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Q3416249 Noções de Informática
O atalho F4, quando utilizado no sistema operacional Windows 11, é responsável por:
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Q3416248 Noções de Informática
Leia o trecho abaixo.

“Substitui um novo texto por um texto antigo em uma cadeia de texto.”

O trecho faz referência a uma das funções do MS-Excel 2016. Qual? 
Alternativas
Q3416247 Noções de Informática
É correto afirmar que o atalho Ctrl + J, quando utilizado no MS-Word 2016, desempenha a função de: 
Alternativas
Q3416246 Noções de Informática
Para que um usuário do navegador Mozilla Firefox adicione a página atual aos favoritos, qual atalho pode ser utilizado?
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Q3416245 Redes de Computadores
Como é chamado o protocolo utilizado para troca de mensagens eletrônicas, permitindo que um servidor de emails receba e armazene mensagens?
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Q3416244 Raciocínio Lógico
Quantos números ímpares de três dígitos distintos podem ser formados com os algarismos 1, 2, 3, 4 e 5?
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Q3416243 Matemática
Um caminhão transporta uma certa carga em 5 horas, percorrendo 300 km. Se o caminhão transportar a mesma carga e percorrer 400 km, quanto tempo levará, aproximadamente, mantendo a mesma velocidade?
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Q3416242 Matemática
Uma loja oferece um desconto de 20% sobre o preço original de um produto. Após aplicar esse desconto, o produto foi vendido por R$ 240,00. Qual era o preço original do produto?
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Q3416241 Matemática
Três amigos decidiram dividir uma quantia de R$ 720,00 em partes diretamente proporcionais às suas idades, que são 15, 18 e 21 anos. Qual será a parte que cabe a cada um, respectivamente?
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Q3416240 Raciocínio Lógico
Em uma pesquisa com 100 estudantes sobre as disciplinas que gostam, constatou-se que:

• 60 gostam de Matemática;
• 45 gostam de Física;
• 25 gostam de Química;
• 20 gostam de Matemática e Física;
• 15 gostam de Matemática e Química;
• 10 gostam de Física e Química;
• 5 gostam das três disciplinas.

Quantos estudantes não gostam de nenhuma dessas três disciplinas? 
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Q3416239 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Dez anos sem Ariano Suassuna (final)

Aurélio Molina | Prof. Dr. Associado e Livre Docente da UPE, Ph.D. pela University of Leeds (UK), Membro das Academias Pernambucanas de Medicina, de Ciências e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Publicado em: 21/08/2024

    Me recordo de um diálogo, já com seu problema de saúde firmado e sob tratamento, com seu filho Dantas, quando expressei minha angústia de não ver sua obra terminada. E a resposta foi: ele nunca irá terminá-la simplesmente porque ele não deseja terminá-la. Mas, enfim, uma das versões foi finalizada e publicada. Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei. Também é impossível falar de Ariano sem mencionar sua profunda espiritualidade e religiosidade. Ela está presente em toda sua obra e no seu dia a dia, inclusive com símbolos místicos de várias tradições. Sob a capa de uma dureza sertaneja, sua fé cristã o levava a uma marcante compaixão para com o outro (individual e coletivo), particularmente aqueles mais pobres.
    Ele e Zélia rezavam todos os dias, antes de dormir, ajoelhados ao pé da cama, pedindo proteção e BENÇÃOS a todos os familiares e perdão aos que poderiam ter ofendido. E entre tantas coisas marcantes que pude testemunhar, o perdão a todos os envolvidos com o assassinato de seu pai, tragédia que marcou dolorosamente sua personalidade, foi talvez o ápice da sua Senda Espiritual.
    Apesar do evidente enfoque regional de sua obra, sua cultura e ERUDIÇÃO eram universais. Era um leitor tão voraz, que, certa vez, um trabalhador que fazia obras na casa da Rua do Chacon (Ilumiara Coroada) teria comentado que Zélia era trabalhadora, mas ele, Ariano, não saía da cama e só ficava lendo livros. Mal desconfiava ele da capacidade de trabalho de nosso personagem que muitas vezes passava horas e horas trancado em seu gabinete, totalmente dedicado aos seus afazeres artísticos e intelectuais. Tinha especial carinho por Cervantes, Dostoievsky e Tolstoi, que afirmava reler com enorme satisfação. Aliás, desconfio que uma famosa frase desse último foi internalizada (consciente ou não) como um mantra pessoal (“se queres ser Universal comece pintando sua aldeia”).
    Suspeito também que a religiosidade e a espiritualidade singular desses dois grandes nomes da literatura russa também o tenham influenciado, embora não tenha certeza de que a obra CULMINANTE da visão cristã do autor de Guerra e Paz e Anna Karerina, “O Reino de Deus está em Vós”, considerada por alguns como a obra prima de seus ensaios, tenha sido lida por ele porque, entre nós, ela só foi publicada em 1994, após quase um século de desaparecimento. E a importância que Ariano dava à cultura universal ficou profundamente marcada em mim quando certa vez me recomendou: Aurélio, leia os Clássicos! Jamais olvidei de tal conselho. Mas tentar “explicar” Ariano sem citar a importância de sua Zélia seria deveras incompleto. Seu amor por ela foi uma das coisas mais bonitas que presenciei. Sem esse sentimento e a importância dele em sua trajetória existencial, o Ariano que conhecemos, em minha opinião, não existiria.
    Finalmente, pelo seu compromisso inquebrantável com a criação de uma identidade nacional, por suas contribuições na VALORIZAÇÃO do que o povo brasileiro tem de mais autêntico e pela clareza de nossa importância no rol das nações, como país AUTIVO, independente e soberano, não tenho dúvida em afirmar que, mesmo envolto em algumas importantes polêmicas, além de um grande ser humano, gênio de nossa raça, Ariano também é merecedor do título, dentre tantos outros, de Herói do Povo Brasileiro.

