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Q3739710 Sistemas Operacionais
Utilizando o sistema operacional Windows 11, um usuário deseja proteger determinados arquivos de acesso indevido por outros usuários do mesmo computador.

A medida de segurança mais eficaz e adequada para este cenário é: 
Alternativas
Q3739709 Noções de Informática
O buscador Google oferece operadores para refinar e otimizar os resultados de pesquisas.

Sobre esses recursos é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3739708 Noções de Informática

Uma das principais vantagens da computação em nuvem é a escalabilidade.


Esse conceito refere-se à/ao:

Alternativas
Q3739707 Noções de Informática
No Microsoft Word, o uso do recurso Estilos oferece diversas vantagens relacionadas à padronização e formatação de documentos. Considerando esse recurso, analise as afirmativas sobre suas funcionalidades.

I- Permite criar sumários automáticos.
II- É o recurso primário utilizado para marcar palavras e termos que serão incluídos no índice remissivo do documento.
III- Facilita alterar rapidamente um conjunto de formatações em todo o documento.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3739706 Noções de Informática
Em uma planilha do Microsoft Excel, a célula A1 contém o nome e a célula B1 contém o sobrenome. Deseja-se unir essas duas informações em uma única célula, separando-as por um espaço em branco.

Marque a alternativa que apresenta a fórmula CORRETApara realizar essa operação.
Alternativas
Q3739705 Raciocínio Lógico
Na retirada dos kits da Corrida MEC 95 Anos, a doação é obrigatória e exclusiva: cada participante entrega um único item, caderno brochura (80 a 100 folhas) ou uma caixa de lápis(12 cores) (BRASIL, 2025).
Sobre os participantes temos:

· 600 pessoas realizaram inscrição na corrida de 5 km;
· 400 pessoas realizaram inscrição na corrida 10 km;
· 80 pessoas realizaram inscrição em ambas as corridas, 5 km e 10 km;
· Entre as inscritas somente na corrida de 5 km, 360 doaram caderno brochura;
· Entre as inscritas somente na corrida 10 km, 220 doaram caderno brochura;
· Entre as inscritas em ambas as corridas, 5km e 10 km, 60 doaram caderno.

Sabendo que todos doaram somente um item, é CORRETO afirmar que o total de pessoas que doaram caixa de lápis inscritas somente na corrida de 5 km, de 10 km e em ambas, é respectivamente:
Alternativas
Q3739704 Matemática

Considere a pista de corrida na figura.



Imagem associada para resolução da questão


Fonte: CPCon.



Pode-se observar que a pista é construída da seguinte forma:



· Raio da curva na borda interna: 11,0 m;


· Reta interna entre as curvas: 108,0 m;


· 5 raias, cada uma com 1,2 m de largura;


· Sabe-se que o corredor sempre permanece no meio da raia central.



Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que um atleta percorre, em metros, em uma volta exatamente (use π = 3,14): 

Alternativas
Q3739703 Matemática
A secretaria de Educação promoveu em uma escola os Jogos Escolares Internos – JEI. Em uma etapa dos jogos, foram registrados os seguintes dados:

· (A):As distâncias, em metros, percorridas por 7 estudantes em 12 minutos foram: {800, 1000, 1200, 1000, 900, 1000, 1100};
· (B): No circuito em escada, as repetições de abdominais formam uma progressão aritmética de 6 termos, iniciando em 10 e razão 2;
· (C): No percurso com cones, os três primeiros trechos formam uma progressão geométrica com primeiro termo 4 e razão 3/2.

Defina:

· M: Média aritmética dos valores de (A);
· N: Mediana dos valores de (A);
· Q: Moda dos valores de (A);
· SPA : Soma dos termos da Progressão Aritmética em (B);
· SPG: Soma dos termos da Progressão Geométrica em (C):

Considere a expressão:

Q13.png (192×48)

Desta forma, é CORRETO afirmar que o valor da expressão vale:
Alternativas
Q3739702 Raciocínio Lógico
Em uma escola com 200 estudantes, o coordenador de Educação Física classificou os alunos da seguinte forma:

· A: conjunto de alunos inscritos na modalidade futsal;
· B: conjunto dos alunos inscritos na modalidade vôlei;
· C: conjunto dos alunos com atestado médico;
· D alunos que não estão inscritos em alguma modalidade e também não têm atestado.

O mesmo registrou que:

· 80 alunos estão inscritos na equipe de futsal;
· 65 alunos participam da equipe de vôlei;
· 25 alunos participam das duas equipes, futsal e vôlei.

