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Q3758928 Português

Leia o texto a seguir e responda da questão.


Cultura: por que e para quem?


Fernando Silva



    Afinal, você tem cultura? A resposta é simples: sim, você tem!

    O conceito de cultura é bastante amplo e definido com focos distintos, a depender-se da corrente de pensamento ou dos estudiosos que a interpretam. Entretanto, o termo está presente em muitos momentos de nossas vidas, em circunstâncias de aprendizagem escolar, em conversas cotidianas entre amigos e família e até em discussões pela internet. Em certas ocasiões, é comum que se haja conflitos ligados ao uso de frases como “você não tem cultura” ou “isso sim é cultura”. Hoje, no Blog do Espaço, discutiremos sobre por que cultura e, principalmente, para quem?


Alta cultura e baixa cultura?


    Podemos começar por um curto panorama acadêmico. Os Estudos Culturais nasceram por volta dos anos 60, principalmente a partir de reflexões do crítico britânico de literatura Raymond Williams. Este campo foi e é essencial para análise e investigação interdisciplinar que explora as formas de produção de significados e da difusão nas sociedades atuais.

    Dentre os trabalhos produzidos nessa área, notou-se que termos como ‘alta cultura’ e ‘erudição’ surgiram há muito tempo, datados entre os séculos XIII e XIX na Europa, a partir de referência aos clássicos da Grécia e Roma antigas, criados pelas elites dominantes. A cultura popular, e mais tarde a cultura de massa, surgiram então como modos classificativos de oposição ao que se considerava erudito. Traços dessas definições marcaram nossa sociedade. Na atualidade, não é difícil que se encontre indivíduos que acreditam em formas de cultura superiores a outras.

    É comum que se utilize a cultura como sinônimo de sabedoria, educação e refinamento. Neste pensamento, entende-se que títulos universitários, volume de leituras e até a inteligência são aspectos que ditam o quão culturalmente desenvolvido determinado indivíduo é. Aqui, a cultura é uma palavra usada para classificar as pessoas e, por diversas vezes, grupos sociais, servindo assim como uma arma discriminatória.

    Pense no Brasil, um país rico em território, com cinco regiões tão distintas, com crenças múltiplas, variadas manifestações culinárias e ampla diversidade. É impossível que se aponte culturas superiores em detrimento de outras, afinal, existem diversas formas de manifestação cultural. Se este exemplo se aplica a um país, imagine em todo o mundo.

    “Um carnavalesco e um religioso não podem ser classificados em termos de superior ou inferior”, é o que aponta o antropólogo Roberto Da Matta. As relações são complementares, e isto significa que há tanta cultura no carnaval quanto nas missas e procissões.

    A cultura nos parece uma ótima ferramenta de compreensão das diferenças entre as sociedades e os indivíduos. Como descrito por Da Matta, ela é um mapa, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas.



Fonte: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/

cultura-por-que-e-para-quem/ [adaptado]

Analise as afirmativas a seguir sobre o texto de Fernando da Silva.



I. As menções realizadas ao estudioso Raymond Williams e ao Antropólogo Roberto da Matta revelam o recurso da intertextualidade na construção do texto;



II. O termo em negrito na frase “A cultura nos parece uma ótima ferramenta de compreensão das diferenças entre as sociedades e os indivíduos” classifica-se, morfologicamente, como pronome pessoal do caso reto;



III. Na frase “Como descrito por Da Matta, ela é um mapa, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas”, a vírgula que separa o termo em negrito do restante do texto é obrigatória porque o adjunto adverbial está deslocado;



IV. Na frase “Na atualidade, não é difícil que se encontre indivíduos que acreditam em formas de cultura superiores a outras”, o termo em negrito trata-se de uma conjunção integrante que precede uma oração subordinada substantiva subjetiva.



Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas: 

Alternativas
Q3758927 Português

Leia o texto a seguir e responda da questão.


Cultura: por que e para quem?


Fernando Silva



    Afinal, você tem cultura? A resposta é simples: sim, você tem!

    O conceito de cultura é bastante amplo e definido com focos distintos, a depender-se da corrente de pensamento ou dos estudiosos que a interpretam. Entretanto, o termo está presente em muitos momentos de nossas vidas, em circunstâncias de aprendizagem escolar, em conversas cotidianas entre amigos e família e até em discussões pela internet. Em certas ocasiões, é comum que se haja conflitos ligados ao uso de frases como “você não tem cultura” ou “isso sim é cultura”. Hoje, no Blog do Espaço, discutiremos sobre por que cultura e, principalmente, para quem?