MOLINA, Aurélio. Dez anos sem Ariano Suassuna (final). Diário de Pernambuco, 21 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/08/dezanos-sem-ariano-suassuna-final.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
Qual é a função sintática da oração subordinada substantiva grifada no excerto abaixo?

“Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei.” (1º parágrafo)
Alternativas
Q3416238 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Dez anos sem Ariano Suassuna (final)

Aurélio Molina | Prof. Dr. Associado e Livre Docente da UPE, Ph.D. pela University of Leeds (UK), Membro das Academias Pernambucanas de Medicina, de Ciências e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Publicado em: 21/08/2024

    Me recordo de um diálogo, já com seu problema de saúde firmado e sob tratamento, com seu filho Dantas, quando expressei minha angústia de não ver sua obra terminada. E a resposta foi: ele nunca irá terminá-la simplesmente porque ele não deseja terminá-la. Mas, enfim, uma das versões foi finalizada e publicada. Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei. Também é impossível falar de Ariano sem mencionar sua profunda espiritualidade e religiosidade. Ela está presente em toda sua obra e no seu dia a dia, inclusive com símbolos místicos de várias tradições. Sob a capa de uma dureza sertaneja, sua fé cristã o levava a uma marcante compaixão para com o outro (individual e coletivo), particularmente aqueles mais pobres.
    Ele e Zélia rezavam todos os dias, antes de dormir, ajoelhados ao pé da cama, pedindo proteção e BENÇÃOS a todos os familiares e perdão aos que poderiam ter ofendido. E entre tantas coisas marcantes que pude testemunhar, o perdão a todos os envolvidos com o assassinato de seu pai, tragédia que marcou dolorosamente sua personalidade, foi talvez o ápice da sua Senda Espiritual.
    Apesar do evidente enfoque regional de sua obra, sua cultura e ERUDIÇÃO eram universais. Era um leitor tão voraz, que, certa vez, um trabalhador que fazia obras na casa da Rua do Chacon (Ilumiara Coroada) teria comentado que Zélia era trabalhadora, mas ele, Ariano, não saía da cama e só ficava lendo livros. Mal desconfiava ele da capacidade de trabalho de nosso personagem que muitas vezes passava horas e horas trancado em seu gabinete, totalmente dedicado aos seus afazeres artísticos e intelectuais. Tinha especial carinho por Cervantes, Dostoievsky e Tolstoi, que afirmava reler com enorme satisfação. Aliás, desconfio que uma famosa frase desse último foi internalizada (consciente ou não) como um mantra pessoal (“se queres ser Universal comece pintando sua aldeia”).
    Suspeito também que a religiosidade e a espiritualidade singular desses dois grandes nomes da literatura russa também o tenham influenciado, embora não tenha certeza de que a obra CULMINANTE da visão cristã do autor de Guerra e Paz e Anna Karerina, “O Reino de Deus está em Vós”, considerada por alguns como a obra prima de seus ensaios, tenha sido lida por ele porque, entre nós, ela só foi publicada em 1994, após quase um século de desaparecimento. E a importância que Ariano dava à cultura universal ficou profundamente marcada em mim quando certa vez me recomendou: Aurélio, leia os Clássicos! Jamais olvidei de tal conselho. Mas tentar “explicar” Ariano sem citar a importância de sua Zélia seria deveras incompleto. Seu amor por ela foi uma das coisas mais bonitas que presenciei. Sem esse sentimento e a importância dele em sua trajetória existencial, o Ariano que conhecemos, em minha opinião, não existiria.
    Finalmente, pelo seu compromisso inquebrantável com a criação de uma identidade nacional, por suas contribuições na VALORIZAÇÃO do que o povo brasileiro tem de mais autêntico e pela clareza de nossa importância no rol das nações, como país AUTIVO, independente e soberano, não tenho dúvida em afirmar que, mesmo envolto em algumas importantes polêmicas, além de um grande ser humano, gênio de nossa raça, Ariano também é merecedor do título, dentre tantos outros, de Herói do Povo Brasileiro.

