Questões de Concurso Para supervisor educacional

Questões Discursivas

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Q3331842 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
A equipe de uma escola foi informada de que um aluno está sob a guarda de uma tia. Anteriormente, a escola dialogava apenas com a mãe, pois o pai era ausente. Agora, a equipe precisa decidir quem convocar para uma reunião: a mãe, o pai, a tia ou, ainda, alguma outra entidade. Consultando o artigo 33 da Lei nº 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), a equipe esclareceu que, em situação de guarda, a obrigação pela prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente é atribuída
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Q3331841 Direito Constitucional
Com relação à destinação de recursos públicos à educação, o artigo 212 da Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, estabelece:

A União aplicará, anualmente, nunca menos de __________, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios __________ por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas. 
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Q3471502 Pedagogia
O currículo, para que contribua com ações emancipatórias, de acordo com Grundy, citada por Sacristán (2000), pressupõe uma prática "sustentada pela reflexão enquanto práxis", vista não como um plano que é preciso ser cumprido, mas uma ação do professor dada a partir da interação entre reflexão e ação, que parte de um processo que interliga o planejamento, a ação e a avaliação.
Fonte: Blumenau (SC). Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Educação. Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau / Blumenau (SC). Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Educação. Blumenau: SEMED, 2021.

Baseado no texto acima, marque a alternativa que destoe desse contexto.
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Q3471501 Gestão de Pessoas
 A satisfação das necessidades nem sempre é plenamente alcançada. Pode existir uma barreira ou obstáculo que impeça a satisfação da necessidade. Toda necessidade não-satisfeita é motivadora de comportamento. Quando uma necessidade não é satisfeita dentro de um tempo razoável, ela passa a ser um motivo frustrado que conduz a diferentes reações comportamentais, tais como:

I.A conduta da pessoa frustrada tende a se tornar lógica e cheia de explicação aparente.
II.Reações emocionais como ansiedade, aflição, insônia, distúrbios digestivos.
III.A pessoa frustrada pode tornar-se agressiva, com a liberação da tensão acumulada por meio da agressão verbal, física ou simbólica.
Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. Elsevier Brasil, 2003.

É CORRETO o que se afirma em:
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Q3471500 Pedagogia
Dentre os princípios norteadores que regem o Projeto Político Pedagógico (PPP) está a autonomia que se configura como:
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Q3471499 Pedagogia
Para favorecer uma alfabetização de qualidade, é necessário propor atividades de leitura e escrita que fazem sentido para as crianças. É necessário que as atividades de leitura e escrita aconteçam de forma prazerosa, contextualizada, e de acordo com a realidade social dos educandos.
Fonte: Lopes, Janine Ramos. Caderno do educador: alfabetização e letramento. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2010.

Esse fator é um facilitador da ação da alfabetização, denominado:
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Q3471498 Pedagogia
A supervisão, que iniciara o século em termos de orientação, assume o caráter de assistência, renovação e inovação. "O papel do supervisor tornou-se o de apoiar, assistir e participar, antes que dirigir. A autoridade da posição de supervisor não se reduziu, mas passou a ser usada de outro modo. É usada para promover crescimento através do exercício da responsabilidade e da criatividade antes que da dependência e conformidade".
Fonte: LOURENÇO, Leda Maria Silva; DE MENDONÇA MOULIN, Nelly; DE ARAÚJO, Maria Pastora. Histórico, conceito e importância da supervisão escolar. Curriculum, v. 12, n. 4, p. 23-33, 1973.

Baseado na supervisão avaliada em sua forma moderna, marque a alternativa que apresente as características CORRETAS.
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Q3471497 Pedagogia
O coordenador pedagógico, profissional que possui um trabalho complexo dentro das instituições de ensino, trabalhando com o intuito de transformar e contribuir para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem e na formação continuada dos docentes pautada na reflexão crítica, deve basear-se em conceitos como:
Fonte: DE CARVALHO, Nina Araujo. Coordenação Pedagógica: Práticas e Implicações na Escola e na Sociedade.
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Q3471496 Pedagogia
Dentre os pensadores, educadores e filósofos que instituem e contribuem com os fundamentos da Educação está Johan Heinrich Pestalozzi onde segundo o mesmo, o processo educativo deveria se basear em três dimensões humanas: a cabeça (intelectual), a mão (físico) e o coração (afetivo ou moral).
Fonte: Camillo, Cíntia Moralles; Medeiros, Liziany Müller. Teorias da educação [recurso eletrônico]. Santa Maria, RS : UFSM, NTE, 2018.

Baseado em suas teorias e concepções pedagógicas, marque a alternativa que o represente corretamente:
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Q3471495 Pedagogia
O behaviorismo radical deste autor foi empregado em dois sentidos: por negar radicalmente a existência de algo que escapa ao mundo físico, isto é, que não tenha uma existência identificável no espaço e no tempo (como a mente, a consciência e a cognição); e por radicalmente aceitar (i.e., aceitar integralmente) todos os fenômenos comportamentais (Matos, 1995). Além disso, esse autor desenvolveu o conceito de Comportamento Operante, hoje é este o cerne principal da Análise do Comportamento.
Fonte: Camillo, Cíntia Moralles; Medeiros, Liziany Müller. Teorias da educação [recurso eletrônico]. Santa Maria, RS: UFSM, NTE, 2018.

O texto acima refere-se à qual autor das teorias educacionais? Marque a alternativa CORRETA:
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Q3471494 Pedagogia
Planejamento de ensino consiste em processo de tomada de decisões, a partir de análise de informações coletadas e/ou disponíveis, de forma a racionalizar uso de meios e recursos para atingir objetivos específicos pré-determinados, em situação de ensino/aprendizagem, controlando a marcha do processo instrucional. Tendo em vista, diferentes estilos de ensinar, mas todos com um mesmo propósito que é o da efetivação da aprendizagem.
Fonte: GARCIA, Consuelo de M. Planejamento de ensino: fase de preparação. Educar em Revista, p. 9-34, 1984.

Abaixo estão algumas características desse planejamento, marque a alternativa INCORRETA:
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Q3471493 Pedagogia
A Educação enquanto instituição social que tem por característica ontológica a reflexão crítica e o pensamento livre, proporcionando a emancipação do sujeito, suas diretrizes contemporâneas precisam necessariamente seguir os princípios democráticos. Dentre outros aspectos, os princípios democráticos se relacionam com o reconhecimento e valorização das diferenças, visto que só a partir deste reconhecimento que se evitam os preconceitos e discriminações, ou seja, a (o) (X) é elemento determinante na constituição de um currículo escolar que seja plural, democrático, crítico-reflexivo, inclusivo e livre.
Fonte: DE SOUZA, Luciana Cardoso. PENSAR A EDUCAÇÃO A PARTIR DO TERRITÓRIO. Revista Primeira Evolução, v. 1, n. 39, p. 12-16, 2023.

Substitua o (X) pela alternativa CORRETA.
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Q3471492 Pedagogia
A escola deve ensinar os alunos a pensar e a desenvolver ativamente neles os fundamentos do pensamento contemporâneo, para o qual é necessário organizar um ensino que impulsione o desenvolvimento ou ensino desenvolvimental. Diante disso, julgue abaixo sobreo papel da Didática nesse processo de ensino e aprendizagem:

I.Configura-se no desenvolvimento de habilidades e competências que auxiliem os alunos a lidarem com realidade, resolvendo problemas, enfrentando dilemas, tomando decisões e formulando estratégias de ação.
II.A Didática relaciona-se à investigação dos fundamentos, das condições e dos modos de realização do processo de ensino.
III.Cabe à Didática converter os objetivos de ensino e pedagógicos em objetivos sociopolíticos.

É CORRETO o que se afirma em:
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Q3471491 Pedagogia
Analise os excertos abaixo:

Excerto I.A escola de hoje não pode limitar-se a passar informação sobre as matérias, a transmitir o conhecimento do livro didático. Ela deve ser uma síntese entre a cultura experienciada que acontece na cidade, na rua, nas praças, nos pontos de encontro, nos meios de comunicação, na família, no trabalho etc., e a cultura formal, que é o domínio dos conhecimentos, das habilidades de pensamento. Nela, os alunos aprendem a atribuir significados às mensagens e informações recebidas de fora, dos meios de comunicação, da vida cotidiana, das formas de educação proporcionadas pela cidade, pela comunidade. O professor tem aí seu lugar, com o papel insubstituível de provimento das condições cognitivas e afetivas que ajudarão o aluno a atribuir significados às mensagens e informações recebidas das mídias, das multimídias e formas diversas de intervenção educativa urbana. O valor da aprendizagem escolar, com a ajuda pedagógica do professor, está justamente na sua capacidade de introduzir os alunos nos significados da cultura e da ciência por meio de mediações cognitivas e interacionais.

Excerto II.Na escola, pelos conhecimentos e pelo desenvolvimento das competências cognitivas, torna-se possível analisar e criticar a informação. Os alunos vão aprendendo a buscar a informação (na TV, no rádio, no jornal, no livro didático, nos vídeos, no computador, etc.) mas, também, os instrumentos conceituais para analisarem essa informação criticamente e darem-lhe um significado pessoal e social. A escola fará, assim, a síntese entre a cultura formal (dos conhecimentos sistematizados) e a cultura experienciada. Por isso, é necessário que proporcione não só o domínio de linguagens para a busca da informação, mas também para a criação da informação. Ou seja, a escola precisa articular sua capacidade de receber e interpretar informação, como a de produzi-la, considerando-se o aluno sujeito do seu próprio conhecimento.
Fonte: LIBÂNEO, José Carlos et al. Organização e gestão da escola. Teoria e prática, v. 5, 2004.

Sobre os excertos, assinale a alternativa CORRETA.
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Q3471490 Pedagogia
A supervisão e sua ação é conceituada por alguns autores descritos abaixo, dentre elas, marque a alternativa INCORRETA.
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Q3471489 Pedagogia
A interdisciplinaridade seria um modo como as disciplinas poderiam ser capazes de contribuir para um entendimento ampliado sobre determinado assunto ou tema, através de ações exercidas pelos professores, no contexto de suas disciplinas individuais e de seus processos particulares de ensino-aprendizagem.
Fonte: GARCIA, J. A Interdisciplinaridade Segundo Os Pcns. Revista de Educação Pública, [S. l.], v. 17, n. 35, p. 363−378, 2012.

Uma crítica a essa a concepção e prática de interdisciplinaridade está corretamente discriminada em:
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Q3471485 Noções de Informática
Um usuário pretende imprimir um arquivo que contém 6 páginas, para agilizar esse usuário gostaria de configurar a impressão em que as páginas já sejam impressas na ordem para somente ser necessário grampear, para isso é necessário selecionar a opção. Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao recurso necessário para executar a ação descrita:
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Q3471477 Português
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais


Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.

À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).

Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.

"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."

O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.

As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos.

Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.

Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.

"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.

"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."

Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.

De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.

Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.

"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.

Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.

"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."

Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.

Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.

Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados.

"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.

Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.

Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.

Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.

Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.

"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.

"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.
De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e 'que precisa de cuidados e limitações' e protegem seus pais.
A expressão destacada trata-se de uma oração:
Alternativas
Q3471469 Português
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais


Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.

À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).

Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.

"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."

O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.

As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos.

Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.

Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.

"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.

"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."

Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.

De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.

Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.

"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.

Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.

"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."

Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.

Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.

Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados.

"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.

Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.

Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.

Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.

Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.

"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.

"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.
À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.
Assinale a expressão que contenha substantivo sem adjetivo.
Alternativas
Q3093726 Pedagogia
Qual filósofo exerceu grande influência sobre a pedagogia, defendendo a ideia de que o conhecimento não é transmitido, mas construído pelo sujeito a partir de suas interações com o meio?
Alternativas
Respostas
221: C
222: B
223: E
224: C
225: C
226: A
227: B
228: B
229: E
230: E
231: B
232: D
233: E
234: C
235: D
236: E
237: X
238: X
239: X
240: D