Questões de Concurso Para auditor fiscal tributário

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Q3923073 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

O Brasil que Dom Pedro II sonhou e ainda não construímos

 

Duzentos anos depois, seguimos fortes no campo e frágeis na ciência. Falta ao país o projeto que o imperador já enxergava

Por Gustavo Diniz Junqueira

 

Em 2 de dezembro de 1825 nascia Dom Pedro II, o imperador que fez do saber um projeto de Estado. Duzentos anos depois, o Brasil vive daquilo que ele intuiu: a força do território, da agricultura e da ciência como fundamentos do desenvolvimento. Mas também padece do que ele temia, a incapacidade de transformar conhecimento em projeto nacional.

Dom Pedro II foi um soberano singular. Poliglota, leitor voraz, curioso das ciências naturais, foi o primeiro chefe de Estado a visitar o laboratório de Pasteur, a financiar a fotografia no país e a investir em pesquisa agrícola. Criou, em 1887, o embrião do Instituto Agronômico de Campinas, ordenou o reflorestamento da Floresta da Tijuca e estimulou a imigração para povoar e modernizar o campo. Defendia a abolição da escravidão e acreditava que o progresso de uma nação dependia da educação e da ciência, não da retórica.

O Brasil que ele governou ainda era uma promessa. O de hoje é um gigante agrícola, responsável por alimentar o mundo tropical. Tornamo-nos potência em soja, carne, açúcar e café. Mas, paradoxalmente, continuamos pequenos onde deveríamos ser grandes: na pesquisa, na tecnologia e na visão estratégica de longo prazo. O agronegócio brasileiro é produtivo, mas não suficientemente inteligente. Temos volume, mas carecemos de sistema.

Enquanto a China multiplica por cinco seus investimentos públicos em pesquisa agrícola desde o início do século, somando hoje mais que Estados Unidos e Brasil juntos, nossas instituições históricas, como Embrapa e Instituto Agronômico de Campinas, sobrevivem com orçamentos restritos, defasagem de pessoal e pouca coordenação entre si. O setor privado, embora vigoroso, pensa em safras, não em décadas. O governo, por sua vez, não coordena uma política nacional que una ciência, financiamento, mercado e território. Cada um faz o seu melhor, mas o resultado coletivo é disperso. Falta projeto.

A consequência é clara: exportamos commodities e importamos tecnologia. Criamos riqueza, mas não produzimos conhecimento suficiente para sustentá-la.

Somos o maior produtor agrícola do mundo tropical, mas não lideramos o debate global sobre segurança alimentar, biotecnologia e clima, que é o debate definidor deste século.

O bicentenário de Dom Pedro II, celebrado em 2025, permanece como um ponto de inflexão na história nacional. Mais do que uma data comemorativa, é um espelho do país que fomos e do que poderíamos ser. O Brasil precisa de uma política pública ativa que volte a colocar a pesquisa e a inteligência territorial no centro da estratégia nacional. Não se trata de saudosismo imperial, mas de um imperativo moderno. Sem integração entre ciência, agricultura, educação e sustentabilidade, não haverá protagonismo.

A Conferência do Clima de 2025, a COP30, sediada pelo Brasil, simbolizou a oportunidade de reposicionar o país no debate global sobre clima e alimentação. O desafio agora é transformar essa energia em programa permanente, com instituições fortalecidas, financiamento estável e coordenação nacional. O Brasil deve continuar a se apresentar ao mundo não apenas como celeiro verde, mas como laboratório vivo da agricultura do futuro, tropical, regenerativa, digital e socialmente inclusiva.

Duzentos anos depois, Dom Pedro II continua a ensinar que o poder mais duradouro de uma nação não está em suas riquezas naturais, mas em sua capacidade de gerar conhecimento e distribuir oportunidades. O Brasil do século vinte e um precisa resgatar esse espírito e pensar o futuro como quem governa o tempo.

 

Fonte: Junqueira, Gustavo Diniz. Revista Veja. 3 dez 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/cenario-global/o-brasil-que-dom-pedro-ii-sonhou-e-ainda-naoconstruimos/ Acesso em: 07 de dezembro de 2025.

No excerto do primeiro parágrafo do texto: “Em 2 de dezembro de 1825 nascia Dom Pedro II, o imperador que fez do saber um projeto de Estado. Duzentos anos depois, o Brasil vive daquilo que ele intuiu”, as vírgulas estão sendo RESPECTIVAMENTE empregadas porque:
Alternativas
Q3923072 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

O Brasil que Dom Pedro II sonhou e ainda não construímos

 

Duzentos anos depois, seguimos fortes no campo e frágeis na ciência. Falta ao país o projeto que o imperador já enxergava

Por Gustavo Diniz Junqueira

 

Em 2 de dezembro de 1825 nascia Dom Pedro II, o imperador que fez do saber um projeto de Estado. Duzentos anos depois, o Brasil vive daquilo que ele intuiu: a força do território, da agricultura e da ciência como fundamentos do desenvolvimento. Mas também padece do que ele temia, a incapacidade de transformar conhecimento em projeto nacional.

Dom Pedro II foi um soberano singular. Poliglota, leitor voraz, curioso das ciências naturais, foi o primeiro chefe de Estado a visitar o laboratório de Pasteur, a financiar a fotografia no país e a investir em pesquisa agrícola. Criou, em 1887, o embrião do Instituto Agronômico de Campinas, ordenou o reflorestamento da Floresta da Tijuca e estimulou a imigração para povoar e modernizar o campo. Defendia a abolição da escravidão e acreditava que o progresso de uma nação dependia da educação e da ciência, não da retórica.

O Brasil que ele governou ainda era uma promessa. O de hoje é um gigante agrícola, responsável por alimentar o mundo tropical. Tornamo-nos potência em soja, carne, açúcar e café. Mas, paradoxalmente, continuamos pequenos onde deveríamos ser grandes: na pesquisa, na tecnologia e na visão estratégica de longo prazo. O agronegócio brasileiro é produtivo, mas não suficientemente inteligente. Temos volume, mas carecemos de sistema.

Enquanto a China multiplica por cinco seus investimentos públicos em pesquisa agrícola desde o início do século, somando hoje mais que Estados Unidos e Brasil juntos, nossas instituições históricas, como Embrapa e Instituto Agronômico de Campinas, sobrevivem com orçamentos restritos, defasagem de pessoal e pouca coordenação entre si. O setor privado, embora vigoroso, pensa em safras, não em décadas. O governo, por sua vez, não coordena uma política nacional que una ciência, financiamento, mercado e território. Cada um faz o seu melhor, mas o resultado coletivo é disperso. Falta projeto.

A consequência é clara: exportamos commodities e importamos tecnologia. Criamos riqueza, mas não produzimos conhecimento suficiente para sustentá-la.

Somos o maior produtor agrícola do mundo tropical, mas não lideramos o debate global sobre segurança alimentar, biotecnologia e clima, que é o debate definidor deste século.

O bicentenário de Dom Pedro II, celebrado em 2025, permanece como um ponto de inflexão na história nacional. Mais do que uma data comemorativa, é um espelho do país que fomos e do que poderíamos ser. O Brasil precisa de uma política pública ativa que volte a colocar a pesquisa e a inteligência territorial no centro da estratégia nacional. Não se trata de saudosismo imperial, mas de um imperativo moderno. Sem integração entre ciência, agricultura, educação e sustentabilidade, não haverá protagonismo.

A Conferência do Clima de 2025, a COP30, sediada pelo Brasil, simbolizou a oportunidade de reposicionar o país no debate global sobre clima e alimentação. O desafio agora é transformar essa energia em programa permanente, com instituições fortalecidas, financiamento estável e coordenação nacional. O Brasil deve continuar a se apresentar ao mundo não apenas como celeiro verde, mas como laboratório vivo da agricultura do futuro, tropical, regenerativa, digital e socialmente inclusiva.

Duzentos anos depois, Dom Pedro II continua a ensinar que o poder mais duradouro de uma nação não está em suas riquezas naturais, mas em sua capacidade de gerar conhecimento e distribuir oportunidades. O Brasil do século vinte e um precisa resgatar esse espírito e pensar o futuro como quem governa o tempo.

 

Fonte: Junqueira, Gustavo Diniz. Revista Veja. 3 dez 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/cenario-global/o-brasil-que-dom-pedro-ii-sonhou-e-ainda-naoconstruimos/ Acesso em: 07 de dezembro de 2025.

Assinale a alternativa CORRETA quanto a ideia principal apresentada no texto:
Alternativas
Q3923071 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

O Brasil que Dom Pedro II sonhou e ainda não construímos

 

Duzentos anos depois, seguimos fortes no campo e frágeis na ciência. Falta ao país o projeto que o imperador já enxergava

Por Gustavo Diniz Junqueira

 

Em 2 de dezembro de 1825 nascia Dom Pedro II, o imperador que fez do saber um projeto de Estado. Duzentos anos depois, o Brasil vive daquilo que ele intuiu: a força do território, da agricultura e da ciência como fundamentos do desenvolvimento. Mas também padece do que ele temia, a incapacidade de transformar conhecimento em projeto nacional.

Dom Pedro II foi um soberano singular. Poliglota, leitor voraz, curioso das ciências naturais, foi o primeiro chefe de Estado a visitar o laboratório de Pasteur, a financiar a fotografia no país e a investir em pesquisa agrícola. Criou, em 1887, o embrião do Instituto Agronômico de Campinas, ordenou o reflorestamento da Floresta da Tijuca e estimulou a imigração para povoar e modernizar o campo. Defendia a abolição da escravidão e acreditava que o progresso de uma nação dependia da educação e da ciência, não da retórica.

O Brasil que ele governou ainda era uma promessa. O de hoje é um gigante agrícola, responsável por alimentar o mundo tropical. Tornamo-nos potência em soja, carne, açúcar e café. Mas, paradoxalmente, continuamos pequenos onde deveríamos ser grandes: na pesquisa, na tecnologia e na visão estratégica de longo prazo. O agronegócio brasileiro é produtivo, mas não suficientemente inteligente. Temos volume, mas carecemos de sistema.

Enquanto a China multiplica por cinco seus investimentos públicos em pesquisa agrícola desde o início do século, somando hoje mais que Estados Unidos e Brasil juntos, nossas instituições históricas, como Embrapa e Instituto Agronômico de Campinas, sobrevivem com orçamentos restritos, defasagem de pessoal e pouca coordenação entre si. O setor privado, embora vigoroso, pensa em safras, não em décadas. O governo, por sua vez, não coordena uma política nacional que una ciência, financiamento, mercado e território. Cada um faz o seu melhor, mas o resultado coletivo é disperso. Falta projeto.

A consequência é clara: exportamos commodities e importamos tecnologia. Criamos riqueza, mas não produzimos conhecimento suficiente para sustentá-la.

Somos o maior produtor agrícola do mundo tropical, mas não lideramos o debate global sobre segurança alimentar, biotecnologia e clima, que é o debate definidor deste século.

O bicentenário de Dom Pedro II, celebrado em 2025, permanece como um ponto de inflexão na história nacional. Mais do que uma data comemorativa, é um espelho do país que fomos e do que poderíamos ser. O Brasil precisa de uma política pública ativa que volte a colocar a pesquisa e a inteligência territorial no centro da estratégia nacional. Não se trata de saudosismo imperial, mas de um imperativo moderno. Sem integração entre ciência, agricultura, educação e sustentabilidade, não haverá protagonismo.

A Conferência do Clima de 2025, a COP30, sediada pelo Brasil, simbolizou a oportunidade de reposicionar o país no debate global sobre clima e alimentação. O desafio agora é transformar essa energia em programa permanente, com instituições fortalecidas, financiamento estável e coordenação nacional. O Brasil deve continuar a se apresentar ao mundo não apenas como celeiro verde, mas como laboratório vivo da agricultura do futuro, tropical, regenerativa, digital e socialmente inclusiva.

Duzentos anos depois, Dom Pedro II continua a ensinar que o poder mais duradouro de uma nação não está em suas riquezas naturais, mas em sua capacidade de gerar conhecimento e distribuir oportunidades. O Brasil do século vinte e um precisa resgatar esse espírito e pensar o futuro como quem governa o tempo.

 

Fonte: Junqueira, Gustavo Diniz. Revista Veja. 3 dez 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/cenario-global/o-brasil-que-dom-pedro-ii-sonhou-e-ainda-naoconstruimos/ Acesso em: 07 de dezembro de 2025.

Com base na leitura do texto, assinale a alternativa CORRETA quanto a classificação do gênero textual e sua finalidade: 
Alternativas
Q3923070 Direito Penal
Roberto, servidor público municipal responsável pela administração do almoxarifado da secretaria de obras, tem sob sua guarda e responsabilidade diversos equipamentos e ferramentas pertencentes ao patrimônio municipal destinados à manutenção de vias públicas. Valendo-se de sua função e do acesso privilegiado aos bens públicos sob sua custódia, Roberto subtrai uma betoneira elétrica avaliada em cinco mil reais e a transporta para sua residência, onde passa a utilizá-la em obras particulares de reforma de sua casa, agindo com evidente propósito de incorporar definitivamente o bem ao seu patrimônio pessoal. Considerando exclusivamente os elementos narrados e a adequação típica da conduta aos crimes contra a administração pública praticados por funcionário, é CORRETO concluir que: 
Alternativas
Q3923069 Direito Penal
Joana, ocupante de cargo efetivo na secretaria municipal de meio ambiente responsável pela fiscalização ambiental, exige de uma empresa de construção civil, sob ameaça de aplicação de multa administrativa de valor elevado e embargo das obras, o pagamento de quantia em dinheiro para si em troca do arquivamento de processo sancionador que apurava infrações ambientais graves efetivamente cometidas pela companhia durante obra de loteamento urbano. A empresa, temendo as consequências legais previstas e o impacto negativo em suas atividades, efetua o pagamento da vantagem indevida. Diante dessa situação concreta e considerando a tipificação específica dos crimes funcionais contra a administração, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3923068 Direito Penal
Carlos, servidor público municipal lotado no departamento de licitações da prefeitura, ao analisar um processo de contratação de serviços de pavimentação de vias públicas, percebe que a empresa vencedora apresentou documentação fraudulenta para comprovar sua capacidade técnica. Apesar de ter conhecimento inequívoco da irregularidade e competência legal para impedir o prosseguimento do certame, Carlos deliberadamente deixa de tomar qualquer providência, permitindo que a contratação seja efetivada, motivado por sentimento de comiseração com o representante da empresa, seu conhecido pessoal. Considerando exclusivamente o comportamento omissivo de Carlos e a tipificação dos crimes contra a administração pública, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3923067 Direito do Consumidor
Em se tratando de tutela do Consumidor, assinale a assertiva CORRETA:
Alternativas
Q3923066 Direito Civil
Segundo a doutrina mais moderna, o espólio, segundo o tratamento prático que lhe é conferido, será, quanto a sua natureza:
Alternativas
Q3923065 Direito Empresarial (Comercial)
De acordo com o Código Civil, no que diz respeito ao Direito Empresarial, assinale a assertiva CORRETA:
Alternativas
Q3923064 Direito Civil
O Código Civil brasileiro, Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, consolidando a orientação constitucional, implementou relevantes alterações na disciplina da responsabilidade civil, convertendo em objetiva a responsabilidade em diversas situações antes regidas pela culpa presumida. Diversas situações antes vinculadas à culpa passaram a prescindir da aferição da conduta negligente, imprudente ou imperita do agente ou da violação do dever jurídico, impondo-se a reparação, em homenagem à axiologia constitucional, mesmo diante de danos causados por atos ilícitos. No que concerne à responsabilidade civil, assinale a opção CORRETA
Alternativas
Q3923063 Direito Administrativo
A exceptio non adimpleti contractus, usualmente invocada nos ajustes de Direito Privado, não se aplica, em princípio, aos contratos administrativos quando a falta é da Administração Pública, podendo, excepcionalmente, o contratado ter direito à extinção do contrato na:
Alternativas
Q3923062 Direito Administrativo
Assinale a alternativa CORRETA referente às licitações:
Alternativas
Q3923061 Direito Administrativo
Qual é o nome do ato administrativo que visa disciplinar o funcionamento da Administração Pública e a conduta funcional de seus agentes, que emana do poder hierárquico?
Alternativas
Q3923060 Direito Administrativo
Dentre os atributos do Poder de Polícia, podemos afirmar que: 
Alternativas
Q3923059 Direito Constitucional
Quanto a organização do Estado é CORRETO dizer:
Alternativas
Q3923058 Direito Constitucional
Quanto aos limites do poder de Reforma Constitucional é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3923057 Direito Constitucional
Sobre o controle de constitucionalidade é CORRETO afirmar que na Constituição Brasileira está(ão) previsto(s) o(s) modelo(s): 
Alternativas
Q3923056 Direito Constitucional
Quanto ao tema “Classificação das Constituições”, pode-se afirmar que a Constituição Brasileira de 1988 é:
Alternativas
Q3923055 Direito Financeiro
A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de: 
Alternativas
Q3923054 Direito Tributário
Tributos com natureza fiscal possuem uma única finalidade que é o de arrecadar, obtendo, assim, ganhos aos cofres do Estado. Já os tributos de natureza extrafiscal ultrapassam a natureza meramente arrecadatória, e são orientados, também, por interesses políticos, econômicos, sociais ou ambientais. Dentro desta ótica, assinale a alternativa em que todos os exemplos de impostos possuem natureza prioritariamente fiscal. 
Alternativas
Respostas
101: C
102: A
103: B
104: B
105: B
106: A
107: D
108: B
109: A
110: A
111: B
112: A
113: B
114: C
115: B
116: D
117: C
118: B
119: A
120: D