Alta cultura e baixa cultura?


    Podemos começar por um curto panorama acadêmico. Os Estudos Culturais nasceram por volta dos anos 60, principalmente a partir de reflexões do crítico britânico de literatura Raymond Williams. Este campo foi e é essencial para análise e investigação interdisciplinar que explora as formas de produção de significados e da difusão nas sociedades atuais.

    Dentre os trabalhos produzidos nessa área, notou-se que termos como ‘alta cultura’ e ‘erudição’ surgiram há muito tempo, datados entre os séculos XIII e XIX na Europa, a partir de referência aos clássicos da Grécia e Roma antigas, criados pelas elites dominantes. A cultura popular, e mais tarde a cultura de massa, surgiram então como modos classificativos de oposição ao que se considerava erudito. Traços dessas definições marcaram nossa sociedade. Na atualidade, não é difícil que se encontre indivíduos que acreditam em formas de cultura superiores a outras.

    É comum que se utilize a cultura como sinônimo de sabedoria, educação e refinamento. Neste pensamento, entende-se que títulos universitários, volume de leituras e até a inteligência são aspectos que ditam o quão culturalmente desenvolvido determinado indivíduo é. Aqui, a cultura é uma palavra usada para classificar as pessoas e, por diversas vezes, grupos sociais, servindo assim como uma arma discriminatória.

    Pense no Brasil, um país rico em território, com cinco regiões tão distintas, com crenças múltiplas, variadas manifestações culinárias e ampla diversidade. É impossível que se aponte culturas superiores em detrimento de outras, afinal, existem diversas formas de manifestação cultural. Se este exemplo se aplica a um país, imagine em todo o mundo.

    “Um carnavalesco e um religioso não podem ser classificados em termos de superior ou inferior”, é o que aponta o antropólogo Roberto Da Matta. As relações são complementares, e isto significa que há tanta cultura no carnaval quanto nas missas e procissões.

    A cultura nos parece uma ótima ferramenta de compreensão das diferenças entre as sociedades e os indivíduos. Como descrito por Da Matta, ela é um mapa, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas.



Fonte: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/

cultura-por-que-e-para-quem/ [adaptado]