Além disso, sabe-se que:

· Entre os 25 de A∩B, 22 têm atestado;
· Entre os 55 somente de futsal (A∖B), 40 têm atestado;
· Entre os 40 somente de vôlei (B∖A), 30 têm atestado;
· Entre os 80 que não fazem futsal nem vôlei, 58 têm atestado.

Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que a quantidade de alunos que estão sem atestado médico e participam de pelo menos de uma das modalidades é:
Alternativas
Q3739701 Raciocínio Lógico
No Sistema CONFEF/CREF, o CREF-UF registra e fiscaliza profissionais e pessoas jurídicas, zelando pelo Código de Ética (CONFEF, 2025). Sobre este entendimento, considere as seguintes proposições:

· P: Apessoa jurídica (academia) está registrada no CREF-UF.
· Q: O profissional responsável está registrado no CREF-UF.
· R: As atividades estão em conformidade com o Código de Ética.
· S: O funcionamento da academia é regular (autorizado).
· T: O CREF-UF realizará fiscalização e poderá autuar.

A partir das proposições dadas, observe as políticas a seguir.

I- O funcionamento é regular se, e somente se a academia e o profissional estão registrados e as atividades seguem o Código de ética.
II- Se qualquer dessas condições falhar (falta de registro ou infração ética), então o CREF-UF fiscalizará e poderá autuar.

Qual das alternativas formaliza CORRETAMENTE, em linguagem simbólica, as duas políticas?
Alternativas
Q3739700 Português

Leia o Texto III para responder à questão.



Texto III




Fonte: BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://www.facebook.com/photo/?fbid=2289963521081944&set=a.164223026989348. Acesso em: 30 de set. 2025.

Na tirinha do texto III, o enunciado do personagem apresenta diferentes construções oracionais. Considerando a relação entre as orações e sua estrutura, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3739699 Português

Leia o Texto III para responder à questão.



Texto III




Fonte: BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://www.facebook.com/photo/?fbid=2289963521081944&set=a.164223026989348. Acesso em: 30 de set. 2025.

No Texto III, observa-se que a progressão das falas do personagem é construída por meio de mecanismos de coesão que permitem a sequenciação de ideias e a reiteração de um mesmo tema. Nesse sentido, a estratégia de coesão utilizada na tirinha que se destaca é:
Alternativas
Q3739698 Português

Leia o Texto II para responder à questão.



Texto II



Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=574561539900024&id=107583013264548&set=a.108002179889298 Acesso em: 27 de out. 2025. 

A respeito do efeito de humor produzido pelo Texto II, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3739697 Português

Leia o Texto II para responder à questão.



Texto II



Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=574561539900024&id=107583013264548&set=a.108002179889298 Acesso em: 27 de out. 2025. 

Considere o Texto II e, a partir dele, analise as assertivas.

I- A palavra “cientistas” é um substantivo comum concreto, funcionando como sujeito o qual é retomado no enunciado “(os cientistas estão) explicando a importância de uma boa noite de sono”.
II- O termo “importância” é um substantivo abstrato, pois designa uma noção de valor, e integra o complemento do verbo “explicando”.
III- Apalavra “boa” classifica-se como adjetivo, qualificando o substantivo “noite”.
IV- O termo “explicar” é verbo no infinitivo, exercendo função de núcleo do predicado nominal.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3739694 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I - A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde

Por Paula Felix - Atualizado em 4 jun 2024


   “Tanto o sono quanto a insônia, quando imoderados, são ruins”, ensina um dos aforismos hipocráticos apresentados no Corpus Hipocraticum, o fabuloso compêndio de tratados sobre a saúde cuja autoria foi atribuída a Hipócrates, o estudioso grego que, cerca de 400 anos antes de Cristo, criou as bases da medicina ocidental. A coleção foi a cartilha das faculdades médicas até o fim do século XVIII, quando informações obtidas por meio dos métodos científicos que começavam a surgir deram início à substituição de ensinamentos baseados somente em evidências empíricas. Contudo, muito do conhecimento registrado na obra resistiu ao escrutínio, permanecendo entre os pilares do que se sabe atualmente a respeito do corpo humano. Aimportância do sono é um deles — e a ciência sabe cada vez mais a respeito dessa relevância.

   No entanto, até agora a recomendação de dormir bem não integrava a lista oficial de hábitos a serem adotados para uma vida saudável, juntando-se à boa alimentação e à prática de exercícios físicos. Embora tenha se tornado mais conhecida, a orientação figurava entre os itens complementares, não essenciais. Isso mudou completamente na semana passada, quando a Associação Americana do Coração divulgou a atualização das sete métricas que determinam os parâmetros para preservar ou melhorar a saúde do coração e do cérebro, o Life's Essential 7. Pela primeira vez, a principal entidade do mundo da cardiologia incluiu o sono nessa lista. Ter um descanso noturno de qualidade ganhou a mesma importância que a alimentação saudável, a realização de exercícios físicos e do controle do peso, da pressão arterial, da concentração de gorduras e açúcar no sangue e de manter-se longe do cigarro. E o Life's Essential 7 virou Life's Essential 8. O sono de boa qualidade, definiu a entidade, deve ocorrer sem interrupções e durar, em média, de sete a nove horas por noite. “A inclusão do sono reflete os achados das pesquisas mais recentes, que confirmam seu impacto para a saúde em geral”, diz Donald M. Lloyd-Jones, presidente da associação.

   Dormir é um processo fisiológico essencial para a sobrevivência porque está envolvido nas funções biológicas vitais. Atítulo de exemplo: déficits de sono perturbam terrivelmente delicados mecanismos que permitem o funcionamento correto do metabolismo, processo pelo qual são atendidas todas as necessidades energéticas e estruturais de um ser vivo. Por isso, o impacto negativo no desempenho de funções como o uso e armazenamento de gordura e a concentração de açúcar e colesterol no sangue é brutal. Além disso, o sono contribui para preservar a integridade cerebral, mantendo seguras a capacidade de aprendizado, de memória, de cognição, de regulação emocional e a habilidade de o cérebro se adaptar a circunstâncias diferentes. Daí sua importância no tratamento de sequelas deixadas por acidente vascular cerebral ou lesões de outra origem e na prevenção da doença de Alzheimer. Uma das características da enfermidade é o depósito de uma proteína sobre os neurônios, levando-os à morte. Quando o repouso é de qualidade, esse risco diminui porque o cérebro passa por uma limpeza. “Mas, se dormimos pouco, esse sistema não funciona”, explica a neurologista Márcia Assis, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono. Talvez por um capricho de Hipnos, o deus do sono na mitologia grega, todo esse espetacular avanço no entendimento do papel do descanso na saúde acontece no momento em que a humanidade nunca esteve tão insone. Insônia não é um problema novo, claro, mas a eclosão da Covid-19 agravou demais a situação. No Brasil, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira do Sono entre novembro de 2020 e abril de 2021 apontou que nada menos do que 70% dos entrevistados relataram sintomas do problema.

   Na verdade, o que se viu nos últimos dois anos foi uma combinação de elementos associada à perda do sono. Estresse, ansiedade e depressão, em primeiro lugar, uniram-se ao que a ciência batizou de procrastinação por vingança na hora de dormir. Pessoas que se viam sobrecarregadas pelas tarefas, sem momentos de lazer e isoladas socialmente, começaram a adiar o momento de ir para a cama, tentando achar um tempo de lazer. Assim, noites e madrugadas foram ocupadas na frente da televisão, em jogos de videogame e redes sociais. As poucas pesquisas disponíveis apontam o perfil dos que mais usam a estratégia: estudantes, mulheres e os que têm o hábito de adiar tudo, segundo a entidade americana Sleep Foundation.

   Fazer frente a esse roubo do sono pela vida moderna é desafiador. Há métodos consagrados, como a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é ajudar o indivíduo a detectar o que está errado no seu entendimento e treiná-lo para mudar o comportamento derivado do equívoco. Um exemplo simples é corrigir o pensamento de que a cama pode ser também um lugar para trabalhar, associando a ao ato de dormir.

Contudo, é preciso abrir novos caminhos. Um deles está surgindo da adequação da dieta à noite, evitando o que sabidamente faz mal, como o consumo de alimentos industrializados, e buscando opções que fazem bem. Nesse quesito, a ciência vem garimpando ótimos achados, como a constatação dos benefícios do kiwi e do arroz. Investe-se, ainda, na investigação do potencial dos aplicativos que prometem noites tranquilas. Eles ainda não contam com a chancela científica, mas análises iniciais indicam conclusões promissoras. Uma delas, feita na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, testou a eficácia do Insomnia Coach, mostrando que 28% dos participantes dormiram melhor em seis semanas de uso. No grupo de controle, o índice foi de 4%.

