Questões de Concurso
Para analista legislativo
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A respeito do uso das metodologias ativas, analise as assertivas, identificando-as com V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas.
( ) O professor como centro do processo de ensino.
( ) As metodologias ativas se valem da percepção do aluno ou do profissional como parte integrante, central e ativa do próprio aprendizado.
( ) Nas metodologias ativas, professor ou gestor deixa de ser o detentor do conhecimento e a sala de aula ou o espaço do trabalho torna-se um espaço de trocas e interações significativas.
( ) As metodologias ativas provocam a participação ativa dos alunos ou colaboradores no próprio aprendizado, dependendo da integração pessoa-conhecimento.
( ) As metodologias ativas contestam os papéis tradicionais de professores e alunos; líderes e colaboradores, tornando as interações sempre embasadas pela troca de percepção e conhecimento.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir, considerando a discussão sobre gestão escolar.
“A ______________, numa concepção ________________, efetiva-se por meio da _________________ dos sujeitos sociais envolvidos com a comunidade escolar, na elaboração e construção de seus projetos, como também nos processos de decisão, de escolhas coletivas e nas vivências e aprendizagens de cidadania.”
Fonte: Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=585-gestao-da-educacao-escolar&Itemid=30192
Acesso em: 8 out. 2022
Os termos que preenchem corretamente as lacunas da afirmação são:
Leia atentamente a tira abaixo

Fonte: Disponível em: https://www.blogdahida.com/2016/03/adolescencia-em-quadrinhos.html
Acesso em: 22 out. 2022.
Sobre a questão da relação entre o ser humano e a internet, pode-se inferir que se
trata de uma crítica
Transformações no uso de Tecnologias Educacionais
Em um mundo de automação, transformação de negócios e obsolescência contínua de habilidades, as organizações já perceberam que fornecer uma experiência de aprendizagem digital atraente é fundamental para o sucesso do negócio.
De fato, as pessoas e as empresas tentam aplicar a tecnologia à aprendizagem corporativa há décadas. Das fitas cassetes de vídeo original para os CDROMs e do e-learning para o YouTube, passamos por uma rápida mudança na capacitação e na formação em tecnologia. A "aprendizagem digital" de hoje não significa simplesmente produzir vídeos fáceis de ver no seu telefone; significa "levar a aprendizagem onde os funcionários estão". Em outras palavras, essa nova era não é apenas uma mudança nas ferramentas; é uma mudança em direção ao design centrado nas pessoas. Assim como usamos aplicativos como o Uber para facilitar nossa mobilidade, o propósito é que a aprendizagem seja igualmente fácil, simples e agradável, e, ainda, considerando a jornada de trabalho dos colaboradores, que se integre ao fluxo de atividades profissionais.
Desde os primórdios, a educação corporativa se beneficia das mídias e tecnologias para cumprir seu papel na disseminação do conhecimento e da informação - primeiro com a mídia impressa, depois com fitas de vídeo e então com todo o rol de soluções eletrônicas.
Fonte: FILATRO, A; CAVALCANTI, C. C.; JUNIOR, D. P. A; NOGUEIRA, O. DI 4.0: inovações na educação corporativa. São Paulo: Saraiva Uni, 2019, p. 88
Sobre a ação da tecnologia na atualidade, é possível inferir que a tecnologia, especialmente, tem como função
Leia atentamente a tira abaixo.

Fonte: Disponível em:https://twitter.com/gestaoerh/status/535875175301283841
Acessado em: 22 nov. 2022.
Tendo como base a crítica presente na tirinha acima, é importante salientar que existe uma falha de gestão de processos internos que pode ser sanada, levando em consideração a revisão da gestão
Analise as asserções sobre o uso de tecnologia nas escolas e a relação proposta entre elas.
I - O letramento político é um processo e não uma habilidade que se adquire, como aprender a andar de bicicleta, ou um conhecimento facilmente mensurável, como a tabuada de cinco. Em outras palavras, trata-se de uma ação que se estende no tempo, implicando graus e níveis diferentes de competência e aprendizagem contínua e aberta a transformações. Não há, portanto, um ponto fixo a partir do qual se diga que uma pessoa é ou não politicamente letrada.
PORQUE
II - É um aprendizado permanente que se efetiva tanto em termos de crescimento e empoderamento individual quanto de participação social, ainda que se possam estabelecer estágios a serem alcançados por um indivíduo, grupos ou comunidades enquanto requisito básico ou ideal a ser atingido.
Sobre as asserções, é CORRETO afirmar que
A gestão por competências é uma metodologia da área de recursos humanos que tem por objetivo identificar e gerir colaboradores de acordo os perfis profissionais desejados, proporcionando, assim, maior retorno para a organização. Através dessa estratégia, é possível conduzir cada colaborador conforme o seu perfil profissional e demandas específicas de desenvolvimento da empresa. Essas competências são conhecidas como CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes) e são responsáveis por capacitar a pessoa para ocupar determinado cargo ou exercer certa função em uma empresa.
Veja a seguir o conceito de cada uma dessas competências:
• Conhecimento: É o conhecimento teórico que o profissional tem sobre a sua área de atuação. Essa base pode ser aprendida por meio de treinamentos, leituras, escolas, cursos, faculdades e até mesmo das experiências de vida que a pessoa teve.
• Habilidade: A habilidade consiste em saber como colocar em prática todo o conhecimento teórico que possui.
• Atitude: A atitude está relacionada à vontade do profissional em aplicar o seu conhecimento e habilidade para concretizar tarefas e atingir os objetivos.
Quando um funcionário possui todas essas competências, traz uma vantagem competitiva significativa para a organização em que atua.
Os principais benefícios da gestão por competência são:
• Melhora nos processos de tomada de decisão;
• Maior engajamento e participação dos colaboradores;
• Maior eficácia nos processos de recrutamento e seleção;
• Melhora na comunicação interna; • Missão, visão e valores alinhados.
Fonte: Disponível em: https://toteduca.com.br/gestao-por-competencia-e-educacao-corporativa/?gclid=Cj0KCQiAg_KbBhDLARIsANx7wAyb1LUcH79CtFLrWhRbd9a9nxKkdLemzSC3LLpOvmWEgeP-XmuqphoaAq64EALw_wcB Acesso em: 22 nov. 2022. (adaptado)
Avalie as afirmações sobre os benefícios para os profissionais e para a instituição que investe na capacitação dos colaboradores.
I. Aumenta o desenvolvimento e o aprimoramento de habilidades e competências, aumentando a motivação, o engajamento e a produtividade dos colaboradores.
II. Amplia o desenvolvimento de perfil de liderança, melhora o clima organizacional, mas promove um aumento na taxa de rotatividade de funcionários, uma vez que a promoção não é para todos.
III. Torna a empresa mais atrativa para os profissionais, porém, promove lentidão e ineficiência na tomada de decisão.
Está CORRETO o que se afirma em:
A gestão por competências é uma metodologia da área de recursos humanos que tem por objetivo identificar e gerir colaboradores de acordo os perfis profissionais desejados, proporcionando, assim, maior retorno para a organização. Através dessa estratégia, é possível conduzir cada colaborador conforme o seu perfil profissional e demandas específicas de desenvolvimento da empresa. Essas competências são conhecidas como CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes) e são responsáveis por capacitar a pessoa para ocupar determinado cargo ou exercer certa função em uma empresa.
Veja a seguir o conceito de cada uma dessas competências:
• Conhecimento: É o conhecimento teórico que o profissional tem sobre a sua área de atuação. Essa base pode ser aprendida por meio de treinamentos, leituras, escolas, cursos, faculdades e até mesmo das experiências de vida que a pessoa teve.
• Habilidade: A habilidade consiste em saber como colocar em prática todo o conhecimento teórico que possui.
• Atitude: A atitude está relacionada à vontade do profissional em aplicar o seu conhecimento e habilidade para concretizar tarefas e atingir os objetivos.
Quando um funcionário possui todas essas competências, traz uma vantagem competitiva significativa para a organização em que atua.
Os principais benefícios da gestão por competência são:
• Melhora nos processos de tomada de decisão;
• Maior engajamento e participação dos colaboradores;
• Maior eficácia nos processos de recrutamento e seleção;
• Melhora na comunicação interna; • Missão, visão e valores alinhados.
Fonte: Disponível em: https://toteduca.com.br/gestao-por-competencia-e-educacao-corporativa/?gclid=Cj0KCQiAg_KbBhDLARIsANx7wAyb1LUcH79CtFLrWhRbd9a9nxKkdLemzSC3LLpOvmWEgeP-XmuqphoaAq64EALw_wcB Acesso em: 22 nov. 2022. (adaptado)
Milly Lacombe
Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.
Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.
Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.
Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.
Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.
Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.
Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.
Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.
O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.
Milly Lacombe
Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.
Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.
Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.
Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.
Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.
Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.
Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.
Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.
O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.
Milly Lacombe
Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.
Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.
Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.
Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.
Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.
Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.
Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.
Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.
O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.
Milly Lacombe
Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.
Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.
Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.
Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.
Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.
Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.
Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.
Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.
O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.
Em 2021, no portal casacivil.go.gov.br foi anunciado:
“Pelo segundo ano consecutivo, a antiga Vila Boa de Goiás não receberá a tradicional solenidade para sediar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no dia do aniversário do município.”
A transferência simbólica da capital de Goiás para a Cidade de Goiás teve início em 1961, no governo de
Qual o nome do poeta que é considerado um grande propulsor para a projeção nacional da obra de Cora Coralina, ao publicar em 1979 uma carta no Jornal do Brasil elogiando seu primeiro livro?
Considere a imagem.

Charge em homenagem a Bruno, Dom e todos os ativistas que foram interrompidos por defender a Natureza. Crédito: Latuff.
Disponível em: https://apremavi.org.br/luto-por-bruno-dom-e-todos-os-ativistas interrompidos-por-defender-a-natureza/. Acesso em 26 JUNHO 2022.
Na imagem, aparecem ao lado de Bruno da Cunha Araújo Pereira e Dominic Mark Phillips, os ativistas ambientais