Questões de Concurso
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Mineração de dados é o processo de explorar grandes quantidades de dados à procura de padrões consistentes
1. Introdução
Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de matemática consegue perceber que o valor fechado na compra do What-sApp pelo Facebook simplesmente não bate com o fatura- mento da empresa.19 bilhões de dólares em uma empresa que tem apenas 50 funcionários. O aplicativo possui uma quantidade expressiva de usuários ativos - cerca de 450 mi- lhões por mês - mas não possui um modelo de negócios muito rentável - uma assinatura de apenas um dólar por ano, contando a partir do segundo ano de uso. “O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que alcançam essa marca são todos incrivelmente valiosos”, diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
2. A Target sabia que uma adolescente estava grávida an-tes mesmo dos pais dela
Duhigg explicou noThe New York Times como a Target - a segunda maior rede varejista dos Estados Unidos - estava utilizando o processo de mineração de dados para entender os hábitos de compra de seus clientes. Para isso, contrataram Andrew Pole, um mestre em economia e estatística, que assumiu o cargo de estatístico em 2002. Em sua base de dados, a empresa mantinha algumas informações dos clientes, como nome, e-mail e um histórico completo de tudo o que compravam em qualquer loja da rede.
Conforme o computador de Pole analisava os dados, ele foi capaz de identificar cerca de 25 produtos que, quando analisados em conjunto, lhe permitiram atribuir a cada cliente uma pontuação de “previsão de gravidez”. Mais importante, ele também poderia estimar a data do parto para dentro de um pequeno intervalo de tempo, assim a Target poderia enviar cupons programados para estágios muito específicos de sua gravidez. A Target então começou a enviar cupons de des- conto de produtos relacionados a bebês para as futuras ma- mães, baseando-se nos padrões de compra identificados pelo software. Um dia, um pai entrou em uma das lojas da rede muito nervoso, solicitando falar com o gerente: “Minha filha recebeu essa carta pelo correio!”, ele disse. “Ela ainda está no colegial e vocês estão enviando seus cupons de desconto de roupas de bebê e berços? Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”. O gerente não fazia ideia do que o homem estava falando. Ele olhou para a mala direta. Com certeza ela foi dirigida à filha do homem e continha propagan- das de roupas de maternidade, mobília do berçário e fotos de crianças sorridentes. O gerente pediu desculpas e, alguns dias depois, ligou para se desculpar novamente. No telefone, porém, o pai parecia um pouco envergonhado. “Eu tive uma conversa com a minha filha”, disse ele. “Acontece que ocorreram algumas atividades em minha casa das quais eu não estava completamente ciente. Ela deve ter o bebê em agosto. Lhe devo um pedido de desculpas.
3. O Facebook sabe quando você vai começar a namorar
Você não precisa de dados tão precisos como um histórico de compras para identificar padrões e prever acontecimentos. O próprio Facebook divulgou na semana passada que consegue saber quando uma pessoa está prestes a mudar o seu status de relacionamento, apenas cruzando dados sobre suas interações dentro da rede. Não é preciso nem ler as mensagens que você troca via Inbox, basta identificar com quem você anda interagindo, se está postando na timeline dessa pessoa e com qual frequência. Daí surgiu um padrão: quando a troca de mensagens atinge um certo ritmo, significa que você está prestes a assumir um relacionamento público na rede social. Também é possível observar que, uma vez alterado o status, as interações entre timelines tendem a diminuir, porém a presença de palavras positivas como “feliz” e “amor” aumentam consideravelmente.
4. Aplicando mineração de dados no WhatsApp
De todos os serviços que utilizamos, é provável que o Facebook seja aquele que possui a maior quantidade de informa- ções precisas sobre nós. Ele não tenta adivinhar qual o seu cantor ou filme favorito, ele simplesmente sabe. Você forneceu essas informações de boa vontade quando preencheu o seu perfil. A Target conseguiu aumentar alguns bilhões de dólares no seu faturamento anual apenas criando estratégias de venda com base nas informações extraídas da mineração de dados. Mas ela é uma empresa varejista, diferente do Fa- cebook, que não comercializa nenhum produto. A rede de Mark Zuckerberg fatura com a venda de anúncios e, mais im- portante, ganha com a performance desses anúncios. Isso significa que, se ninguém clicar na publicidade que fica ali na barra lateral, quem sai perdendo é o Facebook. Por isso é muito importante que esses anúncios despertem interesse no usuário. Outras empresas também estão de olho nessas preciosas fontes de dados. No ano passado, o Snapchat declinou uma oferta de compra de 3 bilhões de dólares vinda do Facebook. Um mês depois, o Google teria oferecido 4 bilhões de dólares e também levou um “não”. Semana passada foi a vez da Rakuten (uma empresa que funciona como uma espécie de shopping on-line, abrigando várias lojas dentro de um mesmo domínio) fazer uma oferta milionária pelo Viber, um app de VoIP e mensagens instantâneas. O negócio foi fecha- do por 900 milhões de dólares.
5. É o fim da privacidade?
O mesmo risco que você corre hoje ao utilizar serviços on- line, continuará correndo se a compra for concretizada. Não há nenhum motivo novo para se preocupar. Não é como se, agora que o app foi vendido, os funcionários do Facebook fossem vasculhar cada uma de suas mensagens pessoais individualmente; isso é até inviável! O objetivo desses sistemas é analisar blocos gigantescos de dados em busca de padrões comportamentais. Além do mais, veja o caso da Target, que possui lojas físicas além do e-commerce. Ou seja, não foi preciso nem se conectar à internet. A prática de monitorar os “passos” do consumidor com o objetivo de exibir uma vitrine de ofertas mais relevante é muito comum também em sites de e-commerce e de vendas de passagens aéreas, só para citar mais exemplos. Também não sabemos ao certo qual o nível de acesso que o Facebook vai ter a essas mensagens. E, levando em consideração o formato do aplicativo, é improvável que mensagens publicitárias comecem a pipocar em sua conta num futuro próximo. De qualquer forma, para os mais paranoicos, vale ficar atento para o surgimento de anúncios de fraldas e roupas de bebê.
Releia o Texto 1 e leia os textos 2 e 3 para responder às questões de 11 a 14.
1. Introdução
Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de matemática consegue perceber que o valor fechado na compra do What-sApp pelo Facebook simplesmente não bate com o fatura- mento da empresa.19 bilhões de dólares em uma empresa que tem apenas 50 funcionários. O aplicativo possui uma quantidade expressiva de usuários ativos - cerca de 450 mi- lhões por mês - mas não possui um modelo de negócios muito rentável - uma assinatura de apenas um dólar por ano, contando a partir do segundo ano de uso. “O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que alcançam essa marca são todos incrivelmente valiosos”, diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
2. A Target sabia que uma adolescente estava grávida an-tes mesmo dos pais dela
Duhigg explicou noThe New York Times como a Target - a segunda maior rede varejista dos Estados Unidos - estava utilizando o processo de mineração de dados para entender os hábitos de compra de seus clientes. Para isso, contrataram Andrew Pole, um mestre em economia e estatística, que assumiu o cargo de estatístico em 2002. Em sua base de dados, a empresa mantinha algumas informações dos clientes, como nome, e-mail e um histórico completo de tudo o que compravam em qualquer loja da rede.
Conforme o computador de Pole analisava os dados, ele foi capaz de identificar cerca de 25 produtos que, quando analisados em conjunto, lhe permitiram atribuir a cada cliente uma pontuação de “previsão de gravidez”. Mais importante, ele também poderia estimar a data do parto para dentro de um pequeno intervalo de tempo, assim a Target poderia enviar cupons programados para estágios muito específicos de sua gravidez. A Target então começou a enviar cupons de des- conto de produtos relacionados a bebês para as futuras ma- mães, baseando-se nos padrões de compra identificados pelo software. Um dia, um pai entrou em uma das lojas da rede muito nervoso, solicitando falar com o gerente: “Minha filha recebeu essa carta pelo correio!”, ele disse. “Ela ainda está no colegial e vocês estão enviando seus cupons de desconto de roupas de bebê e berços? Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”. O gerente não fazia ideia do que o homem estava falando. Ele olhou para a mala direta. Com certeza ela foi dirigida à filha do homem e continha propagan- das de roupas de maternidade, mobília do berçário e fotos de crianças sorridentes. O gerente pediu desculpas e, alguns dias depois, ligou para se desculpar novamente. No telefone, porém, o pai parecia um pouco envergonhado. “Eu tive uma conversa com a minha filha”, disse ele. “Acontece que ocorreram algumas atividades em minha casa das quais eu não estava completamente ciente. Ela deve ter o bebê em agosto. Lhe devo um pedido de desculpas.
