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Q3087659 Português

Os adolescentes, a criatividade, as bolhas e os algoritmos


    País do futebol arte, da bossa nova, do carnaval espetáculo, do cinema novo e de tantas outras formas de arte admiráveis. Essas sempre foram justificativas para que o Brasil fosse visto como um país criativo, que inova em diversas situações. Por isso, qual não foi a surpresa quando o Pisa, a avaliação internacional para estudantes com 15 anos, realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgou os resultados do exame de 2022 no quesito pensamento criativo: estamos no 49º lugar, com 23 pontos.

     Desde o ano 2000, o Pisa avalia os conhecimentos gerais em matemática, ciências e leitura de alunos de escolas públicas e particulares, e essa foi a primeira vez em que a criatividade foi considerada nas respostas. Com o tema “Mentes criativas e escolas criativas”, a proposta era avaliar como os diferentes países integram a criatividade nos currículos escolares, com o objetivo de formar cidadãos capazes de explorar novas perspectivas para solucionar problemas de maneira original e eficaz. Mas por que será que o Brasil apareceu entre os 12 piores resultados?

     Especialistas analisam a questão sob diferentes perspectivas: a escola brasileira precisa ser um ambiente mais propício à criatividade, oferecendo mais espaço para disciplinas e atividades que estimulem os alunos a buscarem alternativas novas para os problemas cotidianos e não apenas focar nas disciplinas obrigatórias; os educadores precisam ser melhor formados para implementar atividades e projetos que desenvolvam diferentes competências e habilidades artísticas e inovadoras nas crianças e jovens; os brasileiros são um dos públicos que mais tempo passa em frente às telas de celulares e tablets e, por fim, há quem chame a atenção para as imensas desigualdades de toda ordem existentes em nosso país, que dificultam o aprendizado de conteúdos básicos como leitura, escrita e cálculo.

     Todas as análises fazem sentido, porém, questões complexas como essa pedem respostas na mesma linha. Há uma crise de criatividade entre as crianças e jovens das novas gerações, e isso é um sinal de que há algo acontecendo nos corações e mentes desse público no mundo inteiro. Como sabemos, a adolescência é a fase de transição entre a infância e a vida adulta, e traz, em seu bojo, a dicotomia entre a saudade dos tempos pueris e o desejo de desbravar o desconhecido, de preferência, por conta e risco. Em tempos em que as conexões digitais têm tomado o espaço precioso das interações reais em que se aprendia a solucionar os problemas por meio da experiência concreta de ter de lidar cara a cara com o diferente e o diverso, assistimos a esses indivíduos aguardando que os algoritmos e sistemas de busca lhes forneçam todas as respostas. E como as máquinas ainda não dão conta da miríade de possibilidades que as relações nos oferecem para a resolução dos problemas, temos meninos e meninas mais acomodados, passivos, entediados. Como exercer a criatividade em uma bolha na qual todos pensam e agem de maneira igual? Como buscar novas visões sobre o que nos rodeia com um algoritmo nos propondo, sem cessar, mais conteúdos sobre o que gostamos e com os quais nos sentimos mais confortáveis?

     Essas são perguntas que também nós, adultos, temos de nos fazer. Não só como educadores dessa nova geração, mas como indivíduos e cidadãos. Sair das bolhas, combater a polarização e tudo o que nos divide e desumaniza é um exercício cotidiano de criatividade. “Consumimos sempre as mesmas coisas nas redes, ignorando o que é diferente. Por isso, é sempre bom dar um nó no algoritmo. Ouvir playlists fora do que estamos acostumados, andar por regiões diferentes, escutar o que os outros pensam, nos relacionar com pessoas que trazem olhares diferentes das coisas”, aconselha a jornalista e especialista em comunicação digital Pollyana Ferrari, autora do livro “Como sair das bolhas”. Olhar para além das redes é, sobretudo, um exercício de manutenção da saúde mental, mas, como tudo o que envolve um certo esforço e nos desacomoda, torna-se um grande desafio. E andamos cansados demais para dar conta desses e de tantos outros que a vida contemporânea tem nos colocado.

     É interessante observar como a aparente facilidade que nos é oferecida pelos algoritmos e bolhas vai diminuindo não apenas a nossa criatividade e criticidade. Eles, ao moldarem nossos gostos e necessidades, resumem as nossas preferências a meia dúzia de coisas que conduzem a uma reprodução automática, gerando tédio e desinteresse pelo que nem sabemos existir. Como afirmou um estudante que entrevistamos para o podcast “curti, e daí?”: “Eu estava no TikTok e apareceu um vídeo para mim. Coisas que eu mais gosto, e aí, todas as coisas que apareceram no vídeo eram as coisas que eu mais gostava de fazer. Eu percebo que a cada dia isso é mais evidente, como se fosse diminuindo tudo que eu gosto mais, sabe? Como se fosse compactando as coisas que eu mais gosto…”.

     Ter consciência do que nos acontece é sempre um bom começo. Porém, é preciso lembrar do porquê de estarmos nas redes: em busca da sensação de pertencimento, algo que é fundamental para o ser humano e mais ainda para aqueles que estão em formação. Estamos sempre à procura de afeto e reconhecimento, e nas redes isso vem de maneira rápida e volumosa, traduzido por cliques e likes. “Desinformação, fake news, tudo é sintoma. Tire-as da reta e o problema continuará ali, igual, de pé. Porque o problema principal é o do alinhamento de identidades e de como é reconfortante estar num grupo homogêneo. Toda conversa, nas redes sociais, se torna um ritual de reafirmação dessa identidade alinhada. Somos atores num palco eternamente demonstrando o quanto somos parecidos com os nossos e distintos daqueles outros”, alerta o jornalista Pedro Dória em seu artigo “A rede social perfeita para as democracias”, publicado no Canal Meio.

    Nesse sentido, cabe-nos perguntar não apenas por que vivemos uma crise de criatividade, mas sobretudo por que não conseguimos nos encontrar nos espaços que promovem o diálogo, a interação corpo a corpo, que estimulam a imaginação nos trazendo novas paisagens (físicas e ficcionais). Precisamos recuperar a nossa capacidade de imaginar para além dos fatos, dados e informações, já que estamos inundados por eles. Um bom começo pode estar no resgate de alguns sonhos e projetos que não estão no nosso feed. Não requer muito esforço, apenas iniciativa, atitude indissociável da criatividade.


(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2024/07/04/os-adolescentes-a-criatividade-as-bolhas-e-os-algoritmos. Acesso em: setembro de 2024. Adaptado.)

De acordo com o dicionário on-line Priberam, “bolha” apresenta, entre outros, os seguintes sentidos:

1. Glóbulo formado pelo ar que se eleva à superfície dos líquidos.
2. Situação, geralmente ilusória ou efêmera, em que há [...] aumento do valor de um bem sem sustentação real.
3. Apego excessivo ou obsessivo a uma ideia ou intenção.
4. Que ou o que é muito aborrecido.

(Disponível em: https://dicionario.priberam.org/bolha. Acesso em: setembro de 2024. Adaptado.)

No texto, todavia, o termo “bolha/bolhas” é empregado com sentido bastante específico. Assinale a alternativa cujo numeral indica o sentido que mais se assemelha àquele usado no texto.
Alternativas
Q3087657 Português

Os adolescentes, a criatividade, as bolhas e os algoritmos


    País do futebol arte, da bossa nova, do carnaval espetáculo, do cinema novo e de tantas outras formas de arte admiráveis. Essas sempre foram justificativas para que o Brasil fosse visto como um país criativo, que inova em diversas situações. Por isso, qual não foi a surpresa quando o Pisa, a avaliação internacional para estudantes com 15 anos, realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgou os resultados do exame de 2022 no quesito pensamento criativo: estamos no 49º lugar, com 23 pontos.

     Desde o ano 2000, o Pisa avalia os conhecimentos gerais em matemática, ciências e leitura de alunos de escolas públicas e particulares, e essa foi a primeira vez em que a criatividade foi considerada nas respostas. Com o tema “Mentes criativas e escolas criativas”, a proposta era avaliar como os diferentes países integram a criatividade nos currículos escolares, com o objetivo de formar cidadãos capazes de explorar novas perspectivas para solucionar problemas de maneira original e eficaz. Mas por que será que o Brasil apareceu entre os 12 piores resultados?

     Especialistas analisam a questão sob diferentes perspectivas: a escola brasileira precisa ser um ambiente mais propício à criatividade, oferecendo mais espaço para disciplinas e atividades que estimulem os alunos a buscarem alternativas novas para os problemas cotidianos e não apenas focar nas disciplinas obrigatórias; os educadores precisam ser melhor formados para implementar atividades e projetos que desenvolvam diferentes competências e habilidades artísticas e inovadoras nas crianças e jovens; os brasileiros são um dos públicos que mais tempo passa em frente às telas de celulares e tablets e, por fim, há quem chame a atenção para as imensas desigualdades de toda ordem existentes em nosso país, que dificultam o aprendizado de conteúdos básicos como leitura, escrita e cálculo.

     Todas as análises fazem sentido, porém, questões complexas como essa pedem respostas na mesma linha. Há uma crise de criatividade entre as crianças e jovens das novas gerações, e isso é um sinal de que há algo acontecendo nos corações e mentes desse público no mundo inteiro. Como sabemos, a adolescência é a fase de transição entre a infância e a vida adulta, e traz, em seu bojo, a dicotomia entre a saudade dos tempos pueris e o desejo de desbravar o desconhecido, de preferência, por conta e risco. Em tempos em que as conexões digitais têm tomado o espaço precioso das interações reais em que se aprendia a solucionar os problemas por meio da experiência concreta de ter de lidar cara a cara com o diferente e o diverso, assistimos a esses indivíduos aguardando que os algoritmos e sistemas de busca lhes forneçam todas as respostas. E como as máquinas ainda não dão conta da miríade de possibilidades que as relações nos oferecem para a resolução dos problemas, temos meninos e meninas mais acomodados, passivos, entediados. Como exercer a criatividade em uma bolha na qual todos pensam e agem de maneira igual? Como buscar novas visões sobre o que nos rodeia com um algoritmo nos propondo, sem cessar, mais conteúdos sobre o que gostamos e com os quais nos sentimos mais confortáveis?

     Essas são perguntas que também nós, adultos, temos de nos fazer. Não só como educadores dessa nova geração, mas como indivíduos e cidadãos. Sair das bolhas, combater a polarização e tudo o que nos divide e desumaniza é um exercício cotidiano de criatividade. “Consumimos sempre as mesmas coisas nas redes, ignorando o que é diferente. Por isso, é sempre bom dar um nó no algoritmo. Ouvir playlists fora do que estamos acostumados, andar por regiões diferentes, escutar o que os outros pensam, nos relacionar com pessoas que trazem olhares diferentes das coisas”, aconselha a jornalista e especialista em comunicação digital Pollyana Ferrari, autora do livro “Como sair das bolhas”. Olhar para além das redes é, sobretudo, um exercício de manutenção da saúde mental, mas, como tudo o que envolve um certo esforço e nos desacomoda, torna-se um grande desafio. E andamos cansados demais para dar conta desses e de tantos outros que a vida contemporânea tem nos colocado.

     É interessante observar como a aparente facilidade que nos é oferecida pelos algoritmos e bolhas vai diminuindo não apenas a nossa criatividade e criticidade. Eles, ao moldarem nossos gostos e necessidades, resumem as nossas preferências a meia dúzia de coisas que conduzem a uma reprodução automática, gerando tédio e desinteresse pelo que nem sabemos existir. Como afirmou um estudante que entrevistamos para o podcast “curti, e daí?”: “Eu estava no TikTok e apareceu um vídeo para mim. Coisas que eu mais gosto, e aí, todas as coisas que apareceram no vídeo eram as coisas que eu mais gostava de fazer. Eu percebo que a cada dia isso é mais evidente, como se fosse diminuindo tudo que eu gosto mais, sabe? Como se fosse compactando as coisas que eu mais gosto…”.

     Ter consciência do que nos acontece é sempre um bom começo. Porém, é preciso lembrar do porquê de estarmos nas redes: em busca da sensação de pertencimento, algo que é fundamental para o ser humano e mais ainda para aqueles que estão em formação. Estamos sempre à procura de afeto e reconhecimento, e nas redes isso vem de maneira rápida e volumosa, traduzido por cliques e likes. “Desinformação, fake news, tudo é sintoma. Tire-as da reta e o problema continuará ali, igual, de pé. Porque o problema principal é o do alinhamento de identidades e de como é reconfortante estar num grupo homogêneo. Toda conversa, nas redes sociais, se torna um ritual de reafirmação dessa identidade alinhada. Somos atores num palco eternamente demonstrando o quanto somos parecidos com os nossos e distintos daqueles outros”, alerta o jornalista Pedro Dória em seu artigo “A rede social perfeita para as democracias”, publicado no Canal Meio.

    Nesse sentido, cabe-nos perguntar não apenas por que vivemos uma crise de criatividade, mas sobretudo por que não conseguimos nos encontrar nos espaços que promovem o diálogo, a interação corpo a corpo, que estimulam a imaginação nos trazendo novas paisagens (físicas e ficcionais). Precisamos recuperar a nossa capacidade de imaginar para além dos fatos, dados e informações, já que estamos inundados por eles. Um bom começo pode estar no resgate de alguns sonhos e projetos que não estão no nosso feed. Não requer muito esforço, apenas iniciativa, atitude indissociável da criatividade.


(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2024/07/04/os-adolescentes-a-criatividade-as-bolhas-e-os-algoritmos. Acesso em: setembro de 2024. Adaptado.)

No texto predomina o tipo textual:
Alternativas
Q3079187 Odontologia
As condições sistêmicas geralmente identificadas afetando a resposta celular na gengivite são as discrasias sanguíneas, incluindo neutropenia e infecção pelo vírus da imunodeficiência humana/síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) (Glick et al., 1990). Essas condições são caracterizadas tanto pelo baixo número de PMN funcionais, neutropenia, quanto pelo grande número de leucócitos imaturos disfuncionais que ocorre na leucemia, infiltrando os tecidos gengivais ou, como no caso da AIDS, por uma contagem muito baixa de linfócitos T- CD4 e da incapacidade de preparar uma resposta efetiva dos linfócitos T. Segundo o Manual de Condutas do Ministério da Saúde - Controle de Infecções e a Prática Odontológica - Brasília - DF/2000, a raspagem e polimento coronário e radicular, antes do tratamento cirúrgicos extensos, deve-se avaliar o paciente quanto à presença de tendência a sangramento, por meio da leitura do prontuário ou consulta médica. Testes laboratoriais auxiliares no pré-operatório incluem 
Alternativas
Q3079186 Odontologia
Osteonecrose dos maxilares ocorre quando o tecido ósseo é exposto à isquemia por um longo período de tempo, e com a interrupção da irrigação sanguínea ocorre a morte celular. As células da linhagem hematopoética são mais propensas aos efeitos negativos da isquemia e não conseguem sobreviver por mais de 12 horas sem irrigação sanguínea adequada. As células diretamente responsáveis por mineralização e renovação ósseas – osteoblastos, osteoclastos e osteócitos – são menos propensas à anoxia, embora ocorra morte celular dessas células depois de 48 horas de anoxia, e após esse período de tempo crítico, o osso irá necrosar. A osteonecrose tem múltiplas etiologias, sendo mais insidiosa nos pacientes que 
Alternativas
Q3079185 Odontologia
Os procedimentos para aumento de coroa clínica, podem ser solicitados para solucionar problemas tais como quantidade inadequada de estrutura dentária para uma terapia protética apropriada. Indique uma contra indicação para esse procedimento cirúrgico.
Alternativas
Q3079184 Odontologia
Aponte dentre as afecções relacionadas a seguir aquela que se associa com maior incidência de agravos da doença periodontal.
Alternativas
Q3079181 Odontologia
Analise as afirmações a seguir sobre as diferenças entre o epitélio oral e o epitélio juncional.

I O tamanho das células no epitélio juncional é, em relação ao volume tecidual, maior do que no epitélio oral.
II Em relação ao volume de tecido, o espaço intercelular é mais largo no epitélio juncional do que no epitélio oral.
III O número de desmossomos é maior no epitélio juncional do que no epitélio oral.
IV A membrana celular das células do epitélio juncional contém hemidesmossomos (HD) em direção ao esmalte e ao tecido conjuntivo.

Estão corretas, apenas
Alternativas
Q3079180 Odontologia
Manifestações gengivais na leucemia, que incluem tumefação significativa, ulceração, petéquia e eritema, são muito mais comuns na forma aguda do que na crônica. Algumas vezes as manifestações levam ao diagnóstico de leucemia; 69% de pacientes com leucemia aguda possuíam sinais orais de leucemia detectados no exame, e 33% dos pacientes possuíam tumefação gengival. O cirurgião dentista periodontista deve ficar atento às manifestações gengivais como
Alternativas
Q3079179 Odontologia
Os abscessos periodontais também podem ocorrer na ausência de periodontites; por exemplo, associados à introdução de um objeto estranho, casca de pipoca, fio dental ou com problemas endodônticos. Os sintomas clínicos típicos do abscesso periodontal incluem dor, inchaço, supuração, sangramento à sondagem e mobilidade do dente envolvido. Sinais de envolvimento sistêmico podem estar presentes, incluindo linfadenopatia cervical e leucocitose. Investigações revelaram que as bactérias reconhecidas como patógenos periodontais são comumente encontradas em números significativos nos abscessos periodontais. Estes microrganismos incluem F. nucleatum, P. intermedia, P. gingivalis, P. micra e T. forsythia. Indicações para terapia antibiótica em pacientes com abscesso agudo são:
Alternativas
Q3079178 Odontologia
Lesões gengivais de origem genética são observadas na fibromatose gengival hereditária (FGH), e, muitas vezes, os distúrbios mucocutâneos manifestam-se como inflamação gengival. São exemplos típicos de tais alterações o líquen plano, o penfigoide, o pênfigo vulgar e o eritema multiforme. Analise as afirmações abaixo sobre FGH.

I O tratamento é a remoção cirúrgica, muitas vezes gengivectomias seriadas, mas recorrências não são incomuns.
II O tecido fibroso denso nunca interfere ou impede a erupção.
III Os pacientes raramente queixam-se de problemas estéticos e funcionais.
IV O tecido fibroso que cobre os processos alveolares se estende sobre os dentes, resultando em extensas pseudobolsas.

Estão corretas, apenas
Alternativas
Q3079177 Odontologia
Pacientes com doenças cardíacas ou que envolvam o endocárdio são suscetíveis à endocardite resultante de infecção sanguínea. Dentre elas estão a doença cardíaca reumática, valvopatias congênitas, doenças da valva aórtica e doenças do colágeno envolvendo o endocárdio. Pacientes que usam válvulas protéticas fazem parte de um grupo especial de alto risco. Além disso, pertencem a esse grupo de risco os pacientes que usam próteses cardíacas. Os procedimentos eleitos como maiores causadores da endocardite bacteriana são as extrações e raspagem e/ou alisamento da raiz, possivelmente levando a grande sangramento e bacteremia. Atualmente, as diretrizes referentes à profilaxia com antibióticos na prevenção da endocardite bacteriana elegem pacientes com
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Q3079176 Odontologia
Glickman (1965 e 1967) afirmou que a via da propagação de uma lesão gengival associada à placa pode ser modificada se forças de magnitude anormal atuarem sobre os dentes afetados. Isso implica que o caráter da destruição tecidual progressiva periodontal do “dente traumatizado” é diferente daquele de um dente “não traumatizado”. Em vez de destruição uniforme do periodonto e do osso alveolar, bolsas supra ósseas e perda óssea horizontal que, de acordo com Glickman, ocorre em locais com lesões associadas à placa não complicadas, as áreas que também são expostas à força oclusal anormal apresentarão defeitos ósseos angulares e bolsas infra ósseas; e a progressão da lesão nas estruturas periodontais podem ser divididas em duas zonas: zona de irritação e zona de codestruição.

A zona de irritação inclui 
Alternativas
Q3079175 Odontologia
As características dos biofilmes associados à doença peri-implante seja ela mucosite peri-implante ou a peri-implantite foram estudadas com o uso de várias técnicas microbiológicas e métodos de amostragem. A maioria dos estudos achou a composição da microbiota submucosa similar àquela da periodontite crônica, com uma infecção anaeróbica mista dominada por bactérias gram-negativas, alguns estudos encontraram alto número de outros microrganismos não comumente associados às doenças periodontais, incluindo bastonetes entéricos e fungos ou microrganismos associados a infecções extraorais, como Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis ou Peptostreptococcus (Persson et al., 2010).
Com relação a este tema, analise as afirmações a seguir.

I Na mucosite peri-implante existem sinais clínicos de inflamação, sangramento à sondagem da mucosa peri-implante sem perda de suporte ósseo.
II A peri-implantite compreende também perda de suporte ósseo.
III No caso de peri-implantite, a profundidade da sondagem é sempre menor que 5 mm e raramente existe supuração.
IV A parte transepitelial do implante, uma vez exposta à cavidade oral, torna-se rapidamente colonizada pelos microrganismos.

Estão corretas, apenas
Alternativas
Q3079174 Odontologia
A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1978, definiu o trauma de oclusão (TO) como “dano causado ao periodonto pela pressão produzida sobre os dentes, direta ou indiretamente, pelos dentes antagonistas”. O TO é uma lesão do sistema de inserção em consequência de força(s) oclusal(is) excessiva(s). Analise as afirmações a seguir sobre TO.

I As forças traumáticas podem atuar sobre um único dente ou sobre grupos de dentes que estejam em contato prematuro.
II A lesão tecidual primária no trauma oclusal inclui reações teciduais (dano) induzidas ao redor de um dente com periodonto de altura normal.
III Os hábitos parafuncionais não estão relacionados ao trauma de oclusão.
IV A lesão tecidual secundária no trauma oclusal está relacionada com situações em que as forças oclusais causam lesão a um periodonto com altura reduzida.

Estão corretas, apenas
Alternativas
Q3079173 Odontologia
De interesse histórico são as descrições de edentações da gengiva marginal referidas como fendas, geralmente ocorrem sobre a superfície vestibular, palatina ou lingual, consideradas resultado de trauma oclusal, e foram posteriormente descritas como multifatoriais. As fendas podem, mais raramente, regenerar espontaneamente ou persistir como lesões superficiais de bolsas periodontais profundas que penetram nos tecidos de suporte. Para descrever um tipo específico de retração gengival que consiste em uma estreita retração gengival triangular, usamos o termo 
Alternativas
Q3079170 Odontologia
Identifique o antimicrobiano pertencente ao grupo das quinolonas.
Alternativas
Q3079169 Odontologia
A condição patológica que se caracteriza radiologicamente pela presença de radiopacidade com margens mal definidas com aparência de “vidro fosco” é o(a)
Alternativas
Q3079162 Odontologia
A alavanca triangular é mais usada
Alternativas
Q3079160 Odontologia
Analise as afirmações a seguir sobre o cisto gengival do adulto (CGA).

I O CGA mostra uma predileção marcante para ocorrência nas regiões de caninos e pré-molares.
II O CGA é mais comumente encontrado em pacientes na quinta e sexta décadas de vida.
III O CGA está quase que invariavelmente, localizado na gengiva vestibular ou na mucosa alveolar.
IV Os CGAs têm características histopatológicas similares àquelas do cisto periodontal lateral.

Estão corretas, apenas
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COSEAC Órgão: FEMAR - RJ Provas: COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Assistente Social | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Cirurgião Dentista Periodontista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Cirurgião Dentista Protesista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Auriculoterapeuta | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Biólogo | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Cirurgião Dentista Radiologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Enfermeiro Generalista ou Enfermeiro de Saúde da Família | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Enfermeiro Estomatologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Cirurgião Dentista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Enfermeiro | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Cirurgião Dentista Bucomaxilo | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Cirurgião Dentista Endodontista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Farmacêutico | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Fisioterapeuta | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Fonoaudiólogo | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Alergologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Cirurgião Dentista Estomatologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Cirurgião Dentista Odontopediatra | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Cirurgião Dentista Oral Menor | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Cirurgião Dentista para PNE | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Biomédico | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Generalista ou Médico de Família e Comunidade | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Geneticista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Geriatra | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Ginecologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Ginecologista/Obstetra | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Ginecologista Histeroscopista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Ginecologista Colposcopista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Alergologista Pediátrico | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Angiologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Cardiologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Cardiologista Pediátrico | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Cirurgião de Cabeça e Pescoço | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Cirurgião Geral | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Dermatologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Endocrinologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Endocrinologista Pediátrico | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Gastroenterologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Ginecologista Infanto-Puberal | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Hebiatra | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Hematologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Nutricionista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Profissional de Educação Física | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Psicólogo | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Hematologista Pediátrico | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Hepatologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Homeopata | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Infectologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Mastologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Infectologista Pediátrico | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Medicina Interna | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Nefrologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Ortopedista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Neurologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Terapeuta Ocupacional | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Neuropediatra | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Oftalmologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Oncologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Otorrinolaringologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Patologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Pediatra | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Pneumologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Pneumologista Pediátrico | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Proctologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Psiquiatra | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Radiologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Regulador | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Reumatologista | COSEAC - 2024 - FEMAR - RJ - Médico Urologista |
Q3078221 Direito Sanitário
Nos termos da Lei Complementar no 141, de 13 de janeiro de 2012 (artigo 3º) serão consideradas despesas com ações e serviços públicos de saúde as referentes a(ao):
Alternativas
Respostas
281: C
282: C
283: E
284: D
285: A
286: A
287: C
288: E
289: B
290: D
291: A
292: A
293: C
294: C
295: E
296: E
297: B
298: C
299: A
300: D