MOLINA, Aurélio. Dez anos sem Ariano Suassuna (final). Diário de Pernambuco, 21 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/08/dezanos-sem-ariano-suassuna-final.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
O conectivo “embora”, em destaque no quarto parágrafo do texto, veicula, no contexto, um sentido de:
Alternativas
Q3416237 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Dez anos sem Ariano Suassuna (final)

Aurélio Molina | Prof. Dr. Associado e Livre Docente da UPE, Ph.D. pela University of Leeds (UK), Membro das Academias Pernambucanas de Medicina, de Ciências e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Publicado em: 21/08/2024

    Me recordo de um diálogo, já com seu problema de saúde firmado e sob tratamento, com seu filho Dantas, quando expressei minha angústia de não ver sua obra terminada. E a resposta foi: ele nunca irá terminá-la simplesmente porque ele não deseja terminá-la. Mas, enfim, uma das versões foi finalizada e publicada. Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei. Também é impossível falar de Ariano sem mencionar sua profunda espiritualidade e religiosidade. Ela está presente em toda sua obra e no seu dia a dia, inclusive com símbolos místicos de várias tradições. Sob a capa de uma dureza sertaneja, sua fé cristã o levava a uma marcante compaixão para com o outro (individual e coletivo), particularmente aqueles mais pobres.
    Ele e Zélia rezavam todos os dias, antes de dormir, ajoelhados ao pé da cama, pedindo proteção e BENÇÃOS a todos os familiares e perdão aos que poderiam ter ofendido. E entre tantas coisas marcantes que pude testemunhar, o perdão a todos os envolvidos com o assassinato de seu pai, tragédia que marcou dolorosamente sua personalidade, foi talvez o ápice da sua Senda Espiritual.
    Apesar do evidente enfoque regional de sua obra, sua cultura e ERUDIÇÃO eram universais. Era um leitor tão voraz, que, certa vez, um trabalhador que fazia obras na casa da Rua do Chacon (Ilumiara Coroada) teria comentado que Zélia era trabalhadora, mas ele, Ariano, não saía da cama e só ficava lendo livros. Mal desconfiava ele da capacidade de trabalho de nosso personagem que muitas vezes passava horas e horas trancado em seu gabinete, totalmente dedicado aos seus afazeres artísticos e intelectuais. Tinha especial carinho por Cervantes, Dostoievsky e Tolstoi, que afirmava reler com enorme satisfação. Aliás, desconfio que uma famosa frase desse último foi internalizada (consciente ou não) como um mantra pessoal (“se queres ser Universal comece pintando sua aldeia”).
    Suspeito também que a religiosidade e a espiritualidade singular desses dois grandes nomes da literatura russa também o tenham influenciado, embora não tenha certeza de que a obra CULMINANTE da visão cristã do autor de Guerra e Paz e Anna Karerina, “O Reino de Deus está em Vós”, considerada por alguns como a obra prima de seus ensaios, tenha sido lida por ele porque, entre nós, ela só foi publicada em 1994, após quase um século de desaparecimento. E a importância que Ariano dava à cultura universal ficou profundamente marcada em mim quando certa vez me recomendou: Aurélio, leia os Clássicos! Jamais olvidei de tal conselho. Mas tentar “explicar” Ariano sem citar a importância de sua Zélia seria deveras incompleto. Seu amor por ela foi uma das coisas mais bonitas que presenciei. Sem esse sentimento e a importância dele em sua trajetória existencial, o Ariano que conhecemos, em minha opinião, não existiria.
    Finalmente, pelo seu compromisso inquebrantável com a criação de uma identidade nacional, por suas contribuições na VALORIZAÇÃO do que o povo brasileiro tem de mais autêntico e pela clareza de nossa importância no rol das nações, como país AUTIVO, independente e soberano, não tenho dúvida em afirmar que, mesmo envolto em algumas importantes polêmicas, além de um grande ser humano, gênio de nossa raça, Ariano também é merecedor do título, dentre tantos outros, de Herói do Povo Brasileiro.

MOLINA, Aurélio. Dez anos sem Ariano Suassuna (final). Diário de Pernambuco, 21 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/08/dezanos-sem-ariano-suassuna-final.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
Em qual dos trechos a seguir é possível identificar a utilização de um verbo no modo imperativo? 
Alternativas
Q3416236 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Dez anos sem Ariano Suassuna (final)

Aurélio Molina | Prof. Dr. Associado e Livre Docente da UPE, Ph.D. pela University of Leeds (UK), Membro das Academias Pernambucanas de Medicina, de Ciências e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Publicado em: 21/08/2024

