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Q2450931 Direito Ambiental
De acordo com a Lei nº 9.433/1997 (Política Nacional de Recursos Hídricos), assinale a afirmativa correta.
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Q2450930 Engenharia Civil
Sobre os aspectos envolvidos durante a vistoria de entrega e recebimento de obra, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q2450929 Direito Ambiental
Em relação à Lei Federal nº 6.938/1981 (Política Nacional de Meio Ambiente) e à Lei nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos) é INCORRETO afirmar, respectivamente, que:
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Q2450928 Direito Ambiental
Amparado na Lei nº 9.605/1998 e no Decreto nº 6.514/2008 – os quais versam sobre os crimes ambientais, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Q2450927 Engenharia Ambiental e Sanitária
A água pode ser adequada a determinado uso ou não indicada e insatisfatória para outra atividade. A qualidade da água deve ser acompanhada ao longo do tempo, pois pode sofrer variações. Uma das opções para informar a qualidade da água em uma região é por meio de laudos com as concentrações das substâncias presentes em uma amostra. Nesta listagem, podem conter desde alguns poucos parâmetros mais comuns até centenas de parâmetros variados. Assim, a destinação ou uso da água e a atividade preponderante na região de coleta tornam a escolha dos parâmetros complexa. Diante do exposto, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q2450926 Engenharia Ambiental e Sanitária
Um ecossistema constitui-se em um conjunto de interações entre componentes bióticos, assim como um curso d’agua em seu estado natural. Nesta interação, coexistem inúmeros organismos que se relacionam entre si e com o próprio ambiente e, dessa forma, qualquer modificação introduzida provoca sérios desequilíbrios, eliminando algumas espécies, desenvolvendo exageradamente outras, ou seja, provoca alteração do meio ambiente. A maioria das espécies de organismos que habita um curso d’agua necessita de Oxigênio Dissolvido (OD) no meio líquido. Sendo assim, a existência nesse meio implica em um consumo contínuo de oxigênio para sua sobrevivência. O lançamento de efluentes nos corpos d’água provoca alterações nas características físicas, químicas e biológicas, dependendo do tipo de carga poluidora lançada. Para fins de avaliação da qualidade de um corpo receptor são considerados, EXCETO:
Alternativas
Q2450925 Engenharia Ambiental e Sanitária
As bactérias são micro-organismos que degradam o resíduo orgânico dos efluentes; entretanto, os protozoários e os metazoários atuam como seus depuradores. Os protozoários consomem as bactérias dispersas que não flocularam, e os metazoários consomem quaisquer partículas biológicas pequenas que não sedimentaram. O processo de estabilização da matéria orgânica oriunda do despejo é rápido; mas, o importante neste processo é a formação de flocos biológicos adequados. Estes flocos, formados principalmente por bactérias, devem ser facilmente removidos no decantador secundário. Neste processo, a matéria orgânica é degradada primeiramente por bactérias acidificantes que produzem ácidos intermediários e, posteriormente, ou diretamente, o ácido acético. Após a formação do ácido acético, por ação das bactérias anaeróbicas, ocorre a formação do gás metano. É possível que as descrições se referem a:
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Q2450924 Engenharia Ambiental e Sanitária
A maior parte da poluição hídrica em águas advém de diversas fontes, dentre estas, os esgotos domésticos, que são os principais agentes da introdução de compostos orgânicos biodegradáveis nos ecossistemas aquáticos. As atividades de preparo de alimentos, de higienização das residências, ao lado das atividades fisiológicas normais do homem, são fontes de coloração das águas, proteínas, carboidratos, nutrientes e agentes patogênicos. Os sistemas de tratamento apresentam características e vantagens. Das alternativas relacionadas, assinale a INCORRETA. 
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Q2450923 Engenharia Ambiental e Sanitária
Bacia hidrográfica é considerada uma unidade territorial adequada para a gestão integrada dos recursos hídricos. Os Planos Básicos de Recursos Hídricos devem ser elaborados por bacia hidrográfica, para o país e para cada estado, o que torna imprescindível a definição de um sistema único de classificação e codificação das bacias hidrográficas brasileiras. Atualmente, na esfera federal, importantes órgãos utilizam sistemas distintos de classificação e codificação de bacias hidrográficas. Com base em sua disposição em relação à atitude das camadas geológicas, chamada classificação genética, os rios podem ser classificados em, EXCETO:
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Q2450922 Engenharia Ambiental e Sanitária
Estudar a estrutura do balanço hídrico de lagos e bacias hidrográficas é a base para a concretização de projetos hidrológicos para a utilização racional, o controle e a redistribuição dos recursos hídricos no tempo e no espaço. O estado do Espírito Santo conta, atualmente, com uma estação fluviométrica que tem área de contribuição de 2.735km², e vazão média anual de 68,7m³ s-1 . Considerando que, em média, um ano tem 365,25 dias, e a área da bacia é 86400000 m², qual é a vazão correspondente à altura, em mm? 
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Q2450921 Engenharia Ambiental e Sanitária
Os incêndios são fontes de danos aos ecossistemas florestais nas regiões em desenvolvimento. Novas áreas destinadas às atividades agropecuárias têm aumentado consideravelmente o número de incêndios e a extensão das áreas queimadas. Os incêndios, além dos inúmeros danos aos ecossistemas florestais, têm importância ecológica fundamental devido à sua influência sobre a poluição atmosférica e mudanças climáticas, que têm impactos diretos e indiretos sobre os habitats e os ecossistemas. Em relação às questões ambientais, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Q2450920 Engenharia Ambiental e Sanitária
Atualmente, houve um avanço tecnológico, e novas descobertas levaram aos ecólogos ampliar conhecimentos em várias áreas, principalmente nas Ciências Modernas, como a Biologia Molecular, a Engenharia Genética, o que o torna um profissional integrado com a modernidade. A Ciência da Ecologia trata de temas importantíssimos e relevantes como: ecossistemas, cadeia trófica, pirâmide, teias alimentares, dentre outros. Tendo em vista que hoje vivemos momentos de alterações climáticas destacadas em diversas regiões brasileiras, assinale a afirmativa correta.
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Q2360275 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
Considerando, exclusivamente, a Lei Orgânica do Município, é competência administrativa comum do Município, da União e do Estado, observadas as Leis Complementares Federais e Estaduais, o exercício das medidas a seguir: 
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Q2360272 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
Tendo em vista que vencimento é a retribuição pelo efetivo exercício do cargo correspondente ao padrão fixado em Lei, de acordo com a Lei Complementar nº 331/1997, NÃO perderá o vencimento do cargo efetivo o servidor: 
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Q2360271 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
Tendo em vista as regulamentações dispostas na Lei Complementar nº 331/1997, a licença para tratamento de saúde será a pedido ou ex-officio; desse modo, sobre a licença para tratamento de saúde, assinale a afirmativa correta.
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Q2360270 Direito Administrativo
Marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(     ) O mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa.   
(     ) De acordo com a Lei que regula o Processo Administrativo na Administração Federal (Lei nº 9.784/1999), a Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.
(     ) As normas gerais contidas na Lei Geral de Proteção de Dados são de interesse nacional e devem ser observadas pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
(     ) O pedido de informações, com base na Lei de Acesso à Informação, deverá conter, dentre outros dados, a identificação do requerente e os motivos determinantes da solicitação de informações.

A sequência está correta em 
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Q2360262 Noções de Informática
Analise o seguinte documento produzido no Word 2013. Na parte superior do arquivo, foi criado um cabeçalho para o documento para colocar o nome da empresa, o endereço e o número da página. 

Imagem associada para resolução da questão


Quais são os passos para inserir um cabeçalho em um documento no Word 2013?
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Q2360260 Matemática
Na primeira rodada da seleção brasileira masculina na Liga Mundial de Vôlei em 2006, o Brasil estreou com uma vitória fora de casa sobre a Argentina com um placar de 3 a 0. Neste jogo, o Brasil fez 7 pontos de ataque a mais que a Argentina e, se tivesse feito o dobro de pontos de ataque que de fato fez, a Argentina teria feito 20 pontos de ataque a mais que o Brasil. Considerando estas informações, qual o valor da multiplicação dos pontos de ataque efetuados pelas duas seleções neste jogo? 
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Q2360255 Português

Entenda o que realmente é a Síndrome de Burnout 



      Herbert J. Freudenberger nasceu em 1926, em Frankfurt, Alemanha. Quando os nazistas ascenderam ao poder, em 1933, sua família conseguiu enviá-lo aos Estados Unidos com um passaporte falso. Por um tempo, o garoto teve que se virar sozinho, nas ruas de Nova York, até encontrar abrigo na casa de um primo mais velho. Suas ótimas notas na escola lhe garantiram uma vaga na Faculdade do Brooklyn, onde cursou psicologia.


      Fascinado pelo conceito, e relembrando a época em que ele mesmo dormia na rua, o psicólogo abriu sua própria free clinic em Nova York, com foco em atender dependentes químicos. Freudenberger conciliava o trabalho voluntário com os atendimentos em seu consultório, que lhe tomavam 10 horas por dia. Mesmo assim, fazia a dupla jornada todas as noites, de segunda a sexta.


      Não demorou para ficar claro que essa rotina não era nada saudável. “Os outros voluntários da clínica apresentavam os mesmos problemas. Os próprios funcionários procuravam Freudenberger com quadros de “depressão, apatia e agitação”. Quem era cuidador acabava virando paciente. 


      Nos anos seguintes, Freudenberger se dedicou a estudar o fenômeno. Mas, antes de tudo, precisava de um nome para esse padrão de sintomas. A solução foi emprestar uma gíria que era usada por seus próprios pacientes para descrever a sensação devastadora que o abuso de drogas deixa: “burnout”, do verbo to burn, “queimar”. Em português, significa “esgotamento”. Assim como um fósforo que queimou até o final, os dependentes químicos se sentiam exauridos, sem energia alguma, na ressaca dos narcóticos. Como era mais ou menos assim que os profissionais exaustos se descreviam, o psicólogo importou a gíria de rua para o meio acadêmico. 


      Freudenberger então começou a procurar pelo que chamava de “burnout ocupacional”. E onde olhava, encontrava. Médicos, enfermeiros, policiais, professores, bibliotecários – o burnout parecia absolutamente generalizado. Há 40 anos, o termo ainda era acadêmico. E permaneceu assim por décadas. Falava-se o tempo todo em “estresse”, mas não em algo tão específico quanto o burnout, o esgotamento causado exclusivamente pelo trabalho. 


      O termo cunhado por ele está na ponta da língua de todo mundo. Uma pesquisa da Deloitte descobriu que 77% dos trabalhadores americanos afirmam já ter passado por um quadro de burnout, considerando apenas o emprego atual. No começo do ano, a Organização Mundial da Saúde incluiu oficialmente a Síndrome de Burnout na Classificação Internacional de Doenças (CID--11), chamando atenção global para o tema. 


      Se em 1980 o incêndio parecia “estar se espalhando”, hoje, pelo jeito, já tomou a floresta inteira. Mesmo assim, a pergunta que Freudenberger fez sobre o porquê do fenômeno segue sem respostas claras. 


      A ideia de que trabalhar demais causa esgotamento não tem nada de nova. Muito antes de Freudenberger teorizar o burnout, a medicina já tinha o termo “neurastenia” para descrever quadros de exaustão emocional, muitas vezes ligados a jornadas de trabalho excessivas. Acontece que a neurastenia era um termo guarda-chuva, usado para diagnosticar qualquer quadro de cansaço ou tristeza, independentemente da origem do problema.


      Mas o que sabemos hoje sobre o assunto é em grande parte fruto do trabalho de outra profissional, a psicóloga Christina Maslach, da Universidade da Califórnia. “Burnout é uma síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso”, define a CID-11. A descrição é curta e grossa, mas só dela já dá para tirar conclusões importantes.



      A primeira: burnout não é uma doença ou condição médica. É diferente, por exemplo, de um quadro de depressão, que pode ser tratado via medicação e terapia. Trata-se de uma “síndrome”, ou seja, de um conjunto de sintomas.


      A segunda: o burnout é um “fenômeno ocupacional”. Significa que o termo só se aplica a cenários ligados ao trabalho. Não existe burnout, ao menos com essa denominação, em outras áreas da vida. Ele está sempre ligado ao ambiente de trabalho. É uma condição ambiental. Para solucioná-la, não basta terapia e medicação.


      A terceira: o burnout nada mais é do que um quadro de estresse, que, sem resolução por um longo período de tempo, tornou--se crônico. Para entender o que é burnout, então, é preciso compreender primeiro o que é estresse. 


      “O estresse é qualquer situação que requer uma adaptação, seja ela positiva ou negativa. Uma promoção no trabalho ou o nascimento de um filho são situações que causam estresse, mas, em geral, são positivas. Uma demissão requer adaptação, e é negativa”, explica Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR). Ou seja: o estresse requer esforço para nos adaptarmos a novas condições do ambiente, sejam elas boas ou ruins. 


      Por isso o burnout não pode ser considerado uma doença. Trata-se de um quadro de estresse permanente. Se o ambiente sempre exige que tenhamos que abrir mão de algo ou gastar energia para resolver algum impasse, ficamos inevitavelmente esgotados. Repita isso diariamente por seis meses, mais ou menos, e você terá um quadro crônico – o burnout

Os conectivos são importantes para determinar a coesão e a coerência textual. O emprego adequado deles garante ao texto a correta relação entre as palavras e as partes do texto. Assim, o conectivo “mas” em “Mas o que sabemos hoje sobre o assunto é em grande parte fruto do trabalho de outra profissional, a psicóloga Christina Maslach, da Universidade da Califórnia.” (9º§) estabelece uma relação de oposição com o parágrafo anterior, podendo ser substituído, sem alteração de sentido, por: 
Alternativas
Q2360254 Português

Entenda o que realmente é a Síndrome de Burnout 



      Herbert J. Freudenberger nasceu em 1926, em Frankfurt, Alemanha. Quando os nazistas ascenderam ao poder, em 1933, sua família conseguiu enviá-lo aos Estados Unidos com um passaporte falso. Por um tempo, o garoto teve que se virar sozinho, nas ruas de Nova York, até encontrar abrigo na casa de um primo mais velho. Suas ótimas notas na escola lhe garantiram uma vaga na Faculdade do Brooklyn, onde cursou psicologia.


      Fascinado pelo conceito, e relembrando a época em que ele mesmo dormia na rua, o psicólogo abriu sua própria free clinic em Nova York, com foco em atender dependentes químicos. Freudenberger conciliava o trabalho voluntário com os atendimentos em seu consultório, que lhe tomavam 10 horas por dia. Mesmo assim, fazia a dupla jornada todas as noites, de segunda a sexta.


      Não demorou para ficar claro que essa rotina não era nada saudável. “Os outros voluntários da clínica apresentavam os mesmos problemas. Os próprios funcionários procuravam Freudenberger com quadros de “depressão, apatia e agitação”. Quem era cuidador acabava virando paciente. 


      Nos anos seguintes, Freudenberger se dedicou a estudar o fenômeno. Mas, antes de tudo, precisava de um nome para esse padrão de sintomas. A solução foi emprestar uma gíria que era usada por seus próprios pacientes para descrever a sensação devastadora que o abuso de drogas deixa: “burnout”, do verbo to burn, “queimar”. Em português, significa “esgotamento”. Assim como um fósforo que queimou até o final, os dependentes químicos se sentiam exauridos, sem energia alguma, na ressaca dos narcóticos. Como era mais ou menos assim que os profissionais exaustos se descreviam, o psicólogo importou a gíria de rua para o meio acadêmico. 


      Freudenberger então começou a procurar pelo que chamava de “burnout ocupacional”. E onde olhava, encontrava. Médicos, enfermeiros, policiais, professores, bibliotecários – o burnout parecia absolutamente generalizado. Há 40 anos, o termo ainda era acadêmico. E permaneceu assim por décadas. Falava-se o tempo todo em “estresse”, mas não em algo tão específico quanto o burnout, o esgotamento causado exclusivamente pelo trabalho. 


      O termo cunhado por ele está na ponta da língua de todo mundo. Uma pesquisa da Deloitte descobriu que 77% dos trabalhadores americanos afirmam já ter passado por um quadro de burnout, considerando apenas o emprego atual. No começo do ano, a Organização Mundial da Saúde incluiu oficialmente a Síndrome de Burnout na Classificação Internacional de Doenças (CID--11), chamando atenção global para o tema. 


      Se em 1980 o incêndio parecia “estar se espalhando”, hoje, pelo jeito, já tomou a floresta inteira. Mesmo assim, a pergunta que Freudenberger fez sobre o porquê do fenômeno segue sem respostas claras. 


      A ideia de que trabalhar demais causa esgotamento não tem nada de nova. Muito antes de Freudenberger teorizar o burnout, a medicina já tinha o termo “neurastenia” para descrever quadros de exaustão emocional, muitas vezes ligados a jornadas de trabalho excessivas. Acontece que a neurastenia era um termo guarda-chuva, usado para diagnosticar qualquer quadro de cansaço ou tristeza, independentemente da origem do problema.


      Mas o que sabemos hoje sobre o assunto é em grande parte fruto do trabalho de outra profissional, a psicóloga Christina Maslach, da Universidade da Califórnia. “Burnout é uma síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso”, define a CID-11. A descrição é curta e grossa, mas só dela já dá para tirar conclusões importantes.



      A primeira: burnout não é uma doença ou condição médica. É diferente, por exemplo, de um quadro de depressão, que pode ser tratado via medicação e terapia. Trata-se de uma “síndrome”, ou seja, de um conjunto de sintomas.


      A segunda: o burnout é um “fenômeno ocupacional”. Significa que o termo só se aplica a cenários ligados ao trabalho. Não existe burnout, ao menos com essa denominação, em outras áreas da vida. Ele está sempre ligado ao ambiente de trabalho. É uma condição ambiental. Para solucioná-la, não basta terapia e medicação.


      A terceira: o burnout nada mais é do que um quadro de estresse, que, sem resolução por um longo período de tempo, tornou--se crônico. Para entender o que é burnout, então, é preciso compreender primeiro o que é estresse. 


      “O estresse é qualquer situação que requer uma adaptação, seja ela positiva ou negativa. Uma promoção no trabalho ou o nascimento de um filho são situações que causam estresse, mas, em geral, são positivas. Uma demissão requer adaptação, e é negativa”, explica Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR). Ou seja: o estresse requer esforço para nos adaptarmos a novas condições do ambiente, sejam elas boas ou ruins. 


      Por isso o burnout não pode ser considerado uma doença. Trata-se de um quadro de estresse permanente. Se o ambiente sempre exige que tenhamos que abrir mão de algo ou gastar energia para resolver algum impasse, ficamos inevitavelmente esgotados. Repita isso diariamente por seis meses, mais ou menos, e você terá um quadro crônico – o burnout

O termo sublinhado no trecho “[...] o psicólogo importou a gíria de rua para o meio acadêmico.” (4º§), exerce a mesma função sintática em: 
Alternativas
Respostas
221: C
222: A
223: A
224: D
225: D
226: C
227: D
228: C
229: A
230: B
231: C
232: C
233: A
234: D
235: D
236: B
237: B
238: D
239: B
240: C