Questões de Concurso
Para bibliotecário
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Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso
companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos
desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo
das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos
democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo depois da
morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e
medrosas.
Sobre o texto, fazem-se as afirmativas a seguir:
I. O clima de terror que perpassava o mundo, durante a II Guerra Mundial, sobrepõe-se a todos os sentimentos, inclusive ao amor e ao ódio.
II. As flores amarelas no último verso são uma referência ao sol e, embora elas sejam medrosas, indicam que o mundo poderá se renovar, uma vez finda a guerra.
III. Ao dizer que “cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas”, o poeta generaliza a guerra como um terror em si, independentemente de posições políticas.
IV.A repetição do vocábulo “medo” é uma antonomásia e essa característica estilística não se torna abusiva em virtude de evidenciar que o medo é maior do que tudo.
V. Com uma forte reflexão crítica, o poema ressalta a esperança de um mundo melhor, sentimento que invadiu os indivíduos durante a guerra.
Assinale a alternativa CORRETA:
Leia as frases a seguir, atentando para a pontuação que apresentam:
I. Os meus gatos, eu os considero como filhos.
II. A velha senhora esperava o telefonema aflita.
III. Quando chegaram de viagem, avisaram logo à família.
IV. A velha senhora, aflita, esperava o telefonema.
V. A moça dançava, e rodopiava, e ria, e transmitia alegria.
VI. João trabalha como escrivão, e seu filho, como bancário.
Quanto ao emprego ou a ausência da vírgula, podemos afirmar que:
Leia a crônica a seguir, intitulada “A aliança”, de Luís Fernando Veríssimo, antes de responder à questão que a ela se refere:
Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim, aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.
Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu.
Com dificuldade, ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências… Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas, sem querer, a chutou.
A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro, onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa.
Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.
– Você não sabe o que me aconteceu!
– O quê?
– Uma coisa incrível.
– O quê?
– Contando, ninguém acredita.
– Conta!
– Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?
– Não.
– Olhe.
E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.
– O que aconteceu?
E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.
– Que coisa – diria a mulher, calmamente.
– Não é difícil de acreditar?
– Não. É perfeitamente possível.
– Pois é. Eu…
– SEU CRETINO!
– Meu bem…
– Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara de pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.
– Mas, meu bem…
– Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!
E ela sairia de casa com as crianças, sem querer ouvir explicações.
Ele chegou em casa sem dizer nada.
– Por que o atraso?
– Muito trânsito.
– Por que essa cara?
– Nada, nada.
E, finalmente:
– Que fim levou a sua aliança?
E ele disse:
– Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.
Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois, reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom senso, a venceriam.
– O mais importante é que você não mentiu pra mim.
E foi tratar do jantar.
Fonte: https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-de-luis-fernando-verissimo.
I. verbo “acontecer” (em “exatamente como acontecera”) e o verbo “perder” (em “E perdi no motel”) estão ambos conjugados no pretérito perfeito do indicativo.
II. verbo “mostrar” (em “E ele mostraria o dedo da aliança”) e o verbo “sair” (em “E ela sairia de casa com as crianças”) expressam ações que poderiam ter acontecido após um evento no passado.
III. vocábulo “batalha” (em “e preparou-se para a batalha contra o macaco”) está empregado em sentido conotativo e se caracteriza como uma metáfora.
IV. vocábulos “mais” (em “Situa-se no terreno mais baixo”, no 1.º parágrafo) e “mas” (em “mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida”, no 2.º parágrafo), são, respectivamente, um advérbio e uma conjunção.
V. período “Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei” é composto por duas orações, sendo a primeira uma subordinada concessiva.
Assinale a alternativa CORRETA:
Leia a crônica a seguir, intitulada “A aliança”, de Luís Fernando Veríssimo, antes de responder à questão que a ela se refere:
Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim, aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.
Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu.
Com dificuldade, ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências… Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas, sem querer, a chutou.
A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro, onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa.
Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.
– Você não sabe o que me aconteceu!
– O quê?
– Uma coisa incrível.
– O quê?
– Contando, ninguém acredita.
– Conta!
– Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?
– Não.
– Olhe.
E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.
– O que aconteceu?
E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.
– Que coisa – diria a mulher, calmamente.
– Não é difícil de acreditar?
– Não. É perfeitamente possível.
– Pois é. Eu…
– SEU CRETINO!
– Meu bem…
– Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara de pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.
– Mas, meu bem…
– Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!
E ela sairia de casa com as crianças, sem querer ouvir explicações.
Ele chegou em casa sem dizer nada.
– Por que o atraso?
– Muito trânsito.
– Por que essa cara?
– Nada, nada.
E, finalmente:
– Que fim levou a sua aliança?
E ele disse:
– Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.
Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois, reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom senso, a venceriam.
– O mais importante é que você não mentiu pra mim.
E foi tratar do jantar.
Fonte: https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-de-luis-fernando-verissimo.
I. São apresentadas duas narrativas, uma imaginária e outra que, segundo o autor, de fato aconteceu, muito embora tenha sido com um amigo inexistente.
II. À maneira das fábulas, a crônica apresenta uma moral, ainda que não esteja de acordo com as regras sociais: a de que a mentira, muitas vezes, compensa.
III. A crônica sugere que os problemas do cotidiano das pessoas são mais importantes do que conflitos em escala planetária.
IV. A expressão “Seu cretino!”, proferida pela mulher, em virtude de estar grafada em maiúsculas, indica que se trata de um grito ou, pelo menos, de um insulto em voz alta.
V. Em geral, as narrativas se desenvolvem a partir de um problema; no caso de “A aliança”, o problema gerador foi a incompatibilidade de gênio entre os cônjuges.
Assinale a alternativa CORRETA:
O formato MARC 21 organiza os dados bibliográficos em blocos numéricos específicos, facilitando o intercâmbio de informações entre bibliotecas. Nesse sistema, a área da descrição física do material é registrada no campo __________________. Por sua vez, o campo destinado à indicação do título principal e de responsabilidade da obra é o _________________.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
A Política de Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (BPERS) distingue procedimentos técnicos essenciais para a gestão física do acervo nas bibliotecas. O __________ consiste na retirada ou realocação de materiais menos utilizados das coleções. Já o _____________ trata-se da retirada permanente e definitiva do material do acervo.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
A Lei Federal nº 9.674/1998 dispõe sobre o exercício da profissão de Bibliotecário e determina obrigações para a atuação regular do profissional no mercado de trabalho.
Com base nisso, assinale a alternativa CORRETA.
O formato TVARC 21 para Dados Bibliográficos e estruturado em blocos de campos numéricos amplamente utilizados na automação de bibliotecas. Considerando isso, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
( ) O campo 020 é destinado ao registro do ISBN (Número Internacional Normalizado para Livros).
( ) O campo 245 é utilizado para registrar o título principal e a indicação de responsabilidade.
( ) O bloco de campos 1XX abriga as informações referentes à descrição física do material.
Qual alternativa preenche, CORRETATVENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
O Guia para utilização da Classificação Decimal Universal (CDU) detalha o arranjo das principais áreas do conhecimento humano em categorias numeradas. Na estrutura principal da CDU, a Classe 0 engloba as ___________. Já a Classe 3 é destinada às _________ e a Classe 6 abrange as _______________.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
O uso de padrões e formatos de intercâmbio de dados é fundamental na automação de serviços de informação e bibliotecas em todo o mundo. Em relação a isso, analise as assertivas a seguir:
I. A norma ISO 2709 estabelece as diretrizes para a criação do layout físico dos formatos de intercâmbio, tornando os registros legíveis por máquina.
II. O formato CALCO (Catalogação Legível por Computador) representou um marco histórico dos processos automatizados de registros bibliográficos no Brasil.
III. O Dublin Core e considerado um padrão de metadados simplificado, muito utilizado na internet e no âmbito das bibliotecas digitais.
Estão CORRETAS:
I. A classe 100 abrange a Filosofia. II. A classe 200 e destinada aos materiais de Religião. III.A classe 900 concentra os assuntos de Geografia e Historia.
Está(ão) CORRETA(S):
( ) Guardar sigilo no desempenho de suas atividades, quando o assunto assim exigir. ( ) Combater o exercício ilegal da profissão, conforme a legislação em vigor. ( ) Delegar a pessoas leigas os atos ou atribuições exclusivos do bibliotecário.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Analise o trecho a seguir:
O Art. 1º da Lei nº 4.084/1962 estabelece que a designação profissional de Bibliotecário é _____________ dos bacharéis em Biblioteconomia. O Art. 4º exige que os profissionais registrem seus títulos ou diplomas na Diretoria de ____________ do Ministério da Educação e Cultura.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
Pode-se afirmar que o ensino será ministrado com base em princípios como a igualdade de condições para acesso e permanência na escola, e a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, bem como:
I. Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, religiosas e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.
II. Gestão democrática do ensino público.
Acerca das assertivas, pode-se afirmar que, conforme Lei Orgânica: