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Q2403363 Raciocínio Lógico

Foi realizada uma pesquisa sobre preferência de refrigerantes em uma população de 150 pessoas. O resultado foi o seguinte:

-

• 78 pessoas consomem o refrigerante A;

• 63 pessoas consomem o refrigerante B;

• 28 pessoas não consomem nem A e nem B.

-

A parte dessa população que consome tanto o produto A quanto o produto B é:

Alternativas
Q2403360 Matemática

A conta indicada a seguir é uma adição com três parcelas, sendo que a terceira parcela foi apagada.

-

Imagem associada para resolução da questão

-

Qual é o valor da parcela que foi apagada?

Alternativas
Q2403357 Português

INSTRUÇÃO: Leia esta citação de Fernando Pessoa para responder às questões de 7 a 10.

-

“Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cômodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.”

-

Disponível em: www.livroecafe.com.

Acesso em: 27 mar. 2021.

Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho do texto desrespeita a norma-padrão da língua portuguesa.

Alternativas
Q2403355 Literatura

INSTRUÇÃO: Leia esta citação de Fernando Pessoa para responder às questões de 7 a 10.

-

“Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cômodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.”

-

Disponível em: www.livroecafe.com.

Acesso em: 27 mar. 2021.

A voz poética que se expressa em primeira pessoa no texto sugere identificar-se

Alternativas
Q2403352 Português

INSTRUÇÃO: Leia esta citação de Fernando Pessoa para responder às questões de 7 a 10.

-

“Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cômodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.”

-

Disponível em: www.livroecafe.com.

Acesso em: 27 mar. 2021.

O verbo “esperar”, em suas duas ocorrências no trecho, tem como complemento implícito a noção de

Alternativas
Q2403351 Português

INSTRUÇÃO: Leia o a seguir para responder às questões de 1 a 6.

-

A melhor vingança

-

O Vieirinha namorou durante dois anos a Xandoca; mas o pai dele, quando soube do namoro, fez intervir a sua autoridade paterna.

-

– A rapariga não tem eira nem beira, meu rapaz; o pai é um simples empregado público que mal ganha para sustentar a família! Foge dela antes que as coisas assumam proporções maiores, porque, se te casares com essa moça, não contes absolutamente comigo – faze de conta que morri, e morri sem te deixar vintém. Tu és bonito, inteligente, e tens a ventura de ser meu filho; podes fazer um bom casamento.

-

Não sei se o Vieirinha gostava deveras da Xandoca; só sei que depois dessa observação do Comendador Vieira nunca mais passou pela Rua Francisco Eugênio, onde a rapariga todas as tardes o esperava com um sorriso nos lábios e o coração a palpitar de esperança e de amor. O brusco desaparecimento do moço fez com que ela sofresse muito, pois que já se considerava noiva, e era tida como tal por toda a vizinhança; faltava apenas o pedido oficial. Entretanto, Xandoca, passado algum tempo, começou a consolar-se, porque outro homem, se bem que menos jovem, menos bonito e menos elegante que o Vieirinha, entrou a requestá-la seriamente, e não tardou a oferecer-lhe o seu nome. Pouco tempo depois estavam casados.

-

Dir-se-ia que Xandoca foi uma boa fada que entrou em casa desse homem. Logo que ele se casou, o seu estabelecimento comercial entrou num maravilhoso período de prosperidade.

-

Em pouco mais de dois anos, Cardoso – era esse o seu nome – estava rico; e era um dos negociantes mais considerados e mais adulados da praça do Rio de Janeiro. Ele e Xandoca amavam-se e viviam na mais perfeita harmonia, gozando, sem ostentação, os seus haveres e de vez em quando correndo mundo. Uma tarde em que D. Alexandrina (já ninguém a chamava Xandoca) estava à janela do seu palacete, em companhia do marido, viu passar na rua um bêbedo maltrapilho, que servia de divertimento aos garotos, e reconheceu, surpresa, que o desgraçado era o Vieirinha.

-

Ficou tão comovida, que o Cardoso suspeitou, naturalmente, que ela conhecesse o pobre diabo, e interrogou-a neste sentido.

-

– Antes de nos casarmos, respondeu ela, confessei-te, com toda a lealdade, que tinha sido namorada e noiva, ou quase noiva, de um miserável que fugiu de mim, sem me dar a menor satisfação, para obedecer a uma intimação do pai.

-

– Bem sei, o tal Vieirinha, filho do Comendador Vieira, que morreu há três ou quatro anos, depois de ter perdido em especulações da bolsa tudo quanto possuía.

-

– Pois bem, o Vieirinha ali está!

-

E Alexandrina apontou para o bêbado, que afinal caíra sobre a calçada, e dormia.

-

– Pois, filha, disse o Cardoso, tens agora uma boa ocasião de te vingares!

-

– Queres tu melhor vingança?

-

– Certamente, muito melhor, e, se me dás licença, agirei por ti.

-

– Faze o que quiseres, contanto que não lhe faças mal.

-

– Pelo contrário.

-

Quando no dia seguinte o Víeirinha despertou, estava comodamente deitado numa cama limpa e tinha diante de si um homem de confiança do Cardoso.

-

– Onde estou eu?

-

– Não se importe. Levante-se para tomar banho!

-

O Vieirínha deixou-se levar como uma criança. Tomou banho, vestiu roupas novas, foi submetido à tesoura e à navalha de um barbeiro, e almoçou como um príncipe. Depois de tudo isso, foi levado pelo mesmo homem a uma fábrica, onde, por ordem do Cardoso, ficou empregado. Antes de se retirar, o homem que o levava deu-lhe algum dinheiro e disse-lhe:

-

– O senhor fica empregado nesta fábrica até o dia em que torne a beber.

-

– Mas a quem devo tantos benefícios?

-

– A uma pessoa que se compadeceu do senhor e deseja guardar o incógnito. O Vieirinha atribuiu tudo a qualquer velho amigo do pai; deixou de beber, tomou caminho, não é mau empregado, e há de morrer sem nunca ter sabido que a sua regeneração foi uma vingança.

-

Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 27 mar. 2022.

Assinale a alternativa em que o advérbio destacado modifica uma palavra que está implícita no trecho.

Alternativas
Q2403349 Português

INSTRUÇÃO: Leia o a seguir para responder às questões de 1 a 6.

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A melhor vingança

-

O Vieirinha namorou durante dois anos a Xandoca; mas o pai dele, quando soube do namoro, fez intervir a sua autoridade paterna.

-

– A rapariga não tem eira nem beira, meu rapaz; o pai é um simples empregado público que mal ganha para sustentar a família! Foge dela antes que as coisas assumam proporções maiores, porque, se te casares com essa moça, não contes absolutamente comigo – faze de conta que morri, e morri sem te deixar vintém. Tu és bonito, inteligente, e tens a ventura de ser meu filho; podes fazer um bom casamento.

-

Não sei se o Vieirinha gostava deveras da Xandoca; só sei que depois dessa observação do Comendador Vieira nunca mais passou pela Rua Francisco Eugênio, onde a rapariga todas as tardes o esperava com um sorriso nos lábios e o coração a palpitar de esperança e de amor. O brusco desaparecimento do moço fez com que ela sofresse muito, pois que já se considerava noiva, e era tida como tal por toda a vizinhança; faltava apenas o pedido oficial. Entretanto, Xandoca, passado algum tempo, começou a consolar-se, porque outro homem, se bem que menos jovem, menos bonito e menos elegante que o Vieirinha, entrou a requestá-la seriamente, e não tardou a oferecer-lhe o seu nome. Pouco tempo depois estavam casados.

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Dir-se-ia que Xandoca foi uma boa fada que entrou em casa desse homem. Logo que ele se casou, o seu estabelecimento comercial entrou num maravilhoso período de prosperidade.

-

Em pouco mais de dois anos, Cardoso – era esse o seu nome – estava rico; e era um dos negociantes mais considerados e mais adulados da praça do Rio de Janeiro. Ele e Xandoca amavam-se e viviam na mais perfeita harmonia, gozando, sem ostentação, os seus haveres e de vez em quando correndo mundo. Uma tarde em que D. Alexandrina (já ninguém a chamava Xandoca) estava à janela do seu palacete, em companhia do marido, viu passar na rua um bêbedo maltrapilho, que servia de divertimento aos garotos, e reconheceu, surpresa, que o desgraçado era o Vieirinha.

-

Ficou tão comovida, que o Cardoso suspeitou, naturalmente, que ela conhecesse o pobre diabo, e interrogou-a neste sentido.

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– Antes de nos casarmos, respondeu ela, confessei-te, com toda a lealdade, que tinha sido namorada e noiva, ou quase noiva, de um miserável que fugiu de mim, sem me dar a menor satisfação, para obedecer a uma intimação do pai.

-

– Bem sei, o tal Vieirinha, filho do Comendador Vieira, que morreu há três ou quatro anos, depois de ter perdido em especulações da bolsa tudo quanto possuía.

-

– Pois bem, o Vieirinha ali está!

-

E Alexandrina apontou para o bêbado, que afinal caíra sobre a calçada, e dormia.

-

– Pois, filha, disse o Cardoso, tens agora uma boa ocasião de te vingares!

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– Queres tu melhor vingança?

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– Certamente, muito melhor, e, se me dás licença, agirei por ti.

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– Faze o que quiseres, contanto que não lhe faças mal.

-

– Pelo contrário.

-

Quando no dia seguinte o Víeirinha despertou, estava comodamente deitado numa cama limpa e tinha diante de si um homem de confiança do Cardoso.

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– Onde estou eu?

-

– Não se importe. Levante-se para tomar banho!

-

O Vieirínha deixou-se levar como uma criança. Tomou banho, vestiu roupas novas, foi submetido à tesoura e à navalha de um barbeiro, e almoçou como um príncipe. Depois de tudo isso, foi levado pelo mesmo homem a uma fábrica, onde, por ordem do Cardoso, ficou empregado. Antes de se retirar, o homem que o levava deu-lhe algum dinheiro e disse-lhe:

-

– O senhor fica empregado nesta fábrica até o dia em que torne a beber.

-

– Mas a quem devo tantos benefícios?

-

– A uma pessoa que se compadeceu do senhor e deseja guardar o incógnito. O Vieirinha atribuiu tudo a qualquer velho amigo do pai; deixou de beber, tomou caminho, não é mau empregado, e há de morrer sem nunca ter sabido que a sua regeneração foi uma vingança.

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Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 27 mar. 2022.

É correto afirmar que, na sociedade em que se passa a trama, a diferença entre o emprego do nome e o emprego do apelido de uma pessoa se deve a um fator relacionado a

Alternativas
Q2403348 Português

INSTRUÇÃO: Leia o a seguir para responder às questões de 1 a 6.

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A melhor vingança

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O Vieirinha namorou durante dois anos a Xandoca; mas o pai dele, quando soube do namoro, fez intervir a sua autoridade paterna.

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– A rapariga não tem eira nem beira, meu rapaz; o pai é um simples empregado público que mal ganha para sustentar a família! Foge dela antes que as coisas assumam proporções maiores, porque, se te casares com essa moça, não contes absolutamente comigo – faze de conta que morri, e morri sem te deixar vintém. Tu és bonito, inteligente, e tens a ventura de ser meu filho; podes fazer um bom casamento.

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Não sei se o Vieirinha gostava deveras da Xandoca; só sei que depois dessa observação do Comendador Vieira nunca mais passou pela Rua Francisco Eugênio, onde a rapariga todas as tardes o esperava com um sorriso nos lábios e o coração a palpitar de esperança e de amor. O brusco desaparecimento do moço fez com que ela sofresse muito, pois que já se considerava noiva, e era tida como tal por toda a vizinhança; faltava apenas o pedido oficial. Entretanto, Xandoca, passado algum tempo, começou a consolar-se, porque outro homem, se bem que menos jovem, menos bonito e menos elegante que o Vieirinha, entrou a requestá-la seriamente, e não tardou a oferecer-lhe o seu nome. Pouco tempo depois estavam casados.

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Dir-se-ia que Xandoca foi uma boa fada que entrou em casa desse homem. Logo que ele se casou, o seu estabelecimento comercial entrou num maravilhoso período de prosperidade.

-

Em pouco mais de dois anos, Cardoso – era esse o seu nome – estava rico; e era um dos negociantes mais considerados e mais adulados da praça do Rio de Janeiro. Ele e Xandoca amavam-se e viviam na mais perfeita harmonia, gozando, sem ostentação, os seus haveres e de vez em quando correndo mundo. Uma tarde em que D. Alexandrina (já ninguém a chamava Xandoca) estava à janela do seu palacete, em companhia do marido, viu passar na rua um bêbedo maltrapilho, que servia de divertimento aos garotos, e reconheceu, surpresa, que o desgraçado era o Vieirinha.

-

Ficou tão comovida, que o Cardoso suspeitou, naturalmente, que ela conhecesse o pobre diabo, e interrogou-a neste sentido.

-

– Antes de nos casarmos, respondeu ela, confessei-te, com toda a lealdade, que tinha sido namorada e noiva, ou quase noiva, de um miserável que fugiu de mim, sem me dar a menor satisfação, para obedecer a uma intimação do pai.

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– Bem sei, o tal Vieirinha, filho do Comendador Vieira, que morreu há três ou quatro anos, depois de ter perdido em especulações da bolsa tudo quanto possuía.

-

– Pois bem, o Vieirinha ali está!

-

E Alexandrina apontou para o bêbado, que afinal caíra sobre a calçada, e dormia.

-

– Pois, filha, disse o Cardoso, tens agora uma boa ocasião de te vingares!

-

– Queres tu melhor vingança?

-

– Certamente, muito melhor, e, se me dás licença, agirei por ti.

-

– Faze o que quiseres, contanto que não lhe faças mal.

-

– Pelo contrário.

-

Quando no dia seguinte o Víeirinha despertou, estava comodamente deitado numa cama limpa e tinha diante de si um homem de confiança do Cardoso.

-

– Onde estou eu?

-

– Não se importe. Levante-se para tomar banho!

-

O Vieirínha deixou-se levar como uma criança. Tomou banho, vestiu roupas novas, foi submetido à tesoura e à navalha de um barbeiro, e almoçou como um príncipe. Depois de tudo isso, foi levado pelo mesmo homem a uma fábrica, onde, por ordem do Cardoso, ficou empregado. Antes de se retirar, o homem que o levava deu-lhe algum dinheiro e disse-lhe:

-

– O senhor fica empregado nesta fábrica até o dia em que torne a beber.

-

– Mas a quem devo tantos benefícios?

-

– A uma pessoa que se compadeceu do senhor e deseja guardar o incógnito. O Vieirinha atribuiu tudo a qualquer velho amigo do pai; deixou de beber, tomou caminho, não é mau empregado, e há de morrer sem nunca ter sabido que a sua regeneração foi uma vingança.

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Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 27 mar. 2022.

Releia este trecho.

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“A uma pessoa que se compadeceu do senhor e deseja guardar o incógnito”.

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A palavra em destaque significa

Alternativas
Q2403347 Português

INSTRUÇÃO: Leia o a seguir para responder às questões de 1 a 6.

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A melhor vingança

-

O Vieirinha namorou durante dois anos a Xandoca; mas o pai dele, quando soube do namoro, fez intervir a sua autoridade paterna.

-

– A rapariga não tem eira nem beira, meu rapaz; o pai é um simples empregado público que mal ganha para sustentar a família! Foge dela antes que as coisas assumam proporções maiores, porque, se te casares com essa moça, não contes absolutamente comigo – faze de conta que morri, e morri sem te deixar vintém. Tu és bonito, inteligente, e tens a ventura de ser meu filho; podes fazer um bom casamento.

-

Não sei se o Vieirinha gostava deveras da Xandoca; só sei que depois dessa observação do Comendador Vieira nunca mais passou pela Rua Francisco Eugênio, onde a rapariga todas as tardes o esperava com um sorriso nos lábios e o coração a palpitar de esperança e de amor. O brusco desaparecimento do moço fez com que ela sofresse muito, pois que já se considerava noiva, e era tida como tal por toda a vizinhança; faltava apenas o pedido oficial. Entretanto, Xandoca, passado algum tempo, começou a consolar-se, porque outro homem, se bem que menos jovem, menos bonito e menos elegante que o Vieirinha, entrou a requestá-la seriamente, e não tardou a oferecer-lhe o seu nome. Pouco tempo depois estavam casados.

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Dir-se-ia que Xandoca foi uma boa fada que entrou em casa desse homem. Logo que ele se casou, o seu estabelecimento comercial entrou num maravilhoso período de prosperidade.

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Em pouco mais de dois anos, Cardoso – era esse o seu nome – estava rico; e era um dos negociantes mais considerados e mais adulados da praça do Rio de Janeiro. Ele e Xandoca amavam-se e viviam na mais perfeita harmonia, gozando, sem ostentação, os seus haveres e de vez em quando correndo mundo. Uma tarde em que D. Alexandrina (já ninguém a chamava Xandoca) estava à janela do seu palacete, em companhia do marido, viu passar na rua um bêbedo maltrapilho, que servia de divertimento aos garotos, e reconheceu, surpresa, que o desgraçado era o Vieirinha.

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Ficou tão comovida, que o Cardoso suspeitou, naturalmente, que ela conhecesse o pobre diabo, e interrogou-a neste sentido.

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– Antes de nos casarmos, respondeu ela, confessei-te, com toda a lealdade, que tinha sido namorada e noiva, ou quase noiva, de um miserável que fugiu de mim, sem me dar a menor satisfação, para obedecer a uma intimação do pai.

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– Bem sei, o tal Vieirinha, filho do Comendador Vieira, que morreu há três ou quatro anos, depois de ter perdido em especulações da bolsa tudo quanto possuía.

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– Pois bem, o Vieirinha ali está!

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E Alexandrina apontou para o bêbado, que afinal caíra sobre a calçada, e dormia.

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– Pois, filha, disse o Cardoso, tens agora uma boa ocasião de te vingares!

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– Queres tu melhor vingança?

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– Certamente, muito melhor, e, se me dás licença, agirei por ti.

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– Faze o que quiseres, contanto que não lhe faças mal.

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– Pelo contrário.

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Quando no dia seguinte o Víeirinha despertou, estava comodamente deitado numa cama limpa e tinha diante de si um homem de confiança do Cardoso.

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– Onde estou eu?

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– Não se importe. Levante-se para tomar banho!

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O Vieirínha deixou-se levar como uma criança. Tomou banho, vestiu roupas novas, foi submetido à tesoura e à navalha de um barbeiro, e almoçou como um príncipe. Depois de tudo isso, foi levado pelo mesmo homem a uma fábrica, onde, por ordem do Cardoso, ficou empregado. Antes de se retirar, o homem que o levava deu-lhe algum dinheiro e disse-lhe:

-

– O senhor fica empregado nesta fábrica até o dia em que torne a beber.

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– Mas a quem devo tantos benefícios?

-

– A uma pessoa que se compadeceu do senhor e deseja guardar o incógnito. O Vieirinha atribuiu tudo a qualquer velho amigo do pai; deixou de beber, tomou caminho, não é mau empregado, e há de morrer sem nunca ter sabido que a sua regeneração foi uma vingança.

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Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 27 mar. 2022.

Releia este trecho, observando o emprego da segunda pessoa do singular.

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“Foge dela antes que as coisas assumam proporções maiores, porque, se te casares com essa moça, não contes absolutamente comigo – faze de conta que morri, e morri sem te deixar vintém. Tu és bonito, inteligente, e tens a ventura de ser meu filho; podes fazer um bom casamento”.

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Assinale a alternativa em que esse trecho foi reescrito de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, ao empregar o pronome “você”, no lugar de “tu”.

Alternativas
Q2403345 Português

INSTRUÇÃO: Leia o a seguir para responder às questões de 1 a 6.

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A melhor vingança

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O Vieirinha namorou durante dois anos a Xandoca; mas o pai dele, quando soube do namoro, fez intervir a sua autoridade paterna.

-

– A rapariga não tem eira nem beira, meu rapaz; o pai é um simples empregado público que mal ganha para sustentar a família! Foge dela antes que as coisas assumam proporções maiores, porque, se te casares com essa moça, não contes absolutamente comigo – faze de conta que morri, e morri sem te deixar vintém. Tu és bonito, inteligente, e tens a ventura de ser meu filho; podes fazer um bom casamento.

-

Não sei se o Vieirinha gostava deveras da Xandoca; só sei que depois dessa observação do Comendador Vieira nunca mais passou pela Rua Francisco Eugênio, onde a rapariga todas as tardes o esperava com um sorriso nos lábios e o coração a palpitar de esperança e de amor. O brusco desaparecimento do moço fez com que ela sofresse muito, pois que já se considerava noiva, e era tida como tal por toda a vizinhança; faltava apenas o pedido oficial. Entretanto, Xandoca, passado algum tempo, começou a consolar-se, porque outro homem, se bem que menos jovem, menos bonito e menos elegante que o Vieirinha, entrou a requestá-la seriamente, e não tardou a oferecer-lhe o seu nome. Pouco tempo depois estavam casados.

-

Dir-se-ia que Xandoca foi uma boa fada que entrou em casa desse homem. Logo que ele se casou, o seu estabelecimento comercial entrou num maravilhoso período de prosperidade.

-

Em pouco mais de dois anos, Cardoso – era esse o seu nome – estava rico; e era um dos negociantes mais considerados e mais adulados da praça do Rio de Janeiro. Ele e Xandoca amavam-se e viviam na mais perfeita harmonia, gozando, sem ostentação, os seus haveres e de vez em quando correndo mundo. Uma tarde em que D. Alexandrina (já ninguém a chamava Xandoca) estava à janela do seu palacete, em companhia do marido, viu passar na rua um bêbedo maltrapilho, que servia de divertimento aos garotos, e reconheceu, surpresa, que o desgraçado era o Vieirinha.

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Ficou tão comovida, que o Cardoso suspeitou, naturalmente, que ela conhecesse o pobre diabo, e interrogou-a neste sentido.

-

– Antes de nos casarmos, respondeu ela, confessei-te, com toda a lealdade, que tinha sido namorada e noiva, ou quase noiva, de um miserável que fugiu de mim, sem me dar a menor satisfação, para obedecer a uma intimação do pai.

-

– Bem sei, o tal Vieirinha, filho do Comendador Vieira, que morreu há três ou quatro anos, depois de ter perdido em especulações da bolsa tudo quanto possuía.

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– Pois bem, o Vieirinha ali está!

-

E Alexandrina apontou para o bêbado, que afinal caíra sobre a calçada, e dormia.

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– Pois, filha, disse o Cardoso, tens agora uma boa ocasião de te vingares!

-

– Queres tu melhor vingança?

-

– Certamente, muito melhor, e, se me dás licença, agirei por ti.

-

– Faze o que quiseres, contanto que não lhe faças mal.

-

– Pelo contrário.

-

Quando no dia seguinte o Víeirinha despertou, estava comodamente deitado numa cama limpa e tinha diante de si um homem de confiança do Cardoso.

-

– Onde estou eu?

-

– Não se importe. Levante-se para tomar banho!

-

O Vieirínha deixou-se levar como uma criança. Tomou banho, vestiu roupas novas, foi submetido à tesoura e à navalha de um barbeiro, e almoçou como um príncipe. Depois de tudo isso, foi levado pelo mesmo homem a uma fábrica, onde, por ordem do Cardoso, ficou empregado. Antes de se retirar, o homem que o levava deu-lhe algum dinheiro e disse-lhe:

-

– O senhor fica empregado nesta fábrica até o dia em que torne a beber.

-

– Mas a quem devo tantos benefícios?

-

– A uma pessoa que se compadeceu do senhor e deseja guardar o incógnito. O Vieirinha atribuiu tudo a qualquer velho amigo do pai; deixou de beber, tomou caminho, não é mau empregado, e há de morrer sem nunca ter sabido que a sua regeneração foi uma vingança.

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Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 27 mar. 2022.

É correto afirmar que a vingança a que o título do conto se refere

Alternativas
Q2019892 Português
TEXTO: OUVIDO

       Quando você cresce, você quer que não seja verdade. Perde a intimidade com os brinquedos. Com os jogos favoritos. Perde a intimidade até consigo mesmo. Um novo ser emerge. E surgem os modelos de desenhos para se tornar alguém frente aos outros. O sorriso já não é o mesmo, o olhar já não é o mesmo. E quando menos se espera já não é possível conhecer-se... Já não há mais qualquer identidade. Apenas o silêncio acompanha, e a raiva se estampa no semblante à guisa de arma. Amarram-se correntes às exigências da vida. As pessoas já não se reconhecem. E você, de repente, se instala num vazio pela angústia do grito entalada na garganta. Deseja derrubar essa muralha que o separa de si mesmo. "EU EXISTO!".
        Um ouvido. Sim, esse é o degrau que você precisa transpor para vencer a muralha. Não querer possuir, mas apenas pegar emprestado por alguns instantes. Um ouvido que possa ouvir a própria cabeça, cheia de medo e confusão. Quando olhar para o seu pai, verá que ele também estará ocupado com os afazeres da própria vida. Na realidade, ele também se ausenta no intuito de preencher o vazio que acredita alimentar a sua alma. Sua mãe parece preocupada com os argumentos da novela. E você já é crescido, dizem. Mas ninguém contou como começar essa nova etapa da vida. Deseja apenas um ouvido. Engraçado, as pessoas têm duas orelhas, empregadas gratuitamente, e não querem ou não sabem mais emprestar sua escuta.

       Apenas um ouvido. Esse é o grande tesouro que se almeja. Poderias me emprestar o teu? Por isso continuo a gritar: "Eu EXISTO!!!".
 MENDONÇA, Tulius - Livro Entreatos - p. 43.
"Não querer possuir, mas apenas pegar emprestado por alguns instantes. A palavra destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por: 
Alternativas
Q1966028 Noções de Informática
A categoria Relógio e Região, do painel de controle do MS-Windows 10, tem as seguintes funcionalidades, EXCETO:
Alternativas
Q1966027 Noções de Informática
O sistema operacional Microsoft Windows 10 possui um painel de configurações, chamado Painel de Controle. Acerca deste painel, todas as alternativas são verdadeiras, EXCETO:
Alternativas
Q1966022 Noções de Informática

A imagem abaixo representa uma planilha construída no Microsoft Excel. 



Imagem associada para resolução da questão


Os valores presentes nas células G3 e H3 foram calculados utilizando-se funções pré-definidas do Excel. Diante disso, julgue as afirmativas a seguir:


A célula H3, que contém a média das notas inseridas nas células B3, C3, D3, E3 e F3, foi preenchida utilizando a função MÉDIA(B3:F3)


A célula H3, que contém a média das notas inseridas nas células B3, C3, D3, E3 e F3, foi preenchida utilizando a função MIN(B3:F3) 


A célula G3, que contém a soma das notas inseridas nas células B3, C3, D3, E3 e F3, foi preenchida utilizando a função SOMA(B3:F3)


A célula G3, que contém a soma das notas inseridas nas células B3, C3, D3, E3 e F3, foi preenchida utilizando a função MAX(B3:F3)


A alternativa CORRETA é: 

Alternativas
Q1966008 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais
A questão deverá ser respondida com base no Código Tributário do Município de Central de Minas/MG – Lei Complementar nº 17 de 18/09/2001.

Assinale a alternativa INCORRETA
Alternativas
Q1966007 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais
A questão deverá ser respondida com base no Código Tributário do Município de Central de Minas/MG – Lei Complementar nº 17 de 18/09/2001.
É o instrumento legal para extinção de tributo: 
Alternativas
Q1966006 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais
A questão deverá ser respondida com base no Código Tributário do Município de Central de Minas/MG – Lei Complementar nº 17 de 18/09/2001.
O Poder Executivo, por despacho fundamentado, poderá cancelar administrativamente, de ofício, o crédito tributário, quando:
I. Ocorrer a prescrição do débito.
II. O sujeito passivo houver falecido, deixando unicamente bens que, por força de lei, não sejam passíveis de execução.
III. For de até 150 UFM, tornando a cobrança ou execução antieconômica.
Escolha a opção CORRETA:
Alternativas
Q1966005 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais
A questão deverá ser respondida com base no Código Tributário do Município de Central de Minas/MG – Lei Complementar nº 17 de 18/09/2001.
Assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1966004 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais
A questão deverá ser respondida com base no Código Tributário do Município de Central de Minas/MG – Lei Complementar nº 17 de 18/09/2001.

De acordo com o art. 237, complete corretamente a seguinte informação: O contribuinte ou responsável que não concordar com o lançamento poderá reclamar, no prazo de ______________ contados do recebimento do aviso ou guia. 
Alternativas
Q1966003 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais
A questão deverá ser respondida com base no Código Tributário do Município de Central de Minas/MG – Lei Complementar nº 17 de 18/09/2001.

De acordo com o art. 164, as taxas cobradas pela efetiva e divisível utilização de serviços públicos serão as seguintes, EXCETO:
Alternativas
Respostas
721: A
722: D
723: C
724: B
725: A
726: C
727: A
728: B
729: D
730: C
731: C
732: C
733: D
734: C
735: A
736: A
737: C
738: B
739: B
740: A