Questões de Concurso
Para residência médica
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Um homem de 62 anos, hipertenso e diabético, é admitido na Emergência após início súbito de fraqueza no lado direito do corpo e dificuldade para falar. Os sintomas começaram há 2 horas. Na admissão, o paciente está consciente, com pressão arterial de 190/110 mmHg, Glasgow Coma Scale (GCS) 15, e apresenta uma hemiparesia direita, com desvio do olhar conjugado para a esquerda. A tomografia computadorizada (TC) de crânio não mostra sinais de hemorragia. A glicemia capilar é de 150 mg/dL. Após avaliação inicial, a equipe considera a administração de trombólise com alteplase (rt-PA). Exames laboratoriais, incluindo coagulograma e função renal, estão normais. No entanto, a pressão arterial elevada levanta dúvidas sobre o manejo inicial.
Com base neste caso, qual é a conduta mais adequada para permitir o tratamento trombolítico?
Uma mulher de 38 anos, previamente saudável, é admitida no pronto-socorro com dor e edema no membro inferior direito, de início há 2 dias. O ultrassom Doppler confirma trombose venosa profunda (TVP) na veia femoral. A paciente relata história familiar de trombose em sua mãe aos 45 anos, mas nega o uso de anticoncepcionais hormonais ou tabagismo. No momento, está em tratamento com heparina de baixo peso molecular. Durante a investigação de trombofilias, o médico deve considerar quais exames podem ser solicitados durante a fase aguda da trombose, apesar da anticoagulação.
Qual dos exames abaixo NÃO deve ser solicitado durante o episódio agudo de trombose, sob anticoagulação?
Uma mulher de 68 anos, com histórico de depressão e hipertensão controlada, é admitida no hospital após três dias de confusão mental leve e episódios de tontura. Ela relata o uso recente de escitalopram, iniciado há 6 semanas. No exame físico, apresenta-se levemente desorientada, com pressão arterial de 120/80 mmHg, sem sinais de sobrecarga de volume.
Exames laboratoriais:
⋅ Sódio sérico: 124 mEq/L (referência: 135-145 mEq/L)
⋅ Osmolaridade sérica: 270 mOsm/kg (referência: 275-295 mOsm/kg)
⋅ Osmolaridade urinária: 500 mOsm/kg
⋅ Sódio urinário: 40 mEq/L
⋅ Função renal (creatinina): 0,9 mg/dL
⋅ Função hepática e tireoidiana normais
Diante desse quadro, qual é a conduta mais adequada?
Caso clínico:
Uma paciente de 36 anos chega ao serviço de urgência com queixas de petéquias generalizadas e episódios de epistaxe espontânea nas últimas 48 horas. Ela relata histórico de PTI diagnosticado na adolescência, mas estava assintomática até o momento, sem tratamento contínuo. Exames laboratoriais mostram plaquetas de 15.000/mm³, com hemoglobina e leucócitos normais, TP e TTPa normais, e ausência de outras anormalidades na análise do sangue periférico. Ela nega uso de medicamentos, infecções recentes ou história familiar de distúrbios hemorrágicos.
Qual seria a próxima etapa de manejo mais adequada?
Um idoso de 78 anos, internado após uma fratura de fêmur, desenvolve quadro de agitação, confusão e alucinações visuais no segundo dia de internação. Durante a avaliação, observa-se desorientação e dificuldade em manter o foco durante a conversa. Ao revisar o prontuário, nota-se que foi prescrito tramadol para controle da dor, além do uso de sonda vesical.
Em relação ao manejo deste paciente com delirium, é INCORRETO afirmar que:
Uma mulher de 32 anos, diagnosticada com hanseníase multibacilar há 3 meses e em uso de poliquimioterapia (PQT), retorna ao serviço com queixa de febre, dor intensa e inchaço em mãos e pés. No exame físico, nota-se eritema e edema nas mãos e pés, com áreas de necrose superficial nas lesões de hanseníase previamente existentes. Baciloscopia de lóbulos auriculares continua positiva (+2). A paciente também apresenta espessamento dos nervos periféricos e intensa dor à palpação.
Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta mais adequada?
Uma mulher de 65 anos apresenta parada cardíaca com um traçado de assistolia no monitor. Foram realizadas compressões torácicas e uma dose inicial de epinefrina foi administrada. Qual deve ser o próximo passo na condução da reanimação de acordo com o ACLS 2024?
Uma mulher de 65 anos, com histórico de artrite reumatoide, é admitida com queixas de fadiga persistente e palidez. No exame físico, apresenta mucosas hipocoradas, sem hepatoesplenomegalia ou linfadenopatia. Seu hemograma revela hemoglobina de 9 g/dL (referência: 12-16 g/dL), VCM de 85 fL (referência: 80-100 fL), leucócitos e plaquetas dentro dos limites normais. Exames laboratoriais mostram ferritina sérica de 300 ng/mL (referência: 30- 400 ng/mL), ferro sérico de 30 µg/dL (referência: 50-170 µg/dL), capacidade total de ligação do ferro (TIBC) de 180 µg/dL (referência: 240-450 µg/dL), saturação de transferrina de 12% (referência: 20-50%) e proteína C reativa (PCR) de 30 mg/L (referência: <5 mg/L).
Qual o diagnóstico mais provável para este caso?
Um paciente de 60 anos com diagnóstico de cirrose por hepatite C é admitido com ascite tensa e sinais de encefalopatia hepática. Durante a paracentese diagnóstica, são obtidos os seguintes resultados do líquido ascítico:
⋅ Contagem de leucócitos: 80 células/mm³
⋅ Proteína do líquido ascítico: 0,9 g/dL
⋅ Gradiente de albumina soro-ascite (GASA): 1,3 g/dL
⋅ Creatinina sérica: 1,4 mg/dL
⋅ Sódio sérico: 128 mEq/L
Com base nos achados laboratoriais e clínicos, qual é a conduta INCORRETA?
Um homem de 60 anos, com cirrose hepática avançada causada por hepatite C, é admitido com hematêmese de grande volume e pressão arterial de 90/60 mmHg. Exames revelam hemoglobina de 7,2 g/dL, creatinina de 1,8 mg/dL e INR de 1,7. Ele é submetido a endoscopia de urgência, onde é identificada uma hemorragia digestiva alta (HDA) por varizes esofágicas, sendo realizada ligadura elástica com sucesso. No pós-procedimento, o paciente ainda apresenta sinais de hipotensão leve e taquicardia, e permanece com ascite volumosa. Uma paracentese de urgência revela líquido ascítico com 150 células/mm³, sem sinais evidentes de infecção. O paciente está confuso e oligoúrico, e foi estabilizado parcialmente com cristaloides.
Qual é a melhor estratégia de prevenção de PBE para este paciente, conforme o consenso da AASLD?
Um homem de 58 anos, com linfoma de Hodgkin em estágio avançado, em seu terceiro ciclo de quimioterapia, apresenta febre persistente de 38,9°C nas últimas 24 horas. Ele relata calafrios e mal-estar, sem outros sintomas respiratórios ou gastrointestinais. Exames laboratoriais mostram leucócitos de 800/mm³, neutrófilos de 400/mm³ e creatinina de 1,4 mg/dL. Não há foco infeccioso evidente ao exame físico. Ele é admitido para observação. Qual a melhor conduta inicial?
Uma mulher de 35 anos, grávida de 24 semanas, foi diagnosticada com bacteriúria assintomática durante um exame de rotina. O sumário de urina revela 15 leucócitos por campo, nitrito negativo, e a cultura de urina apresenta crescimento de Escherichia coli sensível à nitrofurantoína, com contagem >100.000 UFC/mL. A paciente está assintomática, sem febre ou disúria.
Qual a conduta mais adequada?
Uma mulher de 52 anos, previamente saudável, foi admitida com queixas de náuseas, vômitos e redução significativa da produção urinária nas últimas 24 horas. Relata ter iniciado um antibiótico para infecção urinária há 7 dias. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 110/70 mmHg, mucosas úmidas e ausência de edema. Não houve relatos de febre, hematúria ou dor lombar.
Exames laboratoriais:
⋅ Creatinina sérica: 3,4 mg/dL (anterior 0,9 mg/dL)
⋅ Sódio urinário: 45 mEq/L
⋅ Osmolaridade urinária: 300 mOsm/kg
⋅ Fração de excreção de sódio (FeNa): 2,2%
⋅ Urinálise: presença de cilindros granulares e proteinúria leve
Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta recomendada?
Sobre a hepatite B, é INCORRETO afirmar que
A Poliarterite Nodosa (PAN) é uma vasculite necrotizante que afeta artérias de médio calibre, com envolvimento característico dos rins, sistema nervoso periférico e trato gastrointestinal. Sobre a PAN, assinale a alternativa INCORRETA.
Um homem de 50 anos, com histórico de diabetes e hipertensão, residente em Recife, é admitido no hospital com febre alta há cinco dias, dor abdominal intensa e hipotensão postural (pressão arterial de 90/60 mmHg). Ao exame, apresenta extremidades frias e pegajosas, com enchimento capilar >3 segundos. Exames laboratoriais mostram hematócrito de 49%, plaquetas de 60.000/mm³ e creatinina de 1,5 mg/dL. Diagnóstico de dengue confirmado.
Qual o nível de gravidade e a conduta mais adequada?
Em relação às comorbidades associadas à asma no adulto e seu impacto no manejo da doença, é INCORRETO afirmar que
Um homem de 28 anos, técnico em saneamento, é admitido no pronto-socorro com febre alta, mialgia intensa em panturrilhas e icterícia leve, sintomas presentes há seis dias. Relata que esteve recentemente em contato com água de enchente e lama durante o trabalho. No exame físico, apresenta-se com mucosas levemente ictéricas e desconforto à palpação difusa no abdome, sem sinais de irritação peritoneal. As panturrilhas estão dolorosas à palpação, sem sinais de edema. Está hemodinamicamente estável, com pressão arterial de 110/70 mmHg e frequência cardíaca de 98 bpm.
Exames laboratoriais mostram:
⋅ Bilirrubina total: 3,5 mg/dL (direta: 2,0 mg/dL)
⋅ Creatinina sérica: 1,6 mg/dL
⋅ AST: 85 U/L
⋅ ALT: 78 U/L
⋅ Leucócitos: 14.500/mm³ com predomínio de neutrófilos
⋅ Sorologia para Leptospira: aguardando resultado
Com base nos achados clínicos e laboratoriais, qual das alternativas abaixo representa a melhor conduta inicial?
De acordo com as diretrizes ESC 2024 sobre hipertensão arterial, é INCORRETO afirmar que
Em pacientes com Fibrilação Atrial (FA) submetidos à cardioversão elétrica, é INCORRETO afirmar que