Após leitura do texto “Cultura: por que e para quem?”, de autoria de Fernando da Silva, compreende-se, em outras palavras, que, segundo o referido autor: 
Alternativas
Q3758911 Fonoaudiologia
Os potenciais evocados auditivos constituem biomarcadores neurofisiológicos relevantes. Picton (2011) descreve que o P300 está associado a processos de atenção auditiva e memória de trabalho. Qual proposição sintetiza sua relevância clínica?
Alternativas
Q3758910 Fonoaudiologia
A ética em teleatendimento exige a adaptação de princípios clássicos a contextos digitais. Segundo Cason & Brannon (2011), elementos como privacidade, confidencialidade e consentimento informado devem ser reforçados em práticas remotas. Qual proposição traduz esses princípios?
Alternativas
Q3758909 Fonoaudiologia
A inteligência artificial aplicada ao diagnóstico de fala tem avançado com uso de aprendizado de máquina. Shahin et al. (2021) destacam que algoritmos treinados com grandes bancos de dados podem identificar padrões acústicos sutis. Qual proposição descreve essa contribuição tecnológica? 
Alternativas
Q3758908 Fonoaudiologia
Os modelos conexionistas da linguagem propõem que a aquisição resulta de redes neurais distribuídas. Plaut et al. (1996) destacaram que processos fonológicos e semânticos emergem da interação estatística entre unidades interconectadas. Qual proposição expressa essa abordagem teórica?
Alternativas
Q3758907 Fonoaudiologia
Neuroimagens têm revelado a participação de circuitos fronto-temporais em distúrbios da fluência. Foundas et al. (2003) identificaram alterações anatômicas assimétricas em gagueira, envolvendo giro frontal inferior e áreas auditivas. Qual proposição sintetiza essas evidências?
Alternativas
Q3758906 Fonoaudiologia
As disfonias relacionadas ao uso profissional da voz constituem importante campo da Fonoaudiologia. Sataloff (2017) aponta que o fonotrauma decorre de sobrecarga vibratória das pregas vocais, associada a fatores ocupacionais e comportamentais. Qual proposição traduz os mecanismos envolvidos no fonotrauma vocal?
Alternativas
Q3758905 Fonoaudiologia
No campo da inovação clínica, o uso de biofeedback tem sido destacado como recurso para terapia de voz e fala. Segundo van Stan et al. (2021), dispositivos de biofeedback permitem maior autocorreção vocal, aumentando adesão e eficácia terapêutica. Considerando essa tecnologia, qual proposição traduz sua contribuição principal na prática clínica?
Alternativas
Q3758904 Fonoaudiologia
A afasia transcortical sensorial caracteriza-se por preservação da repetição, com prejuízo na compreensão semântica. Goodglass & Kaplan (2001) apontam que essa condição resulta de lesões nas áreas temporoparietais posteriores, mantendo integridade da área de Broca e do fascículo arqueado. Qual proposição descreve essa síndrome?
Alternativas
Q3758903 Fonoaudiologia
As bases neurofisiológicas da audição envolvem integração de vias periféricas e centrais. De acordo com Musiek & Baran (2020), o corpo caloso exerce papel fundamental na transferência interhemisférica de informações auditivas, garantindo a integração binaural. Considerando esse enfoque, qual proposição descreve o papel do corpo caloso na audição?
Alternativas
Q3758902 Fonoaudiologia
O conceito de bioética aplicada à prática fonoaudiológica exige a articulação entre autonomia, beneficência, não maleficência e justiça. Segundo Beauchamp & Childress (2019), a tomada de decisão clínica fundamenta-se no equilíbrio desses princípios diante de dilemas assistenciais. Considerando essa perspectiva, qual proposição traduz a aplicação da bioética em Fonoaudiologia?
Alternativas
Q3758901 Fonoaudiologia
O desenvolvimento profissional contínuo é requisito ético e técnico da prática fonoaudiológica. Schön (2000) destaca que a competência reflexiva possibilita articulação dinâmica entre prática clínica e teoria, promovendo atualização científica permanente. Considerando esse princípio, qual proposição traduz o conceito de competência reflexiva? 
Alternativas
Q3758900 Fonoaudiologia
A neuropsicologia da linguagem investiga as correlações entre funções cognitivas superiores e distúrbios comunicativos. Ardila (2020) aponta que a memória de trabalho verbal sustenta a compreensão sintática e a integração semântica em tempo real, sendo modulada por funções executivas. Considerando esse enfoque, qual proposição expressa essa correlação neuropsicológica?
Alternativas
Q3758899 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
A gestão de serviços de saúde em Fonoaudiologia deve integrar planejamento, organização e avaliação de recursos. Mintzberg (2019) aponta que modelos administrativos híbridos são mais adequados para serviços de saúde, pois conciliam estrutura profissional, coordenação hierárquica e flexibilidade institucional. Considerando esse enfoque, qual proposição caracteriza a gestão fonoaudiológica eficiente?
Alternativas
Q3758898 Pedagogia
As revisões sistemáticas constituem método de síntese científica que objetiva reunir e analisar criticamente estudos primários sobre determinada questão. Higgins et al. (2021) descrevem que sua robustez depende da reprodutibilidade metodológica e da avaliação de qualidade dos estudos incluídos. Qual proposição expressa essa natureza metodológica?
Alternativas
Q3758897 Fonoaudiologia
A prática baseada em evidências constitui eixo estruturante da Fonoaudiologia contemporânea. Sackett et al. (1996) destacam que sua efetividade depende da integração entre melhores pesquisas disponíveis, experiência clínica e valores dos pacientes. Considerando esse paradigma, qual proposição descreve os fundamentos da prática baseada em evidências?
Alternativas
Q3758896 Fonoaudiologia
A telefonaudiologia, segundo Krumm & Syms (2020), representa recurso estratégico para ampliar acesso e equidade em saúde auditiva, integrando diagnóstico remoto, monitoramento e acompanhamento terapêutico. Qual proposição descreve seus benefícios?
Alternativas
Q3758894 Fonoaudiologia
A gagueira, segundo Bloodstein & Bernstein Ratner (2021), envolve fatores genéticos, neurofisiológicos e ambientais. Modelos contemporâneos defendem integração terapêutica, com envolvimento familiar e modificação de fala. Qual proposição sintetiza essa abordagem?
Alternativas
Q3758893 Fonoaudiologia
Titze (2008) descreve a teoria mioelástica-aerodinâmica, segundo a qual a vibração vocal resulta da interação entre fluxo aéreo, propriedades viscoelásticas e pressão subglótica. Qual proposição traduz esse modelo fisiológico?
Alternativas
Respostas
4901: B
4902: E
4903: B
4904: C
4905: E
4906: A
4907: D
4908: D
4909: A
4910: C
4911: E
4912: B
4913: A
4914: A
4915: C
4916: C
4917: B
4918: B
4919: D
4920: C