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Q4101689 Português
 Em significação das palavras, os pares antigo/velho; aberto/fechado; apóstrofe/apóstrofo; afim/a fim, são respectivamente
Alternativas
Q4101688 Português

Leia o texto para responder à questão.


A perca. (Martha Medeiros).


Estava parada num sinal da Avenida Ipiranga quando um carro encostou ao lado do meu. A motorista abriu a janela e pediu para eu abrir a minha. Era uma moça simpática que me perguntou: “Martha, o certo é dizer perda ou perca?”.“Hãn?” “É perda de tempo ou perca de tempo? Como se diz?”


A pergunta era tão inusitada para a hora e o local, tão surpreendente, vinda de alguém que eu não conhecia, que me deu um branco: por um milésimo de segundo eu não soube o que responder. Perca de tempo, isso existe? Então o sinal abriu, os carros da frente começaram a engatar a primeira, eu olhei para ela e disse: “É perda de tempo”.


Ela sorriu em agradecimento e foi em frente. Meu carro ainda ficou um tempo parado. Eu parada no tempo. Perca de tempo.

Dei uma risada e segui meu rumo também.

Se alguém te diz “não perca tempo”, e todos te dizem isso o tempo todo, como não confundir? Tantos confundem. São coagidos a tal.

E, cá entre nós, a “perca” parece mais amena do que a perda.

A perca de um amor é quase tão corriqueira como a perca do capítulo da novela. A perca é feira livre. A perca é festiva. A perca é música popular.

Já a perda é sinfonia de Beethoven.

A perca acontece no verão. A perca de uma cadeirinha de praia, a perca de um palito premiado de picolé.

As perdas acontecem no inverno.

A perca é simplória, a perca é distraída, a perca é provisória, logo, logo reencontrarão o que está faltando. A perda é para sempre. As percas reinventam o vocabulário e seu sentido, não são graves, as percas são imperfeições perdoáveis, as percas são inocentes.

As perdas são catastróficas, nada têm de folclóricas.

A perca é um erro gramatical, e apenas esse erro ela contém. De resto, não faz mal a ninguém.

A perda é um acerto gramatical, mas só esse acerto ela contém. De resto, é brutal.

Se eu pudesse voltar no tempo, reconstituiria a cena de outra forma:

“Martha, é perda de tempo ou perca de tempo? Como é que se diz?”

“O correto é dizer perda, mas é muito solene. Perca dói menos por ser mais trivial”.

De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “inusitada” significa: 
Alternativas
Q4101687 Português

Leia o texto para responder à questão.


A perca. (Martha Medeiros).


Estava parada num sinal da Avenida Ipiranga quando um carro encostou ao lado do meu. A motorista abriu a janela e pediu para eu abrir a minha. Era uma moça simpática que me perguntou: “Martha, o certo é dizer perda ou perca?”.“Hãn?” “É perda de tempo ou perca de tempo? Como se diz?”


A pergunta era tão inusitada para a hora e o local, tão surpreendente, vinda de alguém que eu não conhecia, que me deu um branco: por um milésimo de segundo eu não soube o que responder. Perca de tempo, isso existe? Então o sinal abriu, os carros da frente começaram a engatar a primeira, eu olhei para ela e disse: “É perda de tempo”.


Ela sorriu em agradecimento e foi em frente. Meu carro ainda ficou um tempo parado. Eu parada no tempo. Perca de tempo.

Dei uma risada e segui meu rumo também.

Se alguém te diz “não perca tempo”, e todos te dizem isso o tempo todo, como não confundir? Tantos confundem. São coagidos a tal.

E, cá entre nós, a “perca” parece mais amena do que a perda.

A perca de um amor é quase tão corriqueira como a perca do capítulo da novela. A perca é feira livre. A perca é festiva. A perca é música popular.

Já a perda é sinfonia de Beethoven.

A perca acontece no verão. A perca de uma cadeirinha de praia, a perca de um palito premiado de picolé.

As perdas acontecem no inverno.

A perca é simplória, a perca é distraída, a perca é provisória, logo, logo reencontrarão o que está faltando. A perda é para sempre. As percas reinventam o vocabulário e seu sentido, não são graves, as percas são imperfeições perdoáveis, as percas são inocentes.

As perdas são catastróficas, nada têm de folclóricas.

A perca é um erro gramatical, e apenas esse erro ela contém. De resto, não faz mal a ninguém.

A perda é um acerto gramatical, mas só esse acerto ela contém. De resto, é brutal.

Se eu pudesse voltar no tempo, reconstituiria a cena de outra forma:

“Martha, é perda de tempo ou perca de tempo? Como é que se diz?”

“O correto é dizer perda, mas é muito solene. Perca dói menos por ser mais trivial”.

Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (surpreendente, simplória, vocabulário), são respectivamente: 
Alternativas
Q4098323 Fonoaudiologia
Na saúde do trabalhador, o fonoaudiólogo participa de ações voltadas à prevenção, identificação e acompanhamento de alterações auditivas relacionadas às condições de trabalho, articulando medidas individuais e coletivas no campo da vigilância em saúde. Considerando esse escopo de atuação, a conduta mais compatível com a prática profissional é:
Alternativas
Q4098322 Fonoaudiologia
As práticas de biossegurança em Fonoaudiologia são fundamentais para reduzir riscos de contaminação cruzada durante o atendimento clínico. Nesse contexto, a conduta mais adequada é:
Alternativas
Q4098320 Fonoaudiologia
Na deficiência intelectual, o desempenho comunicativo varia conforme o nível cognitivo e as oportunidades ambientais. A atuação fonoaudiológica deve considerar essa variabilidade para definição de estratégias terapêuticas:
Alternativas
Q4098319 Fonoaudiologia
Em pacientes internados em unidade de terapia intensiva sob ventilação mecânica, a atuação fonoaudiológica envolve avaliação da deglutição e da comunicação, considerando riscos clínicos e estabilidade do paciente. Nesse contexto, a conduta mais adequada é:
Alternativas
Q4098318 Fonoaudiologia
Na intervenção fonoaudiológica com indivíduos com Transtorno do Espectro Autista, observa-se comprometimento na comunicação social, especialmente na reciprocidade, uso funcional da linguagem e adaptação ao contexto. Considerando esse perfil, a conduta terapêutica mais adequada deve priorizar estratégias que favoreçam a generalização das habilidades comunicativas: 
Alternativas
Q4098317 Fonoaudiologia
A Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) é utilizada na Fonoaudiologia para:
Alternativas
Q4098316 Fonoaudiologia
No contexto do SUS, a atuação do fonoaudiólogo na atenção básica envolve ações preventivas e promoção da saúde:
Alternativas
Q4098315 Fonoaudiologia
Na avaliação audiológica, o audiograma é um exame fundamental para caracterizar a perda auditiva de um indivíduo: 
Alternativas
Q4098314 Fonoaudiologia
Paciente traqueostomizado em ambiente hospitalar apresenta dificuldade para comunicação oral e alteração da deglutição, exigindo atuação fonoaudiológica integrada à equipe multiprofissional: 
Alternativas
Q4098313 Fonoaudiologia
Criança em idade escolar apresenta dificuldade persistente na leitura, trocas de letras, lentidão na decodificação e baixo desempenho acadêmico, sem comprometimento intelectual global:
Alternativas
Q4098312 Fonoaudiologia
Um trabalhador exposto a ruído intenso por vários anos apresenta dificuldade auditiva progressiva, especialmente para sons agudos, com zumbido associado e padrão audiométrico típico: 
Alternativas
Q4098311 Fonoaudiologia
Paciente apresenta episódios de tontura intensa ao mudar de posição na cama, principalmente ao deitar ou levantar, com duração de poucos segundos, sem perda auditiva associada e com melhora após manobras específicas realizadas em consultório:
Alternativas
Q4098310 Fonoaudiologia
Idoso refere dificuldade progressiva para compreender fala, especialmente em ambientes com ruído competitivo, com pior desempenho em sons de alta frequência, instalação bilateral lenta e ausência de sintomas vestibulares relevantes ou episódios inflamatórios prévios. O padrão descrito exige diferenciação entre causas degenerativas, ocupacionais e retrococleares: 
Alternativas
Q4098309 Fonoaudiologia
Criança previamente submetida à correção cirúrgica de alteração craniofacial apresenta fala com escape aéreo nasal audível, redução da pressão intraoral durante a produção de consoantes oclusivas e fricativase inteligibilidade comprometida em tarefas de fala dirigida, sem evidência de perda auditiva ou déficit motor global. A persistência do quadro, mesmo após intervenção adequada, sugere comprometimento funcional relacionado ao mecanismo de separação entre cavidades durante a fala:
Alternativas
Q4098308 Fonoaudiologia
Paciente adulto, sem histórico prévio de abuso vocal, evolui após período de ventilação invasiva com dor à fonação, sensação persistente de corpo estranho e rouquidão progressiva. A avaliação endoscópica revela lesão localizada na região posterior da laringe, adjacente à articulação aritenoidea, com aspecto inflamatório e crescimento focal, sem padrão bilateral ou difuso. Considerando a correlação entre história clínica, localização e mecanismo etiológico predominante, o diagnóstico mais compatível é:
Alternativas
Q4098307 Fonoaudiologia
Durante avaliação miofuncional orofacial, observa-se em um paciente desvio da língua à protrusão, redução de força lingual e prejuízo na organização do bolo alimentar, com preservação da mímica facial e ausência de alterações velofaríngeas, exigindo correlação entre o achado clínico e a via neural envolvida:
Alternativas
Q4098306 Fonoaudiologia
Profissional da voz com uso vocal intenso apresenta rouquidão progressiva e lesões bilaterais simétricas no terço médio das pregas vocais, sem sinais de infiltração ou crescimento irregular. Esse paciente pode apresentar:
Alternativas
Respostas
2001: B
2002: B
2003: C
2004: E
2005: E
2006: D
2007: B
2008: A
2009: A
2010: D
2011: C
2012: A
2013: B
2014: E
2015: D
2016: C
2017: E
2018: E
2019: D
2020: B