a resumir e selecionar conceitos-chave, o que facilita a compreensão e o armazenamento. A escrita manual é uma tarefa multissensorial. Ela envolve a integração da visão, do tato e do controle motor fino, muito valorizados na alfabetização infantil

    4. Refinamento da coordenação fina. A perda da prática manual pode levar a uma atrofia de habilidades motoras delicadas, essenciais em áreas como cirurgia, artes plásticas e mecânica de precisão

    Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento de receber uma carta de amor, com aquela caligrafia inconfundível, falando de saudade. 

    Acredite, a vida do robô é um modelo de eficiência vazia. Ele, coitado, nem tem onde guardar cartas para reler em dias tristes.


J.J. Camargo. Disponível em . <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/oque-perdemos-por-deixar-de-escrever-a-maocmltur7cr003401jnhitonyvt.html>.
Considerando a articulação lógica entre as orações e o valor semântico do conectivo “se” no período “Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações.”, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3975745 Português
Texto para a questão.


O que perdemos por deixar de escrever à mão


    Excluídas as coisas que adoraríamos esquecer, a felicidade se mede pelas tantas que merecemos lembrar. E neste quesito, tudo o que favorece a memorização tem importância.

    Vilmar Sanches, um colega sempre bem-informado, trouxe para o grupo da nossa ATM um texto que coloca em xeque o futuro da escrita manual, uma forma de comunicação desenvolvida há mais de 2,5 mil anos e que está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

    O hábito de escrever no papel tornou-se menos frequente devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana.

    Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico, de forma muito mais intensa do que a digitação.

    O esforço muscular e tátil da escrita manual, com movimentos específicos no desenho de cada letra, ajuda o cérebro a ancorar a informação à memória, enquanto na digitação o movimento é homogeneizado: nada distingue um clique para digitar um A ou um Z.

    Quando toda a novidade presume avanço, aqui estão alguns efeitos dessa mudança:

    1. Impacto no aprendizado e na memória. O abandono gradual da escrita à mão, em favor da digitação, é um fenômeno que altera não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como o nosso cérebro processa informações. Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência, mas impõe perdas significativas em termos cognitivos e motores. Ao escrever à mão, o cérebro precisa planejar e executar movimentos complexos para cada letra, o que reforça a retenção de informações

    2. Codificação profunda. Estudos sugerem que o tempo mais lento da escrita manual permite que o cérebro processe melhor o conteúdo

    3. Quem digita usa com frequência o "copie e cole", o que resulta numa retenção superficial, enquanto quem escreve à mão é forçado a resumir e selecionar conceitos-chave, o que facilita a compreensão e o armazenamento. A escrita manual é uma tarefa multissensorial. Ela envolve a integração da visão, do tato e do controle motor fino, muito valorizados na alfabetização infantil

    4. Refinamento da coordenação fina. A perda da prática manual pode levar a uma atrofia de habilidades motoras delicadas, essenciais em áreas como cirurgia, artes plásticas e mecânica de precisão

    Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento de receber uma carta de amor, com aquela caligrafia inconfundível, falando de saudade. 

    Acredite, a vida do robô é um modelo de eficiência vazia. Ele, coitado, nem tem onde guardar cartas para reler em dias tristes.


J.J. Camargo. Disponível em . <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/oque-perdemos-por-deixar-de-escrever-a-maocmltur7cr003401jnhitonyvt.html>.
Considere os enunciados do texto: “Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência.” e “Ela envolve a integração da visão.” Assinale a alternativa que classifica corretamente os pronomes destacados, na ordem em que aparecem.
Alternativas
Q3975744 Português
Texto para a questão.


O que perdemos por deixar de escrever à mão


    Excluídas as coisas que adoraríamos esquecer, a felicidade se mede pelas tantas que merecemos lembrar. E neste quesito, tudo o que favorece a memorização tem importância.

    Vilmar Sanches, um colega sempre bem-informado, trouxe para o grupo da nossa ATM um texto que coloca em xeque o futuro da escrita manual, uma forma de comunicação desenvolvida há mais de 2,5 mil anos e que está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

    O hábito de escrever no papel tornou-se menos frequente devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana.

    Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico, de forma muito mais intensa do que a digitação.

    O esforço muscular e tátil da escrita manual, com movimentos específicos no desenho de cada letra, ajuda o cérebro a ancorar a informação à memória, enquanto na digitação o movimento é homogeneizado: nada distingue um clique para digitar um A ou um Z.

    Quando toda a novidade presume avanço, aqui estão alguns efeitos dessa mudança:

    1. Impacto no aprendizado e na memória. O abandono gradual da escrita à mão, em favor da digitação, é um fenômeno que altera não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como o nosso cérebro processa informações. Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência, mas impõe perdas significativas em termos cognitivos e motores. Ao escrever à mão, o cérebro precisa planejar e executar movimentos complexos para cada letra, o que reforça a retenção de informações

    2. Codificação profunda. Estudos sugerem que o tempo mais lento da escrita manual permite que o cérebro processe melhor o conteúdo

    3. Quem digita usa com frequência o "copie e cole", o que resulta numa retenção superficial, enquanto quem escreve à mão é forçado a resumir e selecionar conceitos-chave, o que facilita a compreensão e o armazenamento. A escrita manual é uma tarefa multissensorial. Ela envolve a integração da visão, do tato e do controle motor fino, muito valorizados na alfabetização infantil

    4. Refinamento da coordenação fina. A perda da prática manual pode levar a uma atrofia de habilidades motoras delicadas, essenciais em áreas como cirurgia, artes plásticas e mecânica de precisão

    Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento de receber uma carta de amor, com aquela caligrafia inconfundível, falando de saudade. 

    Acredite, a vida do robô é um modelo de eficiência vazia. Ele, coitado, nem tem onde guardar cartas para reler em dias tristes.


J.J. Camargo. Disponível em . <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/oque-perdemos-por-deixar-de-escrever-a-maocmltur7cr003401jnhitonyvt.html>.
Após enumerar efeitos cognitivos e motores ligados ao abandono da escrita à mão, o autor encerra com a imagem da carta de amor e da eficiência vazia atribuída ao robô. Nesse encadeamento, a conclusão cumpre a função de:

I. Substituir a argumentação técnica por um exemplo afetivo, voltando o tema ao âmbito estritamente pessoal.
II. Negar as vantagens de eficiência da digitação, tratando-as como prescindíveis para o mundo contemporâneo.
III. Reforçar que a questão envolve também perdas simbólicas e de memória afetiva, além de ganhos práticos.
IV. Comprovar, por meio de caso concreto, que a escrita manual é superior em qualquer tarefa cotidiana.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3975743 Português
Texto para a questão.


O que perdemos por deixar de escrever à mão


    Excluídas as coisas que adoraríamos esquecer, a felicidade se mede pelas tantas que merecemos lembrar. E neste quesito, tudo o que favorece a memorização tem importância.

    Vilmar Sanches, um colega sempre bem-informado, trouxe para o grupo da nossa ATM um texto que coloca em xeque o futuro da escrita manual, uma forma de comunicação desenvolvida há mais de 2,5 mil anos e que está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

    O hábito de escrever no papel tornou-se menos frequente devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana.

    Seria razão para comemoração plena se essa transformação profunda no processamento de informações não significasse perdas para as novas gerações. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico, de forma muito mais intensa do que a digitação.

    O esforço muscular e tátil da escrita manual, com movimentos específicos no desenho de cada letra, ajuda o cérebro a ancorar a informação à memória, enquanto na digitação o movimento é homogeneizado: nada distingue um clique para digitar um A ou um Z.

    Quando toda a novidade presume avanço, aqui estão alguns efeitos dessa mudança:

    1. Impacto no aprendizado e na memória. O abandono gradual da escrita à mão, em favor da digitação, é um fenômeno que altera não apenas a forma como nos comunicamos, mas também como o nosso cérebro processa informações. Essa mudança de costumes traz benefícios de eficiência, mas impõe perdas significativas em termos cognitivos e motores. Ao escrever à mão, o cérebro precisa planejar e executar movimentos complexos para cada letra, o que reforça a retenção de informações

    2. Codificação profunda. Estudos sugerem que o tempo mais lento da escrita manual permite que o cérebro processe melhor o conteúdo

    3. Quem digita usa com frequência o "copie e cole", o que resulta numa retenção superficial, enquanto quem escreve à mão é forçado a resumir e selecionar conceitos-chave, o que facilita a compreensão e o armazenamento. A escrita manual é uma tarefa multissensorial. Ela envolve a integração da visão, do tato e do controle motor fino, muito valorizados na alfabetização infantil

    4. Refinamento da coordenação fina. A perda da prática manual pode levar a uma atrofia de habilidades motoras delicadas, essenciais em áreas como cirurgia, artes plásticas e mecânica de precisão

    Exauridos os argumentos técnicos, ainda restará lamentar a falta do deslumbramento de receber uma carta de amor, com aquela caligrafia inconfundível, falando de saudade. 

    Acredite, a vida do robô é um modelo de eficiência vazia. Ele, coitado, nem tem onde guardar cartas para reler em dias tristes.


J.J. Camargo. Disponível em . <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/oque-perdemos-por-deixar-de-escrever-a-maocmltur7cr003401jnhitonyvt.html>.
Ao comparar escrita manual e digitação, o texto descreve diferenças no gesto motor e relaciona esse contraste à formação da memória. Considerando o trecho que afirma que, na digitação, o movimento é homogeneizado, assinale a alternativa que traduz corretamente a ideia defendida no texto.
Alternativas
Q3975648 Português
"A herança"

Mariana encontrou a carta quando revirava os pertences da avó, falecida há pouco mais de uma semana. A letra, ainda que trêmula, era inconfundível. "Minha neta", começava ela, "sei que você me julgava rígida, talvez injusta. Não me cabe agora justificar-me; o tempo já o fez por mim. Mas quero que saiba que tudo o que fiz — cada palavra dura, cada silêncio imposto — teve em vista teu bem. Não o entenderás agora, e não peço que o entendas. Apenas guarda isto: o amor se revela de muitas formas, e algumas delas são quase impossíveis de reconhecer quando se é jovem. Perdoa-me, se puderes. Se não puderes, que esta carta, pelo menos, te sirva para compreender que também eu fui jovem um dia, e que também me feriram, e que também aprendi a ferir por medo de ser ferida. A casa é tua. Os bens são teus. Mas o que realmente importa está nestas linhas, que agora te entrego, e que guardaram por tanto tempo o que minha boca nunca soube dizer."


TELLES, Lygia Fagundes. As horas nuas. São Paulo: Companhia das Letras, 2010 p. 50
Considerando a sequência "que também eu fui jovem um dia, e que também me feriram, e que também aprendi a ferir por medo de ser ferida", analise as seguintes afirmações:


I. Os três "que" são conjunções integrantes, introduzindo objetos diretos oracionais do verbo “compreender”, coordenados entre si.

II. O pronome "me" em "me feriram" exerce função de sujeito, indicando que a avó sofreu a ação de ferir; já em "aprendi a ferir", o pronome está ausente porque o verbo "ferir", nesse contexto, causa ambiguidade, que é exatamente a intenção da autora.

III. A estrutura "por medo de ser ferida" está redigida na voz passiva ("ser ferida"), e o agente da passiva está implícito, indeterminando o responsável pelo ato de ferir.

IV. A repetição anafórica de "que também" cria um efeito de intensificação emocional, coesivo e coerente com a confissão da avó, progressivamente reveladora de sua vulnerabilidade.


Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3975647 Português
"A herança"

Mariana encontrou a carta quando revirava os pertences da avó, falecida há pouco mais de uma semana. A letra, ainda que trêmula, era inconfundível. "Minha neta", começava ela, "sei que você me julgava rígida, talvez injusta. Não me cabe agora justificar-me; o tempo já o fez por mim. Mas quero que saiba que tudo o que fiz — cada palavra dura, cada silêncio imposto — teve em vista teu bem. Não o entenderás agora, e não peço que o entendas. Apenas guarda isto: o amor se revela de muitas formas, e algumas delas são quase impossíveis de reconhecer quando se é jovem. Perdoa-me, se puderes. Se não puderes, que esta carta, pelo menos, te sirva para compreender que também eu fui jovem um dia, e que também me feriram, e que também aprendi a ferir por medo de ser ferida. A casa é tua. Os bens são teus. Mas o que realmente importa está nestas linhas, que agora te entrego, e que guardaram por tanto tempo o que minha boca nunca soube dizer."


TELLES, Lygia Fagundes. As horas nuas. São Paulo: Companhia das Letras, 2010 p. 50
Sobre o uso dos pronomes e a coesão referencial no texto, analise as seguintes assertivas:

I. O pronome "ela" em "começava ela" retoma o termo "Mariana", funcionando como elemento de coesão e evitando a repetição desnecessária.
II. O pronome "teu" em "teu bem" tem o mesmo referente do pronome "você" e do vocativo “Minha neta”.
III. O pronome "o" em "não o entenderás" retoma o que se afirma no período anterior, garantindo a progressão temática.
IV. O pronome "me" em "Perdoa-me", segundo a gramática normativa, exerce função de sujeito, enquanto em "não peço que o entendas" o pronome "o" funciona como objeto indireto de "entendas".

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3975646 Português
"O silêncio dos inocentes"

O escritor, cujas obras haviam sido aclamadas pela crítica e pelo público, sentia-se, paradoxalmente, cada vez mais oco. As palavras, que outrora lhe fluíam com a naturalidade de um rio em despenhadeiro, agora resistiam em brotar. Era como se a linguagem o tivesse traído, abandonando-o justamente quando mais precisava dela. O que o angustiava, porém, não era a possibilidade de nunca mais escrever, mas a terrível suspeita de que tudo o que produzira fora, no fundo, uma longa e elaborada mentira. E se ele não passasse de um impostor? E se a verdade que buscara revelar estivesse, na verdade, oculta sob camadas tão densas de artifício que nem mesmo ele próprio conseguia mais distinguir onde terminava a sinceridade e começava a farsa?


ROTH, Philip. A marca humana. Tradução de Paulo Henriques Britto. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 94
Analise o fragmento "O que o angustiava, porém, não era a possibilidade de nunca mais escrever, mas a terrível suspeita de que tudo o que produzira fora, no fundo, uma longa e elaborada mentira" e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3975645 Português
"O silêncio dos inocentes"

O escritor, cujas obras haviam sido aclamadas pela crítica e pelo público, sentia-se, paradoxalmente, cada vez mais oco. As palavras, que outrora lhe fluíam com a naturalidade de um rio em despenhadeiro, agora resistiam em brotar. Era como se a linguagem o tivesse traído, abandonando-o justamente quando mais precisava dela. O que o angustiava, porém, não era a possibilidade de nunca mais escrever, mas a terrível suspeita de que tudo o que produzira fora, no fundo, uma longa e elaborada mentira. E se ele não passasse de um impostor? E se a verdade que buscara revelar estivesse, na verdade, oculta sob camadas tão densas de artifício que nem mesmo ele próprio conseguia mais distinguir onde terminava a sinceridade e começava a farsa?


ROTH, Philip. A marca humana. Tradução de Paulo Henriques Britto. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 94
Considerando a estrutura sintática do período "As palavras, que outrora lhe fluíam com a naturalidade de um rio em despenhadeiro, agora resistiam em brotar", é correto afirmar que:
Alternativas
Q3975644 Português
"A última crônica"

[...]

    A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
    São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
    Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.


Fonte: SABINO, Fernando. A Companheira de Viagem. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1965. (Disponível em: https://rubem.wordpress.com/2023/04/19/a-ultima-cronica-fernando-sabino/)
O sorriso final do pai, descrito como puro, através da comparação textual com a própria crônica - "pura como esse sorriso" -, configura-se como elemento que:
Alternativas
Respostas
12641: D
12642: A
12643: X
12644: B
12645: A
12646: C
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