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Texto para a questão.
O RELÓGIO QUE INTERROMPEU A PRAÇA
Às 14h17 de uma terça-feira, o relógio da praça parou. Nenhum estrondo anunciou o defeito, nenhuma engrenagem caiu sobre os bancos e ninguém pareceu perceber o silêncio dos ponteiros. Na manhã seguinte, porém, moradores que habitualmente atravessavam o lugar sem levantar os olhos passaram a consultar o mostrador imóvel. Era como se esperassem que o relógio confirmasse, por conta própria, a notícia de sua inutilidade.
Durante anos, ele fora obedecido sem ser propriamente observado. Indicava a hora das lojas, apressava estudantes e advertia os atrasados, mas permanecia tão integrado à paisagem quanto as árvores e o calçamento. Bastou que deixasse de funcionar para adquirir biografia: alguns se lembraram de quando fora instalado; outros discutiram se já atrasava antes da pane. O defeito, que duraria quatro dias, transformou um mecanismo discreto em assunto coletivo.
A prefeitura afixou no pedestal um aviso: “Informamos que o equipamento se encontra temporariamente indisponível para a marcação das horas.” A frase não continha erro e descrevia com precisão o estado do relógio; ainda assim, parecia incapaz de responder à pergunta que todos realmente faziam: quando ele voltaria a funcionar? Esse descompasso entre correção formal e utilidade comunicativa fez do aviso uma segunda atração da praça.
Um comerciante reclamou que, sem o relógio, os clientes demoravam mais diante das vitrines. Uma criança perguntou se o tempo também havia parado nas ruas vizinhas. Já o homem encarregado do conserto limitou-se a dizer que uma peça precisaria ser substituída. Cada pessoa explicava a pane com os instrumentos de que dispunha: o comerciante calculava seus efeitos, a criança ampliava suas possibilidades e o técnico delimitava suas causas.
Na sexta-feira, os ponteiros voltaram a avançar. Não houve cerimônia, mas algumas pessoas permaneceram diante do relógio até que o primeiro minuto se completasse. O conserto devolveu movimento ao mecanismo; não devolveu, porém, à praça a antiga indiferença. Por alguns dias, quem passava por ali olhava simultaneamente para a hora e para os demais observadores.
Não se tratava de elogiar o defeito. Serviços públicos existem para funcionar, e a eficiência não precisa do espetáculo da falha para ser reconhecida. O episódio apenas revelou algo menos evidente: certos objetos organizam silenciosamente a vida comum. Embora quase desapareçam quando cumprem bem sua finalidade, tornam-se visíveis quando falham — e, às vezes, também tornam visível a comunidade que se formou ao redor deles.
Texto autoral, elaborado especialmente para esta prova.
O aviso divulgado pela prefeitura informava que o relógio estava “temporariamente indisponível para a marcação das horas”. O narrador reconhece que a frase não continha erro e descrevia corretamente o estado do equipamento, mas observa que ela não respondia ao que os moradores realmente desejavam saber.
Considerando a diferença entre correção linguística, precisão factual e eficácia comunicativa, assinale a alternativa correta:
Texto para a questão.
O RELÓGIO QUE INTERROMPEU A PRAÇA
Às 14h17 de uma terça-feira, o relógio da praça parou. Nenhum estrondo anunciou o defeito, nenhuma engrenagem caiu sobre os bancos e ninguém pareceu perceber o silêncio dos ponteiros. Na manhã seguinte, porém, moradores que habitualmente atravessavam o lugar sem levantar os olhos passaram a consultar o mostrador imóvel. Era como se esperassem que o relógio confirmasse, por conta própria, a notícia de sua inutilidade.
Durante anos, ele fora obedecido sem ser propriamente observado. Indicava a hora das lojas, apressava estudantes e advertia os atrasados, mas permanecia tão integrado à paisagem quanto as árvores e o calçamento. Bastou que deixasse de funcionar para adquirir biografia: alguns se lembraram de quando fora instalado; outros discutiram se já atrasava antes da pane. O defeito, que duraria quatro dias, transformou um mecanismo discreto em assunto coletivo.
A prefeitura afixou no pedestal um aviso: “Informamos que o equipamento se encontra temporariamente indisponível para a marcação das horas.” A frase não continha erro e descrevia com precisão o estado do relógio; ainda assim, parecia incapaz de responder à pergunta que todos realmente faziam: quando ele voltaria a funcionar? Esse descompasso entre correção formal e utilidade comunicativa fez do aviso uma segunda atração da praça.
Um comerciante reclamou que, sem o relógio, os clientes demoravam mais diante das vitrines. Uma criança perguntou se o tempo também havia parado nas ruas vizinhas. Já o homem encarregado do conserto limitou-se a dizer que uma peça precisaria ser substituída. Cada pessoa explicava a pane com os instrumentos de que dispunha: o comerciante calculava seus efeitos, a criança ampliava suas possibilidades e o técnico delimitava suas causas.
Na sexta-feira, os ponteiros voltaram a avançar. Não houve cerimônia, mas algumas pessoas permaneceram diante do relógio até que o primeiro minuto se completasse. O conserto devolveu movimento ao mecanismo; não devolveu, porém, à praça a antiga indiferença. Por alguns dias, quem passava por ali olhava simultaneamente para a hora e para os demais observadores.
Não se tratava de elogiar o defeito. Serviços públicos existem para funcionar, e a eficiência não precisa do espetáculo da falha para ser reconhecida. O episódio apenas revelou algo menos evidente: certos objetos organizam silenciosamente a vida comum. Embora quase desapareçam quando cumprem bem sua finalidade, tornam-se visíveis quando falham — e, às vezes, também tornam visível a comunidade que se formou ao redor deles.
Texto autoral, elaborado especialmente para esta prova.
A classificação de um texto deve considerar a função exercida pelas diferentes sequências discursivas em sua organização global. Assim, a presença de acontecimentos não impede que uma narrativa desenvolva reflexão argumentativa, da mesma forma que a reprodução de diferentes falas pode contribuir para a construção temática.
Analise as afirmativas:
I. A paralisação e o posterior conserto do relógio formam o eixo narrativo responsável pela progressão temporal do texto.
II. As reações do comerciante, da criança e do técnico funcionam como perspectivas distintas sobre o mesmo acontecimento.
III. O último parágrafo assume função argumentativa ao afastar uma possível valorização da falha e explicitar a reflexão extraída do episódio.
IV. A fala do técnico estabelece uma explicação objetiva que prevalece sobre as interpretações dos demais personagens e determina a finalidade expositiva do texto.
Está correto o que se afirma em:
Texto para a questão.
O RELÓGIO QUE INTERROMPEU A PRAÇA
Às 14h17 de uma terça-feira, o relógio da praça parou. Nenhum estrondo anunciou o defeito, nenhuma engrenagem caiu sobre os bancos e ninguém pareceu perceber o silêncio dos ponteiros. Na manhã seguinte, porém, moradores que habitualmente atravessavam o lugar sem levantar os olhos passaram a consultar o mostrador imóvel. Era como se esperassem que o relógio confirmasse, por conta própria, a notícia de sua inutilidade.
Durante anos, ele fora obedecido sem ser propriamente observado. Indicava a hora das lojas, apressava estudantes e advertia os atrasados, mas permanecia tão integrado à paisagem quanto as árvores e o calçamento. Bastou que deixasse de funcionar para adquirir biografia: alguns se lembraram de quando fora instalado; outros discutiram se já atrasava antes da pane. O defeito, que duraria quatro dias, transformou um mecanismo discreto em assunto coletivo.
A prefeitura afixou no pedestal um aviso: “Informamos que o equipamento se encontra temporariamente indisponível para a marcação das horas.” A frase não continha erro e descrevia com precisão o estado do relógio; ainda assim, parecia incapaz de responder à pergunta que todos realmente faziam: quando ele voltaria a funcionar? Esse descompasso entre correção formal e utilidade comunicativa fez do aviso uma segunda atração da praça.
Um comerciante reclamou que, sem o relógio, os clientes demoravam mais diante das vitrines. Uma criança perguntou se o tempo também havia parado nas ruas vizinhas. Já o homem encarregado do conserto limitou-se a dizer que uma peça precisaria ser substituída. Cada pessoa explicava a pane com os instrumentos de que dispunha: o comerciante calculava seus efeitos, a criança ampliava suas possibilidades e o técnico delimitava suas causas.
Na sexta-feira, os ponteiros voltaram a avançar. Não houve cerimônia, mas algumas pessoas permaneceram diante do relógio até que o primeiro minuto se completasse. O conserto devolveu movimento ao mecanismo; não devolveu, porém, à praça a antiga indiferença. Por alguns dias, quem passava por ali olhava simultaneamente para a hora e para os demais observadores.
Não se tratava de elogiar o defeito. Serviços públicos existem para funcionar, e a eficiência não precisa do espetáculo da falha para ser reconhecida. O episódio apenas revelou algo menos evidente: certos objetos organizam silenciosamente a vida comum. Embora quase desapareçam quando cumprem bem sua finalidade, tornam-se visíveis quando falham — e, às vezes, também tornam visível a comunidade que se formou ao redor deles.
Texto autoral, elaborado especialmente para esta prova.
Uma leitura superficial poderia reduzir o texto à narrativa de um equipamento público que apresentou defeito e foi posteriormente consertado. Entretanto, a construção do episódio, as reações dos moradores e a reflexão desenvolvida no último parágrafo ampliam esse sentido inicial.
Considerando a progressão argumentativa do texto e a relação entre o funcionamento do relógio e o comportamento da comunidade, assinale a alternativa correta:
I- Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno/a em estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau.
II- Negar ou dificultar o aluguel ou aquisição de imóveis.
III- Inibir, proibir ou dificultar a manifestação pública de carinho, afeto, emoção, sentimento ou pensamento.
É CORRETO o que se afirma em:
I- A definição de curatela de pessoa com deficiência constitui medida protetiva extraordinária, proporcional às necessidades e às circunstâncias de cada caso, e durará o menor tempo possível.
II- Os curadores são obrigados a prestar, mensalmente, contas de sua administração ao juiz, apresentando o balanço do respectivo ano.
III- Acuratela não afetará os atos relacionados aos direitos de natureza patrimonial e negocial.
Conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência, é CORRETO o que se afirma em:
I- Serviços especiais de prevenção e atendimento às vítimas de negligência, maus-tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão.
II- Políticas e programas de assistência social, em caráter ordinário, para todas as pessoas idosas.
III- Mobilização da opinião pública no sentido da participação dos diversos segmentos da sociedade no atendimento da pessoa idosa.
Conforme o Estatuto da Pessoa Idosa, constitui linha de ação da Política de Atendimento à Pessoa Idosa, o que se afirma em:
I- Controle e registro de usuárias(os) autorizadas(os).
II- Proteção da privacidade dos dados pessoais.
III- Uso de sinalética para identificação do(s) documento(s) como sigiloso(s).
Conforme a Resolução CFESS Nº 1.098, é CORRETO o que se afirma em:
Fonte: CIÊNCIAHOJE. O DNA do povo brasileiro. Ciência Hoje, 2026. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/o-dna-do-povo-brasileiro/. Acesso em: 6 jun. 2026.
Em uma etapa preliminar de um estudo sobre ancestralidade genética, um laboratório selecionou 42 voluntários, todos com idade inferior a 30 anos completos.
Dados os seguintes itens:
I- Dois desses voluntários nasceram na mesma hora do dia;
II- Dois desses voluntários nasceram no mesmo dia da semana;
III- Dois desses voluntários nasceram no mesmo mês;
IV- Dois desses voluntários possuem exatamente 20 anos de idade.
É necessariamente CORRETO o que se afirma em:
S: Clientes que compraram produtos de moda sustentável;
L: Clientes que compraram produtos de moda de luxo.
Verificou-se que:
I- 16 clientes compraram produtos de moda sustentável;
II- 14 clientes compraram produtos de moda de luxo;
III- 6 clientes compraram produtos dos dois grupos.
Além disso:
· Quem comprou apenas moda sustentável gastou, em média, R$ 40,00;
· Quem comprou apenas moda de luxo gastou, em média, R$ 100,00;
· Os clientes que compraram dos dois grupos tiveram os seguintes gastos: 60, 80, 80, 100, 100, 120.
Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que:
Com base nesse padrão, é CORRETO afirmar que a próxima figura da sequência é: