Questões de Concurso Para agente de defesa civil

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Ano: 2024 Banca: IDESG Órgão: Prefeitura de Nova Venécia - ES Provas: IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Enfermagem | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico Agrícola | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Laboratório | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Contabilidade | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Edificações | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Imobilização Ortopédica | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Meio Ambiente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Prótese Dentária | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Segurança do Trabalho | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Radiologia | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Tesoureiro | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Controle Interno | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Defesa Civil | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Atendente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar Administrativo | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Biblioteca | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Saúde Bucal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Cuidador (Masculino e Feminino) | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Escriturário | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Guarda Civil Municipal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Secretário Escolar |
Q3402947 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Brincando com senso de ridículo, Argylle se perde na própria piada.

Trama metalinguística aposta no humor por constrangimento, mas não sabe a hora de parar.

Mariana Canhisares


    O que aconteceria se, um dia, um dos bruxos da saga Harry Potter aparecesse para J.K Rowling, dizendo “somos reais. Hogwarts é real.”? Foi assim que o diretor Matthew Vaughn explicou Argylle para o público na New York Comic-Con no ano passado — e, se você trocar magia por espionagem, de fato é uma descrição bastante precisa para o choque que sua protagonista Elly Conway (Bryce Dallas Howard) encara ao se ver dentro de uma trama mirabolante, digna dos seus livros. Autora de uma série literária de sucesso, a escritora caseira e tímida descobre que o intrincado conflito que criou nas páginas não é apenas uma obra de ficção. Na realidade, ele se desenrola na vida real, e os próximos passos que planejou para Argylle (Henry Cavill), seu herói canastrão de estilo peculiar, podem ser a chave para derrubar uma organização secreta de agentes corruptos.

    A metalinguagem é, portanto, a engrenagem através da qual o filme se desenrola, a ponto do Argylle fictício surgir como visões para Elly, ora como uma manifestação da sua consciência, ora substituindo seu único aliado, o espião Aidan (Sam Rockwell), na porradaria. Quer dizer, o limite entre ficção e realidade é propositalmente turvo para a protagonista, e para isso há uma razão sobretudo cômica. Baseando-se em uma obra ainda a ser publicada, escrita por uma figura misteriosa também chamada Elly Conway, o diretor se propõe a fazer do que chamou de “melhor thriller de espionagem” que já leu um meio para rir dos clichês do gênero. Desde a conveniência com que seus personagens descobrem pistas, as reviravoltas apressadas e até as frases de efeito fora do tom, não há um recurso clássico do gênero que fique de fora da aventura da sua protagonista.

    Inicialmente, Vaughn trabalha esse conceito de forma muito satisfatória pelo contraste. Enquanto o Argylle da imaginação de Elly, apresentado na pele do ex-Superman Cavill, é um brutamontes exibido, convencido dos seus charmes, o espião da vida real não exibe seus músculos. Na verdade, o personagem de Rockwell (que já viveu um espião trapalhão em outro jogo de metalinguagem, o de Confissões de uma Mente Perigosa em 2002), é consideravelmente menor e, quando se apresenta, não demonstra nenhuma vaidade de propósito para passar despercebido pela multidão. Quando Argylle luta, ele dá golpes estilosos e, em raras ocasiões, é atingido no rosto. Já quando Aidan toma conta da ação, a dor é visível, e o ridículo de se atracar com alguém em um corredor de trem estreito fica óbvio.

    Conforme o filme avança, porém, a dinâmica se inverte, e a nova realidade de Elly toma para si os exageros das tramas de espionagem: há plot twists dentro do plot twist, as caretas e os discursos gritados dos vilões se tornam mais recorrentes e as sequências de ação testam os limites da lógica, sem pudor. A cada nova pista, Vaughn dobra a aposta no humor por constrangimento e eleva o tom — até não sobrar nem sentido, nem envolvimento emocional.

    O humor exagerado e sua disposição ao cafona se sobressaem de tal maneira em Argylle que são menos uma linguagem para narrar a história de Elly, e mais uma muleta para dar coesão ao que, no fundo, é um aglomerado de piadas — algumas mais inventivas que outras. No caminho da autora podem ter bombas, hordas de capangas ou a dúvida simples, mas angustiante de não saber em quem confiar, não importa. Não há risco verdadeiro, porque ela mesma é um acessório. Ou, melhor, o setup para a avalanche de punchlines que, na maior parte das vezes, não são lá muito engraçadas.

    Esse descaso com a protagonista, a âncora emocional do filme, é aparente desde o começo. Na verdade, Argylle chega a chamar a atenção para esse seu desapego rindo de como Elly é estereótipo da cat lady, sem nem tentar construir uma personalidade que vá muito além disso — de tal modo, aliás, que não é nada surpreendente quando Sam Rockwell começa a roubar a cena com seu galã pouco convencional. Contudo, isso se torna especialmente prejudicial na reta final, quando atinge o ápice do absurdo. Prolongando a história mais do que o necessário para incluir três sequências de ação extravagantes, propostas que devem ter soado muito engraçadas no papel, não é mais o humor que gera constrangimento, e sim o fato de Vaughn não saber a hora de parar. Sem motivo para se importar com tudo aquilo, no final até a duração do filme se prova um exagero.

    Não se levar a sério não seria necessariamente um problema, embora hoje soe bem pouco interessante — todo mundo já fez e, ainda assim, continua a fazer (incluindo o próprio Vaughn, cujo Kingsman já propunha inverter clichês de espionagem e ação em chave cômica). O problema é quando, sob o pretexto de que tudo é uma grande piada, Argylle justifica o esgarçamento das regras do seu próprio universo e, com uma piscadela ou um comentário autorreferente, tenta disfarçar que não tem muito a oferecer além da sua premissa divertida. O filme poderia ser bom. Poderia até ser ótimo. Mas, para o azar de todos os envolvidos, Argylle se perde na própria piada.


(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/argylle. Adaptado.)
Com base nas informações do texto, pode-se inferir, a partir da expressão destacada no trecho “A metalinguagem é, portanto, a engrenagem através da qual o filme se desenrola, a ponto do Argylle fictício surgir como visões para Elly, ora como uma manifestação da sua consciência, ora substituindo seu único aliado, o espião Aidan (Sam Rockwell), na porradaria.”, que: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDESG Órgão: Prefeitura de Nova Venécia - ES Provas: IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Enfermagem | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico Agrícola | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Laboratório | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Contabilidade | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Edificações | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Imobilização Ortopédica | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Meio Ambiente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Prótese Dentária | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Segurança do Trabalho | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Radiologia | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Tesoureiro | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Controle Interno | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Defesa Civil | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Atendente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar Administrativo | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Biblioteca | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Saúde Bucal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Cuidador (Masculino e Feminino) | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Escriturário | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Guarda Civil Municipal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Secretário Escolar |
Q3402946 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Brincando com senso de ridículo, Argylle se perde na própria piada.

Trama metalinguística aposta no humor por constrangimento, mas não sabe a hora de parar.

Mariana Canhisares


    O que aconteceria se, um dia, um dos bruxos da saga Harry Potter aparecesse para J.K Rowling, dizendo “somos reais. Hogwarts é real.”? Foi assim que o diretor Matthew Vaughn explicou Argylle para o público na New York Comic-Con no ano passado — e, se você trocar magia por espionagem, de fato é uma descrição bastante precisa para o choque que sua protagonista Elly Conway (Bryce Dallas Howard) encara ao se ver dentro de uma trama mirabolante, digna dos seus livros. Autora de uma série literária de sucesso, a escritora caseira e tímida descobre que o intrincado conflito que criou nas páginas não é apenas uma obra de ficção. Na realidade, ele se desenrola na vida real, e os próximos passos que planejou para Argylle (Henry Cavill), seu herói canastrão de estilo peculiar, podem ser a chave para derrubar uma organização secreta de agentes corruptos.

    A metalinguagem é, portanto, a engrenagem através da qual o filme se desenrola, a ponto do Argylle fictício surgir como visões para Elly, ora como uma manifestação da sua consciência, ora substituindo seu único aliado, o espião Aidan (Sam Rockwell), na porradaria. Quer dizer, o limite entre ficção e realidade é propositalmente turvo para a protagonista, e para isso há uma razão sobretudo cômica. Baseando-se em uma obra ainda a ser publicada, escrita por uma figura misteriosa também chamada Elly Conway, o diretor se propõe a fazer do que chamou de “melhor thriller de espionagem” que já leu um meio para rir dos clichês do gênero. Desde a conveniência com que seus personagens descobrem pistas, as reviravoltas apressadas e até as frases de efeito fora do tom, não há um recurso clássico do gênero que fique de fora da aventura da sua protagonista.

    Inicialmente, Vaughn trabalha esse conceito de forma muito satisfatória pelo contraste. Enquanto o Argylle da imaginação de Elly, apresentado na pele do ex-Superman Cavill, é um brutamontes exibido, convencido dos seus charmes, o espião da vida real não exibe seus músculos. Na verdade, o personagem de Rockwell (que já viveu um espião trapalhão em outro jogo de metalinguagem, o de Confissões de uma Mente Perigosa em 2002), é consideravelmente menor e, quando se apresenta, não demonstra nenhuma vaidade de propósito para passar despercebido pela multidão. Quando Argylle luta, ele dá golpes estilosos e, em raras ocasiões, é atingido no rosto. Já quando Aidan toma conta da ação, a dor é visível, e o ridículo de se atracar com alguém em um corredor de trem estreito fica óbvio.

    Conforme o filme avança, porém, a dinâmica se inverte, e a nova realidade de Elly toma para si os exageros das tramas de espionagem: há plot twists dentro do plot twist, as caretas e os discursos gritados dos vilões se tornam mais recorrentes e as sequências de ação testam os limites da lógica, sem pudor. A cada nova pista, Vaughn dobra a aposta no humor por constrangimento e eleva o tom — até não sobrar nem sentido, nem envolvimento emocional.

    O humor exagerado e sua disposição ao cafona se sobressaem de tal maneira em Argylle que são menos uma linguagem para narrar a história de Elly, e mais uma muleta para dar coesão ao que, no fundo, é um aglomerado de piadas — algumas mais inventivas que outras. No caminho da autora podem ter bombas, hordas de capangas ou a dúvida simples, mas angustiante de não saber em quem confiar, não importa. Não há risco verdadeiro, porque ela mesma é um acessório. Ou, melhor, o setup para a avalanche de punchlines que, na maior parte das vezes, não são lá muito engraçadas.

    Esse descaso com a protagonista, a âncora emocional do filme, é aparente desde o começo. Na verdade, Argylle chega a chamar a atenção para esse seu desapego rindo de como Elly é estereótipo da cat lady, sem nem tentar construir uma personalidade que vá muito além disso — de tal modo, aliás, que não é nada surpreendente quando Sam Rockwell começa a roubar a cena com seu galã pouco convencional. Contudo, isso se torna especialmente prejudicial na reta final, quando atinge o ápice do absurdo. Prolongando a história mais do que o necessário para incluir três sequências de ação extravagantes, propostas que devem ter soado muito engraçadas no papel, não é mais o humor que gera constrangimento, e sim o fato de Vaughn não saber a hora de parar. Sem motivo para se importar com tudo aquilo, no final até a duração do filme se prova um exagero.

    Não se levar a sério não seria necessariamente um problema, embora hoje soe bem pouco interessante — todo mundo já fez e, ainda assim, continua a fazer (incluindo o próprio Vaughn, cujo Kingsman já propunha inverter clichês de espionagem e ação em chave cômica). O problema é quando, sob o pretexto de que tudo é uma grande piada, Argylle justifica o esgarçamento das regras do seu próprio universo e, com uma piscadela ou um comentário autorreferente, tenta disfarçar que não tem muito a oferecer além da sua premissa divertida. O filme poderia ser bom. Poderia até ser ótimo. Mas, para o azar de todos os envolvidos, Argylle se perde na própria piada.


(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/argylle. Adaptado.)
Analisando-se suas características, pode-se afirmar que o texto “Brincando com senso de ridículo, Argylle se perde na própria piada” é um exemplar do gênero textual:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDESG Órgão: Prefeitura de Nova Venécia - ES Provas: IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Enfermagem | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico Agrícola | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Laboratório | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Contabilidade | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Edificações | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Imobilização Ortopédica | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Meio Ambiente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Prótese Dentária | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Segurança do Trabalho | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Radiologia | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Tesoureiro | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Controle Interno | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Defesa Civil | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Atendente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar Administrativo | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Biblioteca | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Saúde Bucal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Cuidador (Masculino e Feminino) | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Escriturário | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Guarda Civil Municipal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Secretário Escolar |
Q3402945 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Brincando com senso de ridículo, Argylle se perde na própria piada.

Trama metalinguística aposta no humor por constrangimento, mas não sabe a hora de parar.

Mariana Canhisares


    O que aconteceria se, um dia, um dos bruxos da saga Harry Potter aparecesse para J.K Rowling, dizendo “somos reais. Hogwarts é real.”? Foi assim que o diretor Matthew Vaughn explicou Argylle para o público na New York Comic-Con no ano passado — e, se você trocar magia por espionagem, de fato é uma descrição bastante precisa para o choque que sua protagonista Elly Conway (Bryce Dallas Howard) encara ao se ver dentro de uma trama mirabolante, digna dos seus livros. Autora de uma série literária de sucesso, a escritora caseira e tímida descobre que o intrincado conflito que criou nas páginas não é apenas uma obra de ficção. Na realidade, ele se desenrola na vida real, e os próximos passos que planejou para Argylle (Henry Cavill), seu herói canastrão de estilo peculiar, podem ser a chave para derrubar uma organização secreta de agentes corruptos.

    A metalinguagem é, portanto, a engrenagem através da qual o filme se desenrola, a ponto do Argylle fictício surgir como visões para Elly, ora como uma manifestação da sua consciência, ora substituindo seu único aliado, o espião Aidan (Sam Rockwell), na porradaria. Quer dizer, o limite entre ficção e realidade é propositalmente turvo para a protagonista, e para isso há uma razão sobretudo cômica. Baseando-se em uma obra ainda a ser publicada, escrita por uma figura misteriosa também chamada Elly Conway, o diretor se propõe a fazer do que chamou de “melhor thriller de espionagem” que já leu um meio para rir dos clichês do gênero. Desde a conveniência com que seus personagens descobrem pistas, as reviravoltas apressadas e até as frases de efeito fora do tom, não há um recurso clássico do gênero que fique de fora da aventura da sua protagonista.

    Inicialmente, Vaughn trabalha esse conceito de forma muito satisfatória pelo contraste. Enquanto o Argylle da imaginação de Elly, apresentado na pele do ex-Superman Cavill, é um brutamontes exibido, convencido dos seus charmes, o espião da vida real não exibe seus músculos. Na verdade, o personagem de Rockwell (que já viveu um espião trapalhão em outro jogo de metalinguagem, o de Confissões de uma Mente Perigosa em 2002), é consideravelmente menor e, quando se apresenta, não demonstra nenhuma vaidade de propósito para passar despercebido pela multidão. Quando Argylle luta, ele dá golpes estilosos e, em raras ocasiões, é atingido no rosto. Já quando Aidan toma conta da ação, a dor é visível, e o ridículo de se atracar com alguém em um corredor de trem estreito fica óbvio.

    Conforme o filme avança, porém, a dinâmica se inverte, e a nova realidade de Elly toma para si os exageros das tramas de espionagem: há plot twists dentro do plot twist, as caretas e os discursos gritados dos vilões se tornam mais recorrentes e as sequências de ação testam os limites da lógica, sem pudor. A cada nova pista, Vaughn dobra a aposta no humor por constrangimento e eleva o tom — até não sobrar nem sentido, nem envolvimento emocional.

    O humor exagerado e sua disposição ao cafona se sobressaem de tal maneira em Argylle que são menos uma linguagem para narrar a história de Elly, e mais uma muleta para dar coesão ao que, no fundo, é um aglomerado de piadas — algumas mais inventivas que outras. No caminho da autora podem ter bombas, hordas de capangas ou a dúvida simples, mas angustiante de não saber em quem confiar, não importa. Não há risco verdadeiro, porque ela mesma é um acessório. Ou, melhor, o setup para a avalanche de punchlines que, na maior parte das vezes, não são lá muito engraçadas.

    Esse descaso com a protagonista, a âncora emocional do filme, é aparente desde o começo. Na verdade, Argylle chega a chamar a atenção para esse seu desapego rindo de como Elly é estereótipo da cat lady, sem nem tentar construir uma personalidade que vá muito além disso — de tal modo, aliás, que não é nada surpreendente quando Sam Rockwell começa a roubar a cena com seu galã pouco convencional. Contudo, isso se torna especialmente prejudicial na reta final, quando atinge o ápice do absurdo. Prolongando a história mais do que o necessário para incluir três sequências de ação extravagantes, propostas que devem ter soado muito engraçadas no papel, não é mais o humor que gera constrangimento, e sim o fato de Vaughn não saber a hora de parar. Sem motivo para se importar com tudo aquilo, no final até a duração do filme se prova um exagero.

    Não se levar a sério não seria necessariamente um problema, embora hoje soe bem pouco interessante — todo mundo já fez e, ainda assim, continua a fazer (incluindo o próprio Vaughn, cujo Kingsman já propunha inverter clichês de espionagem e ação em chave cômica). O problema é quando, sob o pretexto de que tudo é uma grande piada, Argylle justifica o esgarçamento das regras do seu próprio universo e, com uma piscadela ou um comentário autorreferente, tenta disfarçar que não tem muito a oferecer além da sua premissa divertida. O filme poderia ser bom. Poderia até ser ótimo. Mas, para o azar de todos os envolvidos, Argylle se perde na própria piada.


(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/argylle. Adaptado.)
Pode-se dizer que, no parágrafo inicial do texto, o autor teve a intenção de: 
Alternativas
Q3395200 Meio Ambiente
As isolinhas desenhadas para ligar lugares diferentes que partilham a mesma altitude são chamadas de:
Alternativas
Q3395199 Engenharia Civil
Assinale a alternativa que contém corretamente o tipo de desastre relacionado à extrapolação da capacidade de escoamento de sistema de drenagem urbana, gerando acúmulo de água em ruas, calçadas ou outras infraestruturas urbanas, e que ocorrem, em geral, após precipitações intensas: 
Alternativas
Q3395198 Engenharia Civil
Avalie as proposições a seguir acerca das formas de prevenção e mitigação no âmbito da defesa civil:
I.Controle da cobertura vegetal em taludes é uma ação mitigadora/prevenção.
II.A limpeza e a manutenção das galerias de drenagem, bocas de lobo e sarjetas é uma ação mitigadora/prevenção.
III.Construção de abrigos temporários para desabrigados em decorrência de desastre é uma ação mitigadora/prevenção.
É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3395197 Meio Ambiente
O resultado de evento adverso, de origem natural ou induzido pela ação humana, sobre ecossistemas e populações vulneráveis que causa significativos danos humanos, materiais ou ambientais e prejuízos econômicos e sociais é definido como:
Alternativas
Q3395196 Legislação Federal
Assinale o que for correto acerca da Lei n.º 12.608, que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil: 
Alternativas
Q3395195 Meio Ambiente
Na cidade de Springfield, certo dia, houve uma precipitação de 80 mm. Isso significa que houve uma chuva de aproximadamente: 
Alternativas
Q3395194 Legislação Federal
Assinale a alternativa que contém todas as ações englobadas pela proteção e defesa civil, segundo a Lei n.º 12.608, que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil:
Alternativas
Q3395193 Direito Ambiental
Com relação à Lei n.º 12.651, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa, assinale o que está correto:
Alternativas
Q3395192 Direito Ambiental
Analise as proposições a seguir acerca das delimitações das Áreas de Preservação Permanente (APP):
I- É considerado APP as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de 30 metros, em zonas rurais.
II- É considerado APP as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de 50 metros, em zonas urbanas.
III- É considerado APP as áreas com manguezais, em toda a sua extensão.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3395191 Engenharia Civil
Um fator importante na estabilidade de muros de gravidade e outras estruturas de contenção é o grau de saturação do solo. O grau de saturação de uma porção de solo é a razão entre o volume de água pelo(a) seu(sua):
Alternativas
Q3395190 Segurança Pública
No tocante ao ciclo de Gestão e Proteção e Defesa Civil, assinale a alternativa que contém as ações imediatamente anteriores e posteriores a um desastre, respectivamente:
Alternativas
Q3395189 Matemática
Margarete verificou, com uma régua, que uma lagoa tem 10 centímetros de largura, medida no mapa em escala 1:1000. Sendo assim, a largura real dessa lagoa em metros é:
Alternativas
Q3395188 Conhecimentos Gerais
Assinale a alternativa que contém corretamente o tipo de desastre relacionado aos movimentos rápidos de solo/rocha com superfície de ruptura bem definida, centro de gravidade deslocando para baixo e para fora do talude, que possuem duração relativamente curta e que apresenta sinais de fissuras antes da ocorrência:
Alternativas
Q3395182 Atualidades
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A incidência de internações no Brasil por doenças relacionadas à água contaminada, devido à falta de tratamento adequado, atingiu a marca de 12,46 casos para cada 10 mil habitantes, resultando em um custo aproximado de R$ 99 milhões aos cofres públicos, conforme dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) (USP, 2024).
SENDO ASSIM,
II. Esses números destacam o significativo impacto econômico provocado pela ausência de universalização do saneamento básico no País, que se traduz na falta de acesso à água potável encanada por, aproximadamente, 32 milhões de brasileiros e na ausência de sistemas de coleta e tratamento de esgoto para mais de, aproximadamente, 92 milhões de pessoas (USP, 2024).
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q3323026 História e Geografia de Estados e Municípios
A Região Amazônica possui grandes bacias hidrográficas, a gestão adequada dessas bacias compõe um verdadeiro desafio. Além disso, em certas áreas, os transportes fluviais são os mais utilizados pela sua população. O período chuvoso provoca as cheias dos rios e muitas vezes inundações. Neste sentido, considerando que as características físicas das bacias de drenagem influenciam seu comportamento, qual das seguintes opções descreve os fatores que afetam a quantidade e o momento do escoamento?
Alternativas
Q3323025 Legislação Federal

De acordo com a Lei Federal nº 12.608 e suas alterações, que estabelece a Política Nacional de Defesa Civil, analise os itens a seguir. Em seguida, indique a alternativa que apresenta corretamente alguns de seus objetivos.


I. Atuação articulada entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios para redução de desastres e apoio às comunidades atingidas.

II. Promover a identificação e avaliação das ameaças, suscetibilidades e vulnerabilidades a desastres, de modo a evitar ou reduzir sua ocorrência.

III. Planejamento com base em pesquisas e estudos sobre áreas de risco e incidência de desastres no território nacional.

IV. Orientar as comunidades a adotar comportamentos adequados de prevenção e de resposta em situação de desastre e promover a autoproteção.

Alternativas
Q3323024 Legislação Municipal
Indique corretamente os itens a seguir como Verdadeiro (V) ou Falso (F) e em seguida, marque a alternativa correta. Conforme a legislação de proteção e defesa civil vigente, são atribuições que competem aos municípios: 
( ) Identificar e mapear as áreas de risco de desastres.
( ) Declarar situação de emergência e estado de calamidade pública. 

( ) Organizar e administrar abrigos provisórios para assistência à população em situação de desastre, em condições adequadas de higiene e segurança.
 ( ) Mobilizar e capacitar os radioamadores para atuação na ocorrência de desastre.
Alternativas
Respostas
441: B
442: D
443: B
444: B
445: E
446: D
447: E
448: B
449: C
450: A
451: B
452: B
453: A
454: A
455: E
456: A
457: B
458: E
459: D
460: E