Questões de Concurso Para médico

Foram encontradas 74.848 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4123649 Português
“João Manuel voltou à cadeira. Tentava pôr a cabeça no lugar, procurar um meio de sair daquela situação. Se fosse no folhetim, era só armar um assassinato ou uma morte acidental, mas, na vida fora do papel, as pessoas geralmente teimam em não morrer quando a gente precisa que elas desapareçam, o que torna o convívio muito mais difícil”. (Trecho de “O Falso Francês”, de Ítalo Damasceno).  
A forma verbal "desapareçam", empregada no trecho "que elas desapareçam", encontra-se no:  
Alternativas
Q4123648 Português
“João Manuel voltou à cadeira. Tentava pôr a cabeça no lugar, procurar um meio de sair daquela situação. Se fosse no folhetim, era só armar um assassinato ou uma morte acidental, mas, na vida fora do papel, as pessoas geralmente teimam em não morrer quando a gente precisa que elas desapareçam, o que torna o convívio muito mais difícil”. (Trecho de “O Falso Francês”, de Ítalo Damasceno).  
Pode-se identificar no fragmento um pressuposto segundo o qual:  
Alternativas
Q4123647 Português

A ÂNSIA DE TER E O TÉDIO DE POSSUIR: UMA REFLEXÃO PSICOLÓGICA À LUZ DO PÊNDULO DE SCHOPENHAUER  


A vida humana, em muitos momentos, parece girar em torno da busca por algo que ainda não temos. Seja um novo relacionamento, um bem material, uma conquista profissional ou um reconhecimento social, parece que estamos constantemente impulsionados a preencher um vazio interno com algo externo. Porém, curiosamente, após a conquista, aquilo que antes nos inflamava de desejo pode rapidamente se transformar em indiferença ou até mesmo em tédio. 

Essa dinâmica — a ânsia de ter e o tédio de possuir — é um fenômeno psíquico profundo e recorrente, que merece uma análise cuidadosa, tanto sob a perspectiva filosófica quanto psicológica. 

Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, trouxe uma contribuição fundamental para essa compreensão através da metáfora do pêndulo. Segundo ele, a vida oscila incessantemente entre a dor e o tédio: a dor do desejo não satisfeito e o tédio que sucede a satisfação. Em suas palavras:

“A vida oscila como um pêndulo, para trás e para frente, entre a dor e o tédio, esses dois elementos que, em última instância, a constituem.” (Schopenhauer, 1818/2005, O Mundo como Vontade e Representação)

No campo da psicologia, especialmente nas abordagens cognitivas e emocionais, podemos interpretar essa oscilação como uma manifestação do funcionamento da mente diante da expectativa e da frustração.  

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que as crenças centrais moldam os desejos e expectativas das pessoas. A ideia de que “preciso ter para ser feliz” é uma distorção cognitiva muito comum. Quando internalizamos que nossa realização pessoal depende da obtenção de algo externo, criamos uma condição para que a ânsia surja com força.

Essa ânsia, por vezes, é confundida com motivação, mas, na prática clínica, percebemos que ela tende a gerar um ciclo de frustração e descontentamento. O problema não está no desejo em si — que é natural —, mas na expectativa irrealista de que o objeto desejado poderá suprir necessidades emocionais profundas e permanentes.

Após a conquista, o sistema de recompensa do cérebro (especialmente associado à dopamina) rapidamente se acomoda. Aquilo que antes era excitante perde a novidade e, com ela, a capacidade de gerar prazer sustentado. Surge então o tédio, que pode ser interpretado como a percepção de um vazio interno não preenchido, agora mais evidente porque o “preenchimento” que idealizamos não se mostrou suficiente.

Em Terapia do Esquema (Young, 2003), o tédio pode ser associado a esquemas de privação emocional, onde o indivíduo sente que suas necessidades básicas de conexão, estabilidade e significado não são atendidas — independentemente das conquistas externas.  

Não há nada de “errado” em desejar ou buscar objetivos. A ânsia e o tédio apenas nos sinalizam que precisamos olhar com mais profundidade para dentro de nós mesmos. Muitas vezes, a busca externa é uma tentativa de compensar necessidades internas não reconhecidas.

Uma abordagem baseada na Terapia Focada nas Emoções (Greenberg, 2010) sugeriria acolher essas emoções sem julgamento. O tédio, por exemplo, pode ser um convite para refletirmos sobre nossos valores mais autênticos — aquilo que realmente dá sentido às nossas vidas, para além do ter.

Aprender a tolerar o vazio, a desacelerar o pêndulo, é um processo terapêutico de grande valor. Significa ensinar nossos pacientes (e a nós mesmos) a viver mais em contato com a experiência presente, aceitando as emoções transitórias, e buscando uma vida orientada por significado e propósito, em vez de apenas pela obtenção.

Schopenhauer nos oferece um olhar cru sobre a condição humana — e, paradoxalmente, essa crueza pode nos libertar. Compreender que a ânsia e o tédio são movimentos naturais da existência pode nos ajudar a viver com mais leveza, sem expectativas ilusórias. A psicologia moderna, com suas diversas abordagens, nos convida a acolher esses movimentos internos com mais consciência, compaixão e responsabilidade.

A vida continuará a oscilar, como um pêndulo. Mas a forma como nos relacionamos com esse movimento pode fazer toda a diferença.

(ADAPTADO. Autor: LEANDRO MARQUES DA ROCHA. Publicado em 18/06/2025. Disponível em https://mrochapsico.com.br/blog/a-ansia-de-ter-e-o-tedio-de-possuir-uma-reflexaopsicologica-a-luz-do-pendulo-de-schopenhauer/)

 A leitura global do texto permite concluir que a posição assumida pelo autor em relação à ânsia de possuir e ao tédio decorrente da posse é a de que: 
Alternativas
Q4123646 Português

A ÂNSIA DE TER E O TÉDIO DE POSSUIR: UMA REFLEXÃO PSICOLÓGICA À LUZ DO PÊNDULO DE SCHOPENHAUER  


A vida humana, em muitos momentos, parece girar em torno da busca por algo que ainda não temos. Seja um novo relacionamento, um bem material, uma conquista profissional ou um reconhecimento social, parece que estamos constantemente impulsionados a preencher um vazio interno com algo externo. Porém, curiosamente, após a conquista, aquilo que antes nos inflamava de desejo pode rapidamente se transformar em indiferença ou até mesmo em tédio. 

Essa dinâmica — a ânsia de ter e o tédio de possuir — é um fenômeno psíquico profundo e recorrente, que merece uma análise cuidadosa, tanto sob a perspectiva filosófica quanto psicológica. 

Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, trouxe uma contribuição fundamental para essa compreensão através da metáfora do pêndulo. Segundo ele, a vida oscila incessantemente entre a dor e o tédio: a dor do desejo não satisfeito e o tédio que sucede a satisfação. Em suas palavras:

“A vida oscila como um pêndulo, para trás e para frente, entre a dor e o tédio, esses dois elementos que, em última instância, a constituem.” (Schopenhauer, 1818/2005, O Mundo como Vontade e Representação)

No campo da psicologia, especialmente nas abordagens cognitivas e emocionais, podemos interpretar essa oscilação como uma manifestação do funcionamento da mente diante da expectativa e da frustração.  

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que as crenças centrais moldam os desejos e expectativas das pessoas. A ideia de que “preciso ter para ser feliz” é uma distorção cognitiva muito comum. Quando internalizamos que nossa realização pessoal depende da obtenção de algo externo, criamos uma condição para que a ânsia surja com força.

Essa ânsia, por vezes, é confundida com motivação, mas, na prática clínica, percebemos que ela tende a gerar um ciclo de frustração e descontentamento. O problema não está no desejo em si — que é natural —, mas na expectativa irrealista de que o objeto desejado poderá suprir necessidades emocionais profundas e permanentes.

Após a conquista, o sistema de recompensa do cérebro (especialmente associado à dopamina) rapidamente se acomoda. Aquilo que antes era excitante perde a novidade e, com ela, a capacidade de gerar prazer sustentado. Surge então o tédio, que pode ser interpretado como a percepção de um vazio interno não preenchido, agora mais evidente porque o “preenchimento” que idealizamos não se mostrou suficiente.

Em Terapia do Esquema (Young, 2003), o tédio pode ser associado a esquemas de privação emocional, onde o indivíduo sente que suas necessidades básicas de conexão, estabilidade e significado não são atendidas — independentemente das conquistas externas.  

Não há nada de “errado” em desejar ou buscar objetivos. A ânsia e o tédio apenas nos sinalizam que precisamos olhar com mais profundidade para dentro de nós mesmos. Muitas vezes, a busca externa é uma tentativa de compensar necessidades internas não reconhecidas.

Uma abordagem baseada na Terapia Focada nas Emoções (Greenberg, 2010) sugeriria acolher essas emoções sem julgamento. O tédio, por exemplo, pode ser um convite para refletirmos sobre nossos valores mais autênticos — aquilo que realmente dá sentido às nossas vidas, para além do ter.

Aprender a tolerar o vazio, a desacelerar o pêndulo, é um processo terapêutico de grande valor. Significa ensinar nossos pacientes (e a nós mesmos) a viver mais em contato com a experiência presente, aceitando as emoções transitórias, e buscando uma vida orientada por significado e propósito, em vez de apenas pela obtenção.

Schopenhauer nos oferece um olhar cru sobre a condição humana — e, paradoxalmente, essa crueza pode nos libertar. Compreender que a ânsia e o tédio são movimentos naturais da existência pode nos ajudar a viver com mais leveza, sem expectativas ilusórias. A psicologia moderna, com suas diversas abordagens, nos convida a acolher esses movimentos internos com mais consciência, compaixão e responsabilidade.

A vida continuará a oscilar, como um pêndulo. Mas a forma como nos relacionamos com esse movimento pode fazer toda a diferença.

(ADAPTADO. Autor: LEANDRO MARQUES DA ROCHA. Publicado em 18/06/2025. Disponível em https://mrochapsico.com.br/blog/a-ansia-de-ter-e-o-tedio-de-possuir-uma-reflexaopsicologica-a-luz-do-pendulo-de-schopenhauer/)

No trecho “O problema não está no desejo em si — que é natural —, mas na expectativa irrealista de que o objeto desejado poderá suprir necessidades emocionais profundas e permanentes”, o autor defende uma perspectiva segundo a qual:
Alternativas
Q4123645 Português

A ÂNSIA DE TER E O TÉDIO DE POSSUIR: UMA REFLEXÃO PSICOLÓGICA À LUZ DO PÊNDULO DE SCHOPENHAUER  


A vida humana, em muitos momentos, parece girar em torno da busca por algo que ainda não temos. Seja um novo relacionamento, um bem material, uma conquista profissional ou um reconhecimento social, parece que estamos constantemente impulsionados a preencher um vazio interno com algo externo. Porém, curiosamente, após a conquista, aquilo que antes nos inflamava de desejo pode rapidamente se transformar em indiferença ou até mesmo em tédio. 

Essa dinâmica — a ânsia de ter e o tédio de possuir — é um fenômeno psíquico profundo e recorrente, que merece uma análise cuidadosa, tanto sob a perspectiva filosófica quanto psicológica. 

Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, trouxe uma contribuição fundamental para essa compreensão através da metáfora do pêndulo. Segundo ele, a vida oscila incessantemente entre a dor e o tédio: a dor do desejo não satisfeito e o tédio que sucede a satisfação. Em suas palavras:

“A vida oscila como um pêndulo, para trás e para frente, entre a dor e o tédio, esses dois elementos que, em última instância, a constituem.” (Schopenhauer, 1818/2005, O Mundo como Vontade e Representação)

No campo da psicologia, especialmente nas abordagens cognitivas e emocionais, podemos interpretar essa oscilação como uma manifestação do funcionamento da mente diante da expectativa e da frustração.  

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que as crenças centrais moldam os desejos e expectativas das pessoas. A ideia de que “preciso ter para ser feliz” é uma distorção cognitiva muito comum. Quando internalizamos que nossa realização pessoal depende da obtenção de algo externo, criamos uma condição para que a ânsia surja com força.

Essa ânsia, por vezes, é confundida com motivação, mas, na prática clínica, percebemos que ela tende a gerar um ciclo de frustração e descontentamento. O problema não está no desejo em si — que é natural —, mas na expectativa irrealista de que o objeto desejado poderá suprir necessidades emocionais profundas e permanentes.

Após a conquista, o sistema de recompensa do cérebro (especialmente associado à dopamina) rapidamente se acomoda. Aquilo que antes era excitante perde a novidade e, com ela, a capacidade de gerar prazer sustentado. Surge então o tédio, que pode ser interpretado como a percepção de um vazio interno não preenchido, agora mais evidente porque o “preenchimento” que idealizamos não se mostrou suficiente.

Em Terapia do Esquema (Young, 2003), o tédio pode ser associado a esquemas de privação emocional, onde o indivíduo sente que suas necessidades básicas de conexão, estabilidade e significado não são atendidas — independentemente das conquistas externas.  

Não há nada de “errado” em desejar ou buscar objetivos. A ânsia e o tédio apenas nos sinalizam que precisamos olhar com mais profundidade para dentro de nós mesmos. Muitas vezes, a busca externa é uma tentativa de compensar necessidades internas não reconhecidas.

Uma abordagem baseada na Terapia Focada nas Emoções (Greenberg, 2010) sugeriria acolher essas emoções sem julgamento. O tédio, por exemplo, pode ser um convite para refletirmos sobre nossos valores mais autênticos — aquilo que realmente dá sentido às nossas vidas, para além do ter.

Aprender a tolerar o vazio, a desacelerar o pêndulo, é um processo terapêutico de grande valor. Significa ensinar nossos pacientes (e a nós mesmos) a viver mais em contato com a experiência presente, aceitando as emoções transitórias, e buscando uma vida orientada por significado e propósito, em vez de apenas pela obtenção.

Schopenhauer nos oferece um olhar cru sobre a condição humana — e, paradoxalmente, essa crueza pode nos libertar. Compreender que a ânsia e o tédio são movimentos naturais da existência pode nos ajudar a viver com mais leveza, sem expectativas ilusórias. A psicologia moderna, com suas diversas abordagens, nos convida a acolher esses movimentos internos com mais consciência, compaixão e responsabilidade.

A vida continuará a oscilar, como um pêndulo. Mas a forma como nos relacionamos com esse movimento pode fazer toda a diferença.

(ADAPTADO. Autor: LEANDRO MARQUES DA ROCHA. Publicado em 18/06/2025. Disponível em https://mrochapsico.com.br/blog/a-ansia-de-ter-e-o-tedio-de-possuir-uma-reflexaopsicologica-a-luz-do-pendulo-de-schopenhauer/)

Ao longo do texto, o autor aproxima a reflexão filosófica de Schopenhauer das contribuições da psicologia contemporânea para explicar um comportamento humano recorrente. Nesse contexto, a metáfora do pêndulo é utilizada para demonstrar que: 
Alternativas
Q4122606 Medicina
Um paciente de 64 anos chega ao pronto-socorro com dor torácica retroesternal opressiva iniciada há 90 minutos, irradiada para o membro superior esquerdo, associada a sudorese e náusea. O eletrocardiograma de 12 derivações realizado à admissão evidencia supradesnivelamento do segmento ST de 3 mm em DII, DIII e aVF, com infradesnivelamento de ST em DI e aVL. Sobre a interpretação eletrocardiográfica desse caso, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4122605 Medicina
Em pronto-socorro de hospital com hemodinâmica disponível 24 horas e equipe de cardiologia intervencionista de plantão, é admitido paciente de 60 anos com dor torácica típica iniciada há 80 minutos e eletrocardiograma com supradesnivelamento de ST em derivações precordiais V2 a V5. Os marcadores de necrose miocárdica estão sendo coletados, e o paciente apresenta estabilidade hemodinâmica. Considerando as diretrizes vigentes para o manejo do infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), assinale a alternativa que apresenta a conduta tecnicamente correta.
Alternativas
Q4122604 Medicina
Um paciente de 76 anos, previamente independente, é avaliado pelo cardiologista com história recente de dispneia aos médios esforços, episódios de angina típica relacionados ao exercício e um episódio de síncope ao caminhar. À ausculta, identifica-se sopro sistólico ejetivo em foco aórtico com irradiação para as carótidas, intensidade 4/6, e segunda bulha hipofonética em foco aórtico. O ecocardiograma transtorácico evidencia área valvar aórtica de 0,7 cm², gradiente médio transvalvar de 48 mmHg, velocidade máxima do jato de 4,4 m/s e fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 55%. Sobre o diagnóstico e a conduta nesse caso, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4122603 Medicina
Uma paciente de 38 anos é encaminhada ao cardiologista com queixa de dispneia progressiva aos esforços e palpitações nos últimos meses. À ausculta cardíaca, identifica-se sopro sistólico ejetivo em borda esternal esquerda alta e desdobramento fixo da segunda bulha cardíaca. O ecocardiograma transtorácico evidencia dilatação das câmaras direitas, comunicação interatrial do tipo ostium secundum com shunt esquerda-direita e relação de fluxo pulmonar/sistêmico (Qp:Qs) de 2,2:1, com pressão sistólica de artéria pulmonar de 38 mmHg. Considerando a cardiopatia congênita identificada, assinale a alternativa correta sobre a abordagem clínica. 
Alternativas
Q4122602 Medicina
 A insuficiência cardíaca (IC) configura síndrome clínica complexa com classificação baseada na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) e no estado funcional do paciente, com diretrizes terapêuticas específicas para cada perfil clínico. Acerca da classificação e do tratamento da insuficiência cardíaca, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__)A classificação ecocardiográfica da insuficiência cardíaca define a IC com fração de ejeção reduzida (ICFEr) por valores de FEVE iguais ou superiores a 50%, configurando o ponto de corte ecocardiográfico consagrado da diretriz brasileira para a estratificação da síndrome.
(__)Os inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT2), como dapagliflozina e empagliflozina, são contraindicados nos pacientes com insuficiência cardíaca, em razão do risco aumentado de eventos cardiovasculares maiores na população atendida com a síndrome no contexto ambulatorial brasileiro.
(__)A classificação ecocardiográfica define a insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) por valores de FEVE inferiores a 40%, configurando ponto de corte consagrado pela diretriz brasileira para a estratificação fenotípica da síndrome no paciente avaliado.
(__)A terapia farmacológica de primeira linha para o paciente com ICFEr articula quatro classes de fármacos modificadores de prognóstico — iARN (ou IECA/BRA), betabloqueador, antagonista do receptor mineralocorticoide e iSGLT2 —, configurando a terapia quádrupla.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4122601 Medicina
Em consulta ambulatorial, o cardiologista atende um paciente de 52 anos, sem comorbidades conhecidas, com medidas de pressão arterial obtidas no consultório, em duas ocasiões distintas, com técnica adequada e equipamento validado: 168/96 mmHg e 164/94 mmHg. O paciente nega uso de medicações anti-hipertensivas e mantém estilo de vida sedentário. De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (SBC/SBH/SBN, 2020), assinale a alternativa que apresenta a classificação correta do paciente e a abordagem terapêutica recomendada. 
Alternativas
Q4122600 Medicina
Um paciente de 72 anos, hipertenso e diabético, com antecedente de acidente vascular cerebral isquêmico há dois anos, é admitido em consulta ambulatorial com diagnóstico recente de fibrilação atrial não valvar persistente, hemodinamicamente estável. O ecocardiograma transtorácico evidencia fração de ejeção ventricular esquerda preservada e ausência de estenose mitral moderada a grave ou prótese valvar mecânica. Considerando o manejo da fibrilação atrial e a estratificação do risco tromboembólico, analise as afirmativas a seguir.
I.O escore CHA2DS2-VASc é o instrumento recomendado para a estratificação do risco tromboembólico em pacientes com fibrilação atrial não valvar, com indicação de anticoagulação oral plena para escores iguais ou superiores a 2 em homens e 3 em mulheres.
II.A anticoagulação oral é contraindicada nos pacientes com fibrilação atrial e antecedente de acidente vascular cerebral isquêmico, em razão do risco elevado de transformação hemorrágica do infarto cerebral, configurando hipótese de eleição para o uso de antiagregação plaquetária dupla na população descrita.
III.Os anticoagulantes orais diretos (DOACs) — apixabana, dabigatrana, edoxabana e rivaroxabana — configuram alternativa preferencial à varfarina nos pacientes com fibrilação atrial não valvar e indicação de anticoagulação, conforme as diretrizes vigentes.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4120674 Direito Tributário
        Pedro, 62 anos de idade, servidor público federal aposentado por tempo de contribuição, tem diagnóstico de cardiopatia isquêmica crônica. Há 2 anos, Pedro foi submetido a cirurgia de revascularização miocárdica. Apresenta atualmente fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 38%, hipocontratilidade ventricular ao ecocardiograma e sintomas de classe funcional II (NYHA) aos esforços moderados. Pedro, então, comparece à perícia oficial visando à isenção de IRPF sobre proventos de aposentadoria.

A partir da situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir.


De acordo com o entendimento pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), caso o quadro de Pedro seja reconhecido como cardiopatia grave pela junta médica oficial, ele manterá o direito à isenção de IRPF independentemente da contemporaneidade dos sintomas ou da persistência da gravidade clínica.

Alternativas
Q4120673 Direito Tributário
        Pedro, 62 anos de idade, servidor público federal aposentado por tempo de contribuição, tem diagnóstico de cardiopatia isquêmica crônica. Há 2 anos, Pedro foi submetido a cirurgia de revascularização miocárdica. Apresenta atualmente fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 38%, hipocontratilidade ventricular ao ecocardiograma e sintomas de classe funcional II (NYHA) aos esforços moderados. Pedro, então, comparece à perícia oficial visando à isenção de IRPF sobre proventos de aposentadoria.

A partir da situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir.


Caso Pedro volte a trabalhar, a eventual isenção do imposto de renda será extensível ao seu novo salário, visto que a legislação visa compensar os gastos extraordinários com o tratamento da saúde independentemente do status funcional.

Alternativas
Q4120672 Medicina
        Pedro, 62 anos de idade, servidor público federal aposentado por tempo de contribuição, tem diagnóstico de cardiopatia isquêmica crônica. Há 2 anos, Pedro foi submetido a cirurgia de revascularização miocárdica. Apresenta atualmente fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 38%, hipocontratilidade ventricular ao ecocardiograma e sintomas de classe funcional II (NYHA) aos esforços moderados. Pedro, então, comparece à perícia oficial visando à isenção de IRPF sobre proventos de aposentadoria.

A partir da situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir.


O quadro de Pedro deve ser classificado como cardiopatia grave, apesar de seu quadro clínico não ser extremamente limitante.

Alternativas
Q4120671 Segurança e Saúde no Trabalho
        Carlos, 38 anos de idade, opera perfuratriz pneumática em mina subterrânea há dez anos. Em atendimento com um médico do trabalho, ele relatou perda auditiva progressiva, zumbido constante e episódios de parestesia e de descoloração dos dedos das mãos quando exposto ao frio. A avaliação ambiental mais recente realizada na mina registrou nível de exposição normalizado (NEN) de 84 dB(A) e aceleração de vibração de mãos e braços com valor de exposição parcial de 4,8 m/s². A empresa não implanta ações de mudança estruturais do local de trabalho, uma vez que as avaliações quantitativas de riscos ocupacionais estão abaixo dos limites de tolerância da NR-15 para ruído e dentro da zona de precaução para vibração. No entanto, a empresa fornece protetores auriculares do tipo inserção e luvas comuns. O médico do trabalho, em obediência à política empresarial de redução do absenteísmo, hesitou em emitir a comunicação de acidente de trabalho (CAT) relativa ao caso de Carlos, seguindo o mesmo entendimento de que não há extrapolação dos níveis legais de riscos ocupacionais e que não há incapacidade para o trabalho.

Considerando a situação hipotética precedente, julgue o item a seguir.


A síndrome de Raynaud relatada, associada à exposição à vibração de mãos e braços acima do nível de ação, caracteriza nexo técnico-epidemiológico para doença do trabalho, contudo a emissão da CAT pode ser dispensada na ausência de incapacidade laborativa total, visto que a legislação acidentária brasileira não pressupõe a notificação do agravamento da saúde decorrente da exposição crônica a agentes físicos.

Alternativas
Q4120670 Segurança e Saúde no Trabalho
        Carlos, 38 anos de idade, opera perfuratriz pneumática em mina subterrânea há dez anos. Em atendimento com um médico do trabalho, ele relatou perda auditiva progressiva, zumbido constante e episódios de parestesia e de descoloração dos dedos das mãos quando exposto ao frio. A avaliação ambiental mais recente realizada na mina registrou nível de exposição normalizado (NEN) de 84 dB(A) e aceleração de vibração de mãos e braços com valor de exposição parcial de 4,8 m/s². A empresa não implanta ações de mudança estruturais do local de trabalho, uma vez que as avaliações quantitativas de riscos ocupacionais estão abaixo dos limites de tolerância da NR-15 para ruído e dentro da zona de precaução para vibração. No entanto, a empresa fornece protetores auriculares do tipo inserção e luvas comuns. O médico do trabalho, em obediência à política empresarial de redução do absenteísmo, hesitou em emitir a comunicação de acidente de trabalho (CAT) relativa ao caso de Carlos, seguindo o mesmo entendimento de que não há extrapolação dos níveis legais de riscos ocupacionais e que não há incapacidade para o trabalho.

Considerando a situação hipotética precedente, julgue o item a seguir.


No que tange à higiene ocupacional e à gestão de riscos, a interpretação da empresa está tecnicamente equivocada, pois, embora o NEN de 84 dB(A) esteja abaixo do limite de tolerância, ele já ultrapassou o nível de ação estabelecido pela NR-9, o que impõe a obrigatoriedade de medidas preventivas e de monitoramento audiométrico sistemático, independentemente da eficácia declarada do equipamento de proteção individual (EPI).

Alternativas
Q4120669 Segurança e Saúde no Trabalho
        Carlos, 38 anos de idade, opera perfuratriz pneumática em mina subterrânea há dez anos. Em atendimento com um médico do trabalho, ele relatou perda auditiva progressiva, zumbido constante e episódios de parestesia e de descoloração dos dedos das mãos quando exposto ao frio. A avaliação ambiental mais recente realizada na mina registrou nível de exposição normalizado (NEN) de 84 dB(A) e aceleração de vibração de mãos e braços com valor de exposição parcial de 4,8 m/s². A empresa não implanta ações de mudança estruturais do local de trabalho, uma vez que as avaliações quantitativas de riscos ocupacionais estão abaixo dos limites de tolerância da NR-15 para ruído e dentro da zona de precaução para vibração. No entanto, a empresa fornece protetores auriculares do tipo inserção e luvas comuns. O médico do trabalho, em obediência à política empresarial de redução do absenteísmo, hesitou em emitir a comunicação de acidente de trabalho (CAT) relativa ao caso de Carlos, seguindo o mesmo entendimento de que não há extrapolação dos níveis legais de riscos ocupacionais e que não há incapacidade para o trabalho.

Considerando a situação hipotética precedente, julgue o item a seguir.


A recusa do médico do trabalho com relação à emissão da CAT é eticamente justificada pelo princípio da autonomia profissional, uma vez que a ausência de extrapolação dos índices legais de ruído e de vibração descaracteriza o nexo causal presumido, devendo prevalecer o princípio da autonomia institucional para a gestão do absenteísmo.

Alternativas
Q4120668 Segurança e Saúde no Trabalho
        João, 42 anos de idade, trabalha como gestor hospitalar há vários anos, submetido a modelo de gestão por resultados com alta fragmentação de tarefas e baixo suporte social. Compareceu ao serviço de saúde de seu órgão relatando episódios de taquicardia, anedonia e uso nocivo de álcool (padrão binge) há vários meses. Associa a ocorrência dos episódios aos períodos de fechamento de metas trimestrais. A anamnese ocupacional revelou que a organização do trabalho de João impede o gozo regular de intervalos e utiliza mecanismos de controle digital que estendem a jornada para o ambiente doméstico.

A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir.


O quadro de abuso do álcool apresentado por João prescinde de nexo técnico-epidemiológico para ser classificado como doença profissional do grupo I de Schilling.

Alternativas
Q4120667 Direito Sanitário
        João, 42 anos de idade, trabalha como gestor hospitalar há vários anos, submetido a modelo de gestão por resultados com alta fragmentação de tarefas e baixo suporte social. Compareceu ao serviço de saúde de seu órgão relatando episódios de taquicardia, anedonia e uso nocivo de álcool (padrão binge) há vários meses. Associa a ocorrência dos episódios aos períodos de fechamento de metas trimestrais. A anamnese ocupacional revelou que a organização do trabalho de João impede o gozo regular de intervalos e utiliza mecanismos de controle digital que estendem a jornada para o ambiente doméstico.

A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir.


Conforme a legislação sanitária, a identificação de riscos psicossociais e do padrão de consumo de substâncias decorrentes da organização do trabalho é atribuição da vigilância sanitária.

Alternativas
Respostas
3021: B
3022: D
3023: A
3024: A
3025: D
3026: D
3027: A
3028: C
3029: D
3030: B
3031: A
3032: A
3033: C
3034: E
3035: C
3036: E
3037: C
3038: E
3039: E
3040: E