   A saída pela tecnologia é uma avenida a ser pavimentada. O Instituto Federal de Tecnologia de Zurique explora o recurso com competência. Recentemente, a instituição apresentou um dispositivo capaz de prolongar, por meio de estimulação sonora, a etapa do sono profundo, a mais restauradora. O SleepLoop, uma espécie de capacete que a pessoa usa para dormir, mostrou-se eficaz em testes. Aos poucos, o conhecimento impulsiona invenções dessa ordem, talhadas para promover o reencontro do ser humano com o sono de Hipnos. Hipócrates dormiria tranquilo.


Fonte: FÉLIX, Paula. A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde. In: Revista Veja. Edição nº 2797. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/a-ciencia-comprova-o-sono-de-qualidade-e-essencial-para-a-saude/ Acesso em 22 de set. de 2025. [adaptado]
No Texto I, observe as assertivas sobre o uso de sinônimos.

I- O uso de sinônimos como sono, repouso e descanso contribui para a coesão lexical, evitando repetições excessivas.
II- A sinonímia colabora com a compreensão do texto, pois permite retomar ideias já apresentadas de forma variada, sem alterar o sentido principal.
III- O emprego de sinônimos prejudica a objetividade de textos de divulgação científica, que deveriam repetir sempre a mesma palavra para não gerar ambiguidades.
IV- A presença de sinônimos ocorre apenas em textos literários, sendo inadequada em textos jornalísticos e científicos.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3739693 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I - A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde

Por Paula Felix - Atualizado em 4 jun 2024


   “Tanto o sono quanto a insônia, quando imoderados, são ruins”, ensina um dos aforismos hipocráticos apresentados no Corpus Hipocraticum, o fabuloso compêndio de tratados sobre a saúde cuja autoria foi atribuída a Hipócrates, o estudioso grego que, cerca de 400 anos antes de Cristo, criou as bases da medicina ocidental. A coleção foi a cartilha das faculdades médicas até o fim do século XVIII, quando informações obtidas por meio dos métodos científicos que começavam a surgir deram início à substituição de ensinamentos baseados somente em evidências empíricas. Contudo, muito do conhecimento registrado na obra resistiu ao escrutínio, permanecendo entre os pilares do que se sabe atualmente a respeito do corpo humano. Aimportância do sono é um deles — e a ciência sabe cada vez mais a respeito dessa relevância.

   No entanto, até agora a recomendação de dormir bem não integrava a lista oficial de hábitos a serem adotados para uma vida saudável, juntando-se à boa alimentação e à prática de exercícios físicos. Embora tenha se tornado mais conhecida, a orientação figurava entre os itens complementares, não essenciais. Isso mudou completamente na semana passada, quando a Associação Americana do Coração divulgou a atualização das sete métricas que determinam os parâmetros para preservar ou melhorar a saúde do coração e do cérebro, o Life's Essential 7. Pela primeira vez, a principal entidade do mundo da cardiologia incluiu o sono nessa lista. Ter um descanso noturno de qualidade ganhou a mesma importância que a alimentação saudável, a realização de exercícios físicos e do controle do peso, da pressão arterial, da concentração de gorduras e açúcar no sangue e de manter-se longe do cigarro. E o Life's Essential 7 virou Life's Essential 8. O sono de boa qualidade, definiu a entidade, deve ocorrer sem interrupções e durar, em média, de sete a nove horas por noite. “A inclusão do sono reflete os achados das pesquisas mais recentes, que confirmam seu impacto para a saúde em geral”, diz Donald M. Lloyd-Jones, presidente da associação.

   Dormir é um processo fisiológico essencial para a sobrevivência porque está envolvido nas funções biológicas vitais. Atítulo de exemplo: déficits de sono perturbam terrivelmente delicados mecanismos que permitem o funcionamento correto do metabolismo, processo pelo qual são atendidas todas as necessidades energéticas e estruturais de um ser vivo. Por isso, o impacto negativo no desempenho de funções como o uso e armazenamento de gordura e a concentração de açúcar e colesterol no sangue é brutal. Além disso, o sono contribui para preservar a integridade cerebral, mantendo seguras a capacidade de aprendizado, de memória, de cognição, de regulação emocional e a habilidade de o cérebro se adaptar a circunstâncias diferentes. Daí sua importância no tratamento de sequelas deixadas por acidente vascular cerebral ou lesões de outra origem e na prevenção da doença de Alzheimer. Uma das características da enfermidade é o depósito de uma proteína sobre os neurônios, levando-os à morte. Quando o repouso é de qualidade, esse risco diminui porque o cérebro passa por uma limpeza. “Mas, se dormimos pouco, esse sistema não funciona”, explica a neurologista Márcia Assis, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono. Talvez por um capricho de Hipnos, o deus do sono na mitologia grega, todo esse espetacular avanço no entendimento do papel do descanso na saúde acontece no momento em que a humanidade nunca esteve tão insone. Insônia não é um problema novo, claro, mas a eclosão da Covid-19 agravou demais a situação. No Brasil, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira do Sono entre novembro de 2020 e abril de 2021 apontou que nada menos do que 70% dos entrevistados relataram sintomas do problema.

