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Transpondo-se a forma verbal imperativa para a 2ª pessoa do discurso, no singular, a forma correta é:
Observe a charge do cartunista Laerte.

A estrutura das vozes verbais sugere relevância ou ênfase a determinados termos da oração. No caso da primeira oração, a relevância está no interlocutor que é sujeito paciente da ação verbal.
Assinale a opção em que o termo ignorantes seja atuante e
relevante no contexto apresentado.
Na passagem: “A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais.” (L. 5-8)
A forma verbal destacada no fragmento do texto sinaliza
Sabe-se que um artigo de opinião é um gênero textual que parte da observância de fatos cotidianos para enriquecê-los com reflexões predominantemente de caráter social.
Nesse sentido, e a partir da situação-problema presente no artigo, analise as afirmativas a seguir.
I. A utilização da primeira pessoa do singular confere uma abordagem temática evidentemente subjetiva e apelativa em muitas passagens do artigo, como se percebe em: “O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se.” (L. 42-43)
II. O argumento a partir de dados estatísticos, como ocorre em: “O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.” (L. 53-56) corrobora a gravidade das situações articuladas sobre o tema.
III. A defesa do ponto de vista do autor em: “Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19.” (L. 71-75) parte de um fato evidentemente comprovado para chegar a uma conclusão pertinente sobre o tema.
Assinale:
Sobre o texto, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A oração destacada em: “A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação.” (L. 5-6) funciona sintaticamente como uma subordinada substantiva, exercendo o papel sintático de aposto.
( ) A oração destacada em: “Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica.” (L. 30-32) encontra-se subordinada à principal atribuindo-lhe um valor adverbial de finalidade.
( ) A oração destacada em: “Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países.” (L. 57-59) deve ser classificada como subordinada adjetiva explicativa porque exerce a função sintática de adjunto adnominal em relação a um termo da oração principal.
( ) A oração subordinada destacada em: “É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido” (L. 8-10) assume um papel substantivo, pois exerce a função sintática de objeto direto em relação à principal.
( ) A oração destacada em: “Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola.” (L. 75-77) deve ser classificada como coordenada aditiva por imprimir um valor de adição ao período a que pertence.
As afirmativas são, respectivamente,
Analise o fragmento de texto a seguir.
“Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.” (L. 77-79)
A utilização do acento grave (crase) no trecho destacado é recomendada porque
Identifique dentre as sentenças abaixo aquela que se coaduna com as normas do CPC/73
Das assertivas abaixo, versando sobre recursos, não é correto afirmar que:
Sobre as provas processuais, é correto afirmar:
O Ministério público obrigatoriamente deve intervir nas seguintes ações, exceto:
Tomando por base o antigo CPC, é incorreto afirmar que:
Sobre a responsabilidade civil é correto afirmar, exceto:
Sobre prescrição, podemos afirmar que:.
Sobre atos ilícitos não é correto afirmar que:
Sobre os negócios jurídicos, a única alternativa falsa é:
Sobre a organização político-administrativa do Estado brasileiro, é INCORRETO afirmar que:
No que se refere ao tema "das funções essenciais da Justiça", analise as afirmativas abaixo.
I. A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União, de livre nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada.
II. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado sendo-lhe garantida sua autonomia funcional e administrativa, nos limites constitucionais estabelecidos.
III. A Constituição Republicana de 1988 assegura ao advogado a inviolabilidade de todos os seus atos e manifestações, desde que no exercício de sua profissão.
Assinale a alternativa correspondente a uma correta análise nos termos constitucionais.
Leia o texto abaixo transcrito e, em seguida, responda às questões a ele referentes:
É ético fazer a cabeça de nossos alunos?
Alguns dos livros de história mais usados nas escolas brasileiras carregam na ideologia, que divide o mundo entre os capitalistas malvados e os heróis da resistência
As aulas voltaram, por estas semanas, e decidi tirar a limpo uma velha questão: há ou não doutrinação ideológica em nossos livros didáticos? Para responder à pergunta, analisei alguns dos livros de história e sociologia mais adotados no país. Entre os dez livros que analisei, não encontrei, infelizmente, nenhum “pluralista” ou particularmente cuidadoso ao tratar de temas de natureza política ou econômica.
O viés político surge no recorte dos fatos, na seleção das imagens, nas indicações de leituras, de filmes e de links culturais. A coisa toda opera à moda Star wars: o lado negro da força é a “globalização neoliberal”. O lado bom é a “resistência” do Fórum Social Mundial, de Porto Alegre, e dos “movimentos sociais”. No Brasil contemporâneo, Fernando Henrique Cardoso é Darth Vader, Lula é Luke Skywalker.
No livro Estudos de história, da Editora FTD, por exemplo, nossos alunos aprenderão que Fernando Henrique era neoliberal (apesar de “tentar negar”) e seguiu a cartilha de Collor de Melo; e que os “resultados dessas políticas foram desastrosos”. Em sua época, havia “denúncias de subornos, favorecimentos e corrupção” por todos os lados, mas “pouco se investigou”.
Nossos adolescentes saberão que “as privatizações produziram desemprego” e que o país assistia ao aumento da violência urbana e da concentração de renda e à “diminuição dos investimentos”. E que, de quebra, o MST pressionava pela reforma agrária, “sem sucesso”.
Na página seguinte, a luz. Ilustrado com o decalque vermelho da campanha “Lula Rede Brasil Popular”, o texto ensina que, em 2002, “pela primeira vez” no país, alguém que “não era da elite” é eleito presidente. E que, “graças à política social do governo Lula”, 20 milhões de pessoas saíram da miséria. Isso tudo fez a economia crescer e “telefones celulares, eletrodomésticos sofisticados e computadores passaram a fazer parte do cotidiano de milhões de pessoas, que antes estavam à margem desse perfil de consumo”.
Na leitura seguinte, do livro História geral e do Brasil, da Editora Scipione, o quadro era o mesmo. O PSDB é um partido “supostamente ético e ideológico” e os anos de Fernando Henrique são o cão da peste. Foram tempos de desemprego crescente, de “compromissos com as finanças internacionais”, em que “o crime organizado expandiu-se em torno do tráfico de drogas, convertendo-se em poder paralelo nas favelas”.
Com o governo Lula, tudo muda, ainda que com alguns senões. Numa curiosa aula de economia, os autores tentam explicar por que a “expansão econômica” foi “limitada”: pela adoção de uma “política amigável aos interesses estrangeiros, simbolizada pela liberdade ao capital especulativo”; pela “manutenção, até 2005, dos acordos com o FMI” e dos “pagamentos da dívida externa”.
O livro História conecte, da Editora Saraiva, segue o mesmo roteiro. O governo Fernando Henrique é “neoliberal”. Privatizou “a maioria das empresas estatais” e os US$ 30 bilhões arrecadados “não foram investidos em saúde e educação, mas em lucros aos investidores e especuladores, com altas taxas de juros”. A frase mais curiosa vem no final: em seu segundo mandato, Fernando Henrique não fez “nenhuma reforma” nem tomou “nenhuma medida importante”. Imaginei o presidente deitado em uma rede, enquanto o país aprovava a Lei de Responsabilidade Fiscal (2000), o fator previdenciário (1999) ou o Bolsa Escola (2001).
No livro História para o ensino médio, da Atual Editora, é curioso o tratamento dado ao “mensalão”. Nossos alunos saberão apenas que houve “denúncias de corrupção” contra o governo Lula, incluindo-se um caso conhecido como mensalão, “amplamente explorado pela imprensa liberal de oposição ao petismo”.
Sobre a América Latina, nossos alunos aprenderão que o Paraguai foi excluído do Mercosul em 2012, por causa do “golpe de Estado”, que tirou do poder Fernando Hugo. Saberão que, com a eleição de Hugo Chávez, a Venezuela torna-se o “centro de contestação à política de globalização da economia liderada pelos Estados Unidos”. Que “a classe média e as elites conservadoras” não aceitaram as transformações produzidas pelo chavismo, mas que o comandante “conseguiu se consolidar”. Sobre a situação econômica da Venezuela, alguma informação? Algum dado crítico para dar uma equilibrada e permitir aos alunos que formem uma opinião? Nada.
Curioso é o tratamento dado às ditaduras da América Latina. Para os casos da Argentina, Uruguai e Chile, um capítulo (merecido) mostrando os horrores do autoritarismo e seus heróis: extratos de As veias abertas da América Latina, de Eduardo Galeano; as mães da Praça de Maio, na Argentina; o músico Víctor Jara, executado pelo regime de Pinochet. Tudo perfeito.
Quando, porém, se trata de Cuba, a conversa é inteiramente diferente. A única ditadura que aparece é a de Fulgêncio Batista. Em vez de filmes como Antes do anoitecer, sobre a repressão ao escritor homossexual Reynaldo Arenas, nossos estudantes são orientados a assistir a Diários de Motocicleta, Che e Personal Che.
As restrições do castrismo à “liberdade de pensamento” surgem como “contradições” da revolução. Alguma palavra sobre os balseiros cubanos? Alguma fotografia, sugestão de filme ou link cultural? Alguma coisa sobre o paredón cubano? Alguma coisa sobre Yoane Sánchez ou as Damas de Branco? Zero. Nossos estudantes não terão essas informações para produzir seu próprio juízo. É precisamente isso que se chama ideologização.
A doutrinação torna-se ainda mais aguda quando passamos para os manuais de sociologia. Em plena era das sociedades de rede, da revolução maker, da explosão dos coworkings e da economia colaborativa, nossos jovens aprendem uma rudimentar visão binária de mundo, feita de capitalistas malvados versus heróis da “resistência”. Em vez de encarar o século XXI e suas incríveis perspectivas, são conduzidos de volta à Manchester do século XIX.
Superar esse problema não é uma tarefa trivial. Há um “mercado” de produtores de livros didáticos bem estabelecido no país, agindo sob a inércia de nossas editoras e a passividade de pais, professores e autoridades de educação. Sob o argumento malandro de que “tudo é ideologia”, essas pessoas prejudicam o desenvolvimento do espírito crítico de nossos alunos. E com isso fazem muito mal à educação brasileira.
Artigo escrito pelo filósofo Fernando L. Schüler. Revista Época. Edição de 07 de março de 2016. Número 925
Releia a passagem e responda: “Quando, porém, se trata de Cuba, a conversa é inteiramente diferente.” A conjunção sublinhada estabelece uma relação de:
