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Q3900658 Português
As preposições são elementos essenciais na estrutura da frase, pois estabelecem relações de sentido entre os termos, indicando circunstâncias de tempo, lugar, causa, modo, distância, instrumento ou finalidade. Além disso, podem formar combinações e contrações com artigos, pronomes e advérbios, o que amplia sua função dentro da norma-padrão da língua portuguesa.

Analise as afirmativas a seguir e identifique em quais há uso e classificação correta das preposições.
I.O avião partiu de São Paulo às seis horas da manhã.  — indica lugar de origem, logo trata-se de preposição de lugar.
II.Cortou o pão com a faca. — indica instrumento, configurando preposição de instrumento.
III.Estudou para ser aprovado no concurso. — expressa finalidade, logo é preposição de finalidade.
IV.A ponte fica a dois quilômetros daqui. — expressa tempo, logo é preposição de tempo.
V.Meu coração dói de saudade. — expressa causa, logo é preposição de causa.

Em quais afirmativas o uso e a classificação das preposições estão corretos?
Alternativas
Q3900657 Português
A pontuação em língua portuguesa representa um dos aspectos mais sutis da coesão e da clareza textual. O emprego inadequado dos sinais pode alterar completamente o sentido de um enunciado. Analise, portanto, as afirmativas abaixo, que tratam de regras diversas sobre o uso da vírgula, do ponto e vírgula, dos dois-pontos, das aspas e do travessão, observando seus valores sintáticos e estilísticos:
I.Não se separa o sujeito do predicado por vírgula, ainda que o sujeito seja muito extenso ou contenha expressões intercaladas, pois esses termos possuem alto grau de coesão entre si.
II.O ponto e vírgula é utilizado para separar orações coordenadas que já contenham vírgulas internas, mantendo, assim, o equilíbrio sintático e a clareza da enumeração.
III.As orações subordinadas adverbiais deslocadas para o início do período podem ser escritas sem vírgula, desde que o sentido de tempo, causa ou condição permaneça claro.
IV.Os dois-pontos são empregados tanto para introduzir o discurso direto quanto para esclarecer ou detalhar um termo anterior, sendo obrigatória a letra minúscula após esse sinal.
V.O uso das aspas pode indicar ironia, citação direta ou destaque de uma palavra, enquanto o travessão pode substituir as vírgulas em orações intercaladas para dar maior ênfase ao termo destacado.

Em quais afirmativas o emprego e a descrição dos sinais de pontuação estão inteiramente corretos?
Alternativas
Q3900656 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".



https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/daniel-barros/tecnologia/os-paradoxos-do-progresso-e-o-que-significa-ser-humano/

A reflexão sobre Vonnegut e a natureza humana mostra que a tecnologia, por mais avançada que seja, não altera certas características essenciais do homem.
Com base nessa ideia, qual é o principal ponto de equilíbrio proposto pelo autor para enfrentar os dilemas do progresso?
Alternativas
Q3900655 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".



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Ao citar o romance Player Piano, o autor utiliza uma narrativa ficcional para refletir sobre dilemas contemporâneos.
Nesse contexto, a obra de Vonnegut é apresentada como:
Alternativas
Q3900654 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".



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O último parágrafo traz uma citação de um personagem de Vonnegut, usada para reforçar a reflexão do autor sobre a condição humana.


Considerando essa passagem, qual é a mensagem central transmitida por ela?


Alternativas
Q3900653 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".



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No desenvolvimento argumentativo, o autor menciona o "paradoxo do progresso", relacionando-o à essência humana.
A partir dessa ideia, o que o texto sugere sobre o comportamento humano diante da tecnologia?
Alternativas
Q3900652 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os paradoxos do progresso e o que significa ser humano


Até certo ponto, não é difícil prever o futuro: basta criar cenários a partir de elementos da nossa memória. Prever é imaginar, e os blocos de construção que usamos na imaginação são feitos de registros de que recordamos. Ou seja, só conseguimos elaborar mentalmente algo desconhecidos a partir do que conhecemos, rearranjando os blocos.