   Na verdade, o que se viu nos últimos dois anos foi uma combinação de elementos associada à perda do sono. Estresse, ansiedade e depressão, em primeiro lugar, uniram-se ao que a ciência batizou de procrastinação por vingança na hora de dormir. Pessoas que se viam sobrecarregadas pelas tarefas, sem momentos de lazer e isoladas socialmente, começaram a adiar o momento de ir para a cama, tentando achar um tempo de lazer. Assim, noites e madrugadas foram ocupadas na frente da televisão, em jogos de videogame e redes sociais. As poucas pesquisas disponíveis apontam o perfil dos que mais usam a estratégia: estudantes, mulheres e os que têm o hábito de adiar tudo, segundo a entidade americana Sleep Foundation.

   Fazer frente a esse roubo do sono pela vida moderna é desafiador. Há métodos consagrados, como a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é ajudar o indivíduo a detectar o que está errado no seu entendimento e treiná-lo para mudar o comportamento derivado do equívoco. Um exemplo simples é corrigir o pensamento de que a cama pode ser também um lugar para trabalhar, associando a ao ato de dormir.

Contudo, é preciso abrir novos caminhos. Um deles está surgindo da adequação da dieta à noite, evitando o que sabidamente faz mal, como o consumo de alimentos industrializados, e buscando opções que fazem bem. Nesse quesito, a ciência vem garimpando ótimos achados, como a constatação dos benefícios do kiwi e do arroz. Investe-se, ainda, na investigação do potencial dos aplicativos que prometem noites tranquilas. Eles ainda não contam com a chancela científica, mas análises iniciais indicam conclusões promissoras. Uma delas, feita na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, testou a eficácia do Insomnia Coach, mostrando que 28% dos participantes dormiram melhor em seis semanas de uso. No grupo de controle, o índice foi de 4%.

   A saída pela tecnologia é uma avenida a ser pavimentada. O Instituto Federal de Tecnologia de Zurique explora o recurso com competência. Recentemente, a instituição apresentou um dispositivo capaz de prolongar, por meio de estimulação sonora, a etapa do sono profundo, a mais restauradora. O SleepLoop, uma espécie de capacete que a pessoa usa para dormir, mostrou-se eficaz em testes. Aos poucos, o conhecimento impulsiona invenções dessa ordem, talhadas para promover o reencontro do ser humano com o sono de Hipnos. Hipócrates dormiria tranquilo.


Fonte: FÉLIX, Paula. A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde. In: Revista Veja. Edição nº 2797. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/a-ciencia-comprova-o-sono-de-qualidade-e-essencial-para-a-saude/ Acesso em 22 de set. de 2025. [adaptado]
No que se refere às dimensões semânticas, pragmáticas e discursivas do Texto I, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3739692 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I - A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde

Por Paula Felix - Atualizado em 4 jun 2024


   “Tanto o sono quanto a insônia, quando imoderados, são ruins”, ensina um dos aforismos hipocráticos apresentados no Corpus Hipocraticum, o fabuloso compêndio de tratados sobre a saúde cuja autoria foi atribuída a Hipócrates, o estudioso grego que, cerca de 400 anos antes de Cristo, criou as bases da medicina ocidental. A coleção foi a cartilha das faculdades médicas até o fim do século XVIII, quando informações obtidas por meio dos métodos científicos que começavam a surgir deram início à substituição de ensinamentos baseados somente em evidências empíricas. Contudo, muito do conhecimento registrado na obra resistiu ao escrutínio, permanecendo entre os pilares do que se sabe atualmente a respeito do corpo humano. Aimportância do sono é um deles — e a ciência sabe cada vez mais a respeito dessa relevância.

   No entanto, até agora a recomendação de dormir bem não integrava a lista oficial de hábitos a serem adotados para uma vida saudável, juntando-se à boa alimentação e à prática de exercícios físicos. Embora tenha se tornado mais conhecida, a orientação figurava entre os itens complementares, não essenciais. Isso mudou completamente na semana passada, quando a Associação Americana do Coração divulgou a atualização das sete métricas que determinam os parâmetros para preservar ou melhorar a saúde do coração e do cérebro, o Life's Essential 7. Pela primeira vez, a principal entidade do mundo da cardiologia incluiu o sono nessa lista. Ter um descanso noturno de qualidade ganhou a mesma importância que a alimentação saudável, a realização de exercícios físicos e do controle do peso, da pressão arterial, da concentração de gorduras e açúcar no sangue e de manter-se longe do cigarro. E o Life's Essential 7 virou Life's Essential 8. O sono de boa qualidade, definiu a entidade, deve ocorrer sem interrupções e durar, em média, de sete a nove horas por noite. “A inclusão do sono reflete os achados das pesquisas mais recentes, que confirmam seu impacto para a saúde em geral”, diz Donald M. Lloyd-Jones, presidente da associação.

   Dormir é um processo fisiológico essencial para a sobrevivência porque está envolvido nas funções biológicas vitais. Atítulo de exemplo: déficits de sono perturbam terrivelmente delicados mecanismos que permitem o funcionamento correto do metabolismo, processo pelo qual são atendidas todas as necessidades energéticas e estruturais de um ser vivo. Por isso, o impacto negativo no desempenho de funções como o uso e armazenamento de gordura e a concentração de açúcar e colesterol no sangue é brutal. Além disso, o sono contribui para preservar a integridade cerebral, mantendo seguras a capacidade de aprendizado, de memória, de cognição, de regulação emocional e a habilidade de o cérebro se adaptar a circunstâncias diferentes. Daí sua importância no tratamento de sequelas deixadas por acidente vascular cerebral ou lesões de outra origem e na prevenção da doença de Alzheimer. Uma das características da enfermidade é o depósito de uma proteína sobre os neurônios, levando-os à morte. Quando o repouso é de qualidade, esse risco diminui porque o cérebro passa por uma limpeza. “Mas, se dormimos pouco, esse sistema não funciona”, explica a neurologista Márcia Assis, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono. Talvez por um capricho de Hipnos, o deus do sono na mitologia grega, todo esse espetacular avanço no entendimento do papel do descanso na saúde acontece no momento em que a humanidade nunca esteve tão insone. Insônia não é um problema novo, claro, mas a eclosão da Covid-19 agravou demais a situação. No Brasil, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira do Sono entre novembro de 2020 e abril de 2021 apontou que nada menos do que 70% dos entrevistados relataram sintomas do problema.

   Na verdade, o que se viu nos últimos dois anos foi uma combinação de elementos associada à perda do sono. Estresse, ansiedade e depressão, em primeiro lugar, uniram-se ao que a ciência batizou de procrastinação por vingança na hora de dormir. Pessoas que se viam sobrecarregadas pelas tarefas, sem momentos de lazer e isoladas socialmente, começaram a adiar o momento de ir para a cama, tentando achar um tempo de lazer. Assim, noites e madrugadas foram ocupadas na frente da televisão, em jogos de videogame e redes sociais. As poucas pesquisas disponíveis apontam o perfil dos que mais usam a estratégia: estudantes, mulheres e os que têm o hábito de adiar tudo, segundo a entidade americana Sleep Foundation.

   Fazer frente a esse roubo do sono pela vida moderna é desafiador. Há métodos consagrados, como a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é ajudar o indivíduo a detectar o que está errado no seu entendimento e treiná-lo para mudar o comportamento derivado do equívoco. Um exemplo simples é corrigir o pensamento de que a cama pode ser também um lugar para trabalhar, associando a ao ato de dormir.

Contudo, é preciso abrir novos caminhos. Um deles está surgindo da adequação da dieta à noite, evitando o que sabidamente faz mal, como o consumo de alimentos industrializados, e buscando opções que fazem bem. Nesse quesito, a ciência vem garimpando ótimos achados, como a constatação dos benefícios do kiwi e do arroz. Investe-se, ainda, na investigação do potencial dos aplicativos que prometem noites tranquilas. Eles ainda não contam com a chancela científica, mas análises iniciais indicam conclusões promissoras. Uma delas, feita na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, testou a eficácia do Insomnia Coach, mostrando que 28% dos participantes dormiram melhor em seis semanas de uso. No grupo de controle, o índice foi de 4%.

   A saída pela tecnologia é uma avenida a ser pavimentada. O Instituto Federal de Tecnologia de Zurique explora o recurso com competência. Recentemente, a instituição apresentou um dispositivo capaz de prolongar, por meio de estimulação sonora, a etapa do sono profundo, a mais restauradora. O SleepLoop, uma espécie de capacete que a pessoa usa para dormir, mostrou-se eficaz em testes. Aos poucos, o conhecimento impulsiona invenções dessa ordem, talhadas para promover o reencontro do ser humano com o sono de Hipnos. Hipócrates dormiria tranquilo.


Fonte: FÉLIX, Paula. A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde. In: Revista Veja. Edição nº 2797. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/a-ciencia-comprova-o-sono-de-qualidade-e-essencial-para-a-saude/ Acesso em 22 de set. de 2025. [adaptado]
Considerando os elementos da situação sociocomunicativa observadas no Texto “A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde”, publicado na Revista Veja, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3739691 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I - A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde

Por Paula Felix - Atualizado em 4 jun 2024


   “Tanto o sono quanto a insônia, quando imoderados, são ruins”, ensina um dos aforismos hipocráticos apresentados no Corpus Hipocraticum, o fabuloso compêndio de tratados sobre a saúde cuja autoria foi atribuída a Hipócrates, o estudioso grego que, cerca de 400 anos antes de Cristo, criou as bases da medicina ocidental. A coleção foi a cartilha das faculdades médicas até o fim do século XVIII, quando informações obtidas por meio dos métodos científicos que começavam a surgir deram início à substituição de ensinamentos baseados somente em evidências empíricas. Contudo, muito do conhecimento registrado na obra resistiu ao escrutínio, permanecendo entre os pilares do que se sabe atualmente a respeito do corpo humano. Aimportância do sono é um deles — e a ciência sabe cada vez mais a respeito dessa relevância.

   No entanto, até agora a recomendação de dormir bem não integrava a lista oficial de hábitos a serem adotados para uma vida saudável, juntando-se à boa alimentação e à prática de exercícios físicos. Embora tenha se tornado mais conhecida, a orientação figurava entre os itens complementares, não essenciais. Isso mudou completamente na semana passada, quando a Associação Americana do Coração divulgou a atualização das sete métricas que determinam os parâmetros para preservar ou melhorar a saúde do coração e do cérebro, o Life's Essential 7. Pela primeira vez, a principal entidade do mundo da cardiologia incluiu o sono nessa lista. Ter um descanso noturno de qualidade ganhou a mesma importância que a alimentação saudável, a realização de exercícios físicos e do controle do peso, da pressão arterial, da concentração de gorduras e açúcar no sangue e de manter-se longe do cigarro. E o Life's Essential 7 virou Life's Essential 8. O sono de boa qualidade, definiu a entidade, deve ocorrer sem interrupções e durar, em média, de sete a nove horas por noite. “A inclusão do sono reflete os achados das pesquisas mais recentes, que confirmam seu impacto para a saúde em geral”, diz Donald M. Lloyd-Jones, presidente da associação.

   Dormir é um processo fisiológico essencial para a sobrevivência porque está envolvido nas funções biológicas vitais. Atítulo de exemplo: déficits de sono perturbam terrivelmente delicados mecanismos que permitem o funcionamento correto do metabolismo, processo pelo qual são atendidas todas as necessidades energéticas e estruturais de um ser vivo. Por isso, o impacto negativo no desempenho de funções como o uso e armazenamento de gordura e a concentração de açúcar e colesterol no sangue é brutal. Além disso, o sono contribui para preservar a integridade cerebral, mantendo seguras a capacidade de aprendizado, de memória, de cognição, de regulação emocional e a habilidade de o cérebro se adaptar a circunstâncias diferentes. Daí sua importância no tratamento de sequelas deixadas por acidente vascular cerebral ou lesões de outra origem e na prevenção da doença de Alzheimer. Uma das características da enfermidade é o depósito de uma proteína sobre os neurônios, levando-os à morte. Quando o repouso é de qualidade, esse risco diminui porque o cérebro passa por uma limpeza. “Mas, se dormimos pouco, esse sistema não funciona”, explica a neurologista Márcia Assis, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono. Talvez por um capricho de Hipnos, o deus do sono na mitologia grega, todo esse espetacular avanço no entendimento do papel do descanso na saúde acontece no momento em que a humanidade nunca esteve tão insone. Insônia não é um problema novo, claro, mas a eclosão da Covid-19 agravou demais a situação. No Brasil, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira do Sono entre novembro de 2020 e abril de 2021 apontou que nada menos do que 70% dos entrevistados relataram sintomas do problema.

   Na verdade, o que se viu nos últimos dois anos foi uma combinação de elementos associada à perda do sono. Estresse, ansiedade e depressão, em primeiro lugar, uniram-se ao que a ciência batizou de procrastinação por vingança na hora de dormir. Pessoas que se viam sobrecarregadas pelas tarefas, sem momentos de lazer e isoladas socialmente, começaram a adiar o momento de ir para a cama, tentando achar um tempo de lazer. Assim, noites e madrugadas foram ocupadas na frente da televisão, em jogos de videogame e redes sociais. As poucas pesquisas disponíveis apontam o perfil dos que mais usam a estratégia: estudantes, mulheres e os que têm o hábito de adiar tudo, segundo a entidade americana Sleep Foundation.

   Fazer frente a esse roubo do sono pela vida moderna é desafiador. Há métodos consagrados, como a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é ajudar o indivíduo a detectar o que está errado no seu entendimento e treiná-lo para mudar o comportamento derivado do equívoco. Um exemplo simples é corrigir o pensamento de que a cama pode ser também um lugar para trabalhar, associando a ao ato de dormir.

Contudo, é preciso abrir novos caminhos. Um deles está surgindo da adequação da dieta à noite, evitando o que sabidamente faz mal, como o consumo de alimentos industrializados, e buscando opções que fazem bem. Nesse quesito, a ciência vem garimpando ótimos achados, como a constatação dos benefícios do kiwi e do arroz. Investe-se, ainda, na investigação do potencial dos aplicativos que prometem noites tranquilas. Eles ainda não contam com a chancela científica, mas análises iniciais indicam conclusões promissoras. Uma delas, feita na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, testou a eficácia do Insomnia Coach, mostrando que 28% dos participantes dormiram melhor em seis semanas de uso. No grupo de controle, o índice foi de 4%.

   A saída pela tecnologia é uma avenida a ser pavimentada. O Instituto Federal de Tecnologia de Zurique explora o recurso com competência. Recentemente, a instituição apresentou um dispositivo capaz de prolongar, por meio de estimulação sonora, a etapa do sono profundo, a mais restauradora. O SleepLoop, uma espécie de capacete que a pessoa usa para dormir, mostrou-se eficaz em testes. Aos poucos, o conhecimento impulsiona invenções dessa ordem, talhadas para promover o reencontro do ser humano com o sono de Hipnos. Hipócrates dormiria tranquilo.


Fonte: FÉLIX, Paula. A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde. In: Revista Veja. Edição nº 2797. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/a-ciencia-comprova-o-sono-de-qualidade-e-essencial-para-a-saude/ Acesso em 22 de set. de 2025. [adaptado]
Apartir do contexto apresentado no Texto I, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I- O sono de qualidade é um fator essencial para a manutenção da saúde física e mental, pois influencia o metabolismo, a memória, a cognição, a regulação emocional e até a prevenção de doenças como o Alzheimer.

PORQUE

II- O sono colabora com a preservação da saúde do coração e do cérebro, a ciência reconhece-o como um hábito tão importante quanto a prática de exercícios físicos e a boa alimentação.

Arespeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3576339 Educação Física
De acordo com a Resolução CONFEF n.º 582 / 2025, para as Pessoas Jurídicas registradas que funcionem sem Responsável Técnico presente no estabelecimento no horário constante na documentação entregue ao CREF, aplicar-se-á a seguinte natureza de infração e sanção, respectivamente: 
Alternativas
Q3576338 Educação Física

De acordo com as normativas que tratam da Carteira de Identidade Profissional dos registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física, considere as afirmativas abaixo.



I- A validade da Carteira de Identidade Profissional será informação obrigatória na parte frontal da carteira.


II- É facultada a identificação da área de atuação do profissional na Carteira de Identidade Profissional.


III- As Carteiras de Identidade Profissional serão confeccionadas em cores distintas para cada categoria, sendo na cor verde para os profissionais graduados e na cor vermelha para os não graduados.


IV- A Carteira de Identidade Profissional na versão física e digital fará prova de todos os dados nela incluídos, dispensando a apresentação dos documentos que lhe deram origem ou que nela tenham sido mencionados.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Respostas
41: E
42: D
43: E
44: D
45: A
46: A
47: B
48: B
49: C
50: D
51: A
52: C
53: D
54: B
55: A
56: E
57: C
58: C
59: C
60: D