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As mortes violentas entre os jovens
As mortes de jovens por causas violentas no Brasil, na contramão do que se passa nos
países desenvolvidos, superam as causadas por acidentes automobilísticos e suicídio.
O assassinato brutal de um garoto de 18 anos agora em setembro dentro do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, voltou a chamar a atenção para a principal causa de morte de homens jovens no Brasil de hoje: a violência.
Marlon Roldão Soares foi assassinado por dois jovens, que descarregaram ao menos 15 tiros na vítima. Ele se despedia de um amigo que iria viajar. O pai de Soares estava com ele. Dezenas de pessoas estavam no saguão do aeroporto no momento do crime. Até a quarta-feira, dia 21, não estava clara a causa do assassinato, que pelo padrão lembra uma execução. O jovem não tinha antecedentes criminais e não parecia ter relação com o tráfico. No entanto, o bairro em que residia, Vila Jardim, na Zona Norte da capital gaúcha, sofre com a disputa de duas facções criminosas rivais.
Esse conflito parece ter conexão com o ataque. Em um primeiro momento, a polícia trabalhava com a hipótese de um crime passional. O namoro de Soares com uma jovem de outra parte do bairro poderia ter gerado reação do grupo que “domina” a outra área. Outra possibilidade é o garoto ter sido morto por engano. O alvo seria o amigo que embarcava no aeroporto e que teria “desertado” de uma quadrilha de traficantes. O que aconteceu excepcionalmente dentro do saguão de um aeroporto é realidade cotidiana em áreas espalhadas pelo país, territórios com “donos” que não toleram a presença das autoridades. Criam verdadeiros bolsões em que a lei parece não ter vez.
Há uma banalização da violência entre os mais novos. A cena dos garotos saindo do aeroporto, rosto limpo, dando tiros para o alto, pegando “carona” em um carro que os aguardava, sem se preocupar se estavam sendo gravados, revela um desprezo com as autoridades
. As mortes de jovens por causas violentas no Brasil, na contramão do que se passa nos países desenvolvidos, superam as causadas por acidentes automobilísticos e suicídio. É o retrato de uma guerra urbana, que provoca a morte de dezenas de jovens, principalmente garotos, todo dia. As vítimas são majoritariamente pobres, negros e habitantes de periferias.
A sensação de impunidade, a impulsividade típica dessa fase da vida, a busca pela sensação de poder, a escola pouco atraente, o mercado de trabalho retraído, os empregos mal remunerados, o dinheiro “fácil” gerado pelo crime, o uso de álcool e drogas, a ausência de projeto de vida, a desestruturação familiar, história de prisões e agressões envolvendo os pais deixam uma grande parcela da população jovem mais vulnerável às promessas e à sedução do tráfico e do uso da violência. É um ciclo complexo, difícil de quebrar. Mas, sem enfrentar suas causas econômicas e sociais, continuaremos a apenas ficar chocados, dia após dia.
(BOUER, Jairo. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/jairo-bouer/noticia/2016/10/mortes-violentas-entre-os-jovens.html.Acesso em: 18/10/2016.)
As mortes violentas entre os jovens
As mortes de jovens por causas violentas no Brasil, na contramão do que se passa nos
países desenvolvidos, superam as causadas por acidentes automobilísticos e suicídio.
O assassinato brutal de um garoto de 18 anos agora em setembro dentro do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, voltou a chamar a atenção para a principal causa de morte de homens jovens no Brasil de hoje: a violência.
Marlon Roldão Soares foi assassinado por dois jovens, que descarregaram ao menos 15 tiros na vítima. Ele se despedia de um amigo que iria viajar. O pai de Soares estava com ele. Dezenas de pessoas estavam no saguão do aeroporto no momento do crime. Até a quarta-feira, dia 21, não estava clara a causa do assassinato, que pelo padrão lembra uma execução. O jovem não tinha antecedentes criminais e não parecia ter relação com o tráfico. No entanto, o bairro em que residia, Vila Jardim, na Zona Norte da capital gaúcha, sofre com a disputa de duas facções criminosas rivais.
Esse conflito parece ter conexão com o ataque. Em um primeiro momento, a polícia trabalhava com a hipótese de um crime passional. O namoro de Soares com uma jovem de outra parte do bairro poderia ter gerado reação do grupo que “domina” a outra área. Outra possibilidade é o garoto ter sido morto por engano. O alvo seria o amigo que embarcava no aeroporto e que teria “desertado” de uma quadrilha de traficantes. O que aconteceu excepcionalmente dentro do saguão de um aeroporto é realidade cotidiana em áreas espalhadas pelo país, territórios com “donos” que não toleram a presença das autoridades. Criam verdadeiros bolsões em que a lei parece não ter vez.
Há uma banalização da violência entre os mais novos. A cena dos garotos saindo do aeroporto, rosto limpo, dando tiros para o alto, pegando “carona” em um carro que os aguardava, sem se preocupar se estavam sendo gravados, revela um desprezo com as autoridades
. As mortes de jovens por causas violentas no Brasil, na contramão do que se passa nos países desenvolvidos, superam as causadas por acidentes automobilísticos e suicídio. É o retrato de uma guerra urbana, que provoca a morte de dezenas de jovens, principalmente garotos, todo dia. As vítimas são majoritariamente pobres, negros e habitantes de periferias.
A sensação de impunidade, a impulsividade típica dessa fase da vida, a busca pela sensação de poder, a escola pouco atraente, o mercado de trabalho retraído, os empregos mal remunerados, o dinheiro “fácil” gerado pelo crime, o uso de álcool e drogas, a ausência de projeto de vida, a desestruturação familiar, história de prisões e agressões envolvendo os pais deixam uma grande parcela da população jovem mais vulnerável às promessas e à sedução do tráfico e do uso da violência. É um ciclo complexo, difícil de quebrar. Mas, sem enfrentar suas causas econômicas e sociais, continuaremos a apenas ficar chocados, dia após dia.
(BOUER, Jairo. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/jairo-bouer/noticia/2016/10/mortes-violentas-entre-os-jovens.html.Acesso em: 18/10/2016.)
O estado de Minas Gerais assegura, no seu território e nos limites de sua competência, os direitos e garantias fundamentais que a Constituição da República confere aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país.
São direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição do Estado de 1989:
Leia o texto a seguir.
“Para tentar conter a onda de desinformação no Facebook, a rede social lançou um recurso no Brasil que dá contexto às notícias que aparecem no feed dos usuários. O ‘botão de contexto’, como é chamado pela empresa, funciona nos Estados Unidos e, neste mês, foi expandido para o Brasil, Argentina, Colômbia e México.”
O TEMPO. Contra desinformação, Facebook lança botão de contexto no Brasil. 13 out. 2018. p. 12.
Com esse botão, o Facebook mostra ao usuário outros artigos relacionados ao tema pesquisado, quantas vezes ele foi compartilhado e o veículo de informação que o produziu.
Considerando os objetivos dessa medida adotada pelo Facebook, é correto afirmar:
Analise estes dados.

“Quando o câncer acomete as mamas, o aviso, muitas vezes é dado pelo toque nos seios. Mas quando o diagnóstico é tardio, o tratamento e a cura ficam cada vez mais difíceis. Apesar da Organização Mundial da Saúde considerar o pós-50 anos idade de risco, [...] a doença tem aparecido em mulheres mais jovens por vários fatores [...].”
O TEMPO. Prevenção é aliada da cura. 6 out. 2018. p. 34.
Entre os fatores que explicam o aparecimento de câncer de mama em mulheres com menos de 50 anos de idade está(ão)
Analise os dados apresentados na tabela a seguir.

O TEMPO. Brasileiras estudam mais, mas ganham menos do que homens. 15 set. 2018. p. 20.
Os dados dessa tabela se referem ao Índice de Desigualdade de Gênero, que foi divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Considerando esses dados, é correto afirmar:
Leia os textos a seguir.
TEXTO I
“[...] Lei nº 13 721/2018 [...] estabelece que vítimas de violência doméstica ou familiar terão prioridade [...] ao realizar exame de corpo de delito no IML. O atendimento prioritário se estende a mulheres, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e idosos.”
TEXTO II
“Eu estava com três crianças e, antes da Lei Maria da Penha, eu ia para a delegacia e passava a noite lá. Então, para eu ir para o IML, e ficar até o outro dia, esperar o dia amanhecer, eu preferia voltar para casa, pois as crianças poderiam estar chorando, com fome. [...].”
O TEMPO. Vítima de violência doméstica tem prioridade em exames no IML. 6 out. 2018. p. 19.
A contraposição permite afirmar que
Recentemente, o Facebook anunciou mudanças [...] no WhatsApp [...]. O aplicativo de mensagens instantâneas passou a alertar quando uma mensagem é encaminhada de outro usuário, para que as pessoas saibam que ela pode se tratar de uma corrente de informação, estratégia comum das campanhas eleitorais.
O TEMPO. Contra desinformação, Facebook lança botão de contexto no Brasil. 13 out. 2018. p 12.
A fim de atuar contra a disseminação de notícias falsas (fake news), o WhatsApp passou a exibir em algumas mensagens trocadas por usuários a expressão “encaminhada”. Com essa medida o aplicativo informa que a mensagem:
A bilheteria de um teatro arrecadou R$ 3 792,00 vendendo todos os ingressos disponíveis de uma peça teatral. O preço do ingresso era R$ 48,00. Os estudantes pagavam metade desse valor pelo ingresso.
Se 120 pessoas assistiram a essa peça, o número de estudantes presentes no teatro era de
Observe a tabela a seguir.

Fazendo uma operação aritmética com os dois números de cada linha ou coluna, obtém-se como resultado o terceiro número.
Qual é o número que substitui corretamente a
interrogação na tabela?
Dois artesãos, em cinco dias de trabalho, produzem 60 colares.
Quantos colares três artesãos produzirão em dois dias?
Os pares de números nas fichas a seguir apresentam um padrão comum.

Assinale a alternativa que apresenta o mesmo padrão
Em uma escola, foi feita uma pesquisa para saber quais eram os esportes preferidos dos alunos. Os resultados dessa pesquisa estão apresentados no gráfico a seguir.
Com base nas informações apresentadas no gráfico, pode-se afirmar:
Considerando a frase “Que momento exclusivo, íntimo e pessoal...”, presente no primeiro quadrinho da tirinha, analise as afirmativas a seguir.
I. Os termos “exclusivo”, “íntimo” e “pessoal” pertencem à mesma classe de palavras.
II. “Que”, nessa frase, é um artigo definido.
III. O termo “pessoal” qualifica o termo “momento”.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
As mariposas
Adoniran Barbosa
As mariposa quando chega o frio
Fica dando volta em volta da lâmpida pra se esquentar
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansar
Eu sou a lâmpida
E as muié é as mariposa
Que fica dando volta em volta de mim
Toda noite só pra me beijar
Disponível em:<http;//www.vagalume.com.br/adoniran-barbosa/as-mariposas.html>
Sobre a composição de Adoniran Barbosa, analise as afirmativas a seguir, assinalando com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Em “As mariposa quando chega o frio” há desvio da norma-padrão no que diz respeito à concordância nominal.
( ) Em “Eu sou a lâmpida / E as muié é as mariposa” o sujeito não concorda com o verbo em nenhuma das duas orações.
( ) A repetição da palavra “volta” em “Que fica dando volta em volta de mim” configura um desvio da norma-padrão.
( ) Em “Elas roda, roda, roda e dispois se senta”, de acordo com a norma-padrão, o verbo “sentar” não pode ser conjugado com o pronome “se”.
Assinale a sequência correta.