    Me recordo de um diálogo, já com seu problema de saúde firmado e sob tratamento, com seu filho Dantas, quando expressei minha angústia de não ver sua obra terminada. E a resposta foi: ele nunca irá terminá-la simplesmente porque ele não deseja terminá-la. Mas, enfim, uma das versões foi finalizada e publicada. Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei. Também é impossível falar de Ariano sem mencionar sua profunda espiritualidade e religiosidade. Ela está presente em toda sua obra e no seu dia a dia, inclusive com símbolos místicos de várias tradições. Sob a capa de uma dureza sertaneja, sua fé cristã o levava a uma marcante compaixão para com o outro (individual e coletivo), particularmente aqueles mais pobres.
    Ele e Zélia rezavam todos os dias, antes de dormir, ajoelhados ao pé da cama, pedindo proteção e BENÇÃOS a todos os familiares e perdão aos que poderiam ter ofendido. E entre tantas coisas marcantes que pude testemunhar, o perdão a todos os envolvidos com o assassinato de seu pai, tragédia que marcou dolorosamente sua personalidade, foi talvez o ápice da sua Senda Espiritual.
    Apesar do evidente enfoque regional de sua obra, sua cultura e ERUDIÇÃO eram universais. Era um leitor tão voraz, que, certa vez, um trabalhador que fazia obras na casa da Rua do Chacon (Ilumiara Coroada) teria comentado que Zélia era trabalhadora, mas ele, Ariano, não saía da cama e só ficava lendo livros. Mal desconfiava ele da capacidade de trabalho de nosso personagem que muitas vezes passava horas e horas trancado em seu gabinete, totalmente dedicado aos seus afazeres artísticos e intelectuais. Tinha especial carinho por Cervantes, Dostoievsky e Tolstoi, que afirmava reler com enorme satisfação. Aliás, desconfio que uma famosa frase desse último foi internalizada (consciente ou não) como um mantra pessoal (“se queres ser Universal comece pintando sua aldeia”).
    Suspeito também que a religiosidade e a espiritualidade singular desses dois grandes nomes da literatura russa também o tenham influenciado, embora não tenha certeza de que a obra CULMINANTE da visão cristã do autor de Guerra e Paz e Anna Karerina, “O Reino de Deus está em Vós”, considerada por alguns como a obra prima de seus ensaios, tenha sido lida por ele porque, entre nós, ela só foi publicada em 1994, após quase um século de desaparecimento. E a importância que Ariano dava à cultura universal ficou profundamente marcada em mim quando certa vez me recomendou: Aurélio, leia os Clássicos! Jamais olvidei de tal conselho. Mas tentar “explicar” Ariano sem citar a importância de sua Zélia seria deveras incompleto. Seu amor por ela foi uma das coisas mais bonitas que presenciei. Sem esse sentimento e a importância dele em sua trajetória existencial, o Ariano que conhecemos, em minha opinião, não existiria.
    Finalmente, pelo seu compromisso inquebrantável com a criação de uma identidade nacional, por suas contribuições na VALORIZAÇÃO do que o povo brasileiro tem de mais autêntico e pela clareza de nossa importância no rol das nações, como país AUTIVO, independente e soberano, não tenho dúvida em afirmar que, mesmo envolto em algumas importantes polêmicas, além de um grande ser humano, gênio de nossa raça, Ariano também é merecedor do título, dentre tantos outros, de Herói do Povo Brasileiro.

MOLINA, Aurélio. Dez anos sem Ariano Suassuna (final). Diário de Pernambuco, 21 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/08/dezanos-sem-ariano-suassuna-final.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
Qual das figuras de linguagem listadas a seguir foi utilizada na oração “Era um leitor tão voraz [...]” (3º parágrafo)? 
Alternativas
Q3416235 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Dez anos sem Ariano Suassuna (final)

Aurélio Molina | Prof. Dr. Associado e Livre Docente da UPE, Ph.D. pela University of Leeds (UK), Membro das Academias Pernambucanas de Medicina, de Ciências e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Publicado em: 21/08/2024

    Me recordo de um diálogo, já com seu problema de saúde firmado e sob tratamento, com seu filho Dantas, quando expressei minha angústia de não ver sua obra terminada. E a resposta foi: ele nunca irá terminá-la simplesmente porque ele não deseja terminá-la. Mas, enfim, uma das versões foi finalizada e publicada. Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei. Também é impossível falar de Ariano sem mencionar sua profunda espiritualidade e religiosidade. Ela está presente em toda sua obra e no seu dia a dia, inclusive com símbolos místicos de várias tradições. Sob a capa de uma dureza sertaneja, sua fé cristã o levava a uma marcante compaixão para com o outro (individual e coletivo), particularmente aqueles mais pobres.
    Ele e Zélia rezavam todos os dias, antes de dormir, ajoelhados ao pé da cama, pedindo proteção e BENÇÃOS a todos os familiares e perdão aos que poderiam ter ofendido. E entre tantas coisas marcantes que pude testemunhar, o perdão a todos os envolvidos com o assassinato de seu pai, tragédia que marcou dolorosamente sua personalidade, foi talvez o ápice da sua Senda Espiritual.
    Apesar do evidente enfoque regional de sua obra, sua cultura e ERUDIÇÃO eram universais. Era um leitor tão voraz, que, certa vez, um trabalhador que fazia obras na casa da Rua do Chacon (Ilumiara Coroada) teria comentado que Zélia era trabalhadora, mas ele, Ariano, não saía da cama e só ficava lendo livros. Mal desconfiava ele da capacidade de trabalho de nosso personagem que muitas vezes passava horas e horas trancado em seu gabinete, totalmente dedicado aos seus afazeres artísticos e intelectuais. Tinha especial carinho por Cervantes, Dostoievsky e Tolstoi, que afirmava reler com enorme satisfação. Aliás, desconfio que uma famosa frase desse último foi internalizada (consciente ou não) como um mantra pessoal (“se queres ser Universal comece pintando sua aldeia”).
    Suspeito também que a religiosidade e a espiritualidade singular desses dois grandes nomes da literatura russa também o tenham influenciado, embora não tenha certeza de que a obra CULMINANTE da visão cristã do autor de Guerra e Paz e Anna Karerina, “O Reino de Deus está em Vós”, considerada por alguns como a obra prima de seus ensaios, tenha sido lida por ele porque, entre nós, ela só foi publicada em 1994, após quase um século de desaparecimento. E a importância que Ariano dava à cultura universal ficou profundamente marcada em mim quando certa vez me recomendou: Aurélio, leia os Clássicos! Jamais olvidei de tal conselho. Mas tentar “explicar” Ariano sem citar a importância de sua Zélia seria deveras incompleto. Seu amor por ela foi uma das coisas mais bonitas que presenciei. Sem esse sentimento e a importância dele em sua trajetória existencial, o Ariano que conhecemos, em minha opinião, não existiria.
    Finalmente, pelo seu compromisso inquebrantável com a criação de uma identidade nacional, por suas contribuições na VALORIZAÇÃO do que o povo brasileiro tem de mais autêntico e pela clareza de nossa importância no rol das nações, como país AUTIVO, independente e soberano, não tenho dúvida em afirmar que, mesmo envolto em algumas importantes polêmicas, além de um grande ser humano, gênio de nossa raça, Ariano também é merecedor do título, dentre tantos outros, de Herói do Povo Brasileiro.

MOLINA, Aurélio. Dez anos sem Ariano Suassuna (final). Diário de Pernambuco, 21 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/08/dezanos-sem-ariano-suassuna-final.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
No trecho “E a importância que Ariano dava a cultura universal ficou profundamente marcada em mim quando certa vez me recomendou: Aurélio, leia os Clássicos! Jamais olvidei de tal conselho.” (4º parágrafo), a palavra sublinhada significa:
Alternativas
Q3416234 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Dez anos sem Ariano Suassuna (final)

Aurélio Molina | Prof. Dr. Associado e Livre Docente da UPE, Ph.D. pela University of Leeds (UK), Membro das Academias Pernambucanas de Medicina, de Ciências e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Publicado em: 21/08/2024

    Me recordo de um diálogo, já com seu problema de saúde firmado e sob tratamento, com seu filho Dantas, quando expressei minha angústia de não ver sua obra terminada. E a resposta foi: ele nunca irá terminá-la simplesmente porque ele não deseja terminá-la. Mas, enfim, uma das versões foi finalizada e publicada. Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei. Também é impossível falar de Ariano sem mencionar sua profunda espiritualidade e religiosidade. Ela está presente em toda sua obra e no seu dia a dia, inclusive com símbolos místicos de várias tradições. Sob a capa de uma dureza sertaneja, sua fé cristã o levava a uma marcante compaixão para com o outro (individual e coletivo), particularmente aqueles mais pobres.
    Ele e Zélia rezavam todos os dias, antes de dormir, ajoelhados ao pé da cama, pedindo proteção e BENÇÃOS a todos os familiares e perdão aos que poderiam ter ofendido. E entre tantas coisas marcantes que pude testemunhar, o perdão a todos os envolvidos com o assassinato de seu pai, tragédia que marcou dolorosamente sua personalidade, foi talvez o ápice da sua Senda Espiritual.
    Apesar do evidente enfoque regional de sua obra, sua cultura e ERUDIÇÃO eram universais. Era um leitor tão voraz, que, certa vez, um trabalhador que fazia obras na casa da Rua do Chacon (Ilumiara Coroada) teria comentado que Zélia era trabalhadora, mas ele, Ariano, não saía da cama e só ficava lendo livros. Mal desconfiava ele da capacidade de trabalho de nosso personagem que muitas vezes passava horas e horas trancado em seu gabinete, totalmente dedicado aos seus afazeres artísticos e intelectuais. Tinha especial carinho por Cervantes, Dostoievsky e Tolstoi, que afirmava reler com enorme satisfação. Aliás, desconfio que uma famosa frase desse último foi internalizada (consciente ou não) como um mantra pessoal (“se queres ser Universal comece pintando sua aldeia”).
    Suspeito também que a religiosidade e a espiritualidade singular desses dois grandes nomes da literatura russa também o tenham influenciado, embora não tenha certeza de que a obra CULMINANTE da visão cristã do autor de Guerra e Paz e Anna Karerina, “O Reino de Deus está em Vós”, considerada por alguns como a obra prima de seus ensaios, tenha sido lida por ele porque, entre nós, ela só foi publicada em 1994, após quase um século de desaparecimento. E a importância que Ariano dava à cultura universal ficou profundamente marcada em mim quando certa vez me recomendou: Aurélio, leia os Clássicos! Jamais olvidei de tal conselho. Mas tentar “explicar” Ariano sem citar a importância de sua Zélia seria deveras incompleto. Seu amor por ela foi uma das coisas mais bonitas que presenciei. Sem esse sentimento e a importância dele em sua trajetória existencial, o Ariano que conhecemos, em minha opinião, não existiria.
    Finalmente, pelo seu compromisso inquebrantável com a criação de uma identidade nacional, por suas contribuições na VALORIZAÇÃO do que o povo brasileiro tem de mais autêntico e pela clareza de nossa importância no rol das nações, como país AUTIVO, independente e soberano, não tenho dúvida em afirmar que, mesmo envolto em algumas importantes polêmicas, além de um grande ser humano, gênio de nossa raça, Ariano também é merecedor do título, dentre tantos outros, de Herói do Povo Brasileiro.

MOLINA, Aurélio. Dez anos sem Ariano Suassuna (final). Diário de Pernambuco, 21 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/08/dezanos-sem-ariano-suassuna-final.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
Para o articulista, Ariano Suassuna é merecedor do título de “Herói do Povo Brasileiro” devido:
Alternativas
Q3416233 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Dez anos sem Ariano Suassuna (final)

Aurélio Molina | Prof. Dr. Associado e Livre Docente da UPE, Ph.D. pela University of Leeds (UK), Membro das Academias Pernambucanas de Medicina, de Ciências e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Publicado em: 21/08/2024

    Me recordo de um diálogo, já com seu problema de saúde firmado e sob tratamento, com seu filho Dantas, quando expressei minha angústia de não ver sua obra terminada. E a resposta foi: ele nunca irá terminá-la simplesmente porque ele não deseja terminá-la. Mas, enfim, uma das versões foi finalizada e publicada. Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei. Também é impossível falar de Ariano sem mencionar sua profunda espiritualidade e religiosidade. Ela está presente em toda sua obra e no seu dia a dia, inclusive com símbolos místicos de várias tradições. Sob a capa de uma dureza sertaneja, sua fé cristã o levava a uma marcante compaixão para com o outro (individual e coletivo), particularmente aqueles mais pobres.
    Ele e Zélia rezavam todos os dias, antes de dormir, ajoelhados ao pé da cama, pedindo proteção e BENÇÃOS a todos os familiares e perdão aos que poderiam ter ofendido. E entre tantas coisas marcantes que pude testemunhar, o perdão a todos os envolvidos com o assassinato de seu pai, tragédia que marcou dolorosamente sua personalidade, foi talvez o ápice da sua Senda Espiritual.
    Apesar do evidente enfoque regional de sua obra, sua cultura e ERUDIÇÃO eram universais. Era um leitor tão voraz, que, certa vez, um trabalhador que fazia obras na casa da Rua do Chacon (Ilumiara Coroada) teria comentado que Zélia era trabalhadora, mas ele, Ariano, não saía da cama e só ficava lendo livros. Mal desconfiava ele da capacidade de trabalho de nosso personagem que muitas vezes passava horas e horas trancado em seu gabinete, totalmente dedicado aos seus afazeres artísticos e intelectuais. Tinha especial carinho por Cervantes, Dostoievsky e Tolstoi, que afirmava reler com enorme satisfação. Aliás, desconfio que uma famosa frase desse último foi internalizada (consciente ou não) como um mantra pessoal (“se queres ser Universal comece pintando sua aldeia”).
    Suspeito também que a religiosidade e a espiritualidade singular desses dois grandes nomes da literatura russa também o tenham influenciado, embora não tenha certeza de que a obra CULMINANTE da visão cristã do autor de Guerra e Paz e Anna Karerina, “O Reino de Deus está em Vós”, considerada por alguns como a obra prima de seus ensaios, tenha sido lida por ele porque, entre nós, ela só foi publicada em 1994, após quase um século de desaparecimento. E a importância que Ariano dava à cultura universal ficou profundamente marcada em mim quando certa vez me recomendou: Aurélio, leia os Clássicos! Jamais olvidei de tal conselho. Mas tentar “explicar” Ariano sem citar a importância de sua Zélia seria deveras incompleto. Seu amor por ela foi uma das coisas mais bonitas que presenciei. Sem esse sentimento e a importância dele em sua trajetória existencial, o Ariano que conhecemos, em minha opinião, não existiria.
    Finalmente, pelo seu compromisso inquebrantável com a criação de uma identidade nacional, por suas contribuições na VALORIZAÇÃO do que o povo brasileiro tem de mais autêntico e pela clareza de nossa importância no rol das nações, como país AUTIVO, independente e soberano, não tenho dúvida em afirmar que, mesmo envolto em algumas importantes polêmicas, além de um grande ser humano, gênio de nossa raça, Ariano também é merecedor do título, dentre tantos outros, de Herói do Povo Brasileiro.

MOLINA, Aurélio. Dez anos sem Ariano Suassuna (final). Diário de Pernambuco, 21 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/08/dezanos-sem-ariano-suassuna-final.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
Dentre os vocábulos grafados com letras maiúsculas no texto, quantos estão INCORRETAMENTE grafados?
Alternativas
Q3416232 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Dez anos sem Ariano Suassuna (final)

Aurélio Molina | Prof. Dr. Associado e Livre Docente da UPE, Ph.D. pela University of Leeds (UK), Membro das Academias Pernambucanas de Medicina, de Ciências e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Publicado em: 21/08/2024

    Me recordo de um diálogo, já com seu problema de saúde firmado e sob tratamento, com seu filho Dantas, quando expressei minha angústia de não ver sua obra terminada. E a resposta foi: ele nunca irá terminá-la simplesmente porque ele não deseja terminá-la. Mas, enfim, uma das versões foi finalizada e publicada. Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei. Também é impossível falar de Ariano sem mencionar sua profunda espiritualidade e religiosidade. Ela está presente em toda sua obra e no seu dia a dia, inclusive com símbolos místicos de várias tradições. Sob a capa de uma dureza sertaneja, sua fé cristã o levava a uma marcante compaixão para com o outro (individual e coletivo), particularmente aqueles mais pobres.
    Ele e Zélia rezavam todos os dias, antes de dormir, ajoelhados ao pé da cama, pedindo proteção e BENÇÃOS a todos os familiares e perdão aos que poderiam ter ofendido. E entre tantas coisas marcantes que pude testemunhar, o perdão a todos os envolvidos com o assassinato de seu pai, tragédia que marcou dolorosamente sua personalidade, foi talvez o ápice da sua Senda Espiritual.
    Apesar do evidente enfoque regional de sua obra, sua cultura e ERUDIÇÃO eram universais. Era um leitor tão voraz, que, certa vez, um trabalhador que fazia obras na casa da Rua do Chacon (Ilumiara Coroada) teria comentado que Zélia era trabalhadora, mas ele, Ariano, não saía da cama e só ficava lendo livros. Mal desconfiava ele da capacidade de trabalho de nosso personagem que muitas vezes passava horas e horas trancado em seu gabinete, totalmente dedicado aos seus afazeres artísticos e intelectuais. Tinha especial carinho por Cervantes, Dostoievsky e Tolstoi, que afirmava reler com enorme satisfação. Aliás, desconfio que uma famosa frase desse último foi internalizada (consciente ou não) como um mantra pessoal (“se queres ser Universal comece pintando sua aldeia”).
    Suspeito também que a religiosidade e a espiritualidade singular desses dois grandes nomes da literatura russa também o tenham influenciado, embora não tenha certeza de que a obra CULMINANTE da visão cristã do autor de Guerra e Paz e Anna Karerina, “O Reino de Deus está em Vós”, considerada por alguns como a obra prima de seus ensaios, tenha sido lida por ele porque, entre nós, ela só foi publicada em 1994, após quase um século de desaparecimento. E a importância que Ariano dava à cultura universal ficou profundamente marcada em mim quando certa vez me recomendou: Aurélio, leia os Clássicos! Jamais olvidei de tal conselho. Mas tentar “explicar” Ariano sem citar a importância de sua Zélia seria deveras incompleto. Seu amor por ela foi uma das coisas mais bonitas que presenciei. Sem esse sentimento e a importância dele em sua trajetória existencial, o Ariano que conhecemos, em minha opinião, não existiria.
    Finalmente, pelo seu compromisso inquebrantável com a criação de uma identidade nacional, por suas contribuições na VALORIZAÇÃO do que o povo brasileiro tem de mais autêntico e pela clareza de nossa importância no rol das nações, como país AUTIVO, independente e soberano, não tenho dúvida em afirmar que, mesmo envolto em algumas importantes polêmicas, além de um grande ser humano, gênio de nossa raça, Ariano também é merecedor do título, dentre tantos outros, de Herói do Povo Brasileiro.

MOLINA, Aurélio. Dez anos sem Ariano Suassuna (final). Diário de Pernambuco, 21 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/08/dezanos-sem-ariano-suassuna-final.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
No trecho “E entre tantas coisas marcantes que pude testemunhar, o perdão a todos os envolvidos com o assassinato de seu pai [,] tragédia que marcou dolorosamente sua personalidade [,] foi talvez o ápice da sua Senda Espiritual.” (2º parágrafo), as vírgulas sinalizadas com colchetes foram empregadas para isolar:
Alternativas
Q3416231 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Dez anos sem Ariano Suassuna (final)

Aurélio Molina | Prof. Dr. Associado e Livre Docente da UPE, Ph.D. pela University of Leeds (UK), Membro das Academias Pernambucanas de Medicina, de Ciências e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Publicado em: 21/08/2024

    Me recordo de um diálogo, já com seu problema de saúde firmado e sob tratamento, com seu filho Dantas, quando expressei minha angústia de não ver sua obra terminada. E a resposta foi: ele nunca irá terminá-la simplesmente porque ele não deseja terminá-la. Mas, enfim, uma das versões foi finalizada e publicada. Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei. Também é impossível falar de Ariano sem mencionar sua profunda espiritualidade e religiosidade. Ela está presente em toda sua obra e no seu dia a dia, inclusive com símbolos místicos de várias tradições. Sob a capa de uma dureza sertaneja, sua fé cristã o levava a uma marcante compaixão para com o outro (individual e coletivo), particularmente aqueles mais pobres.
    Ele e Zélia rezavam todos os dias, antes de dormir, ajoelhados ao pé da cama, pedindo proteção e BENÇÃOS a todos os familiares e perdão aos que poderiam ter ofendido. E entre tantas coisas marcantes que pude testemunhar, o perdão a todos os envolvidos com o assassinato de seu pai, tragédia que marcou dolorosamente sua personalidade, foi talvez o ápice da sua Senda Espiritual.
    Apesar do evidente enfoque regional de sua obra, sua cultura e ERUDIÇÃO eram universais. Era um leitor tão voraz, que, certa vez, um trabalhador que fazia obras na casa da Rua do Chacon (Ilumiara Coroada) teria comentado que Zélia era trabalhadora, mas ele, Ariano, não saía da cama e só ficava lendo livros. Mal desconfiava ele da capacidade de trabalho de nosso personagem que muitas vezes passava horas e horas trancado em seu gabinete, totalmente dedicado aos seus afazeres artísticos e intelectuais. Tinha especial carinho por Cervantes, Dostoievsky e Tolstoi, que afirmava reler com enorme satisfação. Aliás, desconfio que uma famosa frase desse último foi internalizada (consciente ou não) como um mantra pessoal (“se queres ser Universal comece pintando sua aldeia”).
    Suspeito também que a religiosidade e a espiritualidade singular desses dois grandes nomes da literatura russa também o tenham influenciado, embora não tenha certeza de que a obra CULMINANTE da visão cristã do autor de Guerra e Paz e Anna Karerina, “O Reino de Deus está em Vós”, considerada por alguns como a obra prima de seus ensaios, tenha sido lida por ele porque, entre nós, ela só foi publicada em 1994, após quase um século de desaparecimento. E a importância que Ariano dava à cultura universal ficou profundamente marcada em mim quando certa vez me recomendou: Aurélio, leia os Clássicos! Jamais olvidei de tal conselho. Mas tentar “explicar” Ariano sem citar a importância de sua Zélia seria deveras incompleto. Seu amor por ela foi uma das coisas mais bonitas que presenciei. Sem esse sentimento e a importância dele em sua trajetória existencial, o Ariano que conhecemos, em minha opinião, não existiria.
    Finalmente, pelo seu compromisso inquebrantável com a criação de uma identidade nacional, por suas contribuições na VALORIZAÇÃO do que o povo brasileiro tem de mais autêntico e pela clareza de nossa importância no rol das nações, como país AUTIVO, independente e soberano, não tenho dúvida em afirmar que, mesmo envolto em algumas importantes polêmicas, além de um grande ser humano, gênio de nossa raça, Ariano também é merecedor do título, dentre tantos outros, de Herói do Povo Brasileiro.

MOLINA, Aurélio. Dez anos sem Ariano Suassuna (final). Diário de Pernambuco, 21 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/08/dezanos-sem-ariano-suassuna-final.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
Segundo o ponto de vista do autor do texto, é possível afirmar que Ariano Suassuna:
Alternativas
Q3416230 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Dez anos sem Ariano Suassuna (final)

Aurélio Molina | Prof. Dr. Associado e Livre Docente da UPE, Ph.D. pela University of Leeds (UK), Membro das Academias Pernambucanas de Medicina, de Ciências e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Publicado em: 21/08/2024

    Me recordo de um diálogo, já com seu problema de saúde firmado e sob tratamento, com seu filho Dantas, quando expressei minha angústia de não ver sua obra terminada. E a resposta foi: ele nunca irá terminá-la simplesmente porque ele não deseja terminá-la. Mas, enfim, uma das versões foi finalizada e publicada. Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei. Também é impossível falar de Ariano sem mencionar sua profunda espiritualidade e religiosidade. Ela está presente em toda sua obra e no seu dia a dia, inclusive com símbolos místicos de várias tradições. Sob a capa de uma dureza sertaneja, sua fé cristã o levava a uma marcante compaixão para com o outro (individual e coletivo), particularmente aqueles mais pobres.
    Ele e Zélia rezavam todos os dias, antes de dormir, ajoelhados ao pé da cama, pedindo proteção e BENÇÃOS a todos os familiares e perdão aos que poderiam ter ofendido. E entre tantas coisas marcantes que pude testemunhar, o perdão a todos os envolvidos com o assassinato de seu pai, tragédia que marcou dolorosamente sua personalidade, foi talvez o ápice da sua Senda Espiritual.
    Apesar do evidente enfoque regional de sua obra, sua cultura e ERUDIÇÃO eram universais. Era um leitor tão voraz, que, certa vez, um trabalhador que fazia obras na casa da Rua do Chacon (Ilumiara Coroada) teria comentado que Zélia era trabalhadora, mas ele, Ariano, não saía da cama e só ficava lendo livros. Mal desconfiava ele da capacidade de trabalho de nosso personagem que muitas vezes passava horas e horas trancado em seu gabinete, totalmente dedicado aos seus afazeres artísticos e intelectuais. Tinha especial carinho por Cervantes, Dostoievsky e Tolstoi, que afirmava reler com enorme satisfação. Aliás, desconfio que uma famosa frase desse último foi internalizada (consciente ou não) como um mantra pessoal (“se queres ser Universal comece pintando sua aldeia”).
    Suspeito também que a religiosidade e a espiritualidade singular desses dois grandes nomes da literatura russa também o tenham influenciado, embora não tenha certeza de que a obra CULMINANTE da visão cristã do autor de Guerra e Paz e Anna Karerina, “O Reino de Deus está em Vós”, considerada por alguns como a obra prima de seus ensaios, tenha sido lida por ele porque, entre nós, ela só foi publicada em 1994, após quase um século de desaparecimento. E a importância que Ariano dava à cultura universal ficou profundamente marcada em mim quando certa vez me recomendou: Aurélio, leia os Clássicos! Jamais olvidei de tal conselho. Mas tentar “explicar” Ariano sem citar a importância de sua Zélia seria deveras incompleto. Seu amor por ela foi uma das coisas mais bonitas que presenciei. Sem esse sentimento e a importância dele em sua trajetória existencial, o Ariano que conhecemos, em minha opinião, não existiria.
    Finalmente, pelo seu compromisso inquebrantável com a criação de uma identidade nacional, por suas contribuições na VALORIZAÇÃO do que o povo brasileiro tem de mais autêntico e pela clareza de nossa importância no rol das nações, como país AUTIVO, independente e soberano, não tenho dúvida em afirmar que, mesmo envolto em algumas importantes polêmicas, além de um grande ser humano, gênio de nossa raça, Ariano também é merecedor do título, dentre tantos outros, de Herói do Povo Brasileiro.

MOLINA, Aurélio. Dez anos sem Ariano Suassuna (final). Diário de Pernambuco, 21 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2024/08/dezanos-sem-ariano-suassuna-final.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
Os pronomes em destaque no primeiro parágrafo do texto remetem a qual das informações textuais abaixo?
Alternativas
Respostas
21: E
22: B
23: E
24: A
25: C
26: C
27: D
28: E
29: B
30: A
31: B
32: D
33: C
34: A
35: B
36: D
37: B
38: A
39: E
40: D