O que torna as previsões difíceis são as possibilidades de rearranjo. Quanto mais complexo for o fenômeno em questão, mais difícil acertar: os muitos elementos envolvidos elevam exponencialmente as possibilidades de interconexão, complicando a tarefa. Esse é o grande desafio de prever o futuro da sociedade com a multiplicação das inteligências artificiais. A sociedade atual é extremamente complexa, com interligações muito profundas, fazendo com que o acréscimo de um fator tão inovador, como as IAs, torne qualquer previsão no máximo um chute.


No entanto, é possível arriscar alguns palpites, já que existe um aspecto presente em todos os cenários possíveis e que nunca muda muito: a natureza humana. As tecnologias podem se transformar e nos surpreender, mas se alguém fosse capaz de imaginar como nossa essência se articula com elas, poderia criar cenários plausíveis para o que quer que o futuro nos reserve.


Pois foi exatamente isso que Kurt Vonnegut fez em seu livro de estreia, em 1952, Player Piano (lançado no Brasil pela editora Intrínseca como Piano Mecânico). No romance, a terceira guerra mundial foi vencida pelos Estados Unidos da América graças à revolução tecnológica do país, que passou então a investir todo seu esforço na automatização da vida. Com isso as pessoas foram perdendo suas funções, só sobrando trabalho real para os cidadãos cujo QI − que passou a ser publicamente registrado − lhes permitia ser engenheiros. Eles cuidavam das máquinas, que cuidavam de todo o resto. Para as outras pessoas pouco sobrou: alguma coisa de serviço doméstico (embora ele fosse cada vez mais tedioso e automático), a construção de obras desnecessárias - apenas para manter os desempregados ocupados -, ou o exército, que usava armas de brinquedo já que a paz estava garantida.


O cerne da distopia (e que parece cada vez mais plausível) está na maldição de termos nossos desejos realizados. Criando máquinas que possam fazer tudo o que queremos acabamos esvaziando a experiência humana; terceirizando não apenas as tarefas, mas as próprias decisões, reduzimo-nos inadvertidamente à insignificância − a vida humana deixa de ter significado.


Numa época em que não existiam computadores pessoais, em que os transistores mal haviam sido inventados, Vonnegut imaginou o que as IAs poderiam se tornar: "Uma terceira revolução, é? De certo modo, acho que ela vem acontecendo há algum tempo se você considerar máquinas pensantes. Acho que essa seria a Terceira Revolução: máquinas que desvalorizam o pensamento humano". Mas tornou-se realmente profeta ao relacionar sua previsão com a nossa natureza, identificando um paradoxo do progresso: o desejo por mais tecnologia para ter menos trabalho é tão forte como a necessidade de nos sentirmos agentes e relevantes. Dois fatores que parecem ser parte da nossa essência, ou seja, estavam presente então, seguem conosco e não parecem que irão algum dia nos deixar.


Por isso a solução para os dilemas do progresso não pode ser tentar frear o avanço tecnológico, mas não negligenciar nossa inescapável natureza. Pois como diz um personagem "Sem levar em conta os desejos dos humanos, quaisquer máquinas, técnicas ou formas de organização capazes de substituir humanos economicamente realmente os substituem. (...) [mas] por natureza, os humanos não parecem capazes de ser felizes se não estiverem envolvidos em empreendimentos que os façam se sentir úteis".



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O texto reflete sobre a dificuldade de prever o futuro, especialmente em um contexto social influenciado pelas inteligências artificiais.


Considerando essa discussão, o autor parece sugerir que o verdadeiro obstáculo das previsões tecnológicas está relacionado:


Alternativas
Q3854506 Pedagogia
O livro de registro de atas integra os registros oficiais do estabelecimento escolar e constitui um instrumento fundamental para a gestão administrativa e pedagógica. Considerando sua finalidade dentro da escrituração escolar, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3854505 Secretariado
 Sobre a organização documental na escola, qual alternativa apresenta corretamente a diferença entre documentos escolares individuais e documentos escolares coletivos? 
Alternativas
Q3854504 Pedagogia
No caso de excesso de inscritos para o Ensino Fundamental, a Portaria nº 260/2017, que estabelece critérios e procedimentos para a realização de matrícula, rematrícula e transferência de alunos(as) da rede pública estadual de ensino, determina que a classificação deve observar critérios específicos. Nesse contexto, qual alternativa apresenta corretamente o procedimento adotado para priorização dos candidatos?
Alternativas
Q3854503 Direito Administrativo
O secretário escolar Guilherme percebe que o nome de um servidor foi registrado com grafia incorreta em um ato administrativo publicado anteriormente. Segundo Kaspary (2007), qual procedimento formal deve ser adotado? 
Alternativas
Q3854502 Pedagogia
A escola deve valorizar as experiências extraescolares dos estudantes, conforme determinação da LDBEN (art. 3º, X), e o secretário escolar deve organizar registros que contemplem tais vivências. Qual ação melhor atende a esse princípio? 
Alternativas
Q3854501 Secretariado
A proposta pedagógica deve dialogar com as características da comunidade e prever espaços de formação e participação. Nesse contexto, cabe ao secretário escolar: 
Alternativas
Q3854500 Arquivologia
No trabalho com o arquivo corrente, o secretário escolar deve adotar procedimentos que garantam organização, fácil acesso e preservação dos documentos dos alunos. Nesse contexto, qual prática está corretamente alinhada às rotinas do arquivo corrente? 
Alternativas
Q3854499 Arquivologia
A adoção de métodos de arquivamento é fundamental para garantir que a Secretaria Escolar funcione com eficiência, especialmente quando o volume de documentos cresce ao longo dos anos. Entre os diferentes sistemas possíveis, um dos métodos destacados no processo de organização é o método alfabético, considerado capaz de sustentar tanto estruturas simples quanto sistemas mais amplos e complexos. Na organização do arquivo escolar, o método alfabético é frequentemente mencionado como o mais indicado. Qual justificativa torna esse método especialmente vantajoso para a secretaria escolar?
Alternativas
Q3854498 Redação Oficial
Ao redigir um comunicado interno para as famílias sobre a atualização do cadastro dos alunos, a secretária escolar Sabrina percebe que utilizou frases longas, siglas não explicadas e termos regionais. Com base nos atributos da redação oficial, o procedimento adequado é:
Alternativas
Q3854497 Pedagogia
No contexto da gestão documental e administrativa da escola, o domínio das legislações educacionais pelo secretário escolar é fundamental porque: 
Alternativas
Q3854436 Meio Ambiente
O consumo consciente é uma das nuances do consumo sustentável, sendo um conceito mais amplo e simples de aplicar no dia a dia. Assinale a alternativa INCORRETA sobre o consumo consciente.
Alternativas
Q3854435 Meio Ambiente
A Política Nacional de Educação Ambiental entende a Educação Ambiental como um processo que:
Alternativas
Q3854434 Meio Ambiente
No âmbito da Política Nacional de Educação Ambiental, fica instituído(a) o(a) ____________________ a ser celebrado(a) anualmente como parte das atividades da educação ambiental não formal com o objetivo de desenvolver o entendimento da população acerca da importância da conservação dos ecossistemas naturais e de todos os seres vivos, e do controle da poluição e da degradação dos recursos naturais para as presentes e futuras gerações.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima. 

Alternativas
Respostas
261: B
262: D
263: A
264: A
265: B
266: D
267: B
268: D
269: A
270: D
271: C
272: E
273: B
274: E
275: B
276: C
277: A
278: A
279: C
280: E