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Acerca da entrevista clínica (EC), julgue o item seguinte.
Nas instituições penitenciárias, o psicólogo deve,
prioritariamente, utilizar a EC como estratégia de intervenção
para prevenir psicopatologias sociais.
A EC não se aplica ao diagnóstico diferencial de pacientes com transtornos fóbicos e transtornos do estresse pós-traumático, já que esses diferentes transtornos podem derivar um do outro.
A técnica psicológica mais apropriada para o atendimento de pacientes com transtornos depressivos é a EC.
De acordo com a abordagem psicodinâmica, a formação reativa é um mecanismo de defesa que pode surgir em relações psicoterapêuticas, por exemplo, durante a realização de uma EC.
Na perspectiva da psicanálise, os mecanismos da transferência são responsáveis pelos laços sociais estabelecidos entre psicólogo e paciente durante a EC.
Em processos psicoterapêuticos, identificar a evolução dos sintomas de sofrimento aumenta as possibilidades de cura do paciente.
Para realizar abordagens psicodinâmicas, o psicólogo deve identificar os laços sociais do paciente a partir da análise das relações objetais estabelecidas na sua primeira infância, as quais podem se reproduzir em situações vivenciadas pelo sujeito em diferentes contextos sociais.
Os objetivos do acolhimento psicológico incluem identificar o foco da situação de crise vivenciada pelo sujeito que se encontra em atendimento para modificar sua posição subjetiva, sem atuar diretamente em sua estrutura clínica.
A psicoterapia focal de orientação humanista deve ser conduzida com base na situação do paciente bem como deve ser orientada por uma abordagem teórica, de modo a potencializar o prognóstico do tratamento realizado.
De acordo com a teoria lacaniana do desejo, o desamparo, vivência desencadeadora de sofrimento psíquico, pode ocorrer em razão dos laços sociais de dependência.
A identificação projetiva é um dos mecanismos utilizados por pacientes com transtorno do estresse pós-traumático.
O narcisismo das pequenas diferenças, conceito criado por Freud para caracterizar a intolerância do indivíduo com as mínimas divergências, é inerente às estruturas perversas.
Os transtornos psicossomáticos decorrentes de traumas revividos ocasionam o estresse pós-traumático.
A avaliação realizada no processo psicodiagnóstico é influenciada, entre outros fatores, pela compatibilidade entre queixas, sintomas e indicadores de sofrimento dos pacientes, especialmente, em casos de transtornos psicossomáticos.
Os pacientes com transtornos de ansiedade devem ser tratados por equipes multidisciplinares que incluam psiquiatras, já que esses profissionais são os responsáveis pela elaboração de laudos sobre os procedimentos e as conclusões gerados pelo processo de avaliação psicológica.
Em contextos institucionais, o psicólogo deve utilizar a psicoterapia breve para intervir nos casos de pacientes com transtornos depressivos e transtornos fóbicos.
Os psicólogos que atuam em contextos institucionais devem utilizar métodos como entrevistas clínicas e testes projetivos de personalidade para fundamentar as suas intervenções.
As entrevistas de pesquisa, de avaliação e de ajuda são as mais utilizadas para estabelecer o diagnóstico das estruturas clínicas, particularmente a estrutura neurótica.
Os agentes penitenciários devem ter acesso a programas de formação integrada e continuada que auxiliem na compreensão das especificidades e da relevância das ações de educação nos estabelecimentos penais, bem como da dimensão educativa do trabalho.
O preso com perfil e formação adequados poderá atuar como monitor no processo educativo dos estabelecimentos penais, desde que de forma voluntária e sem remuneração.