Questões de Concurso
Para arquiteto urbanista
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A ferramenta Dynamic Imput (F12) do programa AutoCAD 14 serve para
O arquiteto urbanista do município de Fortaleza dos Nogueira-MA, ao utilizar o programa AutoCAD 14, clicou no ícone Workspace. Esse ícone:
A recuperação da unidade primitiva do edifício, monumento ou sítio e suas artes integradas, é denominada de:
Sobre o conceito de urbanismo, observe os itens a seguir.
I. Em geral o urbanismo é a ciência que se ocupa da organização de um espaço urbano acompanhando seu desenvolvimento com o objetivo de buscar a melhor localização para as ruas, para os edifícios, as instalações públicas de maneira que a população que viva nestes espaços encontre um lugar agradável e também cômodo e com adequadas condições sanitárias para viver.
II. Hodiernamente, o planejamento urbano está cada vez mais crescente devido ao crescimento massivo das grandes cidades e a necessidade de espaços alternativos que este crescimento demanda.
III. O urbanismo estuda as formas de apresentação do espaço urbano e procura caminhos para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos através das diversas transformações que pode oferecer a determinado espaço.
É correto o que se afirma em:
É INCORRETO afirmar sobre os contratos administrativos.
É dispensável a licitação:
I. na contratação realizada por Instituição Científica e Tecnológica - ICT ou por agência de fomento para a transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação protegida.
II. para a contratação de serviços técnicos, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação.
III. para a aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional específico aprovado pelo Congresso Nacional, quando as condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder Público.
IV. quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso, todas as condições preestabelecidas.
A quantidade de itens corretos é:
São modalidades de licitação expressas na lei 8.666/93, EXCETO:
De acordo com a lei de Licitações e Contratos, não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários:
I. empresa, isoladamente ou em consórcio, responsável pela elaboração do projeto básico ou executivo ou da qual o autor do projeto seja dirigente, gerente, acionista ou detentor de mais de 8% (oito por cento) do capital com direito a voto ou controlador, responsável técnico ou subcontratado.
II. servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação.
III. o autor do projeto, básico ou executivo, pessoa física ou jurídica.
É correto o que se afirma em:
Segundo a lei 8.666/93, empreitada integral é:
Sobre os conhecimentos em segurança na internet relacione os princípios de segurança de acordo com a sua característica.
I. É a garantia de que um sistema estará sempre disponível quando necessário.
II. É a garantia de que uma informação não foi alterada durante seu percurso do emissor para o receptor ou durante o seu armazenamento.
III. É a garantia de que os dados só serão acessados por pessoas autorizadas, normalmente com utilização de login e senha que lhes concedem esses direitos de acesso.
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
..
TEXTO
1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a
2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre
3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.
4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.
5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos
6 de produção que não mais lhes pertencem.
7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar
8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu
9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de
10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar
11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria
12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o
13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de
14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de
15 produção/proletários.
16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira
17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -
18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a
19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não
20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria
21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,
22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de
23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar
24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja
25 mais e mais acelerada).
26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado
27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte
28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da
29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por
30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não
31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de
32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os
33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo
34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente
35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,
36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a
37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de
38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,
39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e
40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário
41 em que se insere.
...
FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm
A alternativa em que o termo transcrito expressa modo é
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
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TEXTO
1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a
2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre
3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.
4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.
5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos
6 de produção que não mais lhes pertencem.
7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar
8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu
9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de
10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar
11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria
12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o
13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de
14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de
15 produção/proletários.
16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira
17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -
18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a
19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não
20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria
21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,
22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de
23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar
24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja
25 mais e mais acelerada).
26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado
27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte
28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da
29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por
30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não
31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de
32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os
33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo
34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente
35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,
36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a
37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de
38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,
39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e
40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário
41 em que se insere.
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FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm
A forma verbal “levou”, observando o modo-temporal, pode ser substituída pela forma composta da alternativa
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
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TEXTO
1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a
2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre
3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.
4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.
5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos
6 de produção que não mais lhes pertencem.
7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar
8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu
9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de
10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar
11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria
12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o
13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de
14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de
15 produção/proletários.
16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira
17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -
18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a
19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não
20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria
21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,
22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de
23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar
24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja
25 mais e mais acelerada).
26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado
27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte
28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da
29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por
30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não
31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de
32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os
33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo
34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente
35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,
36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a
37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de
38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,
39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e
40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário
41 em que se insere.
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FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm
O vocábulo “trabalhador” (L.26) tem como raiz primária de formação um
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
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TEXTO
1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a
2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre
3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.
4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.
5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos
6 de produção que não mais lhes pertencem.
7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar
8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu
9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de
10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar
11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria
12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o
13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de
14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de
15 produção/proletários.
16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira
17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -
18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a
19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não
20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria
21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,
22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de
23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar
24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja
25 mais e mais acelerada).
26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado
27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte
28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da
29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por
30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não
31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de
32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os
33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo
34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente
35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,
36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a
37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de
38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,
39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e
40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário
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A expressão “o comprador” (L.13) exerce a função de
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
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TEXTO
1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a
2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre
3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.
4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.
5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos
6 de produção que não mais lhes pertencem.
7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar
8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu
9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de
10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar
11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria
12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o
13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de
14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de
15 produção/proletários.
16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira
17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -
18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a
19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não
20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria
21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,
22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de
23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar
24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja
25 mais e mais acelerada).
26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado
27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte
28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da
29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por
30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não
31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de
32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os
33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo
34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente
35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,
36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a
37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de
38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,
39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e
40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário
41 em que se insere.
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FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm
Leia o trecho abaixo:
“Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira integram-se eles próprios no mercado.” (L.16/17). |
A regra que explica o uso da vírgula no período acima é
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
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TEXTO
1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a
2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre
3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.
4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.
5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos
6 de produção que não mais lhes pertencem.
7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar
8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu
9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de
10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar
11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria
12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o
13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de
14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de
15 produção/proletários.
16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira
17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -
18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a
19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não
20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria
21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,
22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de
23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar
24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja
25 mais e mais acelerada).
26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado
27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte
28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da
29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por
30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não
31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de
32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os
33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo
34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente
35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,
36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a
37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de
38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,
39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e
40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário
41 em que se insere.
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FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm
Vocábulo que não admite dupla pronúncia, masculino ou feminino, é o da alternativa
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
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TEXTO
1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a
2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre
3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.
4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.
5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos
6 de produção que não mais lhes pertencem.
7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar
8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu
9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de
10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar
11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria
12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o
13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de
14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de
15 produção/proletários.
16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira
17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -
18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a
19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não
20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria
21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,
22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de
23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar
24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja
25 mais e mais acelerada).
26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado
27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte
28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da
29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por
30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não
31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de
32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os
33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo
34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente
35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,
36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a
37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de
38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,
39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e
40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário
41 em que se insere.
...
FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm
Com referência ao texto, é correto afirmar
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
..
TEXTO
1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a
2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre
3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.
4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.
5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos
6 de produção que não mais lhes pertencem.
7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar
8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu
9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de
10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar
11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria
12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o
13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de
14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de
15 produção/proletários.
16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira
17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -
18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a
19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não
20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria
21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,
22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de
23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar
24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja
25 mais e mais acelerada).
26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado
27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte
28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da
29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por
30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não
31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de
32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os
33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo
34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente
35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,
36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a
37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de
38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,
39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e
40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário
41 em que se insere.
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FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm
As aspas, na palavra “livremente” (L.9), foram usadas com a finalidade de expressar
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
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TEXTO
1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a
2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre
3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.
4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.
5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos
6 de produção que não mais lhes pertencem.
7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar
8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu
9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de
10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar
11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria
12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o
13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de
14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de
15 produção/proletários.
16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira
17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -
18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a
19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não
20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria
21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,
22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de
23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar
24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja
25 mais e mais acelerada).
26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado
27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte
28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da
29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por
30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não
31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de
32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os
33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo
34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente
35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,
36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a
37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de
38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,
39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e
40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário
41 em que se insere.
...
FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm
Há exemplo de linguagem figurada em
AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
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TEXTO
1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a
2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre
3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.
4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.
5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos
6 de produção que não mais lhes pertencem.
7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar
8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu
9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de
10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar
11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria
12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o
13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de
14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de
15 produção/proletários.
16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira
17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -
18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a
19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não
20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria
21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,
22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de
23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar
24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja
25 mais e mais acelerada).
26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado
27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte
28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da
29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por
30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não
31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de
32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os
33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo
34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente
35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,
36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a
37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de
38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,
39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e
40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário
41 em que se insere.
...
FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm
Há ocorrência de predicado verbal na alternativa