3. O Facebook sabe quando você vai começar a namorar
Você não precisa de dados tão precisos como um histórico de compras para identificar padrões e prever acontecimentos. O próprio Facebook divulgou na semana passada que consegue saber quando uma pessoa está prestes a mudar o seu status de relacionamento, apenas cruzando dados sobre suas interações dentro da rede. Não é preciso nem ler as mensagens que você troca via Inbox, basta identificar com quem você anda interagindo, se está postando na timeline dessa pessoa e com qual frequência. Daí surgiu um padrão: quando a troca de mensagens atinge um certo ritmo, significa que você está prestes a assumir um relacionamento público na rede social. Também é possível observar que, uma vez alterado o status, as interações entre timelines tendem a diminuir, porém a presença de palavras positivas como “feliz” e “amor” aumentam consideravelmente.
4. Aplicando mineração de dados no WhatsApp
De todos os serviços que utilizamos, é provável que o Facebook seja aquele que possui a maior quantidade de informa- ções precisas sobre nós. Ele não tenta adivinhar qual o seu cantor ou filme favorito, ele simplesmente sabe. Você forneceu essas informações de boa vontade quando preencheu o seu perfil. A Target conseguiu aumentar alguns bilhões de dólares no seu faturamento anual apenas criando estratégias de venda com base nas informações extraídas da mineração de dados. Mas ela é uma empresa varejista, diferente do Fa- cebook, que não comercializa nenhum produto. A rede de Mark Zuckerberg fatura com a venda de anúncios e, mais im- portante, ganha com a performance desses anúncios. Isso significa que, se ninguém clicar na publicidade que fica ali na barra lateral, quem sai perdendo é o Facebook. Por isso é muito importante que esses anúncios despertem interesse no usuário. Outras empresas também estão de olho nessas preciosas fontes de dados. No ano passado, o Snapchat declinou uma oferta de compra de 3 bilhões de dólares vinda do Facebook. Um mês depois, o Google teria oferecido 4 bilhões de dólares e também levou um “não”. Semana passada foi a vez da Rakuten (uma empresa que funciona como uma espécie de shopping on-line, abrigando várias lojas dentro de um mesmo domínio) fazer uma oferta milionária pelo Viber, um app de VoIP e mensagens instantâneas. O negócio foi fecha- do por 900 milhões de dólares.
5. É o fim da privacidade?
O mesmo risco que você corre hoje ao utilizar serviços on- line, continuará correndo se a compra for concretizada. Não há nenhum motivo novo para se preocupar. Não é como se, agora que o app foi vendido, os funcionários do Facebook fossem vasculhar cada uma de suas mensagens pessoais individualmente; isso é até inviável! O objetivo desses sistemas é analisar blocos gigantescos de dados em busca de padrões comportamentais. Além do mais, veja o caso da Target, que possui lojas físicas além do e-commerce. Ou seja, não foi preciso nem se conectar à internet. A prática de monitorar os “passos” do consumidor com o objetivo de exibir uma vitrine de ofertas mais relevante é muito comum também em sites de e-commerce e de vendas de passagens aéreas, só para citar mais exemplos. Também não sabemos ao certo qual o nível de acesso que o Facebook vai ter a essas mensagens. E, levando em consideração o formato do aplicativo, é improvável que mensagens publicitárias comecem a pipocar em sua conta num futuro próximo. De qualquer forma, para os mais paranoicos, vale ficar atento para o surgimento de anúncios de fraldas e roupas de bebê.
1. Introdução
Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de matemática consegue perceber que o valor fechado na compra do What-sApp pelo Facebook simplesmente não bate com o fatura- mento da empresa.19 bilhões de dólares em uma empresa que tem apenas 50 funcionários. O aplicativo possui uma quantidade expressiva de usuários ativos - cerca de 450 mi- lhões por mês - mas não possui um modelo de negócios muito rentável - uma assinatura de apenas um dólar por ano, contando a partir do segundo ano de uso. “O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que alcançam essa marca são todos incrivelmente valiosos”, diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
2. A Target sabia que uma adolescente estava grávida an-tes mesmo dos pais dela
Duhigg explicou noThe New York Times como a Target - a segunda maior rede varejista dos Estados Unidos - estava utilizando o processo de mineração de dados para entender os hábitos de compra de seus clientes. Para isso, contrataram Andrew Pole, um mestre em economia e estatística, que assumiu o cargo de estatístico em 2002. Em sua base de dados, a empresa mantinha algumas informações dos clientes, como nome, e-mail e um histórico completo de tudo o que compravam em qualquer loja da rede.
Conforme o computador de Pole analisava os dados, ele foi capaz de identificar cerca de 25 produtos que, quando analisados em conjunto, lhe permitiram atribuir a cada cliente uma pontuação de “previsão de gravidez”. Mais importante, ele também poderia estimar a data do parto para dentro de um pequeno intervalo de tempo, assim a Target poderia enviar cupons programados para estágios muito específicos de sua gravidez. A Target então começou a enviar cupons de des- conto de produtos relacionados a bebês para as futuras ma- mães, baseando-se nos padrões de compra identificados pelo software. Um dia, um pai entrou em uma das lojas da rede muito nervoso, solicitando falar com o gerente: “Minha filha recebeu essa carta pelo correio!”, ele disse. “Ela ainda está no colegial e vocês estão enviando seus cupons de desconto de roupas de bebê e berços? Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”. O gerente não fazia ideia do que o homem estava falando. Ele olhou para a mala direta. Com certeza ela foi dirigida à filha do homem e continha propagan- das de roupas de maternidade, mobília do berçário e fotos de crianças sorridentes. O gerente pediu desculpas e, alguns dias depois, ligou para se desculpar novamente. No telefone, porém, o pai parecia um pouco envergonhado. “Eu tive uma conversa com a minha filha”, disse ele. “Acontece que ocorreram algumas atividades em minha casa das quais eu não estava completamente ciente. Ela deve ter o bebê em agosto. Lhe devo um pedido de desculpas.
3. O Facebook sabe quando você vai começar a namorar
Você não precisa de dados tão precisos como um histórico de compras para identificar padrões e prever acontecimentos. O próprio Facebook divulgou na semana passada que consegue saber quando uma pessoa está prestes a mudar o seu status de relacionamento, apenas cruzando dados sobre suas interações dentro da rede. Não é preciso nem ler as mensagens que você troca via Inbox, basta identificar com quem você anda interagindo, se está postando na timeline dessa pessoa e com qual frequência. Daí surgiu um padrão: quando a troca de mensagens atinge um certo ritmo, significa que você está prestes a assumir um relacionamento público na rede social. Também é possível observar que, uma vez alterado o status, as interações entre timelines tendem a diminuir, porém a presença de palavras positivas como “feliz” e “amor” aumentam consideravelmente.
4. Aplicando mineração de dados no WhatsApp
De todos os serviços que utilizamos, é provável que o Facebook seja aquele que possui a maior quantidade de informa- ções precisas sobre nós. Ele não tenta adivinhar qual o seu cantor ou filme favorito, ele simplesmente sabe. Você forneceu essas informações de boa vontade quando preencheu o seu perfil. A Target conseguiu aumentar alguns bilhões de dólares no seu faturamento anual apenas criando estratégias de venda com base nas informações extraídas da mineração de dados. Mas ela é uma empresa varejista, diferente do Fa- cebook, que não comercializa nenhum produto. A rede de Mark Zuckerberg fatura com a venda de anúncios e, mais im- portante, ganha com a performance desses anúncios. Isso significa que, se ninguém clicar na publicidade que fica ali na barra lateral, quem sai perdendo é o Facebook. Por isso é muito importante que esses anúncios despertem interesse no usuário. Outras empresas também estão de olho nessas preciosas fontes de dados. No ano passado, o Snapchat declinou uma oferta de compra de 3 bilhões de dólares vinda do Facebook. Um mês depois, o Google teria oferecido 4 bilhões de dólares e também levou um “não”. Semana passada foi a vez da Rakuten (uma empresa que funciona como uma espécie de shopping on-line, abrigando várias lojas dentro de um mesmo domínio) fazer uma oferta milionária pelo Viber, um app de VoIP e mensagens instantâneas. O negócio foi fecha- do por 900 milhões de dólares.
5. É o fim da privacidade?
O mesmo risco que você corre hoje ao utilizar serviços on- line, continuará correndo se a compra for concretizada. Não há nenhum motivo novo para se preocupar. Não é como se, agora que o app foi vendido, os funcionários do Facebook fossem vasculhar cada uma de suas mensagens pessoais individualmente; isso é até inviável! O objetivo desses sistemas é analisar blocos gigantescos de dados em busca de padrões comportamentais. Além do mais, veja o caso da Target, que possui lojas físicas além do e-commerce. Ou seja, não foi preciso nem se conectar à internet. A prática de monitorar os “passos” do consumidor com o objetivo de exibir uma vitrine de ofertas mais relevante é muito comum também em sites de e-commerce e de vendas de passagens aéreas, só para citar mais exemplos. Também não sabemos ao certo qual o nível de acesso que o Facebook vai ter a essas mensagens. E, levando em consideração o formato do aplicativo, é improvável que mensagens publicitárias comecem a pipocar em sua conta num futuro próximo. De qualquer forma, para os mais paranoicos, vale ficar atento para o surgimento de anúncios de fraldas e roupas de bebê.
1. Introdução
Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de matemática consegue perceber que o valor fechado na compra do What-sApp pelo Facebook simplesmente não bate com o fatura- mento da empresa.19 bilhões de dólares em uma empresa que tem apenas 50 funcionários. O aplicativo possui uma quantidade expressiva de usuários ativos - cerca de 450 mi- lhões por mês - mas não possui um modelo de negócios muito rentável - uma assinatura de apenas um dólar por ano, contando a partir do segundo ano de uso. “O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que alcançam essa marca são todos incrivelmente valiosos”, diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
2. A Target sabia que uma adolescente estava grávida an-tes mesmo dos pais dela
Duhigg explicou noThe New York Times como a Target - a segunda maior rede varejista dos Estados Unidos - estava utilizando o processo de mineração de dados para entender os hábitos de compra de seus clientes. Para isso, contrataram Andrew Pole, um mestre em economia e estatística, que assumiu o cargo de estatístico em 2002. Em sua base de dados, a empresa mantinha algumas informações dos clientes, como nome, e-mail e um histórico completo de tudo o que compravam em qualquer loja da rede.
Conforme o computador de Pole analisava os dados, ele foi capaz de identificar cerca de 25 produtos que, quando analisados em conjunto, lhe permitiram atribuir a cada cliente uma pontuação de “previsão de gravidez”. Mais importante, ele também poderia estimar a data do parto para dentro de um pequeno intervalo de tempo, assim a Target poderia enviar cupons programados para estágios muito específicos de sua gravidez. A Target então começou a enviar cupons de des- conto de produtos relacionados a bebês para as futuras ma- mães, baseando-se nos padrões de compra identificados pelo software. Um dia, um pai entrou em uma das lojas da rede muito nervoso, solicitando falar com o gerente: “Minha filha recebeu essa carta pelo correio!”, ele disse. “Ela ainda está no colegial e vocês estão enviando seus cupons de desconto de roupas de bebê e berços? Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”. O gerente não fazia ideia do que o homem estava falando. Ele olhou para a mala direta. Com certeza ela foi dirigida à filha do homem e continha propagan- das de roupas de maternidade, mobília do berçário e fotos de crianças sorridentes. O gerente pediu desculpas e, alguns dias depois, ligou para se desculpar novamente. No telefone, porém, o pai parecia um pouco envergonhado. “Eu tive uma conversa com a minha filha”, disse ele. “Acontece que ocorreram algumas atividades em minha casa das quais eu não estava completamente ciente. Ela deve ter o bebê em agosto. Lhe devo um pedido de desculpas.
3. O Facebook sabe quando você vai começar a namorar
Você não precisa de dados tão precisos como um histórico de compras para identificar padrões e prever acontecimentos. O próprio Facebook divulgou na semana passada que consegue saber quando uma pessoa está prestes a mudar o seu status de relacionamento, apenas cruzando dados sobre suas interações dentro da rede. Não é preciso nem ler as mensagens que você troca via Inbox, basta identificar com quem você anda interagindo, se está postando na timeline dessa pessoa e com qual frequência. Daí surgiu um padrão: quando a troca de mensagens atinge um certo ritmo, significa que você está prestes a assumir um relacionamento público na rede social. Também é possível observar que, uma vez alterado o status, as interações entre timelines tendem a diminuir, porém a presença de palavras positivas como “feliz” e “amor” aumentam consideravelmente.
4. Aplicando mineração de dados no WhatsApp
De todos os serviços que utilizamos, é provável que o Facebook seja aquele que possui a maior quantidade de informa- ções precisas sobre nós. Ele não tenta adivinhar qual o seu cantor ou filme favorito, ele simplesmente sabe. Você forneceu essas informações de boa vontade quando preencheu o seu perfil. A Target conseguiu aumentar alguns bilhões de dólares no seu faturamento anual apenas criando estratégias de venda com base nas informações extraídas da mineração de dados. Mas ela é uma empresa varejista, diferente do Fa- cebook, que não comercializa nenhum produto. A rede de Mark Zuckerberg fatura com a venda de anúncios e, mais im- portante, ganha com a performance desses anúncios. Isso significa que, se ninguém clicar na publicidade que fica ali na barra lateral, quem sai perdendo é o Facebook. Por isso é muito importante que esses anúncios despertem interesse no usuário. Outras empresas também estão de olho nessas preciosas fontes de dados. No ano passado, o Snapchat declinou uma oferta de compra de 3 bilhões de dólares vinda do Facebook. Um mês depois, o Google teria oferecido 4 bilhões de dólares e também levou um “não”. Semana passada foi a vez da Rakuten (uma empresa que funciona como uma espécie de shopping on-line, abrigando várias lojas dentro de um mesmo domínio) fazer uma oferta milionária pelo Viber, um app de VoIP e mensagens instantâneas. O negócio foi fecha- do por 900 milhões de dólares.
5. É o fim da privacidade?
O mesmo risco que você corre hoje ao utilizar serviços on- line, continuará correndo se a compra for concretizada. Não há nenhum motivo novo para se preocupar. Não é como se, agora que o app foi vendido, os funcionários do Facebook fossem vasculhar cada uma de suas mensagens pessoais individualmente; isso é até inviável! O objetivo desses sistemas é analisar blocos gigantescos de dados em busca de padrões comportamentais. Além do mais, veja o caso da Target, que possui lojas físicas além do e-commerce. Ou seja, não foi preciso nem se conectar à internet. A prática de monitorar os “passos” do consumidor com o objetivo de exibir uma vitrine de ofertas mais relevante é muito comum também em sites de e-commerce e de vendas de passagens aéreas, só para citar mais exemplos. Também não sabemos ao certo qual o nível de acesso que o Facebook vai ter a essas mensagens. E, levando em consideração o formato do aplicativo, é improvável que mensagens publicitárias comecem a pipocar em sua conta num futuro próximo. De qualquer forma, para os mais paranoicos, vale ficar atento para o surgimento de anúncios de fraldas e roupas de bebê.
1. Introdução
Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de matemática consegue perceber que o valor fechado na compra do What-sApp pelo Facebook simplesmente não bate com o fatura- mento da empresa.19 bilhões de dólares em uma empresa que tem apenas 50 funcionários. O aplicativo possui uma quantidade expressiva de usuários ativos - cerca de 450 mi- lhões por mês - mas não possui um modelo de negócios muito rentável - uma assinatura de apenas um dólar por ano, contando a partir do segundo ano de uso. “O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que alcançam essa marca são todos incrivelmente valiosos”, diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
2. A Target sabia que uma adolescente estava grávida an-tes mesmo dos pais dela
Duhigg explicou noThe New York Times como a Target - a segunda maior rede varejista dos Estados Unidos - estava utilizando o processo de mineração de dados para entender os hábitos de compra de seus clientes. Para isso, contrataram Andrew Pole, um mestre em economia e estatística, que assumiu o cargo de estatístico em 2002. Em sua base de dados, a empresa mantinha algumas informações dos clientes, como nome, e-mail e um histórico completo de tudo o que compravam em qualquer loja da rede.
Conforme o computador de Pole analisava os dados, ele foi capaz de identificar cerca de 25 produtos que, quando analisados em conjunto, lhe permitiram atribuir a cada cliente uma pontuação de “previsão de gravidez”. Mais importante, ele também poderia estimar a data do parto para dentro de um pequeno intervalo de tempo, assim a Target poderia enviar cupons programados para estágios muito específicos de sua gravidez. A Target então começou a enviar cupons de des- conto de produtos relacionados a bebês para as futuras ma- mães, baseando-se nos padrões de compra identificados pelo software. Um dia, um pai entrou em uma das lojas da rede muito nervoso, solicitando falar com o gerente: “Minha filha recebeu essa carta pelo correio!”, ele disse. “Ela ainda está no colegial e vocês estão enviando seus cupons de desconto de roupas de bebê e berços? Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”. O gerente não fazia ideia do que o homem estava falando. Ele olhou para a mala direta. Com certeza ela foi dirigida à filha do homem e continha propagan- das de roupas de maternidade, mobília do berçário e fotos de crianças sorridentes. O gerente pediu desculpas e, alguns dias depois, ligou para se desculpar novamente. No telefone, porém, o pai parecia um pouco envergonhado. “Eu tive uma conversa com a minha filha”, disse ele. “Acontece que ocorreram algumas atividades em minha casa das quais eu não estava completamente ciente. Ela deve ter o bebê em agosto. Lhe devo um pedido de desculpas.
3. O Facebook sabe quando você vai começar a namorar
Você não precisa de dados tão precisos como um histórico de compras para identificar padrões e prever acontecimentos. O próprio Facebook divulgou na semana passada que consegue saber quando uma pessoa está prestes a mudar o seu status de relacionamento, apenas cruzando dados sobre suas interações dentro da rede. Não é preciso nem ler as mensagens que você troca via Inbox, basta identificar com quem você anda interagindo, se está postando na timeline dessa pessoa e com qual frequência. Daí surgiu um padrão: quando a troca de mensagens atinge um certo ritmo, significa que você está prestes a assumir um relacionamento público na rede social. Também é possível observar que, uma vez alterado o status, as interações entre timelines tendem a diminuir, porém a presença de palavras positivas como “feliz” e “amor” aumentam consideravelmente.
4. Aplicando mineração de dados no WhatsApp
De todos os serviços que utilizamos, é provável que o Facebook seja aquele que possui a maior quantidade de informa- ções precisas sobre nós. Ele não tenta adivinhar qual o seu cantor ou filme favorito, ele simplesmente sabe. Você forneceu essas informações de boa vontade quando preencheu o seu perfil. A Target conseguiu aumentar alguns bilhões de dólares no seu faturamento anual apenas criando estratégias de venda com base nas informações extraídas da mineração de dados. Mas ela é uma empresa varejista, diferente do Fa- cebook, que não comercializa nenhum produto. A rede de Mark Zuckerberg fatura com a venda de anúncios e, mais im- portante, ganha com a performance desses anúncios. Isso significa que, se ninguém clicar na publicidade que fica ali na barra lateral, quem sai perdendo é o Facebook. Por isso é muito importante que esses anúncios despertem interesse no usuário. Outras empresas também estão de olho nessas preciosas fontes de dados. No ano passado, o Snapchat declinou uma oferta de compra de 3 bilhões de dólares vinda do Facebook. Um mês depois, o Google teria oferecido 4 bilhões de dólares e também levou um “não”. Semana passada foi a vez da Rakuten (uma empresa que funciona como uma espécie de shopping on-line, abrigando várias lojas dentro de um mesmo domínio) fazer uma oferta milionária pelo Viber, um app de VoIP e mensagens instantâneas. O negócio foi fecha- do por 900 milhões de dólares.
5. É o fim da privacidade?
O mesmo risco que você corre hoje ao utilizar serviços on- line, continuará correndo se a compra for concretizada. Não há nenhum motivo novo para se preocupar. Não é como se, agora que o app foi vendido, os funcionários do Facebook fossem vasculhar cada uma de suas mensagens pessoais individualmente; isso é até inviável! O objetivo desses sistemas é analisar blocos gigantescos de dados em busca de padrões comportamentais. Além do mais, veja o caso da Target, que possui lojas físicas além do e-commerce. Ou seja, não foi preciso nem se conectar à internet. A prática de monitorar os “passos” do consumidor com o objetivo de exibir uma vitrine de ofertas mais relevante é muito comum também em sites de e-commerce e de vendas de passagens aéreas, só para citar mais exemplos. Também não sabemos ao certo qual o nível de acesso que o Facebook vai ter a essas mensagens. E, levando em consideração o formato do aplicativo, é improvável que mensagens publicitárias comecem a pipocar em sua conta num futuro próximo. De qualquer forma, para os mais paranoicos, vale ficar atento para o surgimento de anúncios de fraldas e roupas de bebê.
1. Introdução
Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de matemática consegue perceber que o valor fechado na compra do What-sApp pelo Facebook simplesmente não bate com o fatura- mento da empresa.19 bilhões de dólares em uma empresa que tem apenas 50 funcionários. O aplicativo possui uma quantidade expressiva de usuários ativos - cerca de 450 mi- lhões por mês - mas não possui um modelo de negócios muito rentável - uma assinatura de apenas um dólar por ano, contando a partir do segundo ano de uso. “O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que alcançam essa marca são todos incrivelmente valiosos”, diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
2. A Target sabia que uma adolescente estava grávida an-tes mesmo dos pais dela
Duhigg explicou noThe New York Times como a Target - a segunda maior rede varejista dos Estados Unidos - estava utilizando o processo de mineração de dados para entender os hábitos de compra de seus clientes. Para isso, contrataram Andrew Pole, um mestre em economia e estatística, que assumiu o cargo de estatístico em 2002. Em sua base de dados, a empresa mantinha algumas informações dos clientes, como nome, e-mail e um histórico completo de tudo o que compravam em qualquer loja da rede.
Conforme o computador de Pole analisava os dados, ele foi capaz de identificar cerca de 25 produtos que, quando analisados em conjunto, lhe permitiram atribuir a cada cliente uma pontuação de “previsão de gravidez”. Mais importante, ele também poderia estimar a data do parto para dentro de um pequeno intervalo de tempo, assim a Target poderia enviar cupons programados para estágios muito específicos de sua gravidez. A Target então começou a enviar cupons de des- conto de produtos relacionados a bebês para as futuras ma- mães, baseando-se nos padrões de compra identificados pelo software. Um dia, um pai entrou em uma das lojas da rede muito nervoso, solicitando falar com o gerente: “Minha filha recebeu essa carta pelo correio!”, ele disse. “Ela ainda está no colegial e vocês estão enviando seus cupons de desconto de roupas de bebê e berços? Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”. O gerente não fazia ideia do que o homem estava falando. Ele olhou para a mala direta. Com certeza ela foi dirigida à filha do homem e continha propagan- das de roupas de maternidade, mobília do berçário e fotos de crianças sorridentes. O gerente pediu desculpas e, alguns dias depois, ligou para se desculpar novamente. No telefone, porém, o pai parecia um pouco envergonhado. “Eu tive uma conversa com a minha filha”, disse ele. “Acontece que ocorreram algumas atividades em minha casa das quais eu não estava completamente ciente. Ela deve ter o bebê em agosto. Lhe devo um pedido de desculpas.
3. O Facebook sabe quando você vai começar a namorar
Você não precisa de dados tão precisos como um histórico de compras para identificar padrões e prever acontecimentos. O próprio Facebook divulgou na semana passada que consegue saber quando uma pessoa está prestes a mudar o seu status de relacionamento, apenas cruzando dados sobre suas interações dentro da rede. Não é preciso nem ler as mensagens que você troca via Inbox, basta identificar com quem você anda interagindo, se está postando na timeline dessa pessoa e com qual frequência. Daí surgiu um padrão: quando a troca de mensagens atinge um certo ritmo, significa que você está prestes a assumir um relacionamento público na rede social. Também é possível observar que, uma vez alterado o status, as interações entre timelines tendem a diminuir, porém a presença de palavras positivas como “feliz” e “amor” aumentam consideravelmente.
4. Aplicando mineração de dados no WhatsApp
De todos os serviços que utilizamos, é provável que o Facebook seja aquele que possui a maior quantidade de informa- ções precisas sobre nós. Ele não tenta adivinhar qual o seu cantor ou filme favorito, ele simplesmente sabe. Você forneceu essas informações de boa vontade quando preencheu o seu perfil. A Target conseguiu aumentar alguns bilhões de dólares no seu faturamento anual apenas criando estratégias de venda com base nas informações extraídas da mineração de dados. Mas ela é uma empresa varejista, diferente do Fa- cebook, que não comercializa nenhum produto. A rede de Mark Zuckerberg fatura com a venda de anúncios e, mais im- portante, ganha com a performance desses anúncios. Isso significa que, se ninguém clicar na publicidade que fica ali na barra lateral, quem sai perdendo é o Facebook. Por isso é muito importante que esses anúncios despertem interesse no usuário. Outras empresas também estão de olho nessas preciosas fontes de dados. No ano passado, o Snapchat declinou uma oferta de compra de 3 bilhões de dólares vinda do Facebook. Um mês depois, o Google teria oferecido 4 bilhões de dólares e também levou um “não”. Semana passada foi a vez da Rakuten (uma empresa que funciona como uma espécie de shopping on-line, abrigando várias lojas dentro de um mesmo domínio) fazer uma oferta milionária pelo Viber, um app de VoIP e mensagens instantâneas. O negócio foi fecha- do por 900 milhões de dólares.
5. É o fim da privacidade?
O mesmo risco que você corre hoje ao utilizar serviços on- line, continuará correndo se a compra for concretizada. Não há nenhum motivo novo para se preocupar. Não é como se, agora que o app foi vendido, os funcionários do Facebook fossem vasculhar cada uma de suas mensagens pessoais individualmente; isso é até inviável! O objetivo desses sistemas é analisar blocos gigantescos de dados em busca de padrões comportamentais. Além do mais, veja o caso da Target, que possui lojas físicas além do e-commerce. Ou seja, não foi preciso nem se conectar à internet. A prática de monitorar os “passos” do consumidor com o objetivo de exibir uma vitrine de ofertas mais relevante é muito comum também em sites de e-commerce e de vendas de passagens aéreas, só para citar mais exemplos. Também não sabemos ao certo qual o nível de acesso que o Facebook vai ter a essas mensagens. E, levando em consideração o formato do aplicativo, é improvável que mensagens publicitárias comecem a pipocar em sua conta num futuro próximo. De qualquer forma, para os mais paranoicos, vale ficar atento para o surgimento de anúncios de fraldas e roupas de bebê.
1. Introdução
Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de matemática consegue perceber que o valor fechado na compra do What-sApp pelo Facebook simplesmente não bate com o fatura- mento da empresa.19 bilhões de dólares em uma empresa que tem apenas 50 funcionários. O aplicativo possui uma quantidade expressiva de usuários ativos - cerca de 450 mi- lhões por mês - mas não possui um modelo de negócios muito rentável - uma assinatura de apenas um dólar por ano, contando a partir do segundo ano de uso. “O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que alcançam essa marca são todos incrivelmente valiosos”, diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
2. A Target sabia que uma adolescente estava grávida an-tes mesmo dos pais dela
Duhigg explicou noThe New York Times como a Target - a segunda maior rede varejista dos Estados Unidos - estava utilizando o processo de mineração de dados para entender os hábitos de compra de seus clientes. Para isso, contrataram Andrew Pole, um mestre em economia e estatística, que assumiu o cargo de estatístico em 2002. Em sua base de dados, a empresa mantinha algumas informações dos clientes, como nome, e-mail e um histórico completo de tudo o que compravam em qualquer loja da rede.
Conforme o computador de Pole analisava os dados, ele foi capaz de identificar cerca de 25 produtos que, quando analisados em conjunto, lhe permitiram atribuir a cada cliente uma pontuação de “previsão de gravidez”. Mais importante, ele também poderia estimar a data do parto para dentro de um pequeno intervalo de tempo, assim a Target poderia enviar cupons programados para estágios muito específicos de sua gravidez. A Target então começou a enviar cupons de des- conto de produtos relacionados a bebês para as futuras ma- mães, baseando-se nos padrões de compra identificados pelo software. Um dia, um pai entrou em uma das lojas da rede muito nervoso, solicitando falar com o gerente: “Minha filha recebeu essa carta pelo correio!”, ele disse. “Ela ainda está no colegial e vocês estão enviando seus cupons de desconto de roupas de bebê e berços? Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”. O gerente não fazia ideia do que o homem estava falando. Ele olhou para a mala direta. Com certeza ela foi dirigida à filha do homem e continha propagan- das de roupas de maternidade, mobília do berçário e fotos de crianças sorridentes. O gerente pediu desculpas e, alguns dias depois, ligou para se desculpar novamente. No telefone, porém, o pai parecia um pouco envergonhado. “Eu tive uma conversa com a minha filha”, disse ele. “Acontece que ocorreram algumas atividades em minha casa das quais eu não estava completamente ciente. Ela deve ter o bebê em agosto. Lhe devo um pedido de desculpas.
3. O Facebook sabe quando você vai começar a namorar
Você não precisa de dados tão precisos como um histórico de compras para identificar padrões e prever acontecimentos. O próprio Facebook divulgou na semana passada que consegue saber quando uma pessoa está prestes a mudar o seu status de relacionamento, apenas cruzando dados sobre suas interações dentro da rede. Não é preciso nem ler as mensagens que você troca via Inbox, basta identificar com quem você anda interagindo, se está postando na timeline dessa pessoa e com qual frequência. Daí surgiu um padrão: quando a troca de mensagens atinge um certo ritmo, significa que você está prestes a assumir um relacionamento público na rede social. Também é possível observar que, uma vez alterado o status, as interações entre timelines tendem a diminuir, porém a presença de palavras positivas como “feliz” e “amor” aumentam consideravelmente.
4. Aplicando mineração de dados no WhatsApp
De todos os serviços que utilizamos, é provável que o Facebook seja aquele que possui a maior quantidade de informa- ções precisas sobre nós. Ele não tenta adivinhar qual o seu cantor ou filme favorito, ele simplesmente sabe. Você forneceu essas informações de boa vontade quando preencheu o seu perfil. A Target conseguiu aumentar alguns bilhões de dólares no seu faturamento anual apenas criando estratégias de venda com base nas informações extraídas da mineração de dados. Mas ela é uma empresa varejista, diferente do Fa- cebook, que não comercializa nenhum produto. A rede de Mark Zuckerberg fatura com a venda de anúncios e, mais im- portante, ganha com a performance desses anúncios. Isso significa que, se ninguém clicar na publicidade que fica ali na barra lateral, quem sai perdendo é o Facebook. Por isso é muito importante que esses anúncios despertem interesse no usuário. Outras empresas também estão de olho nessas preciosas fontes de dados. No ano passado, o Snapchat declinou uma oferta de compra de 3 bilhões de dólares vinda do Facebook. Um mês depois, o Google teria oferecido 4 bilhões de dólares e também levou um “não”. Semana passada foi a vez da Rakuten (uma empresa que funciona como uma espécie de shopping on-line, abrigando várias lojas dentro de um mesmo domínio) fazer uma oferta milionária pelo Viber, um app de VoIP e mensagens instantâneas. O negócio foi fecha- do por 900 milhões de dólares.
5. É o fim da privacidade?
O mesmo risco que você corre hoje ao utilizar serviços on- line, continuará correndo se a compra for concretizada. Não há nenhum motivo novo para se preocupar. Não é como se, agora que o app foi vendido, os funcionários do Facebook fossem vasculhar cada uma de suas mensagens pessoais individualmente; isso é até inviável! O objetivo desses sistemas é analisar blocos gigantescos de dados em busca de padrões comportamentais. Além do mais, veja o caso da Target, que possui lojas físicas além do e-commerce. Ou seja, não foi preciso nem se conectar à internet. A prática de monitorar os “passos” do consumidor com o objetivo de exibir uma vitrine de ofertas mais relevante é muito comum também em sites de e-commerce e de vendas de passagens aéreas, só para citar mais exemplos. Também não sabemos ao certo qual o nível de acesso que o Facebook vai ter a essas mensagens. E, levando em consideração o formato do aplicativo, é improvável que mensagens publicitárias comecem a pipocar em sua conta num futuro próximo. De qualquer forma, para os mais paranoicos, vale ficar atento para o surgimento de anúncios de fraldas e roupas de bebê.
1. Introdução
Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de matemática consegue perceber que o valor fechado na compra do What-sApp pelo Facebook simplesmente não bate com o fatura- mento da empresa.19 bilhões de dólares em uma empresa que tem apenas 50 funcionários. O aplicativo possui uma quantidade expressiva de usuários ativos - cerca de 450 mi- lhões por mês - mas não possui um modelo de negócios muito rentável - uma assinatura de apenas um dólar por ano, contando a partir do segundo ano de uso. “O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que alcançam essa marca são todos incrivelmente valiosos”, diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
2. A Target sabia que uma adolescente estava grávida an-tes mesmo dos pais dela
Duhigg explicou noThe New York Times como a Target - a segunda maior rede varejista dos Estados Unidos - estava utilizando o processo de mineração de dados para entender os hábitos de compra de seus clientes. Para isso, contrataram Andrew Pole, um mestre em economia e estatística, que assumiu o cargo de estatístico em 2002. Em sua base de dados, a empresa mantinha algumas informações dos clientes, como nome, e-mail e um histórico completo de tudo o que compravam em qualquer loja da rede.
Conforme o computador de Pole analisava os dados, ele foi capaz de identificar cerca de 25 produtos que, quando analisados em conjunto, lhe permitiram atribuir a cada cliente uma pontuação de “previsão de gravidez”. Mais importante, ele também poderia estimar a data do parto para dentro de um pequeno intervalo de tempo, assim a Target poderia enviar cupons programados para estágios muito específicos de sua gravidez. A Target então começou a enviar cupons de des- conto de produtos relacionados a bebês para as futuras ma- mães, baseando-se nos padrões de compra identificados pelo software. Um dia, um pai entrou em uma das lojas da rede muito nervoso, solicitando falar com o gerente: “Minha filha recebeu essa carta pelo correio!”, ele disse. “Ela ainda está no colegial e vocês estão enviando seus cupons de desconto de roupas de bebê e berços? Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”. O gerente não fazia ideia do que o homem estava falando. Ele olhou para a mala direta. Com certeza ela foi dirigida à filha do homem e continha propagan- das de roupas de maternidade, mobília do berçário e fotos de crianças sorridentes. O gerente pediu desculpas e, alguns dias depois, ligou para se desculpar novamente. No telefone, porém, o pai parecia um pouco envergonhado. “Eu tive uma conversa com a minha filha”, disse ele. “Acontece que ocorreram algumas atividades em minha casa das quais eu não estava completamente ciente. Ela deve ter o bebê em agosto. Lhe devo um pedido de desculpas.
3. O Facebook sabe quando você vai começar a namorar
Você não precisa de dados tão precisos como um histórico de compras para identificar padrões e prever acontecimentos. O próprio Facebook divulgou na semana passada que consegue saber quando uma pessoa está prestes a mudar o seu status de relacionamento, apenas cruzando dados sobre suas interações dentro da rede. Não é preciso nem ler as mensagens que você troca via Inbox, basta identificar com quem você anda interagindo, se está postando na timeline dessa pessoa e com qual frequência. Daí surgiu um padrão: quando a troca de mensagens atinge um certo ritmo, significa que você está prestes a assumir um relacionamento público na rede social. Também é possível observar que, uma vez alterado o status, as interações entre timelines tendem a diminuir, porém a presença de palavras positivas como “feliz” e “amor” aumentam consideravelmente.
4. Aplicando mineração de dados no WhatsApp
De todos os serviços que utilizamos, é provável que o Facebook seja aquele que possui a maior quantidade de informa- ções precisas sobre nós. Ele não tenta adivinhar qual o seu cantor ou filme favorito, ele simplesmente sabe. Você forneceu essas informações de boa vontade quando preencheu o seu perfil. A Target conseguiu aumentar alguns bilhões de dólares no seu faturamento anual apenas criando estratégias de venda com base nas informações extraídas da mineração de dados. Mas ela é uma empresa varejista, diferente do Fa- cebook, que não comercializa nenhum produto. A rede de Mark Zuckerberg fatura com a venda de anúncios e, mais im- portante, ganha com a performance desses anúncios. Isso significa que, se ninguém clicar na publicidade que fica ali na barra lateral, quem sai perdendo é o Facebook. Por isso é muito importante que esses anúncios despertem interesse no usuário. Outras empresas também estão de olho nessas preciosas fontes de dados. No ano passado, o Snapchat declinou uma oferta de compra de 3 bilhões de dólares vinda do Facebook. Um mês depois, o Google teria oferecido 4 bilhões de dólares e também levou um “não”. Semana passada foi a vez da Rakuten (uma empresa que funciona como uma espécie de shopping on-line, abrigando várias lojas dentro de um mesmo domínio) fazer uma oferta milionária pelo Viber, um app de VoIP e mensagens instantâneas. O negócio foi fecha- do por 900 milhões de dólares.
5. É o fim da privacidade?
O mesmo risco que você corre hoje ao utilizar serviços on- line, continuará correndo se a compra for concretizada. Não há nenhum motivo novo para se preocupar. Não é como se, agora que o app foi vendido, os funcionários do Facebook fossem vasculhar cada uma de suas mensagens pessoais individualmente; isso é até inviável! O objetivo desses sistemas é analisar blocos gigantescos de dados em busca de padrões comportamentais. Além do mais, veja o caso da Target, que possui lojas físicas além do e-commerce. Ou seja, não foi preciso nem se conectar à internet. A prática de monitorar os “passos” do consumidor com o objetivo de exibir uma vitrine de ofertas mais relevante é muito comum também em sites de e-commerce e de vendas de passagens aéreas, só para citar mais exemplos. Também não sabemos ao certo qual o nível de acesso que o Facebook vai ter a essas mensagens. E, levando em consideração o formato do aplicativo, é improvável que mensagens publicitárias comecem a pipocar em sua conta num futuro próximo. De qualquer forma, para os mais paranoicos, vale ficar atento para o surgimento de anúncios de fraldas e roupas de bebê.
1. Introdução
Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de matemática consegue perceber que o valor fechado na compra do What-sApp pelo Facebook simplesmente não bate com o fatura- mento da empresa.19 bilhões de dólares em uma empresa que tem apenas 50 funcionários. O aplicativo possui uma quantidade expressiva de usuários ativos - cerca de 450 mi- lhões por mês - mas não possui um modelo de negócios muito rentável - uma assinatura de apenas um dólar por ano, contando a partir do segundo ano de uso. “O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que alcançam essa marca são todos incrivelmente valiosos”, diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
2. A Target sabia que uma adolescente estava grávida an-tes mesmo dos pais dela
Duhigg explicou noThe New York Times como a Target - a segunda maior rede varejista dos Estados Unidos - estava utilizando o processo de mineração de dados para entender os hábitos de compra de seus clientes. Para isso, contrataram Andrew Pole, um mestre em economia e estatística, que assumiu o cargo de estatístico em 2002. Em sua base de dados, a empresa mantinha algumas informações dos clientes, como nome, e-mail e um histórico completo de tudo o que compravam em qualquer loja da rede.
Conforme o computador de Pole analisava os dados, ele foi capaz de identificar cerca de 25 produtos que, quando analisados em conjunto, lhe permitiram atribuir a cada cliente uma pontuação de “previsão de gravidez”. Mais importante, ele também poderia estimar a data do parto para dentro de um pequeno intervalo de tempo, assim a Target poderia enviar cupons programados para estágios muito específicos de sua gravidez. A Target então começou a enviar cupons de des- conto de produtos relacionados a bebês para as futuras ma- mães, baseando-se nos padrões de compra identificados pelo software. Um dia, um pai entrou em uma das lojas da rede muito nervoso, solicitando falar com o gerente: “Minha filha recebeu essa carta pelo correio!”, ele disse. “Ela ainda está no colegial e vocês estão enviando seus cupons de desconto de roupas de bebê e berços? Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”. O gerente não fazia ideia do que o homem estava falando. Ele olhou para a mala direta. Com certeza ela foi dirigida à filha do homem e continha propagan- das de roupas de maternidade, mobília do berçário e fotos de crianças sorridentes. O gerente pediu desculpas e, alguns dias depois, ligou para se desculpar novamente. No telefone, porém, o pai parecia um pouco envergonhado. “Eu tive uma conversa com a minha filha”, disse ele. “Acontece que ocorreram algumas atividades em minha casa das quais eu não estava completamente ciente. Ela deve ter o bebê em agosto. Lhe devo um pedido de desculpas.
3. O Facebook sabe quando você vai começar a namorar
Você não precisa de dados tão precisos como um histórico de compras para identificar padrões e prever acontecimentos. O próprio Facebook divulgou na semana passada que consegue saber quando uma pessoa está prestes a mudar o seu status de relacionamento, apenas cruzando dados sobre suas interações dentro da rede. Não é preciso nem ler as mensagens que você troca via Inbox, basta identificar com quem você anda interagindo, se está postando na timeline dessa pessoa e com qual frequência. Daí surgiu um padrão: quando a troca de mensagens atinge um certo ritmo, significa que você está prestes a assumir um relacionamento público na rede social. Também é possível observar que, uma vez alterado o status, as interações entre timelines tendem a diminuir, porém a presença de palavras positivas como “feliz” e “amor” aumentam consideravelmente.
4. Aplicando mineração de dados no WhatsApp
De todos os serviços que utilizamos, é provável que o Facebook seja aquele que possui a maior quantidade de informa- ções precisas sobre nós. Ele não tenta adivinhar qual o seu cantor ou filme favorito, ele simplesmente sabe. Você forneceu essas informações de boa vontade quando preencheu o seu perfil. A Target conseguiu aumentar alguns bilhões de dólares no seu faturamento anual apenas criando estratégias de venda com base nas informações extraídas da mineração de dados. Mas ela é uma empresa varejista, diferente do Fa- cebook, que não comercializa nenhum produto. A rede de Mark Zuckerberg fatura com a venda de anúncios e, mais im- portante, ganha com a performance desses anúncios. Isso significa que, se ninguém clicar na publicidade que fica ali na barra lateral, quem sai perdendo é o Facebook. Por isso é muito importante que esses anúncios despertem interesse no usuário. Outras empresas também estão de olho nessas preciosas fontes de dados. No ano passado, o Snapchat declinou uma oferta de compra de 3 bilhões de dólares vinda do Facebook. Um mês depois, o Google teria oferecido 4 bilhões de dólares e também levou um “não”. Semana passada foi a vez da Rakuten (uma empresa que funciona como uma espécie de shopping on-line, abrigando várias lojas dentro de um mesmo domínio) fazer uma oferta milionária pelo Viber, um app de VoIP e mensagens instantâneas. O negócio foi fecha- do por 900 milhões de dólares.
5. É o fim da privacidade?
O mesmo risco que você corre hoje ao utilizar serviços on- line, continuará correndo se a compra for concretizada. Não há nenhum motivo novo para se preocupar. Não é como se, agora que o app foi vendido, os funcionários do Facebook fossem vasculhar cada uma de suas mensagens pessoais individualmente; isso é até inviável! O objetivo desses sistemas é analisar blocos gigantescos de dados em busca de padrões comportamentais. Além do mais, veja o caso da Target, que possui lojas físicas além do e-commerce. Ou seja, não foi preciso nem se conectar à internet. A prática de monitorar os “passos” do consumidor com o objetivo de exibir uma vitrine de ofertas mais relevante é muito comum também em sites de e-commerce e de vendas de passagens aéreas, só para citar mais exemplos. Também não sabemos ao certo qual o nível de acesso que o Facebook vai ter a essas mensagens. E, levando em consideração o formato do aplicativo, é improvável que mensagens publicitárias comecem a pipocar em sua conta num futuro próximo. De qualquer forma, para os mais paranoicos, vale ficar atento para o surgimento de anúncios de fraldas e roupas de bebê.
1. Introdução
Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de matemática consegue perceber que o valor fechado na compra do What-sApp pelo Facebook simplesmente não bate com o fatura- mento da empresa.19 bilhões de dólares em uma empresa que tem apenas 50 funcionários. O aplicativo possui uma quantidade expressiva de usuários ativos - cerca de 450 mi- lhões por mês - mas não possui um modelo de negócios muito rentável - uma assinatura de apenas um dólar por ano, contando a partir do segundo ano de uso. “O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que alcançam essa marca são todos incrivelmente valiosos”, diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
2. A Target sabia que uma adolescente estava grávida an-tes mesmo dos pais dela
Duhigg explicou noThe New York Times como a Target - a segunda maior rede varejista dos Estados Unidos - estava utilizando o processo de mineração de dados para entender os hábitos de compra de seus clientes. Para isso, contrataram Andrew Pole, um mestre em economia e estatística, que assumiu o cargo de estatístico em 2002. Em sua base de dados, a empresa mantinha algumas informações dos clientes, como nome, e-mail e um histórico completo de tudo o que compravam em qualquer loja da rede.
Conforme o computador de Pole analisava os dados, ele foi capaz de identificar cerca de 25 produtos que, quando analisados em conjunto, lhe permitiram atribuir a cada cliente uma pontuação de “previsão de gravidez”. Mais importante, ele também poderia estimar a data do parto para dentro de um pequeno intervalo de tempo, assim a Target poderia enviar cupons programados para estágios muito específicos de sua gravidez. A Target então começou a enviar cupons de des- conto de produtos relacionados a bebês para as futuras ma- mães, baseando-se nos padrões de compra identificados pelo software. Um dia, um pai entrou em uma das lojas da rede muito nervoso, solicitando falar com o gerente: “Minha filha recebeu essa carta pelo correio!”, ele disse. “Ela ainda está no colegial e vocês estão enviando seus cupons de desconto de roupas de bebê e berços? Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”. O gerente não fazia ideia do que o homem estava falando. Ele olhou para a mala direta. Com certeza ela foi dirigida à filha do homem e continha propagan- das de roupas de maternidade, mobília do berçário e fotos de crianças sorridentes. O gerente pediu desculpas e, alguns dias depois, ligou para se desculpar novamente. No telefone, porém, o pai parecia um pouco envergonhado. “Eu tive uma conversa com a minha filha”, disse ele. “Acontece que ocorreram algumas atividades em minha casa das quais eu não estava completamente ciente. Ela deve ter o bebê em agosto. Lhe devo um pedido de desculpas.
3. O Facebook sabe quando você vai começar a namorar
Você não precisa de dados tão precisos como um histórico de compras para identificar padrões e prever acontecimentos. O próprio Facebook divulgou na semana passada que consegue saber quando uma pessoa está prestes a mudar o seu status de relacionamento, apenas cruzando dados sobre suas interações dentro da rede. Não é preciso nem ler as mensagens que você troca via Inbox, basta identificar com quem você anda interagindo, se está postando na timeline dessa pessoa e com qual frequência. Daí surgiu um padrão: quando a troca de mensagens atinge um certo ritmo, significa que você está prestes a assumir um relacionamento público na rede social. Também é possível observar que, uma vez alterado o status, as interações entre timelines tendem a diminuir, porém a presença de palavras positivas como “feliz” e “amor” aumentam consideravelmente.
4. Aplicando mineração de dados no WhatsApp
De todos os serviços que utilizamos, é provável que o Facebook seja aquele que possui a maior quantidade de informa- ções precisas sobre nós. Ele não tenta adivinhar qual o seu cantor ou filme favorito, ele simplesmente sabe. Você forneceu essas informações de boa vontade quando preencheu o seu perfil. A Target conseguiu aumentar alguns bilhões de dólares no seu faturamento anual apenas criando estratégias de venda com base nas informações extraídas da mineração de dados. Mas ela é uma empresa varejista, diferente do Fa- cebook, que não comercializa nenhum produto. A rede de Mark Zuckerberg fatura com a venda de anúncios e, mais im- portante, ganha com a performance desses anúncios. Isso significa que, se ninguém clicar na publicidade que fica ali na barra lateral, quem sai perdendo é o Facebook. Por isso é muito importante que esses anúncios despertem interesse no usuário. Outras empresas também estão de olho nessas preciosas fontes de dados. No ano passado, o Snapchat declinou uma oferta de compra de 3 bilhões de dólares vinda do Facebook. Um mês depois, o Google teria oferecido 4 bilhões de dólares e também levou um “não”. Semana passada foi a vez da Rakuten (uma empresa que funciona como uma espécie de shopping on-line, abrigando várias lojas dentro de um mesmo domínio) fazer uma oferta milionária pelo Viber, um app de VoIP e mensagens instantâneas. O negócio foi fecha- do por 900 milhões de dólares.
5. É o fim da privacidade?
O mesmo risco que você corre hoje ao utilizar serviços on- line, continuará correndo se a compra for concretizada. Não há nenhum motivo novo para se preocupar. Não é como se, agora que o app foi vendido, os funcionários do Facebook fossem vasculhar cada uma de suas mensagens pessoais individualmente; isso é até inviável! O objetivo desses sistemas é analisar blocos gigantescos de dados em busca de padrões comportamentais. Além do mais, veja o caso da Target, que possui lojas físicas além do e-commerce. Ou seja, não foi preciso nem se conectar à internet. A prática de monitorar os “passos” do consumidor com o objetivo de exibir uma vitrine de ofertas mais relevante é muito comum também em sites de e-commerce e de vendas de passagens aéreas, só para citar mais exemplos. Também não sabemos ao certo qual o nível de acesso que o Facebook vai ter a essas mensagens. E, levando em consideração o formato do aplicativo, é improvável que mensagens publicitárias comecem a pipocar em sua conta num futuro próximo. De qualquer forma, para os mais paranoicos, vale ficar atento para o surgimento de anúncios de fraldas e roupas de bebê.
1. Introdução
Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de matemática consegue perceber que o valor fechado na compra do What-sApp pelo Facebook simplesmente não bate com o fatura- mento da empresa.19 bilhões de dólares em uma empresa que tem apenas 50 funcionários. O aplicativo possui uma quantidade expressiva de usuários ativos - cerca de 450 mi- lhões por mês - mas não possui um modelo de negócios muito rentável - uma assinatura de apenas um dólar por ano, contando a partir do segundo ano de uso. “O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que alcançam essa marca são todos incrivelmente valiosos”, diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.
2. A Target sabia que uma adolescente estava grávida an-tes mesmo dos pais dela
Duhigg explicou noThe New York Times como a Target - a segunda maior rede varejista dos Estados Unidos - estava utilizando o processo de mineração de dados para entender os hábitos de compra de seus clientes. Para isso, contrataram Andrew Pole, um mestre em economia e estatística, que assumiu o cargo de estatístico em 2002. Em sua base de dados, a empresa mantinha algumas informações dos clientes, como nome, e-mail e um histórico completo de tudo o que compravam em qualquer loja da rede.
Conforme o computador de Pole analisava os dados, ele foi capaz de identificar cerca de 25 produtos que, quando analisados em conjunto, lhe permitiram atribuir a cada cliente uma pontuação de “previsão de gravidez”. Mais importante, ele também poderia estimar a data do parto para dentro de um pequeno intervalo de tempo, assim a Target poderia enviar cupons programados para estágios muito específicos de sua gravidez. A Target então começou a enviar cupons de des- conto de produtos relacionados a bebês para as futuras ma- mães, baseando-se nos padrões de compra identificados pelo software. Um dia, um pai entrou em uma das lojas da rede muito nervoso, solicitando falar com o gerente: “Minha filha recebeu essa carta pelo correio!”, ele disse. “Ela ainda está no colegial e vocês estão enviando seus cupons de desconto de roupas de bebê e berços? Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”. O gerente não fazia ideia do que o homem estava falando. Ele olhou para a mala direta. Com certeza ela foi dirigida à filha do homem e continha propagan- das de roupas de maternidade, mobília do berçário e fotos de crianças sorridentes. O gerente pediu desculpas e, alguns dias depois, ligou para se desculpar novamente. No telefone, porém, o pai parecia um pouco envergonhado. “Eu tive uma conversa com a minha filha”, disse ele. “Acontece que ocorreram algumas atividades em minha casa das quais eu não estava completamente ciente. Ela deve ter o bebê em agosto. Lhe devo um pedido de desculpas.
3. O Facebook sabe quando você vai começar a namorar
Você não precisa de dados tão precisos como um histórico de compras para identificar padrões e prever acontecimentos. O próprio Facebook divulgou na semana passada que consegue saber quando uma pessoa está prestes a mudar o seu status de relacionamento, apenas cruzando dados sobre suas interações dentro da rede. Não é preciso nem ler as mensagens que você troca via Inbox, basta identificar com quem você anda interagindo, se está postando na timeline dessa pessoa e com qual frequência. Daí surgiu um padrão: quando a troca de mensagens atinge um certo ritmo, significa que você está prestes a assumir um relacionamento público na rede social. Também é possível observar que, uma vez alterado o status, as interações entre timelines tendem a diminuir, porém a presença de palavras positivas como “feliz” e “amor” aumentam consideravelmente.
4. Aplicando mineração de dados no WhatsApp
De todos os serviços que utilizamos, é provável que o Facebook seja aquele que possui a maior quantidade de informa- ções precisas sobre nós. Ele não tenta adivinhar qual o seu cantor ou filme favorito, ele simplesmente sabe. Você forneceu essas informações de boa vontade quando preencheu o seu perfil. A Target conseguiu aumentar alguns bilhões de dólares no seu faturamento anual apenas criando estratégias de venda com base nas informações extraídas da mineração de dados. Mas ela é uma empresa varejista, diferente do Fa- cebook, que não comercializa nenhum produto. A rede de Mark Zuckerberg fatura com a venda de anúncios e, mais im- portante, ganha com a performance desses anúncios. Isso significa que, se ninguém clicar na publicidade que fica ali na barra lateral, quem sai perdendo é o Facebook. Por isso é muito importante que esses anúncios despertem interesse no usuário. Outras empresas também estão de olho nessas preciosas fontes de dados. No ano passado, o Snapchat declinou uma oferta de compra de 3 bilhões de dólares vinda do Facebook. Um mês depois, o Google teria oferecido 4 bilhões de dólares e também levou um “não”. Semana passada foi a vez da Rakuten (uma empresa que funciona como uma espécie de shopping on-line, abrigando várias lojas dentro de um mesmo domínio) fazer uma oferta milionária pelo Viber, um app de VoIP e mensagens instantâneas. O negócio foi fecha- do por 900 milhões de dólares.
5. É o fim da privacidade?
O mesmo risco que você corre hoje ao utilizar serviços on- line, continuará correndo se a compra for concretizada. Não há nenhum motivo novo para se preocupar. Não é como se, agora que o app foi vendido, os funcionários do Facebook fossem vasculhar cada uma de suas mensagens pessoais individualmente; isso é até inviável! O objetivo desses sistemas é analisar blocos gigantescos de dados em busca de padrões comportamentais. Além do mais, veja o caso da Target, que possui lojas físicas além do e-commerce. Ou seja, não foi preciso nem se conectar à internet. A prática de monitorar os “passos” do consumidor com o objetivo de exibir uma vitrine de ofertas mais relevante é muito comum também em sites de e-commerce e de vendas de passagens aéreas, só para citar mais exemplos. Também não sabemos ao certo qual o nível de acesso que o Facebook vai ter a essas mensagens. E, levando em consideração o formato do aplicativo, é improvável que mensagens publicitárias comecem a pipocar em sua conta num futuro próximo. De qualquer forma, para os mais paranoicos, vale ficar atento para o surgimento de anúncios de fraldas e roupas de bebê.
I o uso do cargo ou função, de facilidades, de amizades, de tempo, de posição e influências, para obter qualquer favorecimento para si ou para outrem.
II o uso de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material.
III pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor com o mesmo fim.
Das afirmativas acima:
I Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder ou ser inferiores à remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão.
II A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição ficto.
III Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o regime próprio do ente a que está vinculado.
Das afirmativas acima: