Questões de Concurso Para engenheiro de telecomunicações

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Q2074411 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

A posição do pronome oblíquo destacado é facultativa em: 
Alternativas
Q2074409 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

Observe a regência dos verbos destacados nas frases abaixo:


    1- Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes.

        Lembro das pessoas passando em volta, apressadas e felizes.

     2- Lembro-me da mão dele segurando a minha.

         Lembro a mão dele segurando a minha.

    3- “Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia.”

        Lembro apenas as sensações e as emoções daquele dia.

    4 - Não me lembro do que aconteceu em campo.

         Não me lembro o que aconteceu em campo.


Quanto à regência dos verbos, as frases acima poderiam ser reescritas, sem prejuízo sintático, em: 

Alternativas
Q2074408 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

Em: “A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.”, o verbo “celebrávamos” está flexionado no mesmo tempo verbal que:
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Q2074405 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

Em: “Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado.”, êxtase pode ser MELHOR substituída por
Alternativas
Q2074400 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

São títulos possíveis para o texto, EXCETO
Alternativas
Q2074398 Português

Milly Lacombe

Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.

    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

O propósito do texto é
Alternativas
Q4050813 Telecomunicações
Em tecnologias de acesso como Cable Modem, os sinais de dados e vídeo trafegam em um mesmo cabo coaxial. Para separar esses sinais, primeiramente ele é dividido em duas partes iguais através de um dispositivo divisor de potência. Cada parte é encaminhada em seu próprio cabo coaxial, uma para o roteador sem fio e outra para o modem da TV a cabo. Sendo esses últimos que, finalmente, filtram o sinal de interesse. A imagem mostra um esquema simples de divisor de potência de 3 dB baseado em linhas de transmissão do tipo microstrip. O dispositivo é composto de três estágios: o primeiro estágio é a entrada do dispositivo, correspondendo a uma linha de transmissão de 50 Ω; o terceiro estágio são as saídas do dispositivo, correspondendo a duas linhas de transmissão em paralelo, também de 50 Ω cada. Observe que o terceiro estágio apresenta uma impedância equivalente de 25 Ω (50 Ω // 50 Ω = 25 Ω); portanto, está descasado com o primeiro estágio, cuja impedância é de 50 Ω. Para que não haja reflexão de sinais na frequência de operação, o segundo estágio foi projetado para funcionar como um transformador de impedância de 1/4 de comprimento de onda:
(Considere que 1 ⁄ √2 = 0, 7.)

Imagem associada para resolução da questão


As impedâncias características das linhas de transmissão do segundo estágio são:
Alternativas
Q4050812 Engenharia de Telecomunicações
Em um projeto de radioenlace ponto a ponto na frequência de 5 GHz, cujo transmissor e receptor distam um do outro 1 km, a potência mínima necessária a ser captada pela antena receptora de modo que a comunicação ocorra sem falhas apreciáveis é de –54 dBm (já considerando uma margem adequada). Considere também que:

• deve-se usar o mesmo modelo/parâmetro de antena no transmissor e no receptor;
• dadas as características da região e as alturas escolhidas para as antenas no projeto, o modelo do espaço livre é o mais adequado para se estimar as perdas de propagação;
• as perdas entre o rádio e sua respectiva antena é de menos de 1 dB;
• a legislação vigente limita a potência EIRP (Equivalent Isotropic Irradiated Power – Potência Equivalente Isotropicamente Irradiada) do sinal transmitido a, no máximo, 30 dBm, devendo ser obedecida; e,
• log10 (5) ≅ 0,7.

Diante do exposto, assinale a alternativa mais adequada para as antenas a serem utilizadas no projeto e para configurar a potência do rádio transmissor: “antenas do tipo __________ com ________ de ganho e potência do transmissor de ________.”. 
Alternativas
Q4050811 Engenharia de Telecomunicações
Uma empresa necessita conectar a sua matriz a duas filiais A e B. O engenheiro de telecomunicações responsável concluiu que a forma mais adequada é através de dois radioenlaces ponto a ponto, operando em frequência não licenciada, conectando cada filial diretamente à matriz. Considere, ainda, que para os requisitos do projeto (taxa de dados, modulação, codificação etc.), os rádios receptores que serão utilizados apresentam uma sensibilidade de –74 dBm, sendo também necessário garantir uma SINR (Signal-toInterference plus Noise Ratio – relação sinal-interferência mais ruído) de, pelo menos, 25 dB. Considere, também, que, após uma varredura no espectro de frequência nas duas regiões onde se encontram as filiais, constatou-se que, nos canais de operação escolhidos, o nível máximo de “interferência mais ruído” obtido foi de –95 dBm na filial A e de –105 dBm na filial B. De acordo com tais informações e desprezando as perdas entre antena e rádio, as potências mínimas necessárias que devem ser captadas pelas antenas receptoras (considere uma margem de 20 dB), para que a comunicação na direção matriz-filiais seja sem falhas apreciáveis são de, aproximadamente:
Alternativas
Q4050810 Redes de Computadores
A internet é uma combinação complexa de diferentes tipos de serviços empregando diversos tipos de protocolos. A divisão desses serviços em variadas camadas fornece estrutura a essa rede complexa. Tais camadas são divididas de tal forma que cada uma utiliza a saída da camada logo abaixo dela, executa as funções alocadas e prepara a entrada para a próxima camada, ou vice-versa. Essa arquitetura em camadas é chamada de Pilha de Protocolos da Internet (TCP/IP). Sobre a pilha de protocolos TCP/IP, analise as afirmativas a seguir.

I. Um protocolo TCP é um protocolo orientado à conexão e simplex.
II. Uma rede de classe C, com endereço de rede 200.217.123.0 e máscara de sub-rede 255.255.255.0, pode endereçar, no máximo, 256 hosts.
III. O número máximo de portas possíveis para uma conexão TCP é 65.536.
IV. O protocolo ICMP é utilizado para detectar problemas na rede e reportar condições de erro.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4050809 Telecomunicações
Em 21 de janeiro de 2022, completaram-se 161 anos de nascimento da primeira pessoa a transmitir a voz humana por ondas de rádio, constituindo os primórdios da modulação AM na comunicação sem fio: Roberto Landell de Moura, sarcedote e cientista brasileiro nascido na cidade de Porto Alegre/RS. Infelizmente, na época, ele foi ignorado pelas autoridades e ridicularizado pelos fiéis, falecendo por tuberculose, em 1928, no mais completo esquecimento. Duas décadas após sua primeira transmissão pública, que foi devidamente documentada pela imprensa, a radiodifusão por modulação AM (depois por FM) se tornaria o primeiro meio eletrônico de comunicação em massa. Sobre as modulações AM e FM, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4050808 Redes de Computadores
Para projetar uma rede TCP/IP, a fim de conectar alguns computadores que executam serviços críticos, com todo o roteamento feito por rotas estáticas, foi modelado um projeto de redes, conforme o diagrama, cujos endereços de rede entre os roteadores e computadores estão representados pela notação CIDR:

Imagem associada para resolução da questão

Ao implementar a solução apresentada no diagrama, um problema foi detectado: o computador A não consegue enviar pacotes de rede para o computador C. Ao analisar a tabela de roteamento do Roteador 1, verificou-se que falta configurar uma rota estática, que deve conter os seguintes endereços: rede de destino (DESTINATION_NETWORK); máscara de sub-rede da rede destino (SUBNET_MASK); e, endereço IP do próximo roteador no caminho (NEXT_HOP_IP_ADDRESS). Os endereços corretos a serem configurados no DESTINATION_NETWORK; SUBNET_MASK; e, NEXT_HOP_IP_ADDRESS são, respectivamente:
Alternativas
Q4050807 Física

Considere um imã natural próximo a um anel condutor, conforme a imagem: 



Imagem associada para resolução da questão



O movimento relativo entre o imã e o anel condutor, na direção do eixo x, induz uma corrente no anel. Sobre essa corrente induzida, analise as afirmativas a seguir.



I. A situação pode ser analisada considerando o condutor em repouso e o imã em movimento em relação a ele; dessa forma, a variação no tempo do campo magnético onde se encontra o condutor, ocasionada pelo movimento do imã, produz um campo elétrico que age nas cargas livres do condutor, induzindo a corrente elétrica.


II. A situação pode ser analisada considerando o imã em repouso e o condutor em movimento em relação a ele; dessa forma, não se gera nenhum campo elétrico, mas o movimento do condutor no campo magnético estático do imã gera uma força magnética que age nas cargas livres do condutor, induzindo a corrente elétrica.



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4050806 Engenharia de Telecomunicações
Para as ondas de rádio a água do mar é considerada como um bom condutor, e amagnético (μ = 4π × 10−7 H/m). Na frequência f de 1 MHz, o máximo que uma onda eletromagnética incidente na superfície do mar consegue penetrar é em torno de 1 m de profundidade. Assim sendo, corresponde à melhor estimativa para a condutividade elétrica σ da água do mar:
(Considere que e−1 = 0, 37; π−2 = 0, 1; δ = √1 ⁄ (μπ σ) sendo a fórmula para a profundidade de penetração em bons condutores; e que para todos os efeitos práticos uma onda eletromagnética é totalmente absorvida pelo meio quando a intensidade de seu campo elétrico decai para menos de 1% de seu valor no início da propagação neste meio.)
Alternativas
Q4050805 Engenharia de Telecomunicações
Um medidor de ROE (Relação de Onda Estacionária) é um equipamento útil para determinar o nível de descasamento entre a linha de transmissão e a carga. Alguns displays de medidores comerciais vêm com uma indicação de alerta quando o valor de ROE medido ultrapassa o valor de 3 : 1. Valores altos de ROE indicam alto nível de reflexão na linha de transmissão, o que reduz a potência de saída, distorce o sinal transmitido, podendo causar danos ao transmissor. Considerando que uma medição de ROE de 3 : 1 é obtida na linha de transmissão de um sistema de comunicação, qual o percentual de potência que está sendo refletido na carga?
Alternativas
Q4050804 Engenharia Eletrônica
Tecnologias baseadas em microcontroladores são cada vez mais usadas na automação de processos, visando sua maior eficiência. Um exemplo é o controle automático de sistemas de iluminação (smart light control system) para a redução do desperdício de energia elétrica. Nesses sistemas, um conjunto de sensores são utilizados no monitoramento do ambiente. Os sinais vindos dos sensores são, então, processados pelo microcontrolador de forma a acionar um conjunto de lâmpadas via relés para iluminar adequadamente o ambiente somente quando necessário. Por outro lado, os microcontroladores têm limitação da corrente que podem fornecer em suas portas de saída (GPIOs), sendo necessário o uso de transistores para o acionamento dos relés sem sobrecarga ao microcontrolador. A imagem a seguir mostra esquematicamente tal sistema de acionamento a TBJ, servindo como interface entre uma GPIO e um relé: 

Imagem associada para resolução da questão

Qual deve ser o valor da resistência RB para acionar o relé, quando a GPIO fornece uma tensão de 5 V?
(Considere o conceito de saturação forte; a tensão de barreira de potencial da junção base-emissor de 0,7 V.)
Alternativas
Q4050803 Redes de Computadores
Considere uma rede que possui 4 hubs cascateados; os usuários reclamam de lentidão no acesso à rede. Na verificação, são descartados problemas de configuração de software. Para solucionar o problema, é correto:
Alternativas
Q4050802 Engenharia Eletrônica
Na Segunda Guerra Mundial, os bombardeios eram um recurso usado para reduzir a capacidade logística do inimigo. Por isso, as artilharias antiaéreas eram vitais na defesa dos alvos em potencial. Para alvejar uma aeronave, é necessário prever sua posição futura. Isso é realizado a partir do processamento matemático de parâmetros como altitude do avião, direção do vento e velocidade do projétil. A artilharia é, então, apontada para esse ponto imaginário no céu. Os computadores mecânicos da época não tinham como realizar tais cálculos na velocidade exigida. Assim, o lendário laboratório da empresa de telefonia Bell criou o direcionador balístico M9, o qual realizava os cálculos em fração de segundos. A adoção do M9 reduziu a média de tentativas para se alvejar uma aeronave de 17.000 para 90. No coração do M9 estava uma outra invenção recente do laboratório: o amplificador operacional (amp-op), capaz de realizar cálculos diversos (soma, multiplicação, integração etc.) com precisão, usando eletricidade (tensões), o que acelera muito o processo. Atualmente, o amp-op é um dos mais versáteis componentes eletrônicos empregados numa grande variedade de circuitos, além dos “matemáticos” que o popularizaram. O circuito com amplificador operacional apresenta uma dada funcionalidade: 

Imagem associada para resolução da questão

Considerando que o amp-op é ideal e que o capacitor está inicialmente descarregado, é correto afirmar que o circuito:
Alternativas
Q4050801 Engenharia de Telecomunicações
No dia 11 de agosto de 2020, faleceu, aos 91 anos de idade, o cientista Russell Kirsch, conhecido como o inventor da imagem digital (imagem bitmap). Na imagem, ele aparece segurando a primeira imagem digital da história (imagem do seu filho). Ela continha, no total, 31.000 pixels. Imagens atuais podem chegar a 12 milhões de pixels.

Imagem associada para resolução da questão

(Disponível em: https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2020/08/14/criado r-da-primeira-imagem-digital-da-historia-morre-aos-91-anos-noseua.ghtml. Adaptado.)

O pixel é a unidade básica de imagem, sendo formada na sua versão colorida, por três canais independentes, referentes às cores básicas vermelho (R); verde (G); e, azul (B). A cor do pixel forma-se da combinação aditiva dos canais RGB, ao variar suas intensidades. A intensidade de cada canal é codificada em binário. Assim, quanto mais bits são usados para codificar cada cor básica, mais nuances de cores são possíveis na imagem. No padrão true color, utiliza-se 8 bits para cada canal, permitindo que cada um tenha até 256 intensidades de cor, o que gera a reprodução de mais 16 milhões de cores por pixel. Se um pixel de uma imagem tem a cor azul turquesa, os canais R, G e B devem ter intensidades 64; 224; e, 208, respectivamente. Determine qual é a codificação em hexadecimal para os canais R, G e B, assumindo que a imagem foi criada no padrão true color.
Alternativas
Q4050800 Telecomunicações
Num projeto de Multiplexação no Domínio do Tempo (TDM), para um sistema de comunicação cabeado, é necessário multiplexar 64 canais telefônicos. No entanto, só há disponível multiplexadores 8 : 1. Ainda assim é possível realizar o projeto se os multiplexadores disponíveis forem dispostos numa forma de uma associação chamada “em série”. Quantos multiplexadores 8 : 1 serão necessários para a realização do projeto?
Alternativas
Respostas
481: A
482: C
483: C
484: C
485: D
486: D
487: C
488: C
489: D
490: C
491: B
492: C
493: D
494: B
495: B
496: C
497: C
498: C
499: B
500: B