Questões de Concurso
Para enfermeiro - saúde da família
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Leia abaixo o texto de um anúncio publicitário de um supermercado.
“Muita gente pode achar que é só frescura, mas frescura tipo Extra só o Extra tem. Basta ver a frescura das frutas, legumes e verduras. Toda
essa frescura o Extra chama de respeito à qualidade. Respeito ao cliente.”
Para mostrar que suas frutas, legumes e verduras são fresquinhos, o anunciante adotou como estratégia:
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido.
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro
(Oswald de Andrade. In Poesia Pau-Brasil)
Analise as seguintes afirmações a respeito desse poema:
I - No texto, encontramos exemplos do Português tanto no seu uso padrão quanto no seu uso coloquial.
II - Para manifestar sua tendência à coloquialidade, o texto ignora completamente procedimentos do Português padrão.
III - Ao adotar a norma culta como mecanismo de julgamento estilístico, o texto implicitamente condena o analfabetismo.
IV- A coexistência da norma culta com a linguagem coloquial indica a diversidade dos usos do Português no Brasil.
É possível considerar que:
Leia os trechos de texto abaixo:
Trecho 1
“Dias depois roubaram a coroa do rei e este prometeu uma riqueza a quem adivinhasse o ladrão.”
CASCUDO, Luís da Câmara. Facécias. São Paulo: Global, 2006, p. 19.
Trecho 2
“[...] uma estrada se abriu, bem a seus pés, que ia para o fundo das águas.”
REGO, José Lins do. Histórias da Velha Totonha. Rio de Janeiro, 2005, p. 76.
Leia as informações sobre o emprego dos pronomes nos trechos 1 e 2.
I - No trecho 1: “...a coroa do rei e este prometeu uma riqueza...” O pronome demonstrativo “este” retoma anaforicamente a palavra “rei”.
II - No primeiro trecho, o pronome “este” não pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por um pronome relativo.
III - No segundo trecho, o pronome “que” retoma a palavra “estrada”.
IV- No segundo trecho, o pronome “que” pode ser substituído pelo pronome relativo “a qual”.
Está correta a alternativa:
Analisando as sentenças:
I - Dirija-se aquele balcão para pedir as informações.
II - Os alunos dedicam-se a leituras.
III - Passo a passo, ela explicou a receita do bolo.
IV- Todos os meus amigos foram aquele show de Madona.
Podemos deduzir que:
Leia as informações sobre o texto
( ) Quanto ao título: o primeiro parágrafo responde à primeira pergunta; o segundo responde à segunda: O que são anabolizantes e que mal fazem ao organismo?
( ) O segundo parágrafo desenvolve a afirmativa feita no primeiro de que os anabolizantes têm efeitos colaterais muito graves, enumerando uma série desses efeitos.
( ) A citação das palavras de um especialista, um professor universitário que usa uma linguagem mais científica, minimiza os efeitos nocivo dos anabolizantes.
A sequência correta é:
Em qual das alternativas, a substituição da expressão destacada por aquela entre parênteses ALTERA a relação de sentido entre as proposições.
I - “... estimulam o crescimento dos músculos e melhoram o desempenho dos atletas, por isso, passaram a ser consumidas indiscriminadamente pelos esportistas. (porque)
II - “Segundo o professor Paulo Zogaib, da Unifesp...” (de acordo com)
III - Foram, portanto, proibidos em competições esportivas. (consequentemente)
IV- No entanto, os anabolizantes têm efeitos colaterais muito graves. (porém)
Está(ão) correta (s):
Crise armada reduz consumo e presença de turistas na região. Prejuízos vão crescer cada vez mais, com o avanço da ofensiva militar. Os setores afetados pedem ajuda ao governo, na tentativa de evitar demissões. Somente os custos da guerra contra o grupo radical Hamas já oneraram o orçamento de defesa em mais de 1 bilhão de shekel (cerca de 200 milhões de euros). Uma quantia cujo reembolso o Exército deverá exigir em breve do governo. Além disso, existem ainda os gastos do programa emergencial de auxílio aos habitantes do sul do país. Por exemplo, os pais que ficam em casa para cuidar dos filhos menores têm sua perda de rendimentos ressarcida pelo governo. Tal se deve ao fato de quase todos os acampamentos de férias de verão nos arredores da Faixa de Gaza estarem fechados, pois o tempo de pré‐aviso de 15 segundos antes do lançamento de mísseis não é suficiente para colocar grandes grupos de crianças a salvo nos abrigos.
(Disponível em: http://www.dw.de/conflito‐na‐faixa‐de‐gaza‐abala‐economia/a‐17794620. Adaptado.)
O conflito mencionado no texto vem se arrastando há um longo tempo e, nos dias atuais, tem provocado um abalo profundo nos países envolvidos, trazendo, inclusive, repercussões para outras partes do mundo. Trata‐se de um conflito envolvendo diretamente
Como definir um ser humano? É o corpo? O jeito de ser? A capacidade de autorreflexão, de compaixão? A mente? Talvez todas essas coisas e outras mais? O que parece óbvio para a maioria das pessoas vai ficar cada vez menos, com o avanço da nossa relação mais simbiótica com aparelhos e instrumentos.
Trans‐humanismo é definido como a possibilidade de a raça humana evoluir além de suas limitações mentais e físicas, especialmente por meio da intervenção da ciência e da tecnologia. Pode parecer coisa de ficção científica: pessoas com asas violetas ou capazes de levantar um carro com uma mão ou com uma memória prodigiosa. Se sua definição do que é ser humano é purista, ou seja, sem intervenção de fontes externas, é bom abrir os olhos: quase ninguém mais é.
Tomemos, por exemplo, os remédios. Se tomamos um remédio que muda nossa química, por exemplo, se temos depressão ou pressão alta, já não somos os mesmos. Somos produto de quem éramos mais o remédio. O trans‐humanismo não aparece apenas no cinema; serve também para aliviar o sofrimento humano. Para muitos, essa é sua maior motivação. A apropriação pelo corpo da química farmacêutica muda nossa natureza. Mesmo vitaminas fazem a mesma coisa, mudando nossos corpos para termos um sistema imunológico mais resistente ou mais energia.
E quando começamos a adicionar partes extras ou próteses? Um atleta paraolímpico, se tem pernas feitas de fibras de carbono, deve competir com atletas normais? Na última Olimpíada, o sul‐africano Oscar Pistorius fez parte do time de seu país. E se tivesse ganhado? Teria sido justo?
O ponto é que estamos já na era do trans‐humanismo. Quem não toma remédios ou vitaminas certamente tem um celular. Esse aparelho é uma extensão de quem somos, que se tornou indispensável no cotidiano. Difícil imaginar que, não tanto tempo atrás, ninguém tinha celular. Esquecer o seu em casa é trágico, certo? É ficar desconectado, sem memória, sem calendário, sem notícias, sem e‐mail, sem mapas, sem música, GPS etc. Todos esses aplicativos são extensões de nossas faculdades mentais, parte de quem somos, de como nos definimos. Não entrar no Facebook ou no Twitter é se desligar da realidade.
Isso porque nossa realidade também é trans‐humana. Vivemos na era da informação de rápido acesso, conectados por vídeo com pessoas do outro lado do planeta, algo que para nossos avós seria magia negra. Estendemos nossa teia por todo o planeta e temos acesso a quantidades inimagináveis de dados. Nosso cérebro não é mais apenas o que está dentro do crânio, ele espalha seus tentáculos pelo mundo inteiro.
E no futuro? A tendência será trans‐humanizar cada vez mais. E ficar menos humano. O que temos que mudar num indivíduo para que deixe de ser humano? Ou será que, com o avanço do trans‐humanismo, essas perguntas não farão mais sentido? Seremos algo de novo, nos reinventando enquanto espécie.
(Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de “Criação Imperfeita”. Folha de São Paulo, 08/06/2014.)
O segmento de texto cujo elemento tem seu valor semântico INCORRETAMENTE indicado é:
As características descritas são